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51  resultados para Ambev

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14.01.20

Coca-Cola e AmBev travam queda de braço fiscal com Paulo Guedes

Coca-Cola e AmBev estão usando todo o seu peso na tentativa de reverter a decisão do ministro Paulo Guedes de cortar incentivos fiscais à indústria de bebidas na Zona Franca de Manaus. Empresas menos votadas, de perfil regional, mas igualmente afetadas pela medida – a exemplo de Amazon Refrigerantes e Guaraná Magistral – também participam da tour de force. A articulação passa pelo Congresso. Na última quinta-feira, deputados e senadores do Amazonas se reuniram com o objetivo de traçar uma estratégia para restabelecer, se não integralmente, parte dos benefícios tributários.

O bloco é encabeçado pelos senadores Plínio Vale e Eduardo Braga, líder do governo no Senado. Segundo a fonte do RR, os parlamentares pretendem agendar uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro ainda nesta semana para levar uma proposta de aumento gradativo dos créditos tributários de 4% para 8% sobre o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Consultada sobre o assunto, a Coca-Cola transferiu a responsabilidade da resposta para a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes (ABIR), que, por sua vez, não se manifestou.

Igualmente procuradas, AmBev, Amazon e Magistral também não se pronunciaram. O que está em jogo é algo em torno de R$ 800 milhões. É quanto CocaCola, AmBev e outros fabricantes vão perder em créditos tributários a cada ano com a redução da alíquota. No ano passado, Bolsonaro se sensibilizou com o pleito do setor e da bancada da Amazônia e elevou temporariamente o benefício para 10% do IPI. Em 1º de janeiro deste ano, a alíquota voltou para os 4% fixados ainda no governo Temer. E é lá que Paulo Guedes quer manter esse sarrafo. Já é uma concessão. A vontade mesmo do ministro, que não morre de amores pela Zona Franca e muito menos por renúncia fiscal, era zerar o benefício.

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09.01.20

Mais um “OVNI” pousa na Coca-Cola

O Relatório Reservado acertou na mosca, sem trocadilho, ao chamar a atenção para os “OVNIs” – Objetos in vitro não identificados (apud RR) –, leia-se corpos estranhos em garrafas de bebidas. O portal iG publicou, no último dia 6, decisão do juiz Alvaro Luiz Chan Jorge, do 3º Juizado Especial Cível de Taguatinga (DF), condenando a Brasal Refrigerantes, engarrafadora da Coca-Cola, a pagar indenização de R$ 4 mil a uma consumidora. O motivo foi a desagradável experiência de encontrar uma “gosma” em seu refrigerante.
Na ocasião da matéria do RR sobre o tema, na edição de 18 de dezembro de 2019, a newsletter consultou a companhia. A multinacional de Atlanta limitou-se a uma resposta-padrão, robotizada: “Dúvidas sobre os nossos produtos e a segurança de sua fabricação podem ser esclarecidas no site da Coca-Cola Brasil ou pelo 0800-0212121″. Só que o site da empresa não esclarece questões específicas aos “OVNIs”. O surgimento de novo objeto não identificado remonta também à Ambev, co-protagonista da citada matéria. Consultada, a empresa de Jorge Paulo Lemann disse que: “Recebemos poucos relatos de ‘corpos estranhos’ nos nossos produtos – e 100% deles carecem de prova ou são objeto de fraude.” A AmBev prossegue desacreditando a Justiça e a mídia nacional, que validam esses acontecimentos.

 

Leia a matéria que o Ig publicou sobre esse assunto: https://economia.ig.com.br/consumidor/2020-01-06/fabrica-da-coca-cola-e-condenada-a-pagar-r-4-mil-por-gosma-em-refrigerante.html

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18.12.19

Coca-Cola é líder no mercado de “corpos estranhos”

Coca-Cola e Ambev disputam um campeonato particular e nada honroso: o “Torneio de OVNIs” – ou Objetos in Vitro Não Identificados. “Disputa” é força de expressão. A multinacional de Atlanta aparece disparada como a empresa do setor com a maior incidência de corpos estranhos encontrados em suas garrafas. Está tudo no Google. Ontem, às 18h30, o site mostrava 18.300 resultados para a pesquisa “corpo estranho” e Coca-Cola. Ressalte-se que, logicamente, não se trata de um número preciso de casos distintos, dadas as repetições habituais do Google.

Além disso, como se sabe, os algoritmos do site variam ao longo de um mesmo dia. De toda a forma, o que interessa é a amostragem. A primeira menção a um objeto anômalo em um vasilhame da Coca-Cola data de janeiro de 2007. De lá para cá, caso mantidos os números absolutos, a média é de 117 citações por mês ou 3,9 por dia. No caso da AmBev, usando-se também o Google como referência, a mesma busca indica “apenas” 3.290 resultados para “corpo estranho” vinculado ao nome da cervejeira. A primeira referência é de abril de 2008. Ou seja: a contar dessa data, a companhia de Jorge Paulo Lemann apresenta uma média de 23,5 registros por mês encontrados no Google.

Ressalte-se que, por razões óbvias, todos os relatos de corpos estranhos se referem exclusivamente ao consumo em garrafas. Beber uma latinha de Coca-Cola, Brahma ou Skol é um voo às cegas. Os casos relatados, obviamente, são uma gotícula no oceano de bebidas produzido a cada ano por Coca-Cola e AmBev no Brasil. Pode se dizer que o impacto reputacional é até baixo para a delicadeza do assunto em questão. O esforço que as companhias fazem para monitorar redes sociais e grupos de WhatsApp e minimizar a viralização de uma informação desta natureza não é pequeno. No caso da Coca-Cola, essa é hoje uma das principais preocupações da área de comunicação. Procurada, a Coca-Cola limitou-se a dizer que “Dúvidas sobre os nossos produtos e a segurança de sua fabricação podem ser esclarecidas no site da CocaCola Brasil ou pelo 0800-0212121″.

Já a Ambev ignora a realidade, desacredita o Judiciário e culpa o consumidor. “Recebemos poucos relatos de ‘corpos estranhos’ nos nossos produtos – e 100% deles carecem de prova ou são objeto de fraude. Infelizmente, esse tipo de prática acontece no Brasil, em particular na indústria de bens de consumo”. De qualquer forma, mérito para a cervejeira, em tudo melhor do que a Coca-Cola, notadamente na disposição de esclarecer perguntas de interesse público. As companhias em questão são tão mastodônticas que é sempre possível que algum leitor considere que a culpa esteja mais do lado do incauto bebedor de coisas estranhas do que da própria Coca-Cola ou Ambev. Pode ser.

O fato é que o número de casos que chegam à Justiça para um problema que deveria inexistir é razoavelmente expressivo. Em consideração às duas empresas, o RR não vai mencionar alguns dos objetos supostamente encontrados e citados em processos judiciais. A newsletter levantou alguns dos casos mais emblemáticos registrados no noticiário e estocados no Google. Eles falam por si: “Coca-Cola é obrigada a indenizar consumidor por garrafa com ‘elemento estranho’”; “Coca-Cola é condenada a pagar R$ 10 mil a consumidora que achou ‘corpo estranho’ em garrafa em MG”; “Coca-Cola pagará R$ 14,5 mil de indenização por ‘corpo estranho’”; “TJ-BA condena Coca-Cola a indenizar cliente que achou ‘corpo estranho’ em refrigerante”; etc, etc, etc.

Além de ter um número de casos inferior ao da Coca-Cola, um fato chama a atenção em relação à AmBev. Na maioria dos episódios, o nome da companhia não é citado nos títulos de matérias: “Consumidor que encontrou corpo estranho em cerveja será indenizado”; “Corpo estranho em garrafa de cerveja gera indenização de R$ 2 mil em Minas Gerais”; “Justiça condena fábrica de cerveja a indenizar consumidor por material estranho”. Todos os registros são relacionados a produtos da AmBev, mas em nenhum deles o nome da corporação foi para o enunciado. Uma explicação razoável é o fato de AmBev não ser sinônimo de marca e produto, como Coca-Cola. De toda a forma, certamente não é a essa empresa a que Jorge Paulo Lemann se refere quando inclui a Ambev entre os raros exemplos do que dá certo no Brasil.

 

Leia a matéria que o Ig publicou posteriormente em 06/01/2020 sobre esse assunto: https://economia.ig.com.br/consumidor/2020-01-06/fabrica-da-coca-cola-e-condenada-a-pagar-r-4-mil-por-gosma-em-refrigerante.html

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24.04.19

Lemann assume o “Ministério da Produtividade”

Jorge Paulo Lemann, que já tem o seu Endeavor para estimular o empreendedorismo nos jovens e participa de ações empresariais voltadas à capacitação de futuros homens públicos, arrumou outro brinquedo. Vai liderar uma fundação de big bosses para subsidiar o governo com medidas que aumentem a produtividade e melhorem o ambiente dos negócios. Ao lado de Lemann estão nomes como Daniel Klabin, Jorge Gerdau e o indefectível Vicente Falconi, além, é claro, do seu time de futebol: Beto Sicupira, Carlos Brito, Marcel Telles e Alexandre Behring. Seu escrete terceirizará conhecimento com o qual pretende brindar o governo.

O leque de empresários tem a função de injetar combustível financeiro e emoldurar as propostas com seu prestígio. A novidade é a sugestão para que o grupo funcione também como se fosse um comitê de arbitragem das sugestões apresentadas. Assim, quando houver dúvidas entre a adoção das medidas ofertadas ou do governo, o “Comitê Lemann” daria seu veredito. O proselitismo do empresário sob a forma de filantropia não pode ser tachado como algo negativo ou prejudicial à sociedade.

Seu pecado é ser monotônico, tendendo à neurolinguística e à autoajuda. Não bastasse, o discurso de Lemann traz implícito um permanente desconforto com o Brasil, uma senzala administrativa a exigir os processos e práticas que levaram ao sucesso os países e grupos empresariais mais desenvolvidos. Um bom exemplo do que Lemann não é e nem quer ser – por isso o define melhor ainda – foi o grupo dos 14, uma pequena tropa empresarial, extremamente politizada, que assinou um dos mais notáveis capítulos da burguesia nacional, nos anos 80.

Nomes como Luiz Eulálio Bueno Vidigal, Antônio Ermírio de Moraes, Paulo Francine, Cláudio Bardella, José Mindlin e Paulo Vellinho, entre outros, lutaram contra a ditadura, pressionaram o governo para o desenvolvimento da indústria nacional – o setor na década de 80 alcançou 30% do PIB contra os atuais 12% – e fizeram o maior lobby empresarial por investimentos na infraestrutura. Todos eram ligados à economia física, ao contrário da hegemonia financista dos novos vencedores. A nova Fundação de Lemann, noves fora as novidades já mencionadas, deve apresentar mais do mesmo: orçamento base zero, envolvimento do dono da empresa na contratação de capital humano e uma meritocracia radical. O museu de grandes novidades do líder cervejeiro servirá de script para mais um show de narcisismo do dono da Ambev. Lemann tem um ego ciclópico e é campeão de vaidade nas redes, impulsionando seus milhões de aparições. No meio de toda a bizarrice que assola o país, até que não chega a ser mau.

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25.02.19

Kraft Heinz deixa um rastro de desconfiança

A matéria publicada pelo RR na ultima sexta-feira referente à abertura de inquérito contra a Kraft Heinz na SEC gerou questionamentos sobre a extensão do problema e o risco de contaminação das outras empresas dos mesmos acionistas, leia-se a 3G Capital, de Jorge Paulo Lemann, Marcelo Telles e Carlos Alberto Sicupira. A apreensão do mercado se concentrou sobre a Anheuser-Busch e, por extensão, a AmBev. A newsletter procurou os diversos órgãos envolvidos neste enredo com o objetivo de elucidar essas dúvidas. Consultada se as investigações sobre a contabilidade da Kraft Heinz poderiam, por algum motivo, se estender à Anheuser-Busch, a SEC declinou de responder. Perguntada se recebeu algum contato de sua congênere norte-americana referente a
este episódio, a CVM informou que “não comenta casos específicos”. O RR procurou também a AmBev. Por meio da assessoria de imprensa, a cervejaria enfatizou não ter qualquer relação com a Kraft Heinz, sendo operações absolutamente distintas e independentes. Faz sentido. O mercado, no entanto, parece pensar diferente e já começou a precificar o custo dessa consanguinidade societária. Na sexta-feira, as ações da Anheuser-Busch InBev caíram quase 4% em Londres.

Além da própria empresa, a SEC também intimou a alta administração da Kraft Heinz? O write down de US$ 15 bilhões feito pela companhia tem alguma relação com a investigação? A SEC também não comenta estas questões. Os escritórios Glancy Prongay & Murray e Rosen Law Firm, que, na última sexta-feira, anunciaram a abertura de investigações em nome de investidores da Kraft Heinz, também não quiseram dar detalhes adicionais.

O RR consultou ainda a trinca máxima da classificação de risco no mundo. Fitch e Moody´s não se pronunciaram. Já a Standard & Poor´s informou ter mantido as classificações quanto ao risco de crédito e à dívida da Kraft Heinz. No entanto, revisou a perspectiva de estável para negativa, refletindo uma “potencial classificação mais baixa nos próximos 12-24 meses”. Imagine-se que seja tempo mais do que suficiente para a SEC esclarecer o caso Kraft Heinz, assim como se saber se o episódio respingou em outros negócios da 3G Capital. Tomara que não.

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07.12.18

Manaus chora o refrigerante derramado

O governador eleito do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e congressistas do estado têm feito uma romaria junto à equipe de transição de Jair Bolsonaro. Levam o pleito de que Bolsonaro revogue o decreto assinado por Michel Temer em setembro, que ceifou os incentivos tributários federais via IPI concedidos a fabricantes de concentrados de bebidas instalados na Zona Franca de Manaus. Lima teme iniciar seu mandato sob uma revoada de empresas e empregos. O receio é que AmBev e Heineken sigam os passos da Pepsico. A Pepsico não se fez de rogada e anunciou o fechamento de sua fábrica na Zona Franca em resposta ao corte dos benefícios fiscais, demitindo cerca de 50 trabalhadores. O governador eleito do Amazonas carrega a esperança de que uma reversão do decreto possa fazer com que a própria multinacional norte-americana volte atrás na sua decisão. A missão de Lima, no entanto, é das mais duras. Como se sabe, Paulo Guedes e sua equipe transpiram hectolitros de antipatia em relação a incentivos fiscais à indústria.

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04.07.18

Decreto põe em risco o “IPI da AmBev”

A AmBev mobilizou seu pelotão de lobistas no Congresso com o objetivo de derrubar o Decreto 9.394, assinado pelo presidente Michel Temer em maio. No Senado, correm dois decretos legislativos para revogar a decisão presidencial. O Decreto de Temer reduziu de 20% para 4% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre as fabricantes de concentrado (xarope) na Zona Franca de Manaus. À primeira vista, soa como um paradoxo que a AmBev esteja tentando dinamitar o corte no percentual do imposto. Ocorre que, por uma dessas aberrações do sistema tributário brasileiro, o menos representará mais para a cervejeira. O IPI é um tributo não cumulativo, que prevê a apropriação de créditos na entrada de insumos, leia-se, neste caso, o xarope. Esses créditos são compensados na saída do produto final, a bebida. Ou seja: a grande diferença entre as duas alíquotas gera um acúmulo de créditos e pouco imposto a pagar na ponta final. Por conta dessa intrincada característica, o regime em vigor beneficia as fabricantes de grandes volumes de bebida e traz pouco ou nenhuma vantagem para as empresas menores. Não por outra razão é chamado por muitos no setor de “IPI da AmBev”.

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04.07.18

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls, Aliansce e Ambev.

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04.06.18

Lemann & Falconi

Jorge Paulo Lemann deverá ser um importante parceiro da Falconi Capital, empresa de private equity criada por Vicente Falconi. Ambos são velhos conhecidos: o consultor Falconi tem extensa lista de serviços prestados à Ambev e a outras empresas de Lemann.

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16.04.18

Lava Jato testa os anticorpos de Walter Faria

O RR recebeu informações de que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estariam preparando uma nova investida sobre Walter Faria e a cervejaria Petrópolis. A ação seria um desdobramento das investigações contra o ex-governador Sergio Cabral e o presidente afastado da Alerj, Jorge Picciani. Segundo a fonte do RR, o caso teria relação com benefícios fiscais recebidos pela cervejeira no Rio de Janeiro durante o governo Cabral, da ordem de R$ 280 milhões. Como contrapartida, a empresa teria feito doações ilegais para candidatos aliados a Cabral em 2014.

Diante da gravidade das informações, a newsletter procurou ouvir os personagens envolvidos. A Polícia Federal disse que “não se manifesta sobre eventuais investigações em curso”. O RR fez seguidos contatos com a Petrópolis, que não quis se pronunciar sobre o assunto, assim como o Ministério Público. As suspeitas remetem ao relacionamento entre Faria e Picciani, que já é alvo da Operação Cadeia Velha, um derivativo da Lava Jato no Rio. Faria é sócio da Tamoio Mineradora, que tem o parlamentar com um de seus acionistas.

O dono da Petrópolis também seria comprador de gado nos leilões realizados pela família Picciani. Faria, no entanto, tem demonstrado uma resiliência que faz lembrar o Paulo Maluf dos bons tempos. Montou um esquadrão de advogados, instalou um bunker de acompanhamento e lobby no Congresso e vem driblando as seguidas denúncias criminais. A Petrópolis aparece na Operação Caixa 3. A Polícia Federal investiga empréstimos no total de R$ 827 milhões concedidos pelo Banco do Nordeste à empresa entre 2013 e 2014 para a construção de duas fábricas – uma na Bahia e outra em Pernambuco.

Faria está citado também na Operação Zelotes. Segundo investigações, a Petrópolis teria sido uma das empresas beneficiadas com o esquema de propinas dentro do Carf. Em outubro do ano passado, inclusive, o próprio Conselho anulou julgamento anterior que havia revertido uma autuação da Receita Federal contra a cervejeira no valor de R$ 8,6 milhões. O Fisco, aliás, é um caso à parte na trajetória da Petrópolis. Em 2005, Faria chegou a ser preso na Operação Cevada, sob a acusação de sonegação de tributos estaduais e federais.

Em 2012, a fábrica da empresa em Boituva (SP) foi alvo de uma operação de busca e apreensão. A cervejeira foi acusada pela Secretaria de Fazenda do estado de sonegar cerca de R$ 600 milhões em impostos entre 2006 e 2011. Em janeiro deste ano, o Conselho de Contribuintes do Estado do Rio de Janeiro confirmou multas da ordem de R$ 1 bilhão contra a companhia. Segundo o relator do processo, “a Petrópolis agiu com “dolo, fraude ou simulação” ao fazer operações triangulares para evitar o recolhimento do ICMS devido. Walter Faria, no entanto, parece imune a tudo e a todos. O próprio crescimento da Petrópolis – imprensada entre o “monopólio” da Ambev e o avanço da Heineken – é um sinal da sua capacidade de sobrevivência em condições adversas. Contra todas as apostas, que a classificavam como presa fácil, a companhia tem resistido ao processo de consolidação do setor cervejeiro. Faria é praticamente intocável.

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