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41  resultados para Pfizer

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Notícias encontradas

01.03.19
ED. 6066

Amargo remédio

A busca do Teuto por um sócio investidor tem esbarrado na resistência dos acionistas em abrir mão do controle. A família Mello quer o céu – um aporte substancial capaz de reduzir o endividamento superior a R$ 800 milhões – sem entregar os anéis, ou seja, uma participação majoritária e a gestão do laboratório farmacêutico. O clã é conhecido no setor como um osso duro de roer. Que o diga a Pfizer, que comprou 40% do Teuto e depois revendeu a participação à própria família Mello, embolsando um valor inferior aos R$ 400 milhões pagos anteriormente.

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18.09.18
ED. 5955

Segunda dose

A Torrent, um dos maiores grupos farmacêuticos da Índia, estaria negociando a compra de uma participação no laboratório goiano Teuto, da família Melo. A Pfizer já esteve por lá, com 40% do capital. Mas saiu do negócio após graves atritos com o clã.

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08.02.18
ED. 5804

Teuto na prateleira

O laboratório Aché, das famílias Baptista, Siaulys e Depieri, estaria em conversações para a compra do Teuto. A empresa teria sido avaliada em R$ 1,5 bilhão. A primeira tentativa da família Melo de se desfazer do Teuto virou uma enxaqueca. A Pfizer comprou 40%, tinha a opção de ficar com os 60% restantes, mas acabou “devolvendo” sua participação após atritos a granel com os Melo.

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08.01.18
ED. 5781

Plantão médico

O Hipolabor está gramando em busca de um comprador. Além do Aché e da Eurofarma (ver RR de 2 de janeiro), o laboratório também foi oferecido à Pfizer. É pouco provável, no entanto, que o gigante farmacêutico norte-americano se aventure em uma nova aquisição no Brasil no curto prazo. A companhia ainda está fechando as feridas da traumática passagem pelo laboratório goiano Teuto. A Pfizer comprou 60% da empresa e tinha a opção de adquirir os 40% restantes. Não só desistiu do negócio como revendeu sua participação para os próprios sócios, a família Melo, com quem vivia às turras.

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08.01.18
ED. 5781

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Hipolabor, Pfizer, Galvão Engenharia e Intermédica.

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06.11.17
ED. 5739

A segunda venda do Teuto?

Poucos meses após romper a sociedade com a Pfizer, o Teuto vem sendo cortejado por laboratórios nacionais e internacionais. Segundo o RR apurou, a Eurofarma, controlada pelo empresário Maurizio Billi, e a suíça Novartis já demonstraram interesse na aquisição do laboratório goiano. Seria um raro caso de empresa negociada duas vezes pelos mesmos vendedores. E que negócio! Em 2011, a Pfizer comprou 40% do Teuto por R$ 400 milhões. O contrato dava aos norte-americanos a opção de adquirir o restante das ações até 2016. Pois a Pfizer não só abriu mão do direito como entregou os 40%do laboratório aos seus controladores. Ao que consta recebeu o valor simbólico de R$ 1. O writeoff foi o preço que os norte-americanos preferiram pagar para dar um fim aos constantes desentendimentos com a família Melo.

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10.03.17
ED. 5575

Dose elevada

A norte-americana Advent apresentou uma oferta cheia de zeros pelas participações da Pfizer e da família Melo no laboratório goiano Teuto.

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15.02.17
ED. 5561

Indiano no Teuto

Uma das maiores farmacêuticas da Índia, a Lupin estaria negociando a compra das participações da Pfizer e da família Melo no laboratório Teuto. A pedida gira em torno de R$ 1,2 bilhão.

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01.02.17
ED. 5551

Que remédio?

A Pfizer e a família Melo, que tentam vender o controle do laboratório Teuto há mais de oito meses, desceram do pedestal. Já aceitam propostas mais baixas do que a pedida original, de R$ 1,6 bilhão.

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26.10.16
ED. 5483

Teuto e Medley chegam ao seu prazo de validade

  A Pfizer e os herdeiros do empresário Valterci de Melo – donos, respectivamente, de 60% e 40% do Teuto – vão anunciar até o início de dezembro a venda do controle do laboratório. Estima-se que a operação, conduzida pelo JP Morgan e pelo BTG, fique em torno de R$ 1 bilhão. Dos seis concorrentes que iniciaram a disputa apenas três entraram na reta final: as gestoras norte-americanas Advent e Bain Capital e a indiana Torrent Pharmaceuticals, já presente no Brasil. A venda do Teuto encerrará uma relação societária esquizofrênica: desde que se uniram, em 2010, a Pfizer e a família Melo vivem num ambiente de hostilidade mútua e alguma dose de paranoia. Os norte-americanos sempre alimentaram a suspeita de que os sócios, à frente da gestão, usaram de artifícios contábeis para inflar os números da companhia e, com isso, aumentar o valor de venda dos seus 40%. Em meio às enfermidades societárias, o Teuto vem apresentando um desempenho financeiro frustrante. Para não perder mercado, abusou de uma agressiva política de preços nas negociações com o varejo – em alguns casos de até 80% –, asfixiando sua rentabilidade. Sua margem Ebitda, que, há dois anos, beirava os 30%, já estaria abaixo dos 15%, o menor índice desde 2012. Procurado, o Teuto não quis comentar o assunto. Torrent, Advent e Bain Capital também não se pronunciaram.  A venda do Teuto terá razoável impacto no mercado de genéricos – segmento responsável por mais de 60% do seu faturamento (R$ 560 milhões no ano passado). O laboratório é o oitavo maior fabricante de medicamentos sem patente do país. Foi exatamente este o fator que atraiu para a disputa a Torrent Pharmaceuticals, que fatura mais de US$ 3 bilhões por ano em todo o mundo. O grupo, que atua há 14 anos no mercado brasileiro apenas importando medicamentos da Índia, está decidido a ter uma produção própria de genéricos no país. O apetite dos indianos pode ser medido pela sua presença nas duas grandes operações de M&A em curso no setor. Além da proposta pelo Teuto, a Torrent também estaria em conversações com a Sanofi Aventis, que teria colocado à venda o controle do Medley – outros candidatos seriam os laboratórios brasileiros Cimed e Aché. Consultada, a Sanofi “não confirma que o Medley esteja à venda”. Cimed e Aché não se pronunciaram.  Esta, sim, seria uma operação capaz de chacoalhar o ranking do mercado brasileiro de genéricos. O Medley é o segundo maior fabricante do país, atrás apenas da EMS . Neste ano, deverá faturar mais de R$ 1 bilhão no segmento. Para o Aché, por exemplo, a aquisição valeria a liderança na venda de genéricos no Brasil, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita anual. A exemplo do Teuto, o Medley desperta a cobiça da concorrência mais pela sua estratégica posição de mercado do que exatamente pela performance financeira. O futuro controlador terá trabalho: o laboratório dá prejuízo há dois anos, apesar da profunda reestruturação conduzida pela Sanofi Aventis. Os franceses perderam mais tempo tentando consertar a herança que receberam do que pensando na expansão do negócio. A Medley tinha uma pesadíssima estrutura de custos. Por custos, entenda-se não apenas os corporativos como os de seus controladores. Em um ano, o laboratório teria desembolsado quase R$ 100 milhões para pagar despesas pessoais da família Negão, sua antiga controladora.

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28.07.16
ED. 5421

Sócios do Teuto brigam até o último comprimido

 A Pfizer e a família Melo, sócios no laboratório Teuto, não se entendem nem quando estão de acordo. Há cerca de dois meses, os norte-americanos e os herdeiros do empresá- rio Valterci Melo acertaram uma trégua e decidiram vender em conjunto o controle da farmacêutica goiana. O que parecia ser o ponto final de uma conflituosa relação iniciada em 2010 acabou se revelando um novo round nessa contenda societária. Acionistas majoritários, com 60% do capital, os Mello vêm tentando alijar os norte-americanos das negociações. Segundo o RR apurou, a Pfizer tem conhecimento de que a família, assessorada pelo BTG, estaria mantendo conversações paralelas com candidatos à compra do controle integral do laboratório. De acordo com uma fonte que acompanha as negocia- ções, há tratativas bem avançadas com a Cimed , grupo que atua na produção e distribuição de medicamentos. Outro pretendente seria o Aché, um dos maiores laboratórios farmacêuticos nacionais.  A Pfizer não abre mão da venda em conjunto do controle do Teuto, com o óbvio intuito de melhorar a precificação do ativo, notadamente da sua participação minoritária. É o que recomendaria qualquer bom manual. No entanto, a relação entre a multinacional e os herdeiros de Walterci Melo, morto em 2014, nunca foi marcada exatamente pela lógica e pelo jogo cooperativo. Muito pelo contrário. Os norte-americanos têm suas razões para manter um pé atrás em relação aos sócios. A multinacional já teria acusado a família Melo de maquiar os nú- meros do Teuto e inflar artificialmente o Ebitda da empresa para se beneficiar na eventual venda do controle para a própria Pfizer. Isso porque, ao acertar a aquisição dos 40% do laboratório goiano, a companhia norte-americana ficou com uma opção de compra do restante das ações, a ser exercida até 2017. Pelo contrato, nesse caso a precificação do Teuto equivaleria a 14,4 vezes a geração de caixa da companhia. Ou seja: quanto maior o Ebitda, mais a multinacional teria de pagar pela fatia dos controladores. Por conta disso, a Pfizer sempre confiou desconfiando dos números apresentados pelos Melo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Teuto.

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11.04.16
ED. 5345

Teuto volta a ser o princípio ativo da Pfizer

 O cancelamento da venda do controle mundial da Allergan para a Pfizer foi motivo de celebração entre os acionistas do laboratório Teuto. Não poderia haver melhor notícia para a família Melo. A aposta do clã é que a Pfizer, dona de 40% do Teuto, terá de sair da sua zona de conforto e retomar as negociações para a aquisição dos 60% restantes da companhia. O raciocínio é simples e direto. Com a aquisição global da Allergan, os norte-americanos automaticamente herdariam duas fábricas no país e aumentariam consideravelmente seu portfólio de marcas. Ou seja: a farmacêutica goiana havia se tornado seu Plano B no Brasil. Agora, sem os ativos da Allergan, a compra do controle do Teuto volta à categoria de prioridade estratégica para a Pfizer. Para os herdeiros do empresário Valterci de Melo, morto em 2014, o que está em jogo é uma operação que pode chegar a R$ 600 milhões. Procurada, a Pfizer diz que “avalia a potencial aquisição”. Já o Teuto não quis comentar.  A operação, ressalte-se, depende de um acerto de contas razoavelmente intrincado. Pelo acordo original, caso queira ficar com os 60% restantes, a Pfizer terá de pagar um valor proporcional a 14,4 vezes a geração de caixa do Teuto no momento da operação. Este sempre foi um ponto de fricção entre as partes. Não custa lembrar que os norte-americanos chegaram a acusar os Melo de elevar artificialmente o Ebitda para inflar o valuation da companhia. Hoje, no entanto, parece haver uma congruência entre o desejo de comprar de um e a vontade de vender de outros. Se a Pfizer precisa aumentar sua posição no mercado brasileiro, os Melo buscam uma colcha bem quente capaz de cobrir os prejuízos decorrentes de equivocados investimentos em outras áreas de negócio.

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27.01.16
ED. 5296

Dose extra

 A Pfizer pretende transformar sua operação brasileira em centro de exportações para a América Latina. Hoje, as vendas externas respondem apenas por 5% da receita. A meta é triplicar esse número em dois anos.

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30.11.15
ED. 5258

Pfizer conta as pílulas que faltam para controlar o Teuto

  Em meio ao estardalhaço gerado pela aquisição da Allergan, a maior operação de M&A da história da indústria farmacêutica, discretamente a Pfizer retomou uma conturbada negociação no mercado brasileiro: a compra dos 60% restantes do Teuto pertencentes aos quatro filhos do fundador da empresa, Walterci de Melo, que morreu em maio do ano passado. As duas partes concordaram em contratar um banco para definir o valuation da companhia e, consequentemente, da participação em poder da família. Trata-se não apenas de um passo fundamental para a transferência do controle, mas, sobretudo, um sinal de trégua numa tensa relação societária, que se acicatou ainda mais após o falecimento de Walterci. Do lado da Pfizer, quem está à frente desta intrincada operação é o próprio presidente da subsidiária brasileira, Victor Mezei. O executivo traz o handicap de ter conduzido a negociação com Walterci de Melo para a compra dos 40% do Teuto. Pela companhia goiana, as tratativas têm sido lideradas por Marcelo Leite, presidente do laboratório e homem de confiança de Walterci, e por um dos filhos do empresário, Ítalo Melo. Consultada, a Pfizer não quis se manifestar. Já a Teuto disse que “as partes avaliam o melhor momento” para concluir a transferência do controle.  Ao fechar a aquisição de 40% do Teuto, em 2010, a Pfizer acertou com o empresário uma opção de compra do restante do capital que poderia ser exercida em 2014 – posteriormente, o prazo foi estendido para 2016. À época, ficou acordado que os norte-americanos pagariam, pelos 60%, o valor proporcional de 14,4 vezes a geração anual de caixa do laboratório goiano. O que era para ser um balizador para o ato final da operação se tornou um cabo de guerra após a morte do patriarca. Desde então, a Pfizer passou a acusar os filhos de Walterci de Melo de inflar o Ebitda do Teuto para forçar a venda do controle em condi- ções irreais. A rigor, a multinacional não tinha qualquer obrigação de tomar uma decisão: bastaria esperar por 2016 e a opção de compra estaria automaticamente desfeita. Só que, do outro lado, a família subiu o tom: desde o ano passado, ameaça entrar na Justiça para retomar os 40% em poder dos norte-americanos, sob a alegação de que o acordo firmado por Walterci de Melo era lesivo aos interesses dos herdeiros. Neste clima de guerra fria, a Pfizer permanece onde sempre esteve. O que mudou foi a capacidade bélica dos herdeiros de Walterci de Melo. Seu paiol se esgotou e hoje a família se encontra em uma posição de fragilidade. Os R$ 400 milhões pagos pela Pfizer em 2010 praticamente se evaporaram no pagamento de dívidas e em malsucedidos investimentos da famí- lia em outros negócios, notadamente no setor agrícola.

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17.06.15
ED. 5143

Dúvida cruel

Os empresários Jardel Massari e Norival Bonamichi, donos da Ourofino, maior empresa de saúde animal do Brasil, estão parados em frente a uma bifurcação. De um lado, o velho projeto de comprar ativos no exterior; do outro, a tentação de ceder ao assédio da Zoetis – nascida de um spinoff da Pfizer -, vender o controle da empresa e colocar um caminhão de dinheiro no bolso.

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01.06.15
ED. 5132

Compra do Aché é o remédio para todos os males da EMS

 O empresário Carlos Sanchez, que, ultimamente, tem frequentado com recorrência a prateleira dos escândalos, quer voltar a  gôndola dos grandes negócios na indústria farmacêutica. O dono da EMS estaria se unindo ao fundo norte- americano Advent para fazer uma oferta pelo controle do Aché, pertencente a s famílias Depieri, Siaulys e Baptista. Ressalte-se que esta não é a primeira tentativa da gestora de recursos de desembarcar em um grande laboratório nacional. Em 2013, o Advent manteve conversações com a goiana Teuto, que acabou se associando a  Pfizer. Caso se confirme, a compra do Aché tem tudo para ser uma das maiores operações de M&A já realizadas no setor, seja pelos valores envolvidos, seja pelo seu impacto no mercado. Há quase dois anos, o Aché abriu tratativas com diversos laboratórios internacionais – entre eles a própria Pfizer e o Novartis – para a venda do seu controle, mas nenhum dos candidatos aceitou pagar o preço exigido pelas três famílias. O tempo passou, mas, segundo o RR apurou, o valor segue no mesmo patamar: em torno dos US$ 5 bilhões. No caso específico da EMS, este é o preço para se chegar ao paraíso. Com a aquisição do Aché, a companhia de Carlos Sanchez se consolidaria como o maior fabricante de medicamentos do país, com uma receita consolidada superior a R$ 13 bilhões. Praticamente metade desse valor viria da venda de genéricos. O peso da EMS no setor é proporcional a  influência de Carlos Sanchez, talvez o empresário do ramo farmacêutico com mais trânsito junto ao governo nos últimos anos. Tamanho prestígio tem seus efeitos colaterais, como vem mostrando o noticiário recente. Coincidência ou não, o avanço sobre o Aché se dá no momento em que a EMS enfrenta uma grave crise institucional. O laboratório foi citado como um dos clientes da consultoria de José Dirceu. Aliás, um dos clientes, não! “O cliente”! Segundo as investigações, a companhia encabeça a lista de pagamentos ao exministro, com um desembolso total de quase R$ 8 milhões. Além disso, a EMS é mencionada na Lava Jato como uma das parceiras da Labogen, empresa que tinha entre seus sócios o doleiro Alberto Youssef.

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19.01.15
ED. 5043

Há cura para as enfermidades do Orygen?

Até o momento, o projeto do BNDES de criar um superlaboratório farmacêutico só teve uma serventia: estimular o apetite dos críticos a  antiga política dos cavalos vencedores. A exemplo do Bionovis (ver RR edi- ção nº 4.968), o Orygen , também criado nos tubos de ensaio do banco de fomento, não ata nem desata. Dois sócios já se fora – o Libbs e o Cristália; e os que ficaram, Eurofarma e Biolab, não se entendem quanto a  construção da fábrica de São Carlos (SP). O próprio BNDES se compromete a financiar quase 80% do empreendimento, orçado em R$ 500 milhões. No entanto, os dois laboratórios ainda discutem em relação a  cota que cabe a cada um no restante do orçamento. Ou seja, brigam por uma conta de R$ 100 milhões – uma ninharia se comparado a  dimensão do projeto. No BNDES, cresce a percepção de que Biolab e Eurofarma estão arrumando um pretexto para também pular fora do barco. A indefinição e os atrasos na construção da planta de São Carlos trazem um efeito colateral para o Orygen. Mesmo que a fábrica saia do chão, o laboratório corre o risco de perder um de seus primeiros e importantes acordos de parceria. A companhia fechou um contrato com a Pfizer para assumir a produção de cinco biossimilares da farmacêutica norte-americana – Rituximabe, Trastuzumabe, Bevacizumabe, Infliximabe e Adalimumabe. No entanto, a planta de São Carlos terá de entrar em operação até o fim de 2017, caso contrário o acordo será automaticamente rescindido.

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31.10.14
ED. 4991

Teuto é um laboratório áa‚  beira de um ataque de nervos

A convivência entre os sócios do laboratório farmacêutico Teuto tem sido marcada por jogos de cena, blefes e uma boa dose de desconfiança mútua. A cada dia que passa, maior o clima de tensão entre a Pfizer e o empresário Marcelo Henriques. Os norte-americanos, donos de 40% da companhia desde 2010, têm até o dia 31 de dezembro para anunciar se exercem ou não a opção de compra do restante do capital. No fim do ano passado, a Pfizer chegou a sinalizar que divulgaria sua decisão em abril, portanto, oito meses antes do prazo final previsto em contrato. Puro despiste. A pouco mais de um mês do dead line, a multinacional mantém um enigmático silêncio. Ao mesmo tempo, para acirrar ainda mais os ânimos, estressa seu sócio, cobrando de Marcelo Henriques mais investimentos em tecnologia, na compra de máquinas e no desenvolvimento de medicamentos. Para os norte-americanos, o Teuto ainda não estaria enquadrado no “padrão Pfizer de qualidade”. Impossível dissociar os atritos na gestão da companhia com o impasse em torno da transferência do controle. Na visão do empresário, o grupo norte-americano estaria agindo com o deliberado interesse de pressionar uma renegociação das condições previstas em contrato. Pelo acordo fechado em 2010, caso queira ficar com os 60% restantes, a Pfizer terá de desembolsar o equivalente a 15 vezes o Ebitda do Teuto. Parecia algo razoável quando o contrato original foi fechado. No entanto, desde então, o Ebitda da companhia mais do que duplicou. Com isso, a valores de 2013, a operação pode chegar a R$ 1,5 bilhão. Proporcionalmente, é bem mais do que os norte- americanos pagaram pelos 40% do laboratório há quatro anos: algo em torno de R$ 400 milhões. Nada é o que parece ser. De parte a parte, os sócios parecem mais dispostos a embaralhar as cartas do que jogá-las a  mesa. Marcelo Henriques, não obstante a pressão dos norte-americanos, está numa situação razoavelmente confortável. Se a Pfizer não exercer a opção de compra, em janeiro de 2015, ele volta a ser o dono da bola. A partir de então, o empresário terá a opção de venda de sua parte no Teuto. Por força de contrato, a Pfizer não poderá recusar as ações caso Henriques decida abrir mão do ativo. Nesse quebra-cabeças de peças pontiagudas, faz sentido a obstinação da Pfizer em carregar a conta de investimentos do laboratório goiano. Seria uma forma de pressionar a geração de caixa e achatar o valor a ser pago pelo controle do Teuto. Seja agora em 2014, seja no próximo ano.

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07.01.14
ED. 4811

Farmacêutica

A Pfizer tem interesse na compra do laboratório Blau, controlado por Marcelo Hahn. Consultado, o empresário negou a venda da companhia.

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21.01.14
ED. 4821

Azulzinho

Por conta de sua reestruturação societária, a Pfizer está prestes a perder um de seus principais ativos no Brasil. A fábrica de Guarulhos (SP) deverá ficar com a Zoetis, empresa criada a partir do desmembramento da unidade de saúde animal do grupo norteamericano. Significa dizer que a Pfizer terá de realocar em outras unidades a produção do Viagra, seu campeão de vendas no Brasil.

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13.11.13
ED. 4777

Aché produz anticorpos contra atritos societários

 Governança corporativa? Harmonia societária? Estratégia de longo prazo? Ao que parece, estes são artigos absolutamente supérfluos para o Aché, um dos maiores laboratórios farmacêuticos do país. Por uma lógica tortuosa, quase uma perversão, quanto mais os controladores divergem em relação a  gestão e ao próprio futuro do negócio melhores têm sido os resultados da companhia. O litígio entre as famílias Depieri, Baptista e Syaulis, alimentado pelo “vende, não vende” que se arrasta há mais de um ano, ganhou novos capítulos nas últimas semanas. A Pfizer teria feito uma nova investida para comprar o Aché.  Procurado pelo RR, o Aché negou a venda do controle. No entanto, segundo fonte próxima a  Pfizer, os norte-americanos estariam dispostos a desembolsar cerca de R$ 10 bilhões. Não obstante a concordância dos acionistas integrantes da família Baptista, as conversas teriam esbarrado nos Depieri e nos Syaulis. Os dois clãs seguem exigindo um valor equivalente a 25 vezes o Ebitda, algo próximo dos R$ 15 bilhões – ainda que, até o momento, não tenha aparecido qualquer candidato disposto a pagar este dote. A nova recusa teria azedado ainda mais o relacionamento entre as três famílias, protagonistas de um histórico de conflitos e desencontros que se intensificaram nos últimos três anos. Nesse período, os controladores do Aché concordaram em realizar o IPO da companhia, para depois discordarem; articularam um projeto de expansão mediante a compra de ativos, para depois se desarticularem; e acertaram a venda da empresa, para depois se desacertarem. Hoje, o clima entre os acionistas do Aché é de cada um por si. Tanto que, volta e meia, as três famílias se movimentam em busca de parceiros na tentativa de uma comprar a parte das outras na companhia. Apesar do predominante estado de dissonância societária, o laboratório insiste em rechaçar o adágio popular de que “onde não há pão, ninguém tem razão”. As três famílias do Aché podem até não dividir o café da manhã, mas a mesa está cada vez mais farta. Neste ano, o laboratório deve romper a marca de R$ 2 bilhões em receita, o que representará um aumento de quase 25% em relação a 2012. No ano passado, a empresa teve um lucro de R$ 422 milhões, 11% a mais do que em 2011. Desse total, mais de R$ 350 milhões foram compartilhados entre os acionistas. Aliás, se existe algum ponto de convergência entre os sócios do laboratório é exatamente na política de remuneração. Nos últimos quatro anos, os Baptista, os Syaulis e os Depieri já embolsaram mais de R$ 1 bilhão em dividendos.

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23.07.13
ED. 4696

Futuro da Blau é um circuito de curvas sinuosas

O híbrido de empresário e piloto de automobilismo Marcelo Hahn, dono do laboratório Blau, está diante de duas grandes retas, que levam a direções contrárias. De um lado, o desafio de acelerar o crescimento da companhia que ele fundou com pouco mais de 20 anos de idade; do outro, a hipótese de receber sua última bandeirada no setor farmacêutico, colocar uma pequena fortuna no bolso e se dedicar a outros afazeres – no próximo dia 28, Hahn disputará a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Gran Turismo. No que depender do assédio de grandes grupos do setor, o volante pende para esta segunda opção. EMS e Pfizer vêm cercando o empresário por todos os lados. No caso dos norte-americanos, esta é a segunda investida em pouco mais de um ano. Na primeira, teria colocado sobre a mesa uma oferta em torno dos R$ 600 milhões. Desta vez, no entanto, a Pfizer é obrigada a dividir a curva com o empresário Carlos Sanchez, dono da EMS, personagem conhecido no setor por suas manobras arrojadas. Sanchez estaria de olho no pacote completo, leiase o Blau e os dois laboratórios da empresa no exterior, um na Colômbia e outro no Uruguai. Consultados, o EMS não se pronunciou; o Pfizer não quis comentar e o Blau declarou que não esta a  venda e que está comprando outro laboratório. Não obstante o cerco da concorrência e os milhões em jogo, Marcelo Hahn trafega por um circuito de curvas sinuosas. O que se diz é que nem mesmo os colaboradores mais próximos têm total clareza dos planos do empresário. O que se sabe é que Hahn tem sobre a mesa boas perspectivas para apostar no crescimento do laboratório, pensando até mesmo na valorização do ativo para uma venda mais a  frente em condições muito mais vantajosas. Além dos investimentos na produção de medicamentos biotecnológicos, com peso cada vez maior no faturamento da companhia, e da expansão internacional, Hahn tem uma carta na manga: a verticalização do grupo por meio de uma inflexão para o varejo farmacêutico. Não é nada estranho ao universo da Blau. A empresa já atua neste segmento no México, em parceria com a empresa local Iqsa. Tem, portanto, expertise para enveredar pela distribuição de medicamentos, seja com a montagem de uma rede própria de drogarias, seja com aquisições. A própria Iqsa seria um parceiro natural para a operação.

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19.06.13
ED. 4672

Falta um calmante para os sócios do Teuto

As paredes do Teuto ouvem muito, e falam ainda mais. Informações filtradas junto ao próprio laboratório farmacêutico dão conta de um acirramento dos atritos entre a Pfizer, dona de 40%, e Walterci de Mello, fundador e acionista majoritário da companhia. O princípio ativo das desavenças seria a transferência definitiva do controle para os norte-americanos – ver a edição do RR nº 4.619. A Pfizer estaria lançando mão de um vitaminado pacote de investimentos para aumentar a produção de genéricos no Brasil por meio de sua marca própria, a Wyeth – curiosamente, estes medicamentos são fabricados na própria unidade industrial do Teuto. O timing é mais do que sintomático. O objetivo dos norte-americanos seria pressionar Walterci de Mello a reduzir sua pedida pelo restante das ações, que estaria na casa de R$ 1,6 bilhão. Nas entrelinhas, o aporte na Wyeth funcionaria como um recado de que os norte-americanos podem pisar no freio e reduzir seus investimentos no Teuto. Procurada, a Pfizer negou as desavenças com o sócio. O Teuto, por sua vez, informou que “não comenta especulações de mercado”.

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10.05.13
ED. 4645

Pílula da discórdia

Recomenda-se uma boa dose de clonazepam para os executivos da Pfizer e o empresário Walterci de Melo, principal acionista do Teuto. As negociações para a transferência do controle do laboratório andam tensas. Consultada, a empresa negou qualquer atrito. Não poderia mesmo seguir uma bula diferente. Mas, segundo fonte ligada ao Teuto, os norte-americanos, donos de 40%, oferecem pelo restante das ações R$ 1,2 bi. Já Melo exige R$ 1,6 bi.

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06.09.12
ED. 4482

Na mira da Pfizer

A Pfizer, dona de 40% do Teuto, quer fisgar mais um laboratório no Brasil. O alvo da vez é a paulista Apsen Farmacêutica, que fatura por ano em torno de R$ 300 milhões. Procurada, a Pfizer informou que “não comenta especulações de mercado”. Já a Apsen negou a venda do controle.

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09.04.12
ED. 4376

Pfizer

De acordo com um executivo ligado a  Pfizer, o grupo tem feito pressão para antecipar a aquisição do restante das ações do laboratório Teuto – os norteamericanos detêm 40%. Procurada pelo RR, a Pfizer informou que, a partir de 2014, terá um ano para exercer a opção de compra, mas ainda não existe uma definição sobre o negócio.

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19.01.12
ED. 4333

Pfizer e EMS duelam pelos frascos da Blau

Para onde quer que olhe, Marcelo Hahn, dono do laboratório farmacêutico Blau, enxerga um potencial candidato a  compra da empresa. A Pfizer, que já fez uma investida em 2010, voltou a  carga. Os norte-americanos foram com mais sede ainda ao pote. Acenaram com uma oferta aproximadamente 20% maior. A Pfizer não está sozinha. Do outro lado, Hahn recebe o assédio da brasileira EMS, controlada pelo empresário Carlos Sanchez. A companhia chegou a ser cotada dentro do BNDES como potencial candidata a liderar um processo de consolidação no setor com a consequente criação de um grande laboratório nacional, mas as conversas não passaram da primeira página da bula. O principal ativo da Blau é o seu portfólio de medicamentos biotecnológicos. Comprar a empresa significa ainda herdar três fábricas, duas em Cotia (SP) e outra em São Paulo, e um faturamento anual em torno de R$ 200 milhões. Procurada pelo RR, a Blau negou a venda do controle. A Pfizer informou que “não comenta especulações de mercado”. Já a EMS não se pronunciou até o fechamento desta edição. Desde os frustrados planos de abertura do capital, em 2010, a Blau tem sentido cada vez mais cãibras na tentativa de acompanhar os passos dos grandes players do setor. Na disputa pela companhia, a Pfizer acredita ter um diferencial em relação a  EMS. Está disposta a replicar na eventual aquisição da Blau um modelo parecido com o adotado na compra do Teuto. Parecido, mas com uma mudança fundamental. Os norte-americanos aceitam a permanência de Marcelo Hahn na empresa, porém com uma participação minoritária. Desta vez, a Pfizer quer o controle da operação. O Teuto lhe serviu de lição. A posição de inferioridade no laboratório goiano – do qual comprou apenas 40% – tem criado alguns dissabores para o grupo. Haveria um descasamento entre o ritmo de expansão desejado pela Pfizer e o timing do empresário Walterci de Melo, controlador do Teuto. Os norte-americanos defendem uma maior dosagem de investimentos, mas a ideia estaria enfrentando a resistência do sócio majoritário.

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23.11.11
ED. 4292

Apagão goiano

Os problemas de fornecimento de energia em Goiás começam a se espraiar por diversos setores industriais. Após a Anglo American anunciar cortes de produção, agora é o laboratório farmacêutico Teuto que avalia reduzir o ritmo de sua fábrica em Anápolis pelo mesmo motivo. Quem está mais irritada com a situação é a Pfizer, dona de 40% da empresa.

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08.11.11
ED. 4282

Blau é o remédio para a impotência aquisitiva da Teva

Após as frustradas investidas sobre a BioSintética, a EMS e o Mantecorp, a israelense Teva escolheu um novo medicamento na tentativa de curar sua crônica dor de cotovelo no Brasil. Partiu com tudo na direção do Blau, antiga Blausiegel, laboratório pertencente ao empresário Marcelo Hahn. Se não é um dos primos ricos da indústria farmacêutica nacional, a companhia está longe de ser um ativo desprezível. Deverá fechar este ano com uma receita de aproximadamente R$ 350 milhões. Seu principal negócio é a produção de medicamentos biotecnológicos. Com a eventual aquisição, os israelenses incorporarão três fábricas no Brasil. Desta forma, iniciarão a produção no país ? até o momento, a presença da Teva no Brasil está circunscrita a  distribuição de remédios importados. O grupo herdará ainda uma carteira de contratos de exportação para mais de 20 países, a maioria na América Latina. A direção da Teva no Brasil tem sofrido crescentes cobranças da matriz devido a  demora em emplacar uma aquisição. Até o momento, esta fatura vai inapelavelmente para a conta da subsidiária, sem direito a deságio. As conversações com BioSintética, EMS e Mantecorp foram conduzidas diretamente pela filial. O desgaste com os israelenses teria sido a principal razão para a recente saída de Nelson Libbos da presidência do laboratório no Brasil. A investida sobre a Blau é mais uma tentativa de encerrar esta invencibilidade a s avessas. Os israelenses têm pressa, até porque, com o avanço da consolidação societária no setor, há cada vez menos ativos de peso na prateleira. Enquanto grandes concorrentes mundiais, como Sanofi-Aventis e Pfizer, já fizeram aquisições no país, a Teva ainda tem uma presença tímida no mercado brasileiro, incompatível com sua presença mundial. Com faturamento anual na casa dos US$ 15 bilhões, o grupo tem operações em 60 países. Nos últimos dois anos, tem concentrado seus investimentos internacionais na Europa e na América Latina. Em fevereiro deste ano, comprou o laboratório peruano Infarmasa. Procurados pelo RR, o Blau negou que esteja a  venda e a Teva não retornou o contato até o fechamento desta edição.

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14.04.11
ED. 4140

Biocon injeta sua insulina no Brasil

Mais um gigante da indústria farmacêutica mundial prepara seu desembarque no Brasil. Trata-se da Biocon, maior empresa de biotecnologia da andia. Fundada pelo bilionário indiano Kiran Mazumbar-Shaw, a empresa está esticando seus tentáculos para o Ocidente e elegeu o Brasil como parada obrigatória neste processo. Seu objetivo é construir uma fábrica de insulina no país. Vai, desta forma, quebrar a zona de conforto da dinamarquesa Novo Nordisk, única produtora do medicamento em larga escala no Brasil. Presente no país desde a década de 90, a empresa escandinava comprou a Biobrás em 2002. Recentemente, investiu R$ 600 milhões na ampliação de sua fábrica em Montes Claros (MG). Talvez já estivesse farejando a chegada de um concorrente. Nascida em uma garagem na cidade de Bangalore, a Biocon fatura por ano cerca de US$ 2 bilhões. Recentemente, a empresa assinou um acordo com a Pfizer para a distribuição de insulina em diversos países, incluindo o Brasil. A parceria deverá ser mantida mesmo com a chegada dos indianos ao país.

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14.03.11
ED. 4117

Laboratório Aché busca um biotônico para a sua operação

As famílias Syaulis, Baptista e Depieri, controladoras do laboratório Aché, estão convictas de que a empresa vive seu turning point: ou põe as garras de fora, compra ativos e se mostra ao mercado como uma consolidadora ou acabará se tornando presa fácil para a concorrência. Os acionistas do Aché têm se esforçado para evitar a segunda hipótese. Nas duas últimas reuniões de Conselho, a pauta foi monotemática: Syaulis, Baptista e Depieri se debruçaram sobre nomes para possíveis aquisições. Além do laboratório Blau – ver RR – Negócios & Finanças edição nº 4.037, há três empresas em seu radar. Entre elas, o principal sonho de consumo é a Biolab, uma das companhias do setor com maiores taxas de crescimento nos últimos anos – em 2009 e 2010, o retorno médio sobre o patrimônio ficou acima dos 20%. Não por acaso, no passado recente, a empresa foi procurada pela onipresente Hypermarcas e pela Pfizer. Com a aquisição da Biolab, o faturamento do Aché passaria de R$ 1,4 bilhão para mais de R$ 2 bilhões ao ano. A empresa ainda herdaria três fábricas, todas em São Paulo – Itapecerica da Serra, Jandira e Taboão da Serra. Os outros dois alvos do Aché são tratados pelos próprios acionistas controladores como uma espécie de prêmio de consolação, uma alternativa a uma investida eventualmente frustrada sobre a Biolab. Um deles é o Hipolabor, laboratório com sede em Sabará (MG). O Aché vem mantendo conversações com a empresa ? as tratativas são feitas por intermédio do BNP Paribas. O principal ativo do Hipolabor é a venda direta de medicamentos ao governo. Outra possibilidade aventada pelas famílias Syaulis, Baptista e Depieri é ainda mais arriscada. Trata-se de um acordo com o empresário Marçal Soares, de Goiás, para a retomada do laboratório Kinder. Especializado em medicamentos genéricos, a empresa suspendeu a produção há cerca de um ano e meio por problemas financeiros. Desde então, Soares busca um sócio para reativar a fábrica, permanecendo no negócio como acionista minoritário. Além de rechaçar a pecha de possível alvo da concorrência, outro desafio do Aché é purgar recentes derrotas. A empresa esteve perto de comprar o laboratório Mantecorp, mas perdeu o páreo para a Hypermarcas. Negociou também com o Teuto, que acabou vendendo 40% do seu capital para a Pfizer. Ressalte-se ainda um duro revés institucional: a guinada nas relações com o BNDES. Há pouco mais de um ano, o Aché era visto dentro do banco como o principal candidato a capitanear o processo de consolidação do setor e consequente criação de um grande laboratório farmacêutico de controle nacional. No entanto, as conversas entre as três famílias e a agência de fomento desandaram e a Hypermarcas se tornou a preferida do BNDES.

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13.01.11
ED. 4078

Pressão alta

A relação entre a direçãoda Pfizer no Brasil e a matrizestá a 16 por 12. O motivoé o ritmo de crescimentoda subsidiária.

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06.01.11
ED. 4073

Blau é remédio para dor de cotovelo do Aché

O laboratório Aché saiu em busca de um medicamento para a dor de cotovelo causada pela perda do Mantecorp, comprado pela Hypermarcas. Aquisição frustrada só se cura com aquisição fechada. Seguindo este receituário, as famílias Depieri, Syaulis e Baptista já têm um novo ativo em vista. Trata-se do Blau, antigo Blausiegel, laboratório pertencente ao empresário Marcelo Hahn. Mais uma vez, a Aché não está sozinha no páreo. A Pfizer, que recentemente comprou 40% da Teuto, também tem interesse na compra do Blau. Trata-se de um antigo objeto de cobiça dos norte-americanos, que teriam mantido conversações com Marcelo Hahn no primeiro semestre do ano passado, antes, portanto, da associação com a Teuto. As famílias Depieri, Syaulis e Baptista correm contra o relógio. Sua maior preocupação é evitar que o Aché fique para trás no processo de consolidação do setor. Ressalte-se que, em determinado momento, a empresa chegou a ser a preferida do BNDES para encabeçar o projeto de criação de um grande laboratório de controle nacional, mas, nos últimos meses, teria perdido este status para a Hypermarcas. Além de significar uma resposta ao mercado, a compra do Blau permitiria ao Aché avançar no segmento de medicamentos biotecnológicos. Outro importante ativo do laboratório é a sua linha de preservativos, na qual se destacam as marcas Olla e Jontex. Com a aquisição, o Aché herdaria ainda uma receita anual em torno de R$ 300 milhões.

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11.11.10
ED. 4046

NA

Quem segura a Pfizer? Após se associar a  Teuto, o grupo norte-americano quer comprar uma participação na Eurofarma, com a qual já mantém um acordo operacional.

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27.07.10
ED. 3972

Hypermarcas e Pfizer marcham rumo Á  Mantecor

A Mantecorp é a pílula da vez no processo de consolidação da indústria farmacêutica. A empresa vem sendo assediada por grandes grupos nacionais e estrangeiros. A onipresente Hypermarcas teria iniciado conversações com a família Mantegazza, controladora da companhia. Esta seria a segunda investida de João Alves Queiroz Filho sobre o laboratório paulista. Outro candidato é a norteamericana Pfizer, que também está envolvida em negociações para a compra do laboratório goiano Teuto. Estima-se que o valor de venda da Mantecorp gire em torno de R$ 1 bilhão. A Mantecorp tem uma produção modesta de genéricos se comparada aos principais fabricantes deste segmento, como Sanofi-Aventis/ Medley, Aché, Eurofarma e EMS. Em contrapartida, é uma das líderes do mercado de OTCs, medicamentos que podem ser vendidos no balcão sem prescrição médica. Este é justamente o ativo que mais desperta a cobiça da Hypermarcas e da Pfizer. Comprar a Mantecorp significa assumir marcas com grande índice de recall entre os consumidores, como Coristina, Polaramine, além da linha de protetor solar Episol e os bronzeadores Coppertone. Uma parcela expressiva do faturamento da empresa vem da venda de remédios em gôndolas, sem necessidade de receita. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Mantecorp negou qualquer negociação para a venda do controle. A Hypermarcas não se manifestou alegando estar em quiet period. A Pfizer, por sua vez, preferiu não se pronunciar. Com faturamento anual em torno de R$ 1 bilhão, a Mantecorp nasceu da cisão de uma joint venture entre a família Mantegazza e a Schering-Plough, em 1997. Desde então, tem feito expressivos investimentos na produção de genéricos e na área de biotecnologia ? neste segmento fechou uma parceria com a norte-americana Amgem. A empresa, contudo, tem um ponto de fragilidade, uma ferida aberta que a torna ainda mais vulnerável ao assédio da Hypermarcas e da Pfizer. Desde o fim da joint venture, a Mantecorp mantém um acordo para a distribuição de medicamentos da Schering-Plough, responsável por parcela expressiva da sua receita. No entanto, a Merck, que comprou o laboratório norteamericano no ano passado, estaria disposta a romper o contrato

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14.06.10
ED. 3941

Pfizer atira um comprimido contra a Teuto

O anúncio da iminente parceria operacional entre a Pfizer e a Eurofarma ? informação que o diretor do laboratório norte-americano no Brasil, Adilson Montaneira, “deixou” escapar para a imprensa na semana passada ? vale mais pelas suas entrelinhas. O vazamento do acordo deve ser interpretado como um recado da Pfizer ao empresário Valtercyr de Mello, dono do laboratório Teuto. Os norte-americanos estão cada vez mais impacientes com as idas e vindas nas negociações para a compra da farmacêutica goiana. A expectativa da Pfizer era de que a aquisição fosse concluída na primeira semana de maio. Mais de um mês já se passou e o acordo não foi fechado por discordâncias quanto ao preço. Os norte-americanos entendem que Mello vem tentando ganhar tempo para arrancar uma oferta maior da própria Pfizer ou de outros candidatos, leia-se, principalmente, a Glaxo e a Hypermarcas. Para a Pfizer, o anúncio da possível parceria com a Eurofarma foi providencial. Os norte-americanos esperam colocar pressão sobre a Teuto, deixando claro que já dispõem de um Plano B que, a qualquer momento, poderá se tornar o Plano A. Neste caso, o acordo operacional para a produção do redutor de colesterol Liptor seria uma antessala para uma oferta de compra do laboratório brasileiro.

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11.05.10
ED. 3918

NA

Depois de perder a disputa pela farmacêutica Teuto, praticamente vendida a  norte-americana Pfizer, a Hypermarcas partiu na direção do laboratório Mantecorp

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05.05.10
ED. 3914

Blausiegel provoca duelo na indústria farmacêutica

Com a venda do laboratório Teuto para a Pfizer praticamente sacramentada, as atenções da indústria farmacêutica nacional se voltam agora na direção da Blausiegel. Marcelo Hahn, fundador da empresa, deverá anunciar em até dois meses a chegada de um novo sócio ou até mesmo a venda do controle acionário. A disputa é intensa e reúne alguns dos pesos-pesados do setor. A própria Pfizer largou na frente. No mês passado, teria apresentado uma oferta pela companhia. A onipresente Hypermarcas também vem mantendo conversas com Hahn há cerca de dois meses. A Sanofi-Aventis, que comprou a Medley no ano passado, corre por fora. A Blausiegel, que, no ano passado, faturou cerca de R$ 220 milhões, tem uma presença forte no mercado de medicamentos biotecnológicos. Outro de seus ativos bastante cobiçado é a linha de preservativos, comercializados com a marca Preserv. A Hypermarcas, por exemplo, já se daria por satisfeita se comprasse apenas esta divisão de negócios da Blausiegel. Dona das marcas Olla e Jontex, a empresa passaria a ter mais de 60% das vendas de preservativos no país. Os sinais de que a Blausiegel está prestes a mudar de mãos são cada vez maiores. Em abril, Marcelo Hahn anunciou uma reestruturação da empresa, com a separação por áreas de negócio. Na ocasião, ele próprio não escondeu que o novo modelo poderia facilitar eventuais parcerias. Até mesmo a recente reformulação da área de marketing, incluindo o fim do patrocínio ao time de vôlei feminino de São Caetano, teria sido motivada pela iminente venda da empresa.

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22.02.10
ED. 3899

NA

A Blausiegel, do empresário Marcelo Hahn, entrou na linha de tiro dos grandes laboratórios internacionais. Um forte pretendente é a norte-americana Pfizer.

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08.02.10
ED. 3889

Pfizer busca duas pílulas do crescimento no Brasil

É bom o BNDES correr caso queira levar adiante o projeto de criação de um grande laboratório farmacêutico de controle nacional. No que depender da Pfizer, o número de empresas brasileiras no setor vai cair. Após perder a Neo Química para a Hypermarcas, o laboratório norte-americano vem mantendo conversações com a Teuto e a Biolab, pertencente aos irmãos Paulo e Cleiton Marques. A Pfizer tem apetite de sobra para fechar a compra das duas empresas farmacêuticas, até porque enxerga enorme complementaridade entre as linhas de produtos de ambas. Com a dupla investida, o grupo passaria a ter uma receita superior a R$ 4 bilhões no país. Além da dosagem extra no faturamento, há uma forte motivação estratégica, principalmente no que diz respeito a  Teuto. A aquisição permitiria a entrada da multinacional no anabolizado segmento de genéricos no Brasil. A Pfizer, no entanto, parece ter uma queda por negócios complicados, vide a frustrada tentativa de compra da Neo Química, que escapou entre seus dedos aos 46 minutos do segundo tempo. A aquisição da Biolab e da Teuto depende de tratativas complexas. No caso do Biolab, o interesse esbarra na resistência dos irmãos Marques. No ano passado, a Pfizer teria apresentado uma oferta pela empresa, que foi rechaçada pelos dois sócios. Paulo e Cleiton Marques repetem a quem quiser ouvir que a companhia não está a  venda. Talvez falte um complemento na frase: “não está a  venda por enquanto”. O Biolab é um laboratório farmacêutico prestes a sair do casulo e se tornar um dos grandes do setor. Para os próximos dois anos, está prevista uma série de lançamentos ? no momento, a empresa desenvolve quase 30 novos medicamentos. Ou seja: se tudo correr nos trilhos, a companhia terá uma significativa valorização até 2012. A Biolab fechou 2009 com vendas superiores a R$ 500 milhões. A expectativa é que este número passe dos R$ 700 milhões em dois anos. Com relação a  Teuto, o problema não está na decisão de vender ou não. Há pelo menos quatro anos, seus acionistas buscam um sócio estratégico ou até mesmo um novo controlador para a companhia. Por isso mesmo a Pfizer terá de enfrentar uma concorrência acirrada. Mais uma vez, são grandes as chances de que seus caminhos se cruzem com o da Hypermarcas. A compra da Teuto é um projeto antigo do empresário João Alves de Queiroz Filho.

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28.01.10
ED. 3882

Mantecorp

A família Mantegazza está atrás de um sócio para o laboratório farmacêutico Mantecorp. A Pfizer, por sua vez, quer comprar um grande fabricante no Brasil. De repente, a vontade de um e o desejo de outro se juntam no mesmo frasco. O BNDES também acha tudo uma delícia.

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