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Acervo RR
O investidor israelense Shaul Shani deu adeus a GVT, mas não ao mercado brasileiro de telefonia. Menos de um ano após vender sua participação na operadora para a Vivendi, prepara sua reentré no país. O private equity Swarth Group, comandado por Shani, vem se movimentando para formar um consórcio com vistas ao leilão da Banda H, ainda sem data definida. Promete reunir um naipe peso-pesado para enfrentar os principais candidatos a licitação, notadamente a Nextel, que trata a Banda H como última grande possibilidade de dar um salto no país. Além de outros fundos de investimento, o Israel Discount Bank (IDB) também deverá ingressar na operação. Sua associação ao Swarth Group será uma reedição da parceria feita na própria GVT. Shaul Shani acredita que o raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Por raio, entenda-se a criação de uma empresa do zero a partir de uma licença concedida pela Anatel. É uma aposta com considerável dose de risco. Hoje, o mercado brasileiro se encontra em um processo de consolidação de ativos e com um altíssimo grau de concorrência, sem comparação com o cenário do início da década, quando a GVT veio ao mundo. Desta vez, no entanto, Shani tem uma carta-trunfo. Ainda que tenha de montar uma empresa de telefonia do nada, deverá contar com a estrutura e a expertise da ECI Telecom. A operadora israelense deverá ingressar no consórcio montado pelo Swarth Group, em sua primeira investida no país. Trata-se de um santo de casa. Desde 2007, Shaul Shani é um dos principais acionistas da ECI, na qual investiu mais de US$ 1,2 bilhão.
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