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77  resultados para Flamengo

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Notícias encontradas

17.09.19

Prefeito da Gávea

A Rede Sustentabilidade cogita lançar Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, como candidato à Prefeitura do Rio em 2020. É uma aposta de razoável risco. Até agora, o cartola não conseguiu transplantar para a política o sucesso que teve à frente do clube. Em 2018, candidatou-se a deputado federal, mas não se elegeu.

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01.09.19

Neymar rubro-negro?

Já imaginaram Neymar de volta ao futebol brasileiro? Rodolfo Landim,presidente do Flamengo, imagina todos os dias. Emissários rubro-negros têm mantido contato com o staff do jogador. Não são poucas as condicionantes. Tudo dependeria do fracasso da negociação entre Neymar e o Barcelona e da concordância do PSG em emprestá-lo sem compensação financeira. Além disso, Neymar teria de reduzir seu salário, de três milhões de euros por mês.

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01.08.19

Bola oval

O Flamengo, “dono” do Maracanã, estaria em conversações com representantes da NFL para a primeira partida entre dois times da bilionária liga de futebol americano no Brasil. O evento ocorreria, possivelmente, em agosto de 2020.

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11.07.19

O legado de Eike

A Prefeitura do Rio cobra do fundo Mubadala, dono do imóvel do antigo Hotel Glória, que intensifique a segurança no local. Recentemente, teriam sido registradas duas tentativas de invasão por sem-teto. Com as obras paralisadas há seis anos, o edifício tornou-se um elefante branco em ruínas, abandonado no Aterro do Flamengo.

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18.06.19

Mito Futebol Clube

O comparecimento de Jair Bolsonaro a estádios de futebol foi aprovado pelos gênios de marketing do Palácio do Planalto. A filharada também gostou. Nos jogos do Flamengo com o CSA e na estreia do Brasil na Copa América, os aplausos da torcida e as imagens do presidente com uma expressão sorridente deixaram todos empolgados. Vai ter repeteco. Na retomada do Brasileiro, é pule de dez que Bolsonaro assista a uma partida do Athletico Paranaense na Arena da Baixada. O presidente do clube, Mario Celso Petraglia, é “bolsonarista” de carteirinha. No ano passado, às vésperas da eleição, obrigou os jogadores rubro-negros a entrarem em campo e ouvirem o hino com uma camisa amarela. Além disso, o Athletico é patrocinado pela Havan, de Luciano Hang, apoiador de primeira hora de Bolsonaro. Como se não bastasse, trata-se do time de Sergio Moro.

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08.05.19

Herança de Eike

O Mubadala estuda um novo projeto para o antigo Hotel Glória, que combinaria um shopping de luxo, escritórios comerciais e serviços de hotelaria. Trata-se da enésima solução pensada pelo fundo árabe para tentar dar vida ao elefante branco encravado em frente ao Aterro do Flamengo.

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29.04.19

Tarcísio Freitas é o acelerador geral da República

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, novo darling do governo Jair Bolsonaro, faz sucesso repetindo o passado. A celeridade com que vem desembaraçando os leilões – o bem sucedido certame dos aeroportos é um dos exemplos – tem encantado Brasília. Freitas vem apresentando também soluções rápidas para imbróglios antigos e concessões por vencer. O ministro perfila entre os primeiros alunos de turma de Escolas Militares que integram o Ministério Bolsonaro.

Mas seu diferencial valioso é conhecer na palma da mão a burocracia dos Poderes. Da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados à Controladoria Geral da União, passando pelo Tribunal de Contas da União e enveredando pelas agências reguladoras, Freitas é íntimo das autoridades, técnicos e ambientes mais ranhetas da República. Com todo esse acesso, resgatou um modelo do século passado, utilizado com bons resultados, para acelerar a aprovação e tramitação dos projetos.

Freitas simplesmente coloca todas as partes envolvidas para acompanhar simultaneamente todo o processo decisório das licitações, concessões e prorrogações de licença. Assim, conhecidos “empatadores” das ações da Infraestrutura participam das decisões, acompanhando pari passu as discussões técnicas e os impasses regulatórios. Todos vão deliberar sobre o assunto com o dever de casa pronto, a agilidade de quem já resolveu os impasses de antemão. Freitas poderia repetir Goethe – “O diabo é sábio porque é velho”. Melhor, contudo, seria recordar Carlos Lacerda, o maior realizador de obras da história do Brasil no período de tempo mais curto.

O truque de Lacerda era o mesmo agora adotado pelo ministro da Infraestrutura: “Todo mundo acompanha os projetos e, assim, a decisão sai conjunta e ao mesmo tempo”. Vale rememorar o método do ex-governador da Guanabara, descrito no livro “Sérgio Quintella, um depoimento”, que será lançado hoje. “Além dos diversos secretários, Carlos Lacerda levava para as reuniões o vice-governador Raphael de Almeida Magalhães, executivos, advogados e procuradores”.

Era um sistema de gestão interessante, moderno, porque, a partir de uma decisão tomada em conjunto, os advogados já preparavam os atos e projetos de lei necessários ao seu desembaraço jurídico. Dessa maneira, os processos caminhavam com grande velocidade, auxiliados ainda por uma junta de controle do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Atos burocráticos que hoje demoram uma barbaridade eram resolvidos ali, na hora. Não custa lembrar que Lacerda construiu o Aterro do Flamengo, os Túneis Rebouças e Santa Bárbara, o Sistema do Guandu e o Emissário Oceânico, as maiores obras da América Latina no prazo de cinco anos, período da sua gestão frente à Guanabara.

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26.04.19

Caça às bruxas

O Ministério da Família, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal preparam uma operação conjunta para fiscalizar alojamentos de clubes de futebol. As diligências terão início na primeira semana de maio e serão feitas de surpresa, sem notificação prévia. As instalações que não atenderem a pré-requisitos de segurança serão fechadas. A medida foi desencadeada pela tragédia no Ninho do Urubu, em fevereiro, quando dez jovens atletas do Flamengo morreram após o incêndio no local.

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24.04.19

Energético?

A tailandesa Carabao, que chegou ao Brasil com a promessa de desbancar a Red Bull no mercado de energéticos, não só rompeu o milionário contrato de patrocínio com o Flamengo como já espreita a porta de saída do país. É muito prejuízo para tão pouco tempo.

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09.04.19

Os Garotinho estão chegando

Os moradores do edifício localizado na Praia do Flamengo 144, esquina com a Rua Buarque de Macedo, temem que seus dias de paz tenham terminado. Não sem motivo. O casal Rosinha e Anthony Garotinho acaba de se mudar para o prédio. Nos últimos dois anos, em pelo menos três ocasiões, a Polícia Federal bateu à porta dos Garotinho para prender um dos dois.

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08.04.19

Balão de ensaio

A decantada parceria entre o Flamengo e o Alibaba para a gestão do Maracanã não passa de uma promessa na nuvem. Até o momento, o clube não apresentou ao governo do Rio garantia de acordo com o gigante do e-commerce.

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08.04.19

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Flamengo e Alibaba.

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24.03.19

Mando de campo

A francesa Lagardère, que esteve perto de assumir a concessão do Maracanã em 2017, já manifestou interesse em participar da nova licitação do estádio. A questão é saber se as divergências com o Flamengo, que inviabilizaram a operação àquela altura, ficaram no passado.

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01.03.19

TCU evita um vazio a mais nas paredes do MAM

Um item a menos no vasto acervo de problemas financeiros do Museu de Arte Moderna do Rio. O TCU confirmou decisão proferida em 2015, isentando o MAM do pagamento, à Secretaria do Patrimônio da União, de taxa de ocupação do imóvel onde está instalado, no Aterro do Flamengo. O veredito do Tribunal de Contas livra o Museu de uma fatura de aproximadamente R$ 30 milhões. Como referência, a cifra equivale a aproximadamente 70% do valor do “Número 16”, obra do pintor norte-americano Jackson Pollock que o MAM se viu obrigado a vender no ano passado – estima-se que o negócio tenha chegado a R$ 47 milhões.

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21.02.19

A “lama” de Landim

Depois de Brumadinho, o Flamengo. A Câmara deverá convocar o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, a exemplo do que fez como o CEO da Vale, Fabio Schvartsman. Neste caso, a “lama” em questão é o trágico incêndio que matou dez jovens no Ninho do Urubu.

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18.02.19

Os lentos capítulos da Boate Kiss

Em meio ao clima de comoção com o incêndio no CT do Flamengo, que matou dez jovens, outra grande tragédia nacional voltou à ordem do dia no Judiciário. Segundo o RR apurou, na última quinta-feira o subprocurador da República, Alcides Martins, emitiu parecer ao STJ apontando que cabe ao Tribunal do Júri do Rio Grande do Sul julgar os réus na ação da Boate Kiss. Agora, a tendência é que o STJ referende a recomendação e determine a marcação do julgamento na primeira instância. Trata-se de um avanço de alguns milímetros em um processo que se arrasta na Justiça há seis anos. Somente para decidir a competência do caso, os autos já somam quase 30 mil páginas. O incêndio na boate gaúcha, em janeiro de 2013, deixou 242 mortos.

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14.02.19

Alvará para a tragédia

Na esteira da tragédia no CT do Flamengo, partidos de oposição começam a se mobilizar na Câmara dos Vereadores do Rio para criar a CPI dos Alvarás. Um dos objetivos seria investigar a indústria de multas contra estabelecimentos que continuam operando mesmo sem licença. O CT rubro-negro recebeu 31 multas da Prefeitura – e pagou apenas dez delas. Ainda assim, não apareceu um fiscal para fechar o local.

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12.02.19

Caixa de Pandora do futebol

O governo vai anunciar ainda nesta semana a criação de um comitê interministerial que terá a missão de fiscalizar e elaborar novas normas para os alojamentos das categorias de base dos clubes de futebol. Desde a última sexta-feira, na esteira da tragédia que matou 10 adolescentes no Centro de Treinamento do Flamengo, o Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos tem recebido diversas denúncias sobre as condições de moradia de jovens atletas.

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12.11.18

O inesperado encontro do RR com o general Mourão

O pagode rolava alto nas caixas de som em uma noite de tempo fechado no Centro do Rio. Eis que de repente o Relatório Reservado se deparou frente a frente com o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito. Eram 19h35 da última sexta-feira, e o general saía de uma reunião com empresários, na Rua do Mercado. O encontro foi tão inusitado que o RR se conteve, perplexo, no seu afã por informações. Perguntas ficariam para uma outra vez. A hora era de aproveitar a agradável presença, que em nada lembrava o oficial responsável, até o momento, pelas mais inquietantes declarações da era Bolsonaro. O general Mourão, trajando um terno azul escuro e uma camisa listrada rosa, gravata azul marinho com detalhes em vermelho, atravessou a rua ao som dos batuques e com o cheiro de chope que inundava o pedaço. Deu alguns passos e meia volta volver. Retornou ao prédio para pegar um objeto esquecido. Trocando palavras amáveis com o RR, eis que ele brinca com o porteiro, que tentou fazer um registro fotográfico: “Vá rápido, você parece um vascaíno”, disse, com bom humor. Ao descobrir que o porteiro torcia pelo Flamengo, seu time de coração, Mourão abriu um largo sorriso. Todos satisfeitos com o general, ele partiu em passos largos para entrar no carro. Tomara que tudo continue assim depois que começar o governo. Caía uma chuva fina quando o general partiu.

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08.10.18

A fábrica de políticos de Lemann e cia.

O candidato a deputado estadual Renan Ferreirinha (PSB-RJ) apresentou duas credenciais nestas eleições: ter estudado em Harvard e fazer parte da primeira clonagem de políticos treinados para vocalizar os interesses do mercado com preparo específico. Quem está patrocinando a incubadora é o empresário Jorge Paulo Lemann. Mas Lemann não está coçando o bolso sozinho. Junto com ele há outros 17 empresários. Entre os maiores entusiastas estão os irmãos Armando e Daniel Klabin, controladores do grupo empresarial homônimo. No último dia 1o, os Klabin, em meio a um almoço familiar, no restaurante Alcaparra, no Flamengo, discorriam abertamente sobre os planos. O RR apurou que quase 30 blade runners estão sendo preparados para ingressar no mundo da política. Trata-se de um projeto para daqui a quatro anos.

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27.09.18

Os jazigos imobiliários de Eike

Eike Batista não destruiu somente o Hotel Gloria. O histórico prédio da revista O Cruzeiro, localizado na rua do Livramento, no bairro da Gamboa, encontra-se caindo aos pedaços. Assim como o Gloria, sem nenhum alarde Batista comprou o imóvel pertencente aos Diários Associados com objetivo de criar um corredor ligando-o ao Porto Maravilha, na região do cais do porto. Como o dinheiro sumiu, o ex-miliar-dário pulou fora do projeto, assim como tinha feito com a antiga sede do Flamengo, na região do Aterro. O edifício é um espigão somente superado, na região, em número de andares, pelo antigo prédio da Rádio Nacional, na Praça Mauá. Abandonado, ele tem sido invadido por sem-teto. As salas de um dos símbolos do poder empresarial no Rio de Janeiro estão completamente destruídas.

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13.09.18

Pingo nos is

Em relação à nota publicada em 30 de agosto, o empresário Rodolfo Landim, candidato à presidência do Flamengo, procurou o RR para esclarecer que não solicitou o afastamento do atual mandatário do clube, Eduardo Bandeira de Mello, candidato a deputado pelo Rede.

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29.08.18

Uma vez Marina, sempre Flamengo…

As eleições de fora esquentaram as eleições de dentro no Flamengo. A chapa de oposição, encabeçada pelo empresário Rodolfo Landim, pressiona o Conselho do clube pelo afastamento de Eduardo Bandeira de Mello da presidência. A alegação é que o estatuto do Flamengo não permite que dirigentes no exercício do cargo disputem cargos eletivos. No entanto, Bandeira, candidato a deputado federal pelo Rede, interpreta a “carta magna” rubro-negra de outra forma. E vai fi cando até onde der. O cartola chegou, inclusive, a se oferecer para vice na chapa de Marina Silva. Mas não colou.

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21.08.18

Um candidato passageiro na sala de espera

Com seu proeminente rosto plastificado e a energia de um jovem púbere, o senador Álvaro Dias, presidenciável do Podemos, circulava entre executivos e endinheirados no último sábado (dia 18), no hangar 2 do Aeroporto de Congonhas, pertencente à Icon, empresa de taxi aéreo contradição de serviços à classe política. Eram 9 horas e alguns dos presentes arriscavam uma bicada no whisky Blue Label, presença obrigatória em qualquer listagem da nobreza dos puro malte. O destino da maioria era Brasília, meca do mundo e submundo eleitoral. Curioso o fato de frequentadores de jatinhos chegarem ao aeroporto com antecedência. Raramente seus voos atrasam, e eles ficam lá, aguardando no bem-bom. O candidato do Podemos abdicou das mordomias da casa. Preferiu aproveitar o ínterim para entoar sua campanha em dó maior. Com a voz empostada se dizia indignado com a pesquisa da XP Investimentos, que apresentou Fernando Haddad (PT) como “candidato de Lula”. Com esse enunciado, o petista chegou a 15% das intenções de voto. “Vou pedir na próxima pesquisa para me apresentarem como Álvaro Dias, candidato das torcidas do Corinthians e do Flamengo e do Sérgio Moro. Ou melhor, candidato do Papa”. Expoente entre useiros e vezeiros da aviação executiva, o senador subtraiu momentaneamente do seu discurso o marketing da pobreza, assim como os dizeres de que não usaria recursos do Fundo Partidário. No hangar 2, Álvaro Dias era o candidato de um outro “Podemos”, o “podemos tudo.” Exceção seja feita a conquistar a Presidência da República

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01.08.18

Urubu desde pequeno

Ainda que de partidos diferentes, Marcelo Crivella (PRB) e o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, filiado ao PV, estão em clima de “simpatia é quase amor”. Crivella tem acenado com todas as facilidades para o clube construir um ginásio multiuso na Gávea. Ao que parece, o prefeito encontrou uma maneira de resgatar parte da popularidade perdida.

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11.07.18

Venda da Embraer é o epitáfio da golden share

O instituto da golden share está prestes a levar uma cutelada casuística do governo brasileiro. Trata-se de medida complexa, encomendada pelo ex-ministro da Fazenda e candidato do próprio ego à presidência Henrique Meirelles. A reunião do TCU sobre a venda das ações de classe especial, inicialmente marcada para hoje, foi adiada para semana que vem. Mas como negociar as golden share sem exterminar com a primazia do Estado e os direitos excepcionais carimbados no título? O assunto está quebrando a cabeça dos técnicos.

Até prova em contrário, a Lei no 8.031, de 1990, continua validando as ações especiais. Na dúvida, diriam confrades acacianos, liquide-se a Lei. Mas há outras interrogações. A regra será para todas as velhas golden share (Vale, IRB e Embraer) ou contemplará uma regulação exclusiva para as novas? Nesta última hipótese, as ações de controle da União passariam a ter um estatuto próprio, híbrido, caso a caso? Com relação à Embraer, imagina-se que o propósito seria negociar em mercado os títulos de classe especial referentes à “Embraer USA” (parte adquirida pela Boeing), pagando adicionalmente um capilé ao governo. Em tempo, não há modelo de precificação de golden share, até porque elas não existem para serem negociadas no mercado.

Do split da atual companhia surgiria a “Embraer do B”, que assumiria as áreas de defesa e aviação executiva. Esta nova empresa estaria submetida ao regime de golden share, mas não se sabe se seria mantido o estatuto da antiga Embraer, um novo com as exigências recauchutadas, ou criada uma geração de ações de classe especial, com licença para morrer desde o seu nascedouro. Qualquer que seja a solução, já existem duas certezas: a decisão é oportunista, pois atende às exigências do acordo de venda da Embraer, e traz contida uma posição de renúncia do Estado em relação à influência no destino dos ativos privatizados.

No novo ambiente institucional e jurídico, o conceito de empresa estratégica passa a constar do dicionário de letras mortas da República. Não só a Embraer, mas a Vale em especial será atingida com a medida. A mineradora tem restrições para a tomada de uma série de decisões, tais como a mudança do seu nome e a transferência da sede para outro país. A Vale, por sinal, foi o berço da discussão sobre a golden share no Brasil. Em pleno programa de privatizações do governo FHC, mesmo sendo candidato à compra da empresa, Antônio Ermírio de Moraes perfilava-se entre os favoráveis à causa.

A ideia de bater bumbo a favor das golden share junto aos setores que resistiam a uma possível desnacionalização da companhia nasceu de uma inusitada reunião, em discreto apartamento no início da Praia do Flamengo, entre o então presidente da mineradora, Eliezer Batista, e o prefeito Cesar Maia, ambos contrários à venda da empresa. A tentativa anterior de Eliezer para brecar ou pelo menos alterar a privatização tinha sido vazar na mídia – no Estado de S. Paulo – o patrimônio mineral da Docegeo, subsidiária da Vale do Rio Doce, um verdadeiro segredo de Estado, onde estavam pendurados os valiosos alvarás de pesquisa e lavra da companhia. Essa montanha de jazidas e áreas de pesquisa mineralógicas não foi inclusa no preço de venda da então chamada CVRD. O inimigo de primeira hora de Eliezer foi o BNDES privatista da gestão FHC, que identificou no silencioso tecnocrata um perigoso adversário.

Por outro lado, as Forças Armadas se tornariam imediatamente simpáticas àquela proposta, de certo modo intervencionista, de certo modo liberal – foi Margaret Thatcher quem criou as golden share como ações preferenciais resgatáveis, em 1979, para viabilizar o programa de privatização arrasa-quarteirão do Reino Unido. Se ontem fosse hoje, a Vale seria esquartejada, a exemplo da Embraer, e teria a sede do seu filé mignon transferida para a Austrália. A julgar pelo andamento da carruagem, a licença para morrer das golden share de última geração poderá ser utilizada logo mais à frente na privatização da Eletrobras, e muito mais. Tudo se tornou radicalmente possível.

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14.06.18

Atletas olímpicos armam ataque em bloco contra Temer

A popularidade de Michel Temer caiu abaixo de zero, ao menos entre os atletas brasileiros. Nomes conhecidos do esporte nacional, como o ginasta Diego Hypólito, a nadadora Joanna Maranhão e a ex-jogadora de vôlei Ana Mozer, se mobilizam e articulam uma grande manifestação contra o presidente Temer. A ideia é realizar um ato público já no próximo fim de semana, além de um bombardeio nas redes sociais. Interlocutores dos atletas também negociam com veículos da mídia espaços para o lançamento de uma campanha contra a Medida Provisória 821, assinada por Temer. A MP transfere para o Ministério da Segurança Pública recursos das loterias federais que eram destinados ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) e outras entidades esportivas. Estima-se que cerca de R$ 500 milhões deixarão de passar pelo orçamento do Ministério dos Esportes e por secretárias estaduais e municipais. A Medida Provisória já é tratada como o “fim” de diversas modalidades olímpicas brasileiras, que dependem visceralmente de subsídios públicos. A “rebelião” dos atletas tem o apoio de grandes clubes brasileiros, como Flamengo e Corinthians. Os desportistas não são insensíveis ao gravíssimo problema da segurança pública, justificativa para a MP. Mas o entendimento é que o governo federal foi radical, além de sequer ter convocado as entidades esportivas para discutir outros cenários.

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14.12.17

Caixa paga menos a clubes

A Caixa Econômica promete entrar com o pé alto nas negociações dos contratos de patrocínio a times de futebol em 2018, entre eles Flamengo, Vasco, Atlético-MG e cia. O banco estuda um corte de até 10% no valor total dos acordos. Em 2017, o desembolso com os 26 clubes que estampam a logomarca da Caixa em suas camisas foi de R$ 145 milhões. Para a maioria dos times, sempre com o pires na mão, não há para onde correr. A Caixa se tornou praticamente monopolista no patrocínio ao futebol brasileiro.

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24.07.17

Natura espalha o verde pelas capitais

A Natura é inovação pura. O laboratório de bolações sustentáveis da empresa estaria idealizando um projeto que vai dar o que falar: a adoção de parques urbanos para transformação das áreas em ambiente seguros, com cultura ambientalista e abertos a esporte e lazer. Algo assim como os “parques temáticos Natura”. O projeto seria compartilhado com o Banco do Brasil e o Sebrae. A grande novidade, contudo, é o convite de um grande clube de futebol local como parceiro. As quadras de futebol do Rio, por exemplo, teriam a assinatura do Flamengo. As de São Paulo seriam assinadas pelo Corinthians. E assim por diante. A ideia parece boa demais para ser verdade. Procurado, o Sebrae disse “não ter informações” sobre o assunto. O Flamengo, por sua vez, afirmou que “não há nenhuma negociação com a Natura”. A empresa, o Corinthians e o BB não se pronunciaram.

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14.06.17

Cenas cariocas

Ontem, por volta de 14h30, o ex-presidente do Flamengo Edmundo dos Santos Silva entrou apressado no n.11 da Rua do Mercado, no Centro do Rio. Olhava seguidamente para os lados, como se estivesse sendo perseguido. No elevador, não escondeu a impaciência até chegar ao sétimo andar, onde se dirigiu ao escritório de advocacia Pimentel, Bastos & Vega. Ao que parece, nem mesmo a conversão à religião evangélica o livrou dos fantasmas do passado. Em 2003, Silva chegou a ser preso acusado de participar de fraudes no INSS e na Receita. Único presidente da história do Flamengo a sofrer um impeachment, foi condenado a devolver R$ 18,7 milhões ao clube.

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Eram 9h57 quando o Ford prata estacionou, ontem, na esquina das ruas Muniz Barreto e Professor Alfredo Gomes, em Botafogo. Do veículo, saiu o empresário Paulo Marcondes Ferraz, que pontificou no high society do Rio nos idos dos anos 70. Logo apertou o passo para atravessar a pista, contudo sem desfiar os cabelos na tonalidade gris argenté, cuidadosamente fixados para trás. Tinha pressa em chegar ao consulado chinês. O RR seria capaz de apostar suas fichas que foi tratar de mais um de seus mirabolantes projetos em nome da Federação das Câmaras de Comércio Exterior, entidade que preside.

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27.04.17

Maracanã II

O Flamengo tem muito a agradecer ao secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Christino Áureo. Ninguém trabalhou tanto quanto Áureo para convencer o governador Pezão a retomar a concessão do Maracanã e realizar uma nova licitação. Fez lembrar o empenho de outro ocupante da Casa Civil, Regis Fichtner, condutor da concorrência que colocou o estádio nas mãos da Odebrecht e de Eike Batista.

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12.04.17

Força tarefa da PPI remonta a Carlos Lacerda

A iniciativa do governo de blindar os projetos de concessões com a criação de uma “força tarefa” de nove auditores da Controladoria Geral da União para agilizar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) tem inspiração no governo Lacerda. Na época, o governador da Guanabara tocava as maiores obras da América Latina – Aterro do Flamengo, Estação de Tratamento de Água do Guandu, túneis Rebouças e Santa Bárbara, Emissário Submarino etc. – com velocidade espantosa. O segredo do sucesso, além da notória energia de Lacerda e de seu vice-governador, Raphael de Almeida Magalhães, era o modelo de discussão e aprovação paripassu dos projetos. Os engenheiros e advogados de governo discutiam previamente os estudos de viabilidade, exigências e licenças com os integrantes do TCU como se fossem uma só equipe, e tudo saia dali aprovado, direto para os canteiros de obras. Na época deu certo. Mas os homens públicos eram outros, a prioridade era colocar os projetos de pé, e o Estado não estava tão capturado por grupos de interesse (agências reguladoras, órgãos ambientais, indígenas etc). Ah, sim, também não havia a Lava Jato…

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10.03.17

Time desfalcado

O Flamengo tem sentido muita falta de Flavio Godinho nas negociações com a inglesa CMS e a francesa Lagardère para assumir a concessão do Maracanã. Godinho sabe tudo sobre o estádio. Foi ele, por exemplo, que convenceu o sócio Eike Batista a ficar com um pedacinho de 5% do Maraca.

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24.02.17

BWA é barrada na roleta do Maracanã

Em lados opostos no duelo pela concessão do Maracanã, Flamengo e Lagardère têm travado uma disputa marcada por caneladas. O clube carioca faz um série de exigências para jogar no estádio caso os franceses vençam a concorrência, notadamente em relação à divisão das receita. Além disso, muito a contragosto, a Lagardère teve de jogar para escanteio a BWA, sua sócia nas arenas do Castelão, em Fortaleza, e Independência, em Belo Horizonte. O rubro-negro vetou a indicação da empresa para cuidar da venda de ingressos do Maracanã. A BWA, dos irmãos Bruno e Walter Balsinelli, já foi acusada de participar de uma “Máfia dos Ingressos”, que funcionaria dentro da Federação Paulista de Futebol.

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07.02.17

Big Mac de urubu

O Flamengo tenta arrastar o McDonald’s para a concessão do Maracanã.

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30.01.17

CSM sabe onde pisa

A inglesa CSM, parceira do Flamengo, está jogando duro para assumir a gestão do Maracanã. A empresa só entrará nesse gramado se tiver garantias firmes de que não herdará qualquer dívida da atual concessionária. No limite, o clube carioca que arque com o prejuízo.

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20.01.17

Ideia fixa

A Adidas, que já patrocina o Flamengo, está decidida a abrir o cofre para vestir mais um grande clube do Rio de Janeiro.

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27.10.16

Zico e Cruyff

 O Flamengo vem mantendo conversações com a Amsterdam Arena, responsável, entre outros empreendimentos, pela gestão do estádio do Ajax, na capital holandesa. O assunto não poderia ser outro: a concessão do Maracanã.

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17.10.16

Dublagem

 Flávio Godinho, vice-presidente do Flamengo e melhor amigo de Eike Batista, tem encantado a diretoria do clube com aforismos do Mr. X. Um dos prediletos é “Se você mira na lua, mesmo que erre, acaba ficando entre as estrela”. Os rubro-negros fazem ûûûûûû!!!

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13.10.16

Maracanã

 Flamengo e Fluminense, que mantêm contratos com a atual concessionária do Maracanã, estão dispostos a abrir mão de qualquer indenização caso fechem um acordo para assumir o estádio. O contrato com o rubro-negro ainda tem validade por mais um ano. O caso mais complexo é do Fluminense: são 32 anos ainda por cumprir.

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04.10.16

Urubu

 Eduardo Cunha está se tornando um personagem pop nas redes sociais. Nos últimos dias, por exemplo, tem usado recorrentemente o Twitter para publicar mensagens de apoio ao Flamengo, sempre arrastando milhares de curtidas e compartilhamentos. Em tempo: o ex-congressista ainda assina sua conta como Deputado Eduardo Cunha.

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28.07.16

Carrosel holandês

 Candidatos à gestão do Maracanã, Flamengo e Fluminense tentam atrair a Amsterdam Arena para jogar no seu time. Sem um grande parceiro, vai ser difícil a dupla Fla-Flu encarar essa partida.

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 O plano do “Flamengo S/ A” idealizado pela diretoria do clube está virando uma lenda urbana. Até o momento, as gestões para a abertura de capital têm fracassado. Procurado, o Flamengo nega o projeto. No entanto, segundo o RR apurou, teriam ocorrido conversações com o BTG e o Gávea. A alternativa seria a criação de uma empresa em sociedade com investidores para administrar o elenco e viabilizar a construção de uma arena esportiva.

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20.06.16

Temer entra de carrinho nos patrocínios esportivos das estatais

 Após gerar indignação na classe artística com a extinção do Ministério da Cultura, Michel Temer corre o risco de despertar a revolta de zagueiros, cabeças de área, e, no limite, ginastas, judocas e remadores – para não falar da cartolagem em geral. Há uma crescente disposição do Planalto de rever o volume de recursos estatais destinados a patrocínios esportivos. A justificativa para a antipática medida combinaria argumentos técnicos e políticos. Na visão de Temer, muitos dos contratos de publicidade mantidos por empresas públicas não trazem o retorno esperado em termos de exposição da marca e teriam como principal motivação beneficiar aliados do PT. Um caso emblemático é o do patrocínio da Caixa Econômica ao Corinthians, do deputado federal petista Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e muito ligado a Lula. Não por acaso, os maiores cortes atingiriam exatamente as verbas de marketing da Caixa para o futebol. Para este ano, o banco fechou acordos de patrocínio com 12 clubes brasileiros, entre eles Corinthians, Flamengo, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro, com um investimento somado da ordem de R$ 125 milhões.  Por ora, os esportes olímpicos seriam preservados. No entanto, entre os próprios dirigentes das mais diversas confederações apoiadas por empresas estatais, o receio é que o dead line para a trégua seja a Olimpíada. Logo após o evento, as torneiras começariam a ser fechadas. Independentemente do timing, o governo está cutucando um vespeiro. Caso os cortes se confirmem, a economia será extremamente pequena vis-à-vis o desgaste político – mais um – que a medida poderá proporcionar. Tome-se como exemplo os esportes olímpicos. Ao longo de todo o ciclo 2012-2016, estima-se que as empresas estatais desembolsarão cerca de R$ 2,5 bilhões, ou pouco mais de R$ 600 milhões/ano, em patrocínios a diversas modalidades. O Banco do Brasil, por exemplo, gasta por ano R$ 70 milhões com a Confederação Brasileira de Vôlei – diga-se de passagem, contrato que já esteve no centro de um escândalo de desvio de recursos públicos. Os Correios investem por ano outros R$ 68 milhões, a maior parte endereçada à Confederação de Desportos Aquáticos. Neste cesto, é bom que se diga, há recursos fundamentais para a formação de atletas, verbas que trafegam no limite entre o esporte e a educação.

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29.03.16

Rosewood tem uma reserva no Hotel Glória

  Eike Batista é passado, um nome a ser esquecido no livro de hóspedes do Hotel Glória. O Mubadala, que assumiu em definitivo o controle da Rex – antigo braço de real estate da EBX –, já saiu em busca de um parceiro com o objetivo de retomar as obras do empreendimento no início do segundo semestre. Segundo o RR apurou, a candidata mais forte é a Rosewood Hotels & Resort. O grupo norte-americano e o Mubadala são sócios no Rosewood Abu Dhabi, hotel de alto luxo que, inclusive, serviria de inspiração para o próprio Glória.  Além da parceria pregressa com os árabes, outro fator atrai a Rosewood para o projeto: o grupo decidiu concentrar no Brasil todos os seus investimentos na América do Sul. O primeiro grande negócio já tem endereço certo. Os norte-americanos vão abrir um hotel na Cidade Matarazzo, complexo de prédios históricos próximos à Avenida Paulista.  O Hotel Glória mais parece um cenário de “The Walking Dead” a assombrar a paisagem do Aterro do Flamengo. As obras estão completamente paradas desde 2013. Estima-se que seja necessário algo em torno de R$ 200 milhões para a conclusão da reforma.  Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Rosewood e Mubadala.

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21.01.16

Culpa do brent

 Sinal dos tempos: a PDVSA deverá deixar o andar que ocupa em um prédio na Praia do Flamengo, no Rio. Os venezuelanos já procuram um local mais modesto para instalar seu escritório na cidade. A PDVSA não comentou o assunto.

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08.01.16

Clubes fazem romaria na porta da Caixa

 Nada de Renato Augusto, Lugano ou Fred. O nome mais repetido pelos cartolas brasileiros neste início de temporada é o da presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior. Em meio ao cenário de recessão e à forte queda dos investimentos privados em marketing esportivo, o banco tornou-se peça chave no “esquema tático” de alguns dos maiores clubes do país para 2016. A fila de times que tentam se proteger sob a marquise da Caixa não para de crescer. Nos próximos dias, Atlético-MG e Cruzeiro deverão selar formalmente o acordo de patrocínio com o banco. Segundo o RR apurou, dirigentes dos dois clubes e executivos da CEF estiveram reunidos na última segunda-feira para acertar os detalhes finais dos contratos: cada um receberá, ao longo do ano, cerca de R$ 13 milhões.  Outro clube em avançadas negociações com a Caixa é o Santa Cruz, que subiu para a Série A do Campeonato Brasileiro. As cifras sobre a mesa giram em torno dos R$ 6 milhões, o mesmo valor que o banco paga ao outro time pernambucano da primeira divisão, o Sport. Segundo o RR apurou, nos últimos dias, Bahia, América-MG e Goiás também abriram conversações com a instituição financeira. Estima-se que os três contratos somados beirem os R$ 12 milhões ao ano. Em tempo: o próprio governador Fernando Pimentel teria intercedido junto ao banco a favor do América-MG.  A Caixa Econômica ainda não fechou o valor destinado ao futebol em 2016. Mas, somando-se as novas parcerias e a eventual manutenção de todos os contratos atuais, o orçamento poderá passar dos R$ 160 milhões, o que representaria uma alta de 45% sobre as cifras do ano passado. A renovação dos contratos com Corinthians, Flamengo e Vasco já está bem encaminhada. A tendência é que sejam mantidos os valores de 2015, respectivamente R$ 30 milhões, R$ 25 milhões e R$ 15 milhões. O mesmo se aplica à prorrogação dos acordos com nove clubes restantes da atual carteira de patrocínios da Caixa. A  Caixa Econômica não retornou o assunto.

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21.10.15

Netflix

 O Flamengo negocia acordo de patrocínio com a Netflix. O contrato seria um trunfo político para o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, que disputará a reeleição no fim do ano. Bandeira daria um tapa com luva de pelica especialmente no ex-aliado e agora desafeto Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, levando para o Flamengo um concorrente direto da Sky, presidida pelo executivo.

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23.09.15

UUUhhhh

Eduardo Cunha, ao que parece, pegou gosto em ser vaiado. Após as homenagens que recebeu do público no Estádio Mané Garrincha, no jogo entre Flamengo e Coritiba, e no Rock in Rio, no último domingo, é esperada a sua presença na quadra do Salgueiro no próximo sábado, quando a escola escolherá seu samba-enredo para 2016. A quem quiser interagir com o espetáculo recomenda-se levar uma vuvuzela.

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26.08.15

Hotel fantasma

O grupo saudita Kingdom Holding está interessado em assumir o Hotel Glória, ou melhor, o esqueleto de concreto que Eike Batista deixou na paisagem da Praia do Flamengo.

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18.06.15

Urubu sem ninho

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, tenta obter o apoio do xará Eduardo Paes para relançar o projeto de construção de um shopping center na sede da Gávea. Está difícil. Paes ora defende, ora critica o empreendimento. Vai ver, é a cabeça de prefeito duelando com o coração vascaíno.

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19.05.15

Volta olímpica

A antessala de Miriam Belchior não é guarda-volumes, mas está cheia de cartolas. Dirigentes do Coritiba, Atlético- PR, Sport e Vitória, entre outros, têm feito uma romaria ao seu gabinete em busca da garantia de que a Caixa Econômica renovará os respectivos acordos de patrocínio. O banco já anunciou a continuidade da parceria com o Vasco, Flamengo e Corinthians.

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12.11.14

Mangabeira

Na última segunda-feira, por volta das 13 horas, o exministro de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger foi visto descendo de um carro preto, de chapa branca, na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, bem em frente a um prédio na altura do Posto BR. Mangabeira é especialista em direito internacional. Alguém sabe quem mora ali nas redondezas?

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22.05.14

Homem de ligação

Guardadas as devidas proporções, há um novo candidato a Celso Barros no esporte nacional, notadamente no que diz respeito a  capacidade de gerar polêmica. O presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, estaria sendo questionado na companhia pela decisão de patrocinar o time de basquete do Flamengo. O barulho se deve ao duplo chapéu de Baptista, que responde também pela vice-presidência de marketing do clube.

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21.03.14

Goldman Sachs

Após uma fugaz passagem pelo Clube de Regatas do Flamengo, onde fez não se sabe bem o que, o ex-presidente da NeoEnergia, Marcelo Correa, poderá vestir a camisa da Goldman Sachs. Teria sido sondando para assumir a nova área de energia que o banco está criando no Brasil. Oficialmente, o banco nega a contratação do executivo. De qualquer forma, é bom a Goldman se precaver: Correa é um jardineiro de intrigas.

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01.08.13

BFG enfrenta um indigesto cardápio de problemas

São muitos os dilemas sobre a mesa de Hélio Fiúza, presidente do Brasil Foodservice Group (BFG). O que fazer com o Johnnie Pepper, até agora uma rede formada por um restaurante só e que estaria operando no vermelho? Como fermentar a receita do Garcia & Rodrigues, cuja versão requentada, no BarraShopping, não chega nem perto da fama e do desempenho dos tempos do Leblon? Até quando vai dar para digerir as decrescentes margens de lucro do Porcão? Por ora, as respostas parecem estar na lâmina de uma faca. No caso do Johnnie Pepper, o talho seria fatal. Fiúza estaria avaliando com os sócios da BFG, reunidos no fundo Brasil Private Equity (BPE), a hipótese de fechamento da única unidade, localizada no Via Parque, também na Barra da Tijuca. No caso do Garcia & Rodrigues e do Porcão, os dois principais negócios da BFG, a facada não atingiria a femoral. Por enquanto, o fechamento de lojas está descartado, até porque nem há muito o que cortar: a rede de churrascarias tem apenas quatro restaurantes; o Garcia & Rodrigues, somente dois. Mas os funcionários das duas bandeiras têm sentido na pele que os tempos são de vacas magras. A holding estaria reduzindo os níveis de estoques de alimentos e bebidas. Na Porcão Rios, por exemplo, a falta de vinhos listados no cardápio teria se tornado algo recorrente. Não custa lembrar que, recentemente, o grupo enfrentou uma greve de garçons da churrascaria, que não estaria repassando o valor correspondente a s gorjetas. Ao mesmo tempo, os planos de expansão parecem fadados a passar um bom tempo na geladeira. A velha promessa dos acionistas do grupo de reabrir uma unidade da Porcão em Miami foi esquecida. Em relação ao projeto de instalar quatro novas churrascarias no país ainda em 2013, o que se diz nos corredores da BFG é que apenas dois destes restaurantes devem sair do papel. Se serve de alento, a companhia deverá manter o plano de inaugurar até dez boulangeries com a marca Garcia & Rodrigues. Cabe ressaltar ainda que a BFG convive com a infindável ameaça de perder o imóvel onde funciona a Porcão Rios, no Aterro do Flamengo, alvo de um contencioso que roda lentamente sobre brasas de carvão há alguns anos. O prefeito Eduardo Paes lançou edital para escolher um novo inquilino, pois a permissão para uso do imóvel teria vencido. A unidade representa em torno de 15% da receita da BFG. Haja sal grosso para afastar tanto mau agouro. Procurada, a BFG negou problemas na concessão do imóvel onde está instalado o Porcão Rios e o fechamento do restaurante Johnnie Pepper. Informou ainda que, em outubro, vai inaugurar uma loja do Porcão no Leblon e, posteriormente, uma unidade no Casa Shopping, na Barra.

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06.06.13

Nextel

A Nextel e a Huawei, fornecedoras de equipamentos para a rede 3G da companhia, estariam protagonizando uma versão telefônica da máxima de Vampeta, cunhada pelo ex-jogador em seus tempos de Flamengo. Segundo uma fonte da própria operadora, os norte-americanos fingem que pagam e os chineses fingem que entregam. Será? Bem, consultada, a Nextel informou que “não comenta boatos de mercado”. Já a Huawei não se manifestou.

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05.11.12

Urubu sem teto

O Flamengo está suando a camisa – aquela sem patrocínio há mais de um ano – para tentar reverter a decisão do governo do Rio, que vetou a participação de clubes na licitação do Maracanã. Fontes do clube garantem haver um acordo com a Credicard, que pagaria uma pequena fortuna pelo direito de naming & rights do estádio. Vai ver, é até verdade.

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09.10.12

Urubuzada

Acostumada a s regras do jogo na Europa, a Adidas tem se assustado com os carrinhos por trás e o excesso de mão na bola nas negociações com o Flamengo. Em jogo, um contrato de patrocínio, de 10 anos, que pode chegar a R$ 300 milhões.

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19.06.12

Fome de bola

O Grupo Caoa está impressionado com o apetite com que Ronaldo Fenômeno vai na bola. A cobiça da 9ine teria sido decisiva para a Hyundai não fechar um acordo de patrocínio com o Flamengo.

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12.06.12

Robson + nada

Robson Braga de Andrade + 0,001 acha que vai acabar fazendo figuração na conferência sobre sustentabilidade. A CNI até produziu um levantamento sobre o impacto na indústria. Mas o estudo será divulgado a s vésperas do evento. Antes que se esqueça, há lugar para mais um poste no Aterro do Flamengo. Calado, inerte e sem atenção!

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17.05.12

Ronaldo Fenômeno

Ronaldo Fenômeno tem sede de gol. Sua empresa, a 9ine, articula-se com a direção da CBF para entrar no negócio de placas publicitárias em estádios. Este mercado é um latifúndio há anos dominado pelo empresário e ex-presidente do Flamengo, Kleber Leite.

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19.04.12

Dentada

Em apenas um mês de negociação, o Flamengo já teria reduzido em aproximadamente 30% a pedida para contar com o patrocínio da Hyundai em sua camisa. Dá-lhe Ronaldinho!

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12.12.11

Gillette na carne

O Flamengo corre o risco de perder seu principal patrocinador. A Procter & Gamble sinalizou que o contrato, arrancado a duras penas pelo clube, está condicionado a  permanência de Ronaldinho Gaúcho.

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22.07.11

Gol contra

O Flamengo, que há seis meses procura um patrocinador máster para sua camisa, esteve prestes a fechar acordo com uma grande montadora. Mas, aos 45 do segundo tempo, o olho cresceu e o Flamengo pediu uns cifrões a mais. O quase parceiro resolveu estacionar sua marca em outra vaga.

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07.07.11

Camisa zero

Ronaldinho Gaúcho tornou- se o antigaroto-propaganda. Logo após a contratação do jogador, no início do ano, o Flamengo estipulou em R$ 25 milhões o valor para o patrocínio principal em sua camisa. Seis meses depois, sem encontrar nenhum parceiro, o clube carioca baixou a bola. Já está mantendo negociações na casa dos R$ 15 milhões.

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28.04.11

Boca do gol

A Visa negocia com o Flamengo um contrato exclusivo de patrocínio para as finais do Campeonato Carioca.

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28.04.11

Boca do gol

A Visa negocia com o Flamengo um contrato exclusivo de patrocínio para as finais do Campeonato Carioca.

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25.04.11

Nike veste-se de Brasil da cabeça aos pés

Diante da agenda de grandes eventos esportivos no Brasil, a Nike vai entrar de sola na concorrência no Brasil. A empresa prepara um pacote de investimentos que prevê aumento da rede de varejo, expansão do patrocínio a clubes de futebol e gestão de arenas esportivas. A Nike pretende duplicar sua rede de lojas próprias no Brasil até 2014. Hoje, há 16 Nike Store no país. Pelo menos uma dezena dos novos pontos de venda deverá ser aberta pelo sistema de franquias. Os investimentos devem passar dos US$ 30 milhões. Todo o trabalho de expansão das lojas e de negociação com os franqueados ficará nas mãos do diretor de varejo da Nike Brasil, Xavi Cortadella. Os planos da companhia para o Brasil vão além da área de varejo. Na condição de patrocinadora oficial da CBF, a Nike pretende aumentar o seu portfólio de clubes no país. O grande sonho de consumo da empresa, fabricante dos uniformes do Corinthians, é retomar a parceria do Flamengo, hoje patrocinado pela Olimpikus. Estão na mira também clubes de grande apelo popular em diversas regiões do país, como Cruzeiro e Internacional. Além disso, a Nike estuda se associar a alguma das arenas que serão construídas para a Copa do Mundo no modelo de naming & rights.

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25.04.11

Nike veste-se de Brasil da cabeça aos pés

Diante da agenda de grandes eventos esportivos no Brasil, a Nike vai entrar de sola na concorrência no Brasil. A empresa prepara um pacote de investimentos que prevê aumento da rede de varejo, expansão do patrocínio a clubes de futebol e gestão de arenas esportivas. A Nike pretende duplicar sua rede de lojas próprias no Brasil até 2014. Hoje, há 16 Nike Store no país. Pelo menos uma dezena dos novos pontos de venda deverá ser aberta pelo sistema de franquias. Os investimentos devem passar dos US$ 30 milhões. Todo o trabalho de expansão das lojas e de negociação com os franqueados ficará nas mãos do diretor de varejo da Nike Brasil, Xavi Cortadella. Os planos da companhia para o Brasil vão além da área de varejo. Na condição de patrocinadora oficial da CBF, a Nike pretende aumentar o seu portfólio de clubes no país. O grande sonho de consumo da empresa, fabricante dos uniformes do Corinthians, é retomar a parceria do Flamengo, hoje patrocinado pela Olimpikus. Estão na mira também clubes de grande apelo popular em diversas regiões do país, como Cruzeiro e Internacional. Além disso, a Nike estuda se associar a alguma das arenas que serão construídas para a Copa do Mundo no modelo de naming & rights.

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04.04.11

Super clube

Flamengo e Corinthians articulam a formação de uma superentidade para substituir o Clube dos 13. A instituição teria plenos poderes para negociar com a televisão, fechar contratos de marketing para os clubes e até mesmo administrar estádios e venda de ingressos.

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28.02.11

Dentuço

O Flamengo está pedindo R$ 40 milhões a s empresas interessadas em assumir o posto de principal patrocinador da camisa do clube. O contrato anterior, com a Batavo, girava em torno de R$ 25 milhões.

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14.01.11

NA

A Cosan estaria em negociações para patrocinar o Flamengo. Seria, inclusive, uma das responsáveis pelo pagamento dos salários de Ronaldinho Gaúcho.

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11.01.11

B2W e BWA disputam um Fla Flu das bilheterias

Dois gigantes do comércio eletrônico têm um duelo marcado. Em disputa, a bilheteria do futebol brasileiro. A Ingresso. com – leia-se a B2W, controlada por Jorge Paulo Lemann e cia. vem rondando alguns dos grandes clubes do país. De acordo com a fonte ouvida pelo RR – Negócios & Finanças, dirigente de um dos principais times do país, o objetivo da empresa é fechar um amplo acordo para a venda de ingressos pela internet. As gestões passariam pelo Clube dos 13, que representa os interesses comerciais dos maiores times do país. A Ingresso.com tenta, desta maneira, invadir um território dominado quase que exclusivamente por sua maior adversária: a BWA, dona da Ingresso Fácil. A empresa tem acordos para a venda online de ingressos com importantes clubes da primeira divisão, como Fluminense, Vasco e Flamengo. Sua conquista mais recente foi o Corinthians, com quem fechou contrato há cerca de três meses. Em seu latifúndio, a BWA concentra quase 80% da venda eletrônica de bilhetes para partidas de futebol no país. Detém ainda quase quatro mil catracas nos principais estádios brasileiros. Procurados pelo RR – Negócios & Finanças, a B2W e o Clube dos 13 negaram qualquer negociação. A B2W, dona também do Submarino, Americanas.com e Shoptime, e a BWA disputam uma pepita de ouro que ficará cada vez mais reluzente a  medida que se aproximar a Copa do Mundo. Estima-se que a venda de ingressos pela internet no país crescerá 30% em média nos próximos três anos, o que justifica o interesse da B2W. Hoje, a operação da Ingresso.com está limitada a  comercialização de bilhetes para cinemas, teatros e shows. Há pelo menos dois anos, a empresa estuda entrar no segmento esportivo. Dentro da própria B2W, o projeto é visto como complexo e demorado, em razão das múltiplas costuras que precisam ser feitas com os clubes e da primazia alcançada pela sua oponente. A BWA, controlada pelos irmãos Bruno e Walter Balsimelli, dispõe de alguns trunfos. É parceira exclusiva da Fifa para a distribuição de produtos oficiais da entidade no Brasil. Os irmãos Balsimelli conseguiram ainda criar uma relação sui generis com alguns dos grandes clubes brasileiros. Na esteira dos contratos para a venda de ingressos, a BWA se tornou credora de algumas agremiações graças a adiantamentos de receita. O Flamengo, por exemplo, teria uma dívida com a empresa em torno de R$ 9 milhões. Trata-se de uma camisa de força que tira a margem de manobra de alguns clubes e dificulta a investida da B2W/Ingresso.com. Em contrapartida, mesmo com as amarras financeiras, não faltariam clubes dispostos a se desvencilhar da BWA. Nos últimos dois anos, a empresa teve sua imagem desgastada por aparições negativas no noticiário. Seu nome foi associado a  chamada máfia dos ingressos, um esquema montado para a distribuição de bilhetes falsificados. A Ingresso Fácil também ficou marcada por problemas na venda de tíquetes para grandes eventos esportivos, leia-se, principalmente, a final da Libertadores de 2008 e o último jogo do Fluminense no Campeonato Brasileiro do ano passado.

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05.11.10

Brasil Foods guarda seu futuro no freezer

No calendário de José Antonio Fay, presidente da Brasil Foods (BRF), o ano de 2011 é um ponto distante e ainda nebuloso. Fay é hoje um executivo de braços atados, que não consegue exercer o poder que lhe foi delegado pelos fundos de pensão acionistas do grupo. A demora do Cade em aprovar a fusão entre a Sadia e a Perdigão engessou o planejamento estratégico da companhia. Novembro já chegou e diversas unidades de negócio da BRF ainda não têm um plano de voo definido para o próximo ano. Investimentos, projetos de expansão e campanhas publicitárias foram para o freezer, a  espera de uma sinalização do órgão antitruste. Entre as unidades de negócio da BR, uma das principais atingidas é a Batavo/Elegê, ponta de lança do grupo no mercado de laticínios. Duas aquisições no setor que estavam engatilhadas foram suspensas. A Batavo também comunicou ao Flamengo que não vai renovar o acordo de patrocínio com o clube, no valor de R$ 25 milhões. O contrato, que vence em dezembro, foi uma das maiores ações de marketing da BRF neste ano. A decisão está diretamente vinculada ao imbróglio jurídico que cerca a associação entre Sadia e Perdigão. No relatório enviado ao Cade, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) incluiu a Batavo entre as “marcas de combate” que deverão ser vendidas para a aprovação da fusão. José Antonio Fay foi dormir com a certeza de que dirigiria um dos maiores grupos industriais do país e acordou como uma ilha cercada de pontos de interrogação. O que fazer, por exemplo, com a linha de margarinas, um dos negócios mais visados pela Seae e pelo Cade? Donas de brands como Qualy, Doriana e Becel, Perdigão e Sadia detêm 63% das vendas no país. Um caso ainda mais delicado é o da divisão de pizzas congeladas, no qual o market share beira os 70%. Todas estas divisões ainda preservam as estruturas administrativas e equipes de venda tanto da Sadia quanto da Perdigão, um gasto que a BRF já gostaria de ter ceifado há um bom tempo. Estima-se que o corte de despesas operacionais apenas nas áreas de margarina e congelados seria de até 40% caso o Cade já tivesse aprovado a fusão. Do muro para fora, os dirigentes da BRF mantêm o discurso conciliador. Em entrevistas recentes, o próprio José Antonio Fay negou a intenção da empresa de entrar na Justiça para acelerar o processo no Cade. Do portão para dentro, o clima é de contencioso. Armados para todos os cenários possíveis, os advogados da companhia estudam mecanismos para agilizar o julgamento ou contestar uma eventual decisão desfavorável.

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20.07.10

Lopes inflama a disputa pela marca Patrimóvel

A iminente venda do controle da Patrimóvel para a Lopes Consultoria Imobiliária vai pôr mais combustível em um imbróglio jurídico que se arrasta há quase uma década. Em jogo, uma disputa por territórios e pelo próprio uso do nome Patrimóvel. A Lopes está mobilizando uma tropa de advogados com o objetivo de brigar na Justiça pelo direito sobre a marca em todo o Estado do Rio. O alvo da ação é o seu maior rival no mercado de corretagem imobiliária, a Brasil Brokers, dona da Patrimóvel Niterói. O contencioso remete a 2002, quando os então sócios e hoje ferrenhos desafetos Rubem Vasconcelos e Plínio Serpa Pinto desfizeram a parceria que durava dez anos. Na cizânia, Vasconcelos assumiu o controle da Patrimóvel no Rio de Janeiro, que está sendo negociada para a Lopes. Serpa Pinto, por sua vez, ficou com a Patrimóvel Niterói. Em 2008, vendeu 100% da empresa para a Brasil Brokers e permaneceu apenas na presidência da imobiliária, função que costuma acumular com o figurino de cartola de futebol ? tem diversas passagens pela diretoria do Flamengo. A venda da empresa é exatamente o estopim para a nova contenda. Segundo o RR – Negócios & Finanças apurou, a Lopes entende que o contrato de separação de ativos firmado entre Vasconcelos e Serpa Pinto determina a perda da marca Patrimóvel em caso de venda do controle integral de qualquer uma das duas imobiliárias. Esta seria uma das razões pelas quais o grupo está adquirindo de Vasconcelos apenas 51% das ações da Patrimóvel. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Lopes informou “desconhecer qualquer nova movimentação jurídica” em relação a  Patrimóvel. A Brasil Brokers não se pronunciou até o fechamento desta edição. A Lopes Consultoria Imobiliária mira na femoral de sua maior concorrente. A perda do nome Patrimóvel representaria um duro golpe para a operação da Brasil Brokers no Rio de Janeiro. A Lopes passaria a ter o direito de usar a tradicional marca não apenas em Niterói, mas também na Região dos Lagos e, sobretudo, no Norte Fluminense, que deverá ter um boom imobiliário na esteira do pré-sal. A região, inclusive, já é alvo de uma disputa jurídica entre as duas corretoras. A BR Brokers/ Patrimóvel Niterói alega que Vasconcelos quebrou o pacto de não invasão territorial firmado na cisão entre as duas imobiliárias. Há cerca de três anos, o empresário passou a atuar em Macaé, cidade que, pelo acordo, seria de exclusividade da Patrimóvel Niterói. Vasconcelos garante não ter usado a marca Patrimóvel, mas, sim, uma nova empresa, a Rubem Vasconcelos Imóveis. Aos olhos da BR Brokers, a companhia seria apenas uma cortina de fumaça. Na prática, Vasconcelos estaria usando corretores e instalações da própria Patrimóvel para vender imóveis em Macaé.

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05.02.10

Álcool puro

É o preço do estrelato. Rubens Ometto, o camisa 10 do mercado sucroalcooleiro nacional, tem sido assediado por clubes de futebol famintos por patrocínio. Flamengo, Palmeiras e Santos vêm mantendo conversações com a Cosan em busca de um mecenas corporativo. O Santos, inclusive, tenta pendurar na empresa uma das cinco cotas de patrocínio que criou para garantir o retorno de Robinho.

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