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34  resultados para Heineken

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16.04.18
ED. 5847

Lava Jato testa os anticorpos de Walter Faria

O RR recebeu informações de que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estariam preparando uma nova investida sobre Walter Faria e a cervejaria Petrópolis. A ação seria um desdobramento das investigações contra o ex-governador Sergio Cabral e o presidente afastado da Alerj, Jorge Picciani. Segundo a fonte do RR, o caso teria relação com benefícios fiscais recebidos pela cervejeira no Rio de Janeiro durante o governo Cabral, da ordem de R$ 280 milhões. Como contrapartida, a empresa teria feito doações ilegais para candidatos aliados a Cabral em 2014.

Diante da gravidade das informações, a newsletter procurou ouvir os personagens envolvidos. A Polícia Federal disse que “não se manifesta sobre eventuais investigações em curso”. O RR fez seguidos contatos com a Petrópolis, que não quis se pronunciar sobre o assunto, assim como o Ministério Público. As suspeitas remetem ao relacionamento entre Faria e Picciani, que já é alvo da Operação Cadeia Velha, um derivativo da Lava Jato no Rio. Faria é sócio da Tamoio Mineradora, que tem o parlamentar com um de seus acionistas.

O dono da Petrópolis também seria comprador de gado nos leilões realizados pela família Picciani. Faria, no entanto, tem demonstrado uma resiliência que faz lembrar o Paulo Maluf dos bons tempos. Montou um esquadrão de advogados, instalou um bunker de acompanhamento e lobby no Congresso e vem driblando as seguidas denúncias criminais. A Petrópolis aparece na Operação Caixa 3. A Polícia Federal investiga empréstimos no total de R$ 827 milhões concedidos pelo Banco do Nordeste à empresa entre 2013 e 2014 para a construção de duas fábricas – uma na Bahia e outra em Pernambuco.

Faria está citado também na Operação Zelotes. Segundo investigações, a Petrópolis teria sido uma das empresas beneficiadas com o esquema de propinas dentro do Carf. Em outubro do ano passado, inclusive, o próprio Conselho anulou julgamento anterior que havia revertido uma autuação da Receita Federal contra a cervejeira no valor de R$ 8,6 milhões. O Fisco, aliás, é um caso à parte na trajetória da Petrópolis. Em 2005, Faria chegou a ser preso na Operação Cevada, sob a acusação de sonegação de tributos estaduais e federais.

Em 2012, a fábrica da empresa em Boituva (SP) foi alvo de uma operação de busca e apreensão. A cervejeira foi acusada pela Secretaria de Fazenda do estado de sonegar cerca de R$ 600 milhões em impostos entre 2006 e 2011. Em janeiro deste ano, o Conselho de Contribuintes do Estado do Rio de Janeiro confirmou multas da ordem de R$ 1 bilhão contra a companhia. Segundo o relator do processo, “a Petrópolis agiu com “dolo, fraude ou simulação” ao fazer operações triangulares para evitar o recolhimento do ICMS devido. Walter Faria, no entanto, parece imune a tudo e a todos. O próprio crescimento da Petrópolis – imprensada entre o “monopólio” da Ambev e o avanço da Heineken – é um sinal da sua capacidade de sobrevivência em condições adversas. Contra todas as apostas, que a classificavam como presa fácil, a companhia tem resistido ao processo de consolidação do setor cervejeiro. Faria é praticamente intocável.

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12.01.18
ED. 5785

Sangue, suor e lágrimas

Desde maio, quando assumiu formalmente as operações da Brasil Kirin no Brasil, a Heineken já teria decepado cerca de 10% das despesas operacionais da empresa. E é só o começo da navalhada. Para o paladar dos holandeses, a japonesa Kirin deixou uma estrutura de custos excessivamente pesada.

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12.01.18
ED. 5785

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Apple, Foxconn, Heineken, São Fernando, B2W e Dafiti.

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15.09.17
ED. 5705

Velha Schin

A Heineken vai ter de suar hectolitros para colocar a antiga Brasil Kirin nos eixos. As marcas compradas do grupo japonês, encabeçadas pela Schin, acumularam entre janeiro e agosto uma queda de vendas superior a 20%. Podia ser pior. No segundo trimestre, especificamente, a retração passou dos 35%.

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15.09.17
ED. 5705

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Lojas Americanas, Heineken e Vinci.

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19.07.17
ED. 5664

Desconstrução

A Heineken está promovendo um bota-abaixo na operação da antiga Brasil Kirin. Além da fábrica de Gravataí (RS), o plano dos holandeses prevê o fechamento de mais de três unidades – a primeira delas deverá ser a de Horizonte (CE). A Heineken se livra de máquinas, concreto e também de gente. Já demitiu 18 executivos da Brasil Kirin.

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19.07.17
ED. 5664

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Heineken, Petrobras, Abengoa, Santander e Indusval.

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05.04.17
ED. 5593

AmBev segura preço com rédea curta

Nada como a concorrência. Segundo relatório recém-elaborado pelo Bradesco, ao longo de 2016 a AmBev reajustou seus preços em apenas 1%. O índice ficou abaixou do aumento promovido pela Heineken (2%) – ambos bem inferiores à inflação de 2016 (6,29%). Como se não bastasse este confronto direto, que ganhou mais levedura com a venda da Brasil Kirin para os holandeses, a empresa de Jorge Paulo Lemann está segurando seus preços na tentativa de recuperar o terreno perdido em 2016. No ano passado, a AmBev amargou uma redução das vendas de 6,6% e uma queda de market share de 67,5% para 66,3%. Parte do mercado que deixou pelo caminho foi absorvida pela própria Brasil Kirin, que aumentou o volume de cerveja comercializado em 1,3%. Vale lembrar que cada pontinho percentual perdido representa mais de R$ 800 milhões de receita anual que escorrem pelo ralo.

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22.03.17
ED. 5583

Ambev de porre

A Ambev, que detém 66% de market share no país, entrou com uma representação no Cade reclamando que a Heineken vai concentrar mercado após a compra da Brasil Kirin. Non sense puro. A Heineken vai ficar com um pouquinho mais de 19%. Se continuar disparatando, a Ambev vai acabar acusando a Cervejaria Piau, do Piauí, de alcançar 0,111111% de mercado.

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09.03.17
ED. 5574

Heineken sobe a temperatura do mercado cervejeiro

A aquisição da Brasil Kirin é o ponto de partida do grande projeto de expansão da Heineken no mercado brasileiro, que passa por expressivos investimentos em distribuição, expansão da rede de re-venda e consolidação de ativos. A companhia adotará uma estratégia de marketing mais agressiva, focada nos pontos de venda, com o intuito de disputar espaço consumidor a consumidor. Não é para menos: cada ponto a mais de market share no setor significa uma receita anual próxima dos R$ 800 milhões.

No entanto, para matar a sede dos holandeses no mercado brasileiro só mesmo com novas aquisições. Neste caso, todos os caminhos apontam na direção da Petrópolis. A companhia é vista como uma presa enfraquecida por uma conjunção de fatores. Habituada a disputar a vice-liderança do setor, a fabricante da Itaipava ficou em uma posição difícil. Com aproximadamente 13% de share, viu a Heineken abrir uma boa distância ao saltar de 9% para 17%. Outro ingrediente nessa levedura é a Lava Jato.

O avanço das investigações sobre Walter Faria e a Petrópolis fragiliza a companhia e pressiona o empresário a deixar o negócio. Ressalte-se que os problemas fiscais de Faria vão muito além da Lava Jato. Uma eventual aquisição da Petrópolis pela Heineken criaria uma circunstância até pouco tempo inimaginável, com o surgimento de um concorrente capaz de arranhar a condição de quase monopolista da Ambev.

Até porque a cervejeira de Jorge Paulo Lemann e cia. tem contribuído para esse cenário com seus próprios erros estratégicos. Há sete anos, segundo a Nielsen, a Ambev dominava 70% das vendas de cerveja no Brasil. De lá para cá, seu market share caiu para 66%. Há controvérsias. De acordo com os dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal, sua participação não passa de 58%. No caso de compra da Petrópolis, a Heineken passaria a ser uma “Meia Ambev”, com 30% do mercado.

A Ambev corre sério risco de ver essa diferença cair ainda mais caso não resolva problemas crônicos. Segundo relatório do analista Carlos Laboy, do HSBC Securities, divulgado no dia 2 de março, a “estratégia de marketing adotada pela companhia nos últimos anos fracassou no sentido de convencer os consumidores sobre o valor e a diferença das marcas”. Na sua avaliação, a “empresa se recusa a admitir as falhas mercadológicas, se limitando a classificar a situação como temporária”.

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07.03.17
ED. 5572

Uma cerveja que vale ouro

Há apenas quatro meses no cargo, a vice-presidente de marketing da Pepsico no Brasil, Daniela Cachich, tem sido intensamente cortejada por head hunters. De onde vêm os caçadores? No setor, há quem diga que a AmBev pagaria o que fosse para ter a executiva que até outubro do ano passado comandava toda a estratégia de vendas da Heineken no Brasil. Ainda mais agora que os holandeses compraram a Brasil Kirin.

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24.02.17
ED. 5568

Água mineral não é com a Heineken

A Heineken já bateu o martelo: vai vender a operação de água mineral da Brasil Kirin, um negócio que não representa nem 10% do faturamento da companhia e passa longe do core business dos cervejeiros holandeses.

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24.02.17
ED. 5568

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, Bombril, Heineken e BWA.

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09.01.17
ED. 5534

Petrópolis busca seu prêmio de consolação

A Petrópolis vem mantendo conversações para a compra da cervejaria Cerpa, do Pará, controlada pela família Seibel. A empresa está avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões. A investida da Petrópolis é uma reação, ainda que mais modesta, à iminente venda da Brasil Kirin para a Heineken – conforme antecipou o RR na edição de 24 de agosto do ano passado. Caso a operação se confirme, os holandeses vão assumir a vice-liderança do mercado cervejeiro nacional, tomando o lugar da empresa de Walter Faria.

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24.08.16
ED. 5440

Brasil Kirin escorre do copo da Petrópolis

 Walter Faria, do Grupo Petrópolis, não perdeu tempo. Conclamou o bravo ragazzo Gino de Domenico para preparar uma oferta de compra da Brasil Kirin. A missão é tentar impedir o que já é visto no mercado como inevitável: a venda da fabricante nipônica para a Heineken. Domenico conhece muito bem a cervejeira de Itu (SP) – foi presidente de 2012 até 2015. A essa altura conta menos o legado deixado pelo executivo na Brasil Kirin, o pior da história da empresa nipoituense. A Kirin pegou a rebarba. Desde 1949, quando foi listada na Bolsa de Tóquio, não reporta um prejuízo anual. Em 2015, o grupo estreou suas contas no vermelho devido às perdas no Brasil. A função do executivo é revelar os números que muitas vezes se escondem no balanço. Consultada, a Petrópolis negou a contratação de Domenico, mas nada declarou sobre a oferta de compra. Conforme informações filtradas da própria empresa pelo RR, a proposta de aquisição deverá ser feita este mês.  O aparecimento da Heineken derrubou os planos de Faria. Ele negociava a compra das fábricas da Brasil Kirin de Horizonte, no Ceará, e de Alexânia, em Goiás. Apostava que dessa forma sugaria aos poucos os ativos e teria a faca e o queijo para levar o restante. Ele terá de mudar a estratégia, pois enfrentará uma multinacional com caixa para comprar tudo e ainda tirar da Petrópolis o segundo lugar no ranking. Heineken e Brasil Kirin terão juntas 18% de participação, contra 13% da Petrópolis.

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17.08.15
ED. 5186

Heineken pede uma Kaiser de saideira

A Heineken parece ter cansado de adiar o inadiável. A marca Kaiser, que resistiu aos canadenses da Molson e aos mexicanos da Femsa, entrou no corredor da morte. Será um fim gradativo, aliás, tão gradativo quanto a perda de importância da cerveja nos últimos anos. A ideia dos holandeses é tirar a marca de circulação em até dois anos. Pouca gente vai sentir saudades. A Kaiser detém hoje menos de 4% de market share no país, índice que não para de cair. Formalmente, a Heineken nega o fim da produção da Kaiser. A Heineken considera esse período de transição fundamental. O desafio é capturar o maior volume possível de consumidores da Kaiser para outras cervejas populares do grupo, notadamente a Bavaria. Trata-se de um processo que terá de ser feito com muito cuidado. A Kaiser é uma gotícula se comparada às outras grandes cervejas, mas responde por uma parcela razoável da operação holandesa no Brasil – algo em torno de 40% dos oito pontos de market share da Heineken. Com o fim da Kaiser, os holandeses se dedicarão ao que realmente interessa: trabalhar a própria marca Heineken no Brasil. As vendas crescem, em média, 20% ao ano. O marketing da companhia já reflete as mudanças estratégicas. A publicidade da Kaiser começa a sofrer um fade out. Os grandes eventos patrocinados pela empresa, como o Rock in Rio, são todos da Heineken.

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12.02.15
ED. 5061

Fundo do copo

Apesar da dinheirama despejada pela Heineken em ações de marketing, a Kaiser não se emenda: sua participação de mercado segue estacionada nos 4%. Aliás, alguém ainda se lembra da Kaiser?

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09.07.13
ED. 4686

Garrafa vazia

O Brasil tem deixado a Suntory, uma das maiores fabricantes de cerveja do Japão, na maior ressaca. Após uma frustrada investida sobre a Petrópolis, o grupo partiu para a compra de duas fábricas da Heineken no país. As conversas, no entanto, não passaram do primeiro chopinho.

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21.03.13
ED. 4611

Heineken

É curioso que o presidente da Heineken no Brasil, Chris Barrow, tenha sido nomeado diretor global de estratégia do grupo. as vezes, a empresa dá a impressão de estar meio perdida no país. Ora, a prioridade é aumentar o market share da Kaiser; ora, pedalar o crescimento da marca Heineken. Neste momento, os holandeses estão convictos de que precisam aumentar seu portfólio, com o lançamento de sucos prontos – diga-se de passagem, algo que a empresa não fabrica em canto algum do mundo.

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04.02.13
ED. 4581

NWalter Faria junta os cacos das mais diferentes garrafas

Parece até que Walter Faria, dono da cobiçada Petrópolis, está se preparando para um porvir longe de garrafas e engradados. Seu percurso empresarial é cada vez mais inusitado e oblíquo, com negócios que passam a léguas do mercado cervejeiro e, aparentemente, não guardam qualquer conexão ou sinergia entre si. Depois de investir no setor elétrico, com a compra de uma participação na Electra Energy, Faria está perto de fincar raiz no agronegócio. Segundo informações obtidas junto a  Imcopa, o empresário é o principal candidato a salvar a lavoura da companhia paranaense, uma das maiores produtoras de soja do Brasil. Fontes próximas a Frederico Busato Junior, controlador da empresa, afirmam que ele vem mantendo negociações com Faria. As conversas envolveriam tanto a venda de uma participação quanto a transferência integral do controle. Consultada, a Imcopa negou a operação. Walter Faria, por meio da assessoria da Petrópolis, declarou “não ter informação sobre o assunto”. Não custa lembrar que a Petrópolis mantém uma parceria com a Imcopa para a venda de soja desde 2008. Na época, circularam no setor informações de que o acordo era apenas um biombo, por trás do qual Faria teria acertado um contrato para a aquisição da empresa paranaense. a€s vezes, o tal mercado erra o santo e o milagre; a s vezes, só não acerta o horário da missa. O fato é que, hoje, a Imcopa se tornou um campo minado. Com dívidas na casa dos R$ 800 milhões, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial no início do ano. Há cerca de três anos, Busato apostou todas as suas fichas em um acordo extrajudicial com os credores, na expectativa de ganhar fôlego para recapitalizar a companhia. Desde então, no entanto, a situação se agravou. Ressalte-se que a Imcopa tem seus atrativos, a começar por dois complexos industriais no Paraná, com capacidade para esmagar mais de dois milhões de toneladas de soja por ano. Talvez uma coisa seja uma coisa e outra coisa não passe de outra coisa. No entanto, este processo de diversificação de negócios suscita a ideia de que Walter Faria está preparando o terreno para a venda da Petrópolis. Olhando-se para as atuais condições do mercado, o momento parece mais do que propício. A indústria cervejeira passa por um período de apreciação generalizada. Deve isso ao fenômeno AmBev, que puxou o valuation dos demais ativos do setor. Por sua vez, a Petrópolis nunca esteve tão valorizada e cobiçada. Passou a Kirin/Schincariol no ranking e tem feito sucessivos investimentos no aumento do parque fabril. É por essas e outras que a Heineken não sai da porta de Walter Faria.

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18.12.12
ED. 4551

Petrópolis preenche os vazios no mapa

Noves fora o assédio sobre a Petrópolis, notadamente da Heineken -ver RR nº 4.492- , Walter Faria já elegeu sua prioridade para 2013: preencher os espaços que faltam no mapa comercial da cervejaria. O objetivo é garantir, até o fim do próximo ano, a distribuição em todo o território nacional. Para isso, o plano de investimentos da Petrópolis prevê a construção de três a cinco fábricas nas regiões Sul, Nordeste e Norte. A expansão industrial será acompanhada por um pacote de investimentos em logística. Os maiores vazios no sistema de distribuição da cervejeira estão concentrados justamente nessas três regiões. De acordo com fontes ligadas a  companhia, o desembolso deve ficar perto dos R$ 800 milhões. Procurada, a Petrópolis informou que, “até 2020, pretende estar em 100% do território nacional, mas ainda estuda em quais cidades instalará suas novas fábricas.” Walter Faria considera esta ofensiva territorial absolutamente estratégica para consolidar a posição da Petrópolis no segundo lugar do ranking, a  frente da Schincariol. Aliás, por vias oblíquas, a cervejeira de Itu é um personagem importante na expansão da Petrópolis. Faria vem cercando distribuidores da Schincariol que andam insatisfeitos com a gestão da japonesa Kirin. Gente, aliás, que o empresário, no passado um dos maiores revendedores da companhia, conhece muito bem. Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco ninguém se lembra da folha corrida fiscal de Faria. Coisinha desimportante.

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30.10.12
ED. 4518

Heineken e Petrópolis bebem do avesso da lógica

Em condições normais de temperatura do chope e de pressão da serpentina, tudo levaria a crer que as propaladas negociações entre a Heineken e a Petrópolis terminassem, inevitavelmente, na venda da empresa brasileira. Mas, como dizia Hitchcock, a s vezes é preciso jogar a lógica pela janela para que a imaginação prevaleça. Neste caso, as gestões entre as duas companhias podem ter um desfecho surpreendente e resultar no surgimento de um bicho inusitado, totalmente inesperado, um ornitorrinco cervejeiro. Em vez da venda da Petrópolis para a Heineken, ocorreria uma fusão entre a empresa de Walter Faria e a operação dos holandeses no Brasil. Nesta genética feita de cevada e espuma, contrariando todas as previsões a Heineken seria a parte recessiva, ou seja, o sócio minoritário. Pela sua posição no mercado brasileiro, leia-se volume de vendas, número de fábricas e até mesmo valor intangível de suas marcas, caberia a  Petrópolis ser o gene dominante. As próprias circunstâncias do mercado deveriam empurrar as duas empresas nesta direção. Hoje, é muito difícil comprar a Petrópolis. Walter Faria goza de uma situação confortável. Tem levado vantagem na disputa particular com Kirin/Schincariol pelo segundo lugar do ranking do setor. Ao mesmo tempo, conseguiu imprimir um ritmo de expansão, leia-se, principalmente, a sucessiva construção de fábricas, que só valoriza o seu ativo. Ou seja: Faria pode esperar pela proposta das propostas das propostas. Não tem pressa. Muito menos a pressa que os holandeses têm. Gigante mundial do setor, a Heineken ainda joga como time pequeno no Brasil. Tem pouco mais de 5% de market share – menos da metade da participação da cervejeira brasileira. Sua operação por estas bandas resume-se praticamente a  Kaiser, o que não é exatamente o melhor dos cartões de visita. Agora mesmo os holandeses estão envolvidos em mais uma tentativa de reanimação da combalida marca, com ações que vão de financiamento para a expansão dos distribuidores a maiores investimentos nos pontos de venda. Por estas razões, a estranha espécie eventualmente criada a partir do cruzamento da Petrópolis com a Heineken poderia, por mais incrível que pareça, acomodar os interesses de parte a parte. Walter Faria permaneceria com o controle do negócio, como sempre foi seu desejo, com o bônus de ter um sócio de altíssimo teor financeiro ao seu lado. O acordo também funcionaria como uma operação cleaner, uma limpeza na imagem institucional da Petrópolis. A associação com a Heineken daria um verniz corporativo que a cervejeira brasileira nunca teve. Além disso, Faria ainda poderia tirar onda com o discurso de mais uma vitória da empresa privada nacional. Já a Heineken, ao mandar a lógica a s favas e se deixar engolir pela Petrópolis, daria um grande salto no Brasil. Praticamente triplicaria sua participação de mercado, com mais de 17%. Nada que ameace a liderança inconteste da AmBev. Mas a nova empresa se consolidaria como a vice-líder do setor, deixando os japoneses de Itu no meio da estrada, sob um colarinho de poeira. Os holandeses manteriam um acordo para garantir a distribuição de suas marcas em situação ainda mais vantajosa. Ao mesmo tempo, a Heineken preservaria sua estratégia geoeconômica de fincar bandeira nos mercados-baleia. Mas são tão diferentes as culturas e tantas idiossincrasias, que é mais provável que sobre muita espuma e pouca cerveja nesse copo.

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01.10.12
ED. 4498

Heineken

A Heineken voltou a  carga para comprar a Cervejaria Petrópolis, de Walter Faria. Representantes das duas empresas teriam se reunido na semana passada. A Heineken informou que “não comenta especulações de mercado” e negou o encontro. Já a Petrópolis informou que não está a  venda.

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14.08.12
ED. 4465

Cervejinha

O presidente da Heineken no Brasil, Chris Barrow, está disparando petardos contra as áreas comercial e de marketing e pretende fazer mudanças nos dois setores. Mesmo após ter reduzido consideravelmente as margens de lucro da Kaiser, a empresa não consegue tirar a participação de mercado da marca da casa dos 4%. Procurada pelo RR, a Heineken informou que “a única mudança recente foi a contratação do novo vice-presidente de vendas, Maurício Giamellaro.”

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23.04.12
ED. 4386

Schincariol

Ex-presidente da Schincariol, o executivo Fernando Tigre vem atuando como uma espécie de consultor informal da Heineken no mercado brasileiro.

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16.02.12
ED. 4353

Kirin e Heineken disputam um bizarro campeonato

Kirin e Heineken estão envolvidas em uma inusitada disputa. Quem vencer leva o troféu para casa; quem perder também. O que está em jogo neste estranho campeonato cervejeiro, de regulamento tão peculiar, é o destino da Petrópolis. Tanto holandeses quanto japoneses partiram com tudo para cima da companhia de Walter Faria. Os holandeses vêm mantendo conversações com o empresário desde o fim do ano passado – ver RR edição nº 4.255. No entanto, há discordâncias quanto ao valor do ativo. Os japoneses também teriam iniciado tratativas com Faria, com o objetivo de juntar a Schincariol e a Petrópolis na mesma tulipa. Os dados estão rolando e tanto a Kirin quanto a Heineken prometem jogar alto para fisgar a última cervejeira nacional capaz de fazer diferença no ranking do setor. No entanto, holandeses e japoneses enxergam o duelo por uma lógica sinuosa e bastante particular. Trata-se de uma peleja sem perdedores. No máximo, um poderá sair ganhando um pouco mais do que o outro. Heineken e Kirin trabalham com a tese de que tirar a Petrópolis de circulação já será uma vitória, ainda que a empresa caia em mãos adversárias. A premissa que rege esta exótica disputa é que o melhor dos mundos neste momento seria a saída de Walter Faria do setor. Hoje, o empresário é hors concours na lista dos piores concorrentes do mercado. Existe um consenso no setor de que a Petrópolis joga o jogo com pouco fair play fiscal. Como nada neste torneio é o que parece ser, há quem diga até que o comprador da Petrópolis poderá perder mais do que o próprio derrotado. Difícil imaginar que, sem Faria, a empresa consiga manter suas atuais taxas de crescimento de market share, vistas como pouco exequíveis em condições normais de competitividade. É bastante improvável que japoneses ou holandeses sustentem a mesma massa de investimentos em marketing da Petrópolis, que tem relação enevoada com o faturamento que se enxerga da empresa. São notórias as controvérsias fiscais da cervejeira, embora o RR prefira acreditar que Walter Faria é um gênio. Logicamente, Heineken e Kirin não comungam deste pensamento. Ninguém é louco de entrar em campo para perder. No entanto, executivos do setor ouvidos pelo RR defendem a tese de que a compra da Petrópolis pode vir a ser até mesmo uma vitória de Pirro. A duvidosa conquista começaria já no preço. A Schincariol foi vendida por um múltiplo de 16 vezes o seu Ebitda. A estimativa é de que a Petrópolis esteja avaliada em 24 ou 25 vezes o seu Ebitda. O problema, no entanto, não é só o valuation. Kirin e Heineken estão lidando com uma matemática de números relativos. Elas podem muito bem pagar por um engradado de 24 cervejas e levar apenas uma dúzia de garrafas. Na aritmética do mundo real, a Heineken passaria de 8% para 18% com a compra da cervejeira. A Kirin, por sua vez, pularia para 22% do mercado. No entanto, é quase inevitável que, sem os atuais diferenciais de competitividade encontrados por Walter Faria, a Petrópolis experimente uma bizarra adição a s avessas e tenha uma trajetória cadente no médio prazo. Isso sem contar que Heineken e Kirin correm o risco de não encontrar a tempo os famigerados esqueletos que os mais estrelados advisers do mercado de fusões e aquisições conseguem identificar. Clássico estranho esse disputado por holandeses e japoneses.

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30.12.11
ED. 4319

Petrópolis mistura suco e cerveja no mesmo balcão

Em meio a s conversações com a Heineken, que está sedenta para se associar a  cervejaria Petrópolis – ver RR nº 4.255 -, o empresário Walter Faria prepara sua entrada em novos segmentos do mercado de bebidas. A empresa vai lançar no primeiro semestre de 2012 uma linha de sucos prontos. Faria vai embalar o novo empreendimento como parte de um projeto ainda maior: transformar a Petrópolis em um grande grupo integrado da área de bebidas, com presença nos segmentos de alcoólicos e não alcoólicos. No setor, esta posição é sinônimo de melhores negociações com o varejo. Neste primeiro momento, a cervejaria vai investir cerca de R$ 120 milhões na produção de sucos prontos, que inclui a montagem de uma linha industrial, provavelmente na fábrica de Boituva (SP). A estimativa da Petrópolis é que o faturamento da nova unidade de negócios chegue a R$ 200 milhões no primeiro ano de operação. Em sua estratégia comercial, Faria aposta boa parte de suas fichas em repetir na área de sucos o que fez na venda de cervejas: tirar mercado da Schincariol, dona da marca Fruthos. Entre as principais fabricantes do setor, o empresário considera a companhia recém-comprada pela japonesa Kirin como o player com mais fragilidades. Além disso, na condição de ex-distribuidor da Schin, Faria conhece todos os calos da empresa de Itu. Mas nem tudo são flores no caminho da Petrópolis. Faria pisará em um campo minado. Terá de enfrentar concorrentes com muito mais musculatura financeira, recall e experiência de sobra do setor, caso, por exemplo, da Coca-Cola, dona das marcas Sucos Mais e Del Valle. A Petrópolis não dispõe de um cardápio tão amplo de produtos e de fôlego para praticar uma política de preços mais baixa quanto os grandes players do segmento.

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22.11.11
ED. 4291

Heineken mergulha no colarinho da Petrópolis

A espuma da venda da Schincariol para a Kirin nem sequer baixou e já há mais um negócio de alto teor alcoólico em fermentação no mercado cervejeiro. A Heineken partiu com toda a sede ao pote para a aquisição da Petrópolis, controlada pelo polêmico empresário Walter Faria. As conversações teriam sido deflagradas há cerca de um mês. A Heineken está disposta a comprar apenas metade do capital da Petrópolis, mantendo os outros 50% nas mãos de Faria. A rigor, ambos passariam a dividir o controle de uma holding ainda a ser criada – provisoriamente batizada pelos holandeses de -Cervejaria Brasil-. Todas as garrafas de Walter Faria, leia-se as marcas e as quatro fábricas da Petrópolis, seriam agrupadas neste novo engradado societário. Procurada pelo RR, a Heineken informou que -não comenta especulações de mercado-. Já a Petrópolis garantiu que -não tem qualquer intenção de negociar sua participação-. A fonte do RR, que acompanha a operação grudada a  mesa de negociações, crava um valor em torno de R$ 6,5 bilhões para a transferência de 50% da cervejeira da Região Serrana do Rio. A cifra já embute uma inflação no preço dos ativos do setor decorrente justamente da venda da Schincariol. Para efeito de comparação, trata-se de um valor próximo ao que a Kirin pagou por 100% da empresa. O eventual ágio na venda da Petrópolis tem duas fortes razões. Além de ser a segunda colocada do mercado, atrás apenas da AmBev, a empresa se tornou automaticamente a noiva mais cobiçada do setor após a venda da Schincariol. O modelo de negócio idealizado pela Heineken deve ser enxergado como uma maneira de contornar a resistência de Walter Faria a  venda integral da Petrópolis. O empresário tem a pretensão de se manter no negócio de braços dados com uma grande cervejeira internacional. No entanto, ao viver sob o mesmo teto com os holandeses, terá de se adequar a novos tempos. A Heineken inevitavelmente esquartejará a Petrópolis com o detalhismo de um anatomista. O bisturi certamente apontará para os sinuosos procedimentos da empresa – notadamente no que se refere a  sua engenharia fiscal, a s práticas trabalhistas e ao relacionamento com distribuidores. A compra da Petrópolis seria um passo fundamental para o crescimento da Heineken no Brasil. Somando-se a antiga operação da Femsa, comprada no início do ano, e a fabricante da Itaipava, os holandeses passariam a ter 19% de market share, mais do que o dobro da participação da Schin, em torno de 9%. No que depender do ímpeto da Heineken, esta diferença logo será ampliada. O grupo já sinalizou a Walter Faria o interesse em investir pesado para acelerar o plano de investimentos da Petrópolis, que prevê a construção de cinco fábricas.

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09.05.11
ED. 4155

Dupla face

A Schincariol marcha em sentidos opostos. Ao mesmo tempo em que ouve as ofertas da SABMiller e da Heineken, mantém conversações para a compra da Cerpa. Pode até soar estranho, mas a fonte do RR – Negócios & Finanças está encarapitada na cervejaria paraense.

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27.04.11
ED. 4147

Leilão da Schin

Itu virou palco de um leilão cervejeiro. A oferta da SabMiller pela Schincariol chega a US$ 1,8 bilhão. A Heineken teria oferecido um pouco mais, algo em torno de US$ 2,2 bilhões. Ainda assim, Adriano Schincariol evita bater o martelo. Acha que ainda dá para arrancar alguns dobrões a mais dos pretendentes.

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19.05.10
ED. 3924

NA

A confirmação de que Chris Barrow assumirá o comando da Heineken no Brasil causou calafrios na empresa, que comprou recentemente as operações cervejeiras da Femsa. Barrow vem da Polônia, onde aumentou significativamente a rentabilidade da Heineken com uma intensa política de redução de custos e pessoal.

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09.02.10
ED. 3890

SAB Miller reabre sua conta no balcão da Schincariol

A SAB Miller quer tomar uma Nova Schin. A cervejaria sul-africana retomou as conversações para a compra da Schincariol. A nova rodada de negociações teve início no carnaval. A multinacional teria se comprometido a apresentar uma oferta em abril. Em vez da compra pura e simples da empresa, a SAB Miller acena com um novo tipo de acordo. Além do pagamento em dinheiro, os atuais controladores da Schincariol teriam uma participação de até 10% no capital do grupo sul-africano. Adriano Schincariol, por sua vez, permaneceria por um período no comando da companhia e, depois, ganharia um assento no Conselho de Administração da SAB Miller. A nova investida sobre a empresa de Itu é uma reação dos sul-africanos a  frustrada tentativa de compra dos ativos da Femsa no setor cervejeiro, incluindo sua operação no Brasil. Os mexicanos rechaçaram a proposta da SAB Miller e acabaram fechando negócio com a Heineken. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Schincariol não quis se pronunciar sobre a informação. O recente plano de investimentos aprovado pelo Conselho de Administração da Sab Miller prevê a compra de uma empresa em um país emergente. Só faltou citar nominalmente o Brasil e a Schincariol. Entre os BRICs, a empresa já tem operações na Rússia, andia e China. A única ausência é a letra “B”. Depois da venda dos ativos da Femsa para a Heineken, as opções praticamente secaram. A Schincariol é a última possibilidade de comprar uma grande cervejaria, com market share acima de 10%, estrutura industrial em diversos estados e uma operação de logística que cobre praticamente todo o território nacional. A companhia de Itu tem 13 fábricas e mais de 300 distribuidores. O desembarque no Brasil é visto pelos sul-africanos como um movimento fundamental em sua estratégia geoeconômica. Entre as três maiores fabricantes de cerveja do mundo, é a única que não está presente no país. Trata-se da grande lacuna no mapa do grupo na América Latina. A cervejaria está na Colômbia, Equador e Peru e em mercados periféricos, como Panamá, Honduras e El Salvador. A região, mesmo sem o Brasil, já tem um peso importante na operação mundial da SAB Miller. É responsável por quase 30% do faturamento global.

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08.03.10
ED. 3909

Heineken

Que ninguém espere da Heineken um grande esforço financeiro para ressuscitar a cerveja Kaiser. Os holandeses, novos controladores da Femsa, já decidiram que vão seguir a estratégia de seus antecessores: reduzidos aportes no parque fabril e investimentos modestos em publicidade, com ações mais voltadas aos pontos-de-venda ? ainda assim, concentradas nos poucos estados em que a marca ainda tem certa representatividade, como São Paulo. A Heineken considera o definhamento da Kaiser praticamente irreversível. Seu market share, que só faz cair, já está na casa dos 4%.

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22.02.10
ED. 3899

Femsa desfalcada

Antes mesmo de concluída a venda de toda a operação cervejeira para a Heineken, a Femsa corre sério risco de perder um de seus principais revendedores no Brasil. A relação está desgastada por conta da política de preços e comissões da empresa.

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