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25.02.21

Por que não juntar a Ciência e Tecnologia à Defesa?

O desprezo do presidente Jair Bolsonaro pelo tema e a penúria orçamentária estão produzindo um cenário de descalabro para a ciência e a tecnologia no país. O Ministério vive uma situação cada vez mais dramática, com os seguidos cortes de verbas de custeio e, principalmente, para investimentos. O orçamento da Pasta previsto para este ano é de R$ 8 bilhões, uma queda de 32% em relação a 2020, que, por sua vez, já carregava uma redução de 15% no comparativo com 2019.

A cifra reservada para investimentos é de apenas R$ 2,7 bilhões. Entre outras consequências, há o risco de um colapso no pagamento de bolsas. O orçamento estimado do CNPq seria capaz de cobrir apenas quatro meses dos benefícios a bolsistas. São cerca de 500 ao todo, que recebem entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Muitos deles vêm tentando bolsas em institutos no exterior, agravando o êxodo de pesquisadores e cientistas no Brasil. O cenário é tão delicado que os próprios gestores dos 27 institutos e centros de pesquisa ligados ao Ministério da Ciência e da Tecnologia temem a paralisação de atividades desses órgãos.

Entre eles figuram o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável, entre outras funções, pelo mapa do desmatamento na Amazônia. Há relatos de atrasos de pagamento a mais de uma centena de pesquisadores do Inpe. Escassez de investimentos, baixíssimo índice de inovação na matriz industrial e perda de talentos. A situação da Ciência e Tecnologia no país chegou a tal ponto que talvez uma saída a se pensar seria a incorporação do Ministério pela Pasta da Defesa. A sugestão foi feita ao RR por um especialista da área de ciência, do setor civil. A encampação não seria uma excepcionalidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, não obstante o enorme “soft” power das empresas privadas, todas as principais fronteiras da ciência e tecnologia estão sob o guarda-chuva da área militar, da defesa cibernética à inteligência artificial, passando por  guerra biológica e projetos aeroespaciais.

Cabe lembrar que, no caso do Brasil, o único projeto da indústria nacional intensivo em desenvolvimento tecnológico e com expressiva inserção global nasceu dentro das Forças Armadas: a Embraer. Há ainda notórias sinergias entre as áreas de Ciência e Tecnologia e de Defesa que poderiam ser exploradas a partir da junção entre as duas Pastas. Um exemplo: o IME e o ITA, vinculados às Forças Armadas, são duas instituições na vanguarda do conhecimento. Na atual circunstância, o “M&A” entre os dois ministérios ganha ainda mais sentido. Seria uma forma de contornar o descaso do governo e o atraso do Brasil, cada vez mais defasado no campo da Pesquisa & Desenvolvimento. De 2011 para cá, o Brasil caiu da 47a para a 66a posição no Global Innovation Index (GII), ranking da inovação elaborado pela Universidade de Cornell, em associação com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Nem poderia ser diferente. O país destina o equivalente a 1,1% do PIB para Pesquisa & Desenvolvimento, bem menos do que economias menores, como Austrália (2,35%), Holanda (2,1%) ou Suécia (3,2%). A união entre os dois Ministérios e, por extensão, entre seus orçamentos abriria caminho para uma gestão mais racional dos recursos públicos voltados à inovação. Até porque a própria área de Defesa também sofre com as restrições impostas pelo governo. O orçamento das Forças Armadas para 2021 será da ordem de R$ 110 bilhões, o que até representa um pequeno aumento de 4% em relação ao ano passado. Ainda assim, há um Grand Canyon entre o Brasil e outras nações no que diz respeito aos investimentos com Defesa. Nos últimos cinco anos, os gastos militares do governo brasileiro  corresponderam, em média a 1,3% do PIB. A média global é de 2,2%. Os Estados Unidos desembolsaram, no ano passado, cerca de US$ 732 bilhões, ou 3% do PIB.

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25.02.21

“Banco do Centrão”

O senador Ciro Nogueira, um dos próceres do Centrão, tem se movimentado nos bastidores para emplacar o nome de Anderson da Cunha Possa na presidência do Banco do Nordeste (BNB). Possa ocupa a diretoria de negócios da instituição. Uma vez consumada, a troca seria mais um dissabor para Paulo Guedes, responsável pela indicação do atual presidente do BNB, Romildo Rolim. Se bem que, a essa altura, engolir um sapo a mais ou a menos parece não fazer a menor diferença para o ministro da Economia.

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25.02.21

Tudo em casa

O RR apurou que a Cemig pretende vender integralmente sua participação na Taesa. A estatal mineira detém 22% do capital da empresa de transmissão – algo equivalente a pouco mais de R$ 2 bilhões, tomando-se como base o valor de mercado. O principal interessado no negócio seria a colombiana ISA, que já é acionista da Taesa. Ressalte-se que uma peça importante nessa negociação é o próprio presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi. Entre 2013 e 2019, o executivo comandou a operação da ISA no Brasil.

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25.02.21

Alagoas tem pressa

O que se diz no BNDES é que a concessão do serviço de saneamento no interior de Alagoas sai ainda neste ano. O pacote engloba quase 90 municípios, que deverão ser divididos em blocos.

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25.02.21

Alvarás “sub judice”

Prestes a assumir a presidência da Comissão de Minas e Energia da Câmara, Édio Lopes (PL-RR) promete mexer em um vespeiro. Tem falado nos corredores da Câmara que vai trabalhar pela anulação de alvarás concedidos para a exploração de minério em reservas indígenas.

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25.02.21

Reviravolta à vista

O que se diz nos corredores do Superior Tribunal Militar (STM) é que fatos novos poderão surgir, hoje, no julgamento do sargento da FAB Manoel da Silva Rodrigues. O militar foi flagrado, em junho de 2019, transportando 39 quilos de cocaína em um avião da FAB que aterrissou em Sevilha. Segundo informações auscultadas junto ao STM, há uma nova testemunha que poderá incriminar outros responsáveis pelo transporte da droga.

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25.02.21

Bolsonaro vai deixar?

O presidente da CPFL, Gustavo Estrella, é um dos nomes no radar para assumir o comando da Eletrobras. Isso, claro, se Jair Bolsonaro não atropelar o processo de headhunter conduzido pelo conselho da estatal e nomear um militar para o cargo.

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25.02.21

Easter egg

O RR antecipa um dado que será divulgado pelo setor nos próximos dias: a Páscoa deste ano já gerou 12 mil vagas de emprego temporário na indústria. Boa notícia? Nem tanto. São dois mil postos de trabalho a menos do que em 2020.

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25.02.21

Arrumando gavetas

O delegado da PF Marcelo Augusto Xavier já pode começar a arrumar suas gavetas. O presidente Jair Bolsonaro pretende nomear um general para o comando da Funai.

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25.02.21

Continua de pé?

A conturbada sucessão na Petrobras tira o sono dos executivos do Mubadala. A compra da refinaria Landulpho Alves, por US$ 1,65 bilhão, está fechada. Mas, não assinada. Consultada, a Petrobras limitou-se a confirmar a oferta do Mubadala.

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25.02.21

Por que não juntar a Ciência e Tecnologia à Defesa?

O desprezo do presidente Jair Bolsonaro pelo tema e a penúria orçamentária estão produzindo um cenário de descalabro para a ciência e a tecnologia no país. O Ministério vive uma situação cada vez mais dramática, com os seguidos cortes de verbas de custeio e, principalmente, para investimentos. O orçamento da Pasta previsto para este ano é de R$ 8 bilhões, uma queda de 32% em relação a 2020, que, por sua vez, já carregava uma redução de 15% no comparativo com 2019.

A cifra reservada para investimentos é de apenas R$ 2,7 bilhões. Entre outras consequências, há o risco de um colapso no pagamento de bolsas. O orçamento estimado do CNPq seria capaz de cobrir apenas quatro meses dos benefícios a bolsistas. São cerca de 500 ao todo, que recebem entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Muitos deles vêm tentando bolsas em institutos no exterior, agravando o êxodo de pesquisadores e cientistas no Brasil. O cenário é tão delicado que os próprios gestores dos 27 institutos e centros de pesquisa ligados ao Ministério da Ciência e da Tecnologia temem a paralisação de atividades desses órgãos.

Entre eles figuram o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável, entre outras funções, pelo mapa do desmatamento na Amazônia. Há relatos de atrasos de pagamento a mais de uma centena de pesquisadores do Inpe. Escassez de investimentos, baixíssimo índice de inovação na matriz industrial e perda de talentos. A situação da Ciência e Tecnologia no país chegou a tal ponto que talvez uma saída a se pensar seria a incorporação do Ministério pela Pasta da Defesa. A sugestão foi feita ao RR por um especialista da área de ciência, do setor civil. A encampação não seria uma excepcionalidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, não obstante o enorme “soft” power das empresas privadas, todas as principais fronteiras da ciência e tecnologia estão sob o guarda-chuva da área militar, da defesa cibernética à inteligência artificial, passando por  guerra biológica e projetos aeroespaciais.

Cabe lembrar que, no caso do Brasil, o único projeto da indústria nacional intensivo em desenvolvimento tecnológico e com expressiva inserção global nasceu dentro das Forças Armadas: a Embraer. Há ainda notórias sinergias entre as áreas de Ciência e Tecnologia e de Defesa que poderiam ser exploradas a partir da junção entre as duas Pastas. Um exemplo: o IME e o ITA, vinculados às Forças Armadas, são duas instituições na vanguarda do conhecimento. Na atual circunstância, o “M&A” entre os dois ministérios ganha ainda mais sentido. Seria uma forma de contornar o descaso do governo e o atraso do Brasil, cada vez mais defasado no campo da Pesquisa & Desenvolvimento. De 2011 para cá, o Brasil caiu da 47a para a 66a posição no Global Innovation Index (GII), ranking da inovação elaborado pela Universidade de Cornell, em associação com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Nem poderia ser diferente. O país destina o equivalente a 1,1% do PIB para Pesquisa & Desenvolvimento, bem menos do que economias menores, como Austrália (2,35%), Holanda (2,1%) ou Suécia (3,2%). A união entre os dois Ministérios e, por extensão, entre seus orçamentos abriria caminho para uma gestão mais racional dos recursos públicos voltados à inovação. Até porque a própria área de Defesa também sofre com as restrições impostas pelo governo. O orçamento das Forças Armadas para 2021 será da ordem de R$ 110 bilhões, o que até representa um pequeno aumento de 4% em relação ao ano passado. Ainda assim, há um Grand Canyon entre o Brasil e outras nações no que diz respeito aos investimentos com Defesa. Nos últimos cinco anos, os gastos militares do governo brasileiro  corresponderam, em média a 1,3% do PIB. A média global é de 2,2%. Os Estados Unidos desembolsaram, no ano passado, cerca de US$ 732 bilhões, ou 3% do PIB.

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25.02.21

“Banco do Centrão”

O senador Ciro Nogueira, um dos próceres do Centrão, tem se movimentado nos bastidores para emplacar o nome de Anderson da Cunha Possa na presidência do Banco do Nordeste (BNB). Possa ocupa a diretoria de negócios da instituição. Uma vez consumada, a troca seria mais um dissabor para Paulo Guedes, responsável pela indicação do atual presidente do BNB, Romildo Rolim. Se bem que, a essa altura, engolir um sapo a mais ou a menos parece não fazer a menor diferença para o ministro da Economia.

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