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Planos
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19.05.17
ED. 5622

Todas as concessões a Meirelles, antes que o investimento vire pó

Cabe ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, assumir imediatamente a condução de todo o programa de concessões de infraestrutura do governo. Ontem mesmo, grandes empresários do país iniciaram articulações nesta direção, inclusive com pedidos ao próprio ministro. A premissa é que não há no entorno do presidente Michel Temer nenhum outro nome com a dimensão e a credibilidade necessárias, interna e externamente, para garantir a continuidade do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) e de outras licitações fundamentais para reduzir o rombo nas contas públicas e colocar a economia em marcha.

É preciso assegurar, inclusive, que as agências do fomento na área da infraestrutura, a exemplo do BNDES – hoje pendurada na esfera de decisão de Moreira Franco, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência – sejam transferidas para a alçada de Meirelles. A delação do empresário Joesley Batista fragilizou ainda mais a figura de Temer e, por osmose, dos ministros do Palácio do Planalto. Na visão do empresariado, a presença de Moreira Franco à frente das PPIs contamina os leilões previstos para 2017 e 2018.

Assim como inviabiliza as negociações em curso para a renovação prévia de licenças ferroviárias e portuárias, com a contrapartida de novos investimentos, e a licitação antecipada de concessões rodoviárias que vencem apenas em 2021, além de deixar em stand by uma parcela imprevisível de investimentos associados aos financiamentos ou decisões do Estado brasileiro. Na visão dos empresários, o programa de concessões de infraestrutura será inevitavelmente politizado e não há como viabilizar sua execução sem um condutor incólume ao emporcalhamento do governo Temer. Se Henrique Meirelles já era o avalista do ajuste fiscal (o que nunca foi pouco), o pleito é para que acumule esse papel com o de fiador do PPI e das demais licitações.

O entendimento é que o capital estrangeiro não virá para os leilões se não tiver garantias firmes em relação às regras e, sobretudo, à legitimidade do processo. Ou, na atual circunstância, alguém consegue enxergar o ministro Moreira Franco, vulgo “Gato Angorá” nas delações dos executivos da Odebrecht, falando para uma plateia de investidores internacionais? O que está em jogo é uma cifra potencial da ordem de R$ 1,19 trilhão até 2018, envolvendo a arrecadação com novas concessões e extensão do prazo de antigas, rodadas de leilões do pré-sal e aportes financeiros públicos e privados previstos para as áreas de transporte, logística, energia, saneamento básico e habitação. Há risco real de que seja feito um write off de centenas de bilhões, ampliando a crise para um patamar até então inimaginável e comprometendo gerações de brasileiros com a mediocridade nacional. Meirelles tem um papel épico nesse momento histórico. Deus queira que não tenha nada a ver com a Lava Jato.

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19.05.17
ED. 5622

Guia turístico

Após ciceronear Jair Bolsonaro em jantar com 15 empresários paulistas, o apresentador Otávio Mesquita dedica-se agora a aproximar o candidato de donos de emissoras de TV, a exemplo de Johnny Saad, da Band, e Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, da Rede TV.

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19.05.17
ED. 5622

Bola murcha

A crise econômica mostrou sua face em rede nacional na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Mais de metade das placas publicitárias nos estádios brasileiros foi composta por “bonificações” a patrocinadores da CBF ou conteúdo da Globo, detentora dos direitos de transmissão.

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19.05.17
ED. 5622

Tecnisa terá um 2017 “inesquecível”

Os tempos andam muito difíceis para as incorporadoras que não estão abrigadas sob a marquise do Minha Casa, Minha Vida. Que o diga a Tecnisa. Segundo o RR apurou, projeções da própria empresa indicam que o volume de lançamentos para este ano sequer passará de R$ 500 milhões, contra R$ 2,6 bilhões de 2016. Os investidores já deram a resposta, ao não subscreveram integralmente a recente oferta de ações da companhia. No fim das contas, a Tecnisa deve acabar nas mãos da Cyrela e de seu controlador, Elie Horn, que devagar devagarinho, tem aumentado sua participação acionária. Hoje, já detém cerca de 13%.

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19.05.17
ED. 5622

Tucano precipitado

O tucano Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo da Presidência, foi criticado por líderes do PSDB pela ligeireza com que gravou um vídeo de apoio a Michel Temer. O filmete foi postado nas redes sociais antes das seis da manhã de ontem, assim como os depoimentos de Moreira Franco e Eliseu Padilha. Horas depois, a cúpula do PSDB discutia sua saída do governo, o que, por ora, não aconteceu.

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19.05.17
ED. 5622

Uma cobiçada cadeira na ANP

A sucessão na diretoria da ANP será um teste do prestígio do setor sucroalcooleiro no governo. Os grandes usineiros do país, entre os quais Rubens Ometto, da Cosan, e Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, trabalham pela indicação do diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira. No início de junho, chega ao fi m o mandato do diretor da ANP José Gutman. O próprio Gutman pensa em ir ficando no cargo por inércia. Com o escândalo do grampo de Temer, ele pode ir sendo esquecido por lá.

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19.05.17
ED. 5622

Silêncio das ruas

Há uma brutal expectativa em relação à próxima pesquisa CNT Sensus para a Presidência da República, que deverá ser divulgada no mês de junho. Imagina-se que não será medida a popularidade do presidente Michel Temer.

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19.05.17
ED. 5622

Sob medida

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que vinha se caracterizando por aparecer suado, ofegante e amarfanhado, falou ontem com a imprensa na porta da autoridade monetária, em Brasília, com o terno impecável, descansado e o rosto fresquinho feito bumbum de bebê. A exposição pública de Ilan é contracíclica.

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19.05.17
ED. 5622

Imagina…

Imaginem se hoje ou nos próximos dias o prefeito João Doria anunciar que está deixando o PSDB rumo à outra sigla por não compactuar com o mar de lama que engolfa o partido…

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19.05.17
ED. 5622

Obra incompleta

Roberto Freire deixou o ministério de Michel Temer sem emplacar seu “maior”projeto na área cultural: o fim da comissão responsável por indicar o filme brasileiro candidato a candidato ao Oscar. Melhor para ele: a classe artística já preparava protestos contra o ex-comunista.

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19.05.17
ED. 5622

Ponto final

Procurada pelo RR, a seguinte empresa não comentou o assunto: Tecnisa.

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