09.04.18
ED. 5842

O beijo no asfalto de Eliseu Padilha

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, articula uma espécie de waiver para as concessões rodoviárias arrematadas em 2013 e 2014, com o objetivo de desarmar, de uma vez por todas, uma bomba-relógio da ordem de R$ 6 bilhões. A cifra em questão corresponde ao valor das revisões contratuais solicitadas pelas operadoras, quase todas em grave crise financeira e inadimplentes com o governo há mais de dois anos. Entre elas figuram a Galvão Engenharia e a Triunfo Participações, ambas alvejadas pela Lava Jato. A solução engendrada por Padilha é um meio-termo em relação à Medida Provisória editada no ano passado, que caducou em fevereiro. Em vez de estender o prazo para que as concessionárias façam os investimentos atrasados, como rezava a MP, o governo deverá autorizar a venda das licenças, na tentativa de destravar mais de R$ 10 bilhões em investimentos que estão parados. A maioria das concessionárias não chegou nem perto de duplicar a rodovia arrematada, conforme previsto no edital.

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