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28.05.20

Um revés para o “Dr. Bolsonaro”

O Conselho Federal de Medicina (CFM) deverá rever nos próximos dias o parecer que emitiu em abril com critérios para a prescrição de cloroquina e de hidroxicloroquina para pacientes com coronavírus. Segundo informações filtradas pelo RR, a tendência é que o CFM recomende a suspensão do uso desses medicamentos independentemente do estágio da doença. A iminente mudança de posicionamento se deve à decisão da OMS, que decidiu interromper estudos e testes com a utilização das duas substâncias em infectados com a Covid-19. Caso se confirme, será uma derrota para o “epidemiologista” Jair Bolsonaro, que passou a usar o ato anterior do CFM como álibi em sua cruzada a favor da cloroquina.

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Não é de hoje que o Instituto de Atenção Básica e Avançada de Saúde (Iabas), suspeito de irregularidades em contratos emergenciais com o governo Witzel, é visto com ressalvas entre seus pares. No ano passado, o Iabas sondou, sem sucesso, a possibilidade de se associar ao renomado Instituto Brasileiro de Organizações Sociais (Ibross), que congrega 21 OSs da área de saúde responsáveis pela gestão de 800 unidades hospitalares. Procurado, o Iabas afirma que não “tentou realizar a associação mencionada”. Está feito o registro. No entanto, o Ibross confirmou ao RR que o Iabas “fez consulta informal” ao seu presidente, “durante evento em São Paulo”, em maio de 2019. O Ibross acrescenta que “qualquer pedido de filiação do Iabas seria inviabilizado tendo em vista as reiteradas notícias na imprensa relacionadas à instituição, antes mesmo da última operação da Polícia Federal.”

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28.05.20

No oficial e no paralelo

No mesmo dia da operação da Polícia Federal, Wilson Witzel recebeu pesados ataques e ameaças em seu e-mail e em seu celular de uso pessoal. Como sempre, vai ficar por isso mesmo.

Wilson Witzel pode dizer tudo, menos que foi pego de surpresa. Desde a sexta-feira passada, corria a informação no Palácio Guanabara de uma operação policial contra o governador. Havia rumores até mesmo de uma eventual prisão de Witzel.

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28.05.20

Duelo à vista

A julgar por movimentações que começam a surgir nos bastidores, a pandemia era o empurrão que faltava para Amazon e Facebook entrarem na disputa por direitos de transmissão no futebol sul-americano, especialmente no Brasil. As dificuldades financeiras de tradicionais players jogam a favor dos gigantes globais do streaming.

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28.05.20

“Auxílio-compositor”

Vem aí a derrama dos direitos autorais da pandemia. A União Brasileira de Editoras de Música começou a enviar uma circular aos artistas que participaram de lives nos últimos dois meses, assim como a empresas que patrocinaram as transmissões. Junto da missiva segue um boleto para o pagamento de direitos autorais aos compositores das músicas executadas durante a apresentação digital. No entendimento da entidade, as lives configuram ação publicitária, daí a cobrança não apenas ao cantor, mas aos anunciantes. A mordida, para esses casos, gira em torno de 12% do valor do cachê. Promessa de uma “pandemia” de ações na Justiça.

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28.05.20

Crônica de um Brasil com sombrero

O Brasil, que já vislumbra o risco de um isolamento comercial devido à disparada dos casos de coronavírus e a ameaça de ser o propagador de uma segunda onda da doença no mundo, está ameaçado de sofrer também um lockout moral. O estouro de novas denúncias de relações promíscuas entre o Poder Público e o setor privado tende a aumentar a aversão internacional ao país. De certa forma, o Brasil parece marchar na direção de um processo de “mexicanização”, leia-se o acúmulo por anos e mais anos de casos de corrupção institucionalizada.

Os quatro últimos presidentes mexicanos foram ou são alvo de investigação por irregularidades. No caso do Brasil, é preciso fazer uma ressalva. O presidente Jair Bolsonaro tem mil e um problemas ao seu redor, mas não pesam sobre seus ombros denúncias de corrupção, ao contrário do que ocorreu nos governos petistas e na gestão de Michel Temer. Ainda assim, a comparação entre Brasil e México se aplica pelo “conjunto da obra”. O Índice de Percepção de Corrupção (IPC) da Transparência Internacional corrobora essa proximidade.

O Brasil ocupa o 106o lugar em um ranking de 180 nações – quanto mais baixa a posição maior a percepção de corrupção. Está a apenas 24 degraus do México, que ocupa o 130o posto na medição da Transparência Internacional. No “ranking” do Google, a distância entre os dos países é proporcionalmente ainda menor. No final da tarde de ontem, uma busca por “Corruption AND Brazil” exibia cerca de 73,7 milhões de resultados – contra 77,6 milhões para uma pesquisa por “Corruption AND Mexico”.

O Brasil é um país em permanente estado de busca e apreensão. Não obstante sua amplitude e impacto, a Lava Jato não foi um programa de Estado para o combate à corrupção, mas uma Operação, que teve suas virtudes e seus pecados. Os casos destampados nos últimos dias pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal mostram que o Brasil está se revelando um benchmarking de uma nova corrupção ou uma corrupção 3.0. Sob certo aspecto, saem os canteiros de obra e as malas de dinheiro e entram algoritmos e régias contribuições financeiras para impulsionamentos nas redes sociais.

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A chinesa CGN Energy International Holdings (CGNEI) está à caça de projetos de geração renovável no Brasil. A empresa era vista na Aneel como presença certa nos leilões de energia nova marcados para este ano. Mas todas as licitações foram suspensas com a pandemia. A companhia entrou com apetite em um dos últimos certames realizados pela agência reguladora, em outubro do ano passado, fechando contratos para parques eólicos na Bahia e no Piauí.

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28.05.20

Partido da “boiada”

Expulso do Partido Novo, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, poderá embarcar no Republicanos. A exemplo do caso do senador Flavio Bolsonaro, seria uma filiação-motel, um pernoite até que o Aliança pelo Brasil, a sigla do clã Bolsonaro, seja oficialmente registrado.

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28.05.20

Prejuízo multimodal

O pleito dos investidores privados ao Ministério da Infraestrutura pela repactuação dos contratos de concessões de transportes já ganhou a alcunha de “Plano Invepar”. A pandemia pegou a holding por quase todos os lados: metrô do Rio, Aeroporto de Guarulhos e rodovias. Em média, a queda do faturamento das subsidiárias do grupo já passa dos 80% desde o início da quarentena.

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28.05.20

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: CGNEI e Invepar.

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