24.02.15
ED. 5066

Luciano Coutinho fica, mas não fica no BNDES

 A confirmação de Luciano Coutinho na presidência do BNDES é mais uma medida protocolar para manter a autoridade do titular do banco do que uma garantia efetiva da sua permanência. Coutinho quer sair e já comunicou sua decisão a  presidenta pelo menos duas vezes. Trata-se, contudo, da mais boa cepa do serviço publico. Atendeu a Dilma e esperará mais um tempo pela liberação. Que ninguém aposte, no entanto, em um prazo superior a um ano ou próximo disso para sua desincompatibilização. O minueto dançado entre Luciano Coutinho e Aldemir Bendine prevê passos mais rápidos. Se nenhum dos dois escorregar e cair no chão antes, Coutinho voltará para casa por volta dos festejos setembrinos. Bendine, por sua vez, iria dar as cartas no BNDES. Afinal, nem Dilma Rousseff acredita que ele tenha perfil para poucos mais de 1.400 dias de gestão da Petrobras, mais ou menos o tempo do seu mandato na Presidência da República. Dilma está convicta de que Bendine tem fragilidades para o exercício do atual cargo, mas é com ele que pode contar neste deserto de pretendentes. Pode não ser o homem certo no lugar certo, mas é o homem possível. Um craque para a  presidência da estatal ainda não foi achado; os que foram recusaram. No futuro, o anúncio de um super-executivo pode ajudar na recuperação da imagem da empresa. Ou, quem sabe, Bendine surpreende todas as expectativas. Coutinho, com certeza, é o homem certo no lugar certo, mas já deu sua cota de contribuição a  exaustão.

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