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Planos
16.04.18
ED. 5847

Lava Jato testa os anticorpos de Walter Faria

O RR recebeu informações de que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estariam preparando uma nova investida sobre Walter Faria e a cervejaria Petrópolis. A ação seria um desdobramento das investigações contra o ex-governador Sergio Cabral e o presidente afastado da Alerj, Jorge Picciani. Segundo a fonte do RR, o caso teria relação com benefícios fiscais recebidos pela cervejeira no Rio de Janeiro durante o governo Cabral, da ordem de R$ 280 milhões. Como contrapartida, a empresa teria feito doações ilegais para candidatos aliados a Cabral em 2014.

Diante da gravidade das informações, a newsletter procurou ouvir os personagens envolvidos. A Polícia Federal disse que “não se manifesta sobre eventuais investigações em curso”. O RR fez seguidos contatos com a Petrópolis, que não quis se pronunciar sobre o assunto, assim como o Ministério Público. As suspeitas remetem ao relacionamento entre Faria e Picciani, que já é alvo da Operação Cadeia Velha, um derivativo da Lava Jato no Rio. Faria é sócio da Tamoio Mineradora, que tem o parlamentar com um de seus acionistas.

O dono da Petrópolis também seria comprador de gado nos leilões realizados pela família Picciani. Faria, no entanto, tem demonstrado uma resiliência que faz lembrar o Paulo Maluf dos bons tempos. Montou um esquadrão de advogados, instalou um bunker de acompanhamento e lobby no Congresso e vem driblando as seguidas denúncias criminais. A Petrópolis aparece na Operação Caixa 3. A Polícia Federal investiga empréstimos no total de R$ 827 milhões concedidos pelo Banco do Nordeste à empresa entre 2013 e 2014 para a construção de duas fábricas – uma na Bahia e outra em Pernambuco.

Faria está citado também na Operação Zelotes. Segundo investigações, a Petrópolis teria sido uma das empresas beneficiadas com o esquema de propinas dentro do Carf. Em outubro do ano passado, inclusive, o próprio Conselho anulou julgamento anterior que havia revertido uma autuação da Receita Federal contra a cervejeira no valor de R$ 8,6 milhões. O Fisco, aliás, é um caso à parte na trajetória da Petrópolis. Em 2005, Faria chegou a ser preso na Operação Cevada, sob a acusação de sonegação de tributos estaduais e federais.

Em 2012, a fábrica da empresa em Boituva (SP) foi alvo de uma operação de busca e apreensão. A cervejeira foi acusada pela Secretaria de Fazenda do estado de sonegar cerca de R$ 600 milhões em impostos entre 2006 e 2011. Em janeiro deste ano, o Conselho de Contribuintes do Estado do Rio de Janeiro confirmou multas da ordem de R$ 1 bilhão contra a companhia. Segundo o relator do processo, “a Petrópolis agiu com “dolo, fraude ou simulação” ao fazer operações triangulares para evitar o recolhimento do ICMS devido. Walter Faria, no entanto, parece imune a tudo e a todos. O próprio crescimento da Petrópolis – imprensada entre o “monopólio” da Ambev e o avanço da Heineken – é um sinal da sua capacidade de sobrevivência em condições adversas. Contra todas as apostas, que a classificavam como presa fácil, a companhia tem resistido ao processo de consolidação do setor cervejeiro. Faria é praticamente intocável.

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16.04.18
ED. 5847

Planalto avalia troca na ANTT

Como se não bastasse a fuzilaria direta sobre Michel Temer, o Palácio do Planalto ainda tem de desviar das balas perdidas. Há um sério risco de que a prisão de Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, ricocheteie no governo federal, mais precisamente na ANTT. A reta que liga os dois pontos é o engenheiro Mário Rodrigues Junior, nomeado há menos de dois meses para a direção-geral da agência reguladora por indicação do ex-deputado Valdemar da Costa Neto. No Planalto, já se discute a possibilidade de afastá-lo do cargo. Mario Rodrigues e “Paulo Preto”, apontado como operador de um suposto esquema de corrupção do PSDB em São Paulo, ocuparam cargos na direção do Dersa. O risco da indicação de Rodrigues para a ANTT já era pedra cantada. Seu nome foi citado na Lava Jato pelo ex-diretor da OAS Carlos Henrique Lemos. Antes o Planalto tivesse ouvido as manifestações feitas pelos próprios servidores da ANTT em fevereiro, pedindo que a nomeação de Rodrigues fosse revista. Agora, qualquer movimento no tabuleiro vai fazer um barulho maior.

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16.04.18
ED. 5847

Sem acordo automotivo, o dinheiro vai sumir

O adiamento do Rota 2030, o regime automotivo nacional, deverá provocar uma dura reação em cadeia das montadoras. As big four do setor reunidas na Anfavea, leia-se Volkswagen, Fiat, General Motors e Ford, já discutem a postergação de investimentos que poderiam chegar a R$ 10 bilhões. Parece pressão sobre o governo. E é para parecer mesmo.

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16.04.18
ED. 5847

Turbulências sacodem aeroporto da JHSF

A escassez de recursos e os seguidos atrasos no cronograma ameaçam empurrar a inauguração do Aeroporto Catarina, em São Roque, para 2019, três anos depois da data prevista. Trata-se de um empreendimento marcado por turbulências. À frente do projeto, o empresário José Auriemo, dono da JHSF, busca um sócio para o aeroporto regional, mais do que um investimento, uma mácula no seu currículo. Em 2017, Auriemo fechou um acordo de delação e admitiu uma doação irregular de R$ 1 milhão para a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas, em troca de vantagens burocráticas no governo Dilma para acelerar as licenças do aeroporto.

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16.04.18
ED. 5847

Serpros junta Lava Jato e Greenfield

A investida da Lava Jato sobre o Serpros promete reaquecer as investigações da Operação Greenfield, que apura desvios de recursos no fundo de pensão. As respectivas forças-tarefas do Ministério Público Federal já trabalham em conjunto, destrinchando investimentos suspeitos da entidade. Um dos casos mais rumorosos é o aporte de R$ 77 milhões para a construção de um hotel na Barra da Tijuca, que receberia a bandeira Trump. Consultada, o Serpros não se pronunciou especificamente sobre o hotel. Disse apenas que “o desdobramento da operação da Polícia Federal refere-se a apurações observadas nos investimentos realizados no período de 2011 a 2015”.

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A China Communications Construction Company (CCCC) costura com o governo do Maranhão a construção de uma nova rodovia no estado. O projeto se encaixa à perfeição com a instalação do Porto Multimodal de São Luís, empreendimento de R$ 800 milhões conduzido pela CCCC. Assim como se encaixa também nas pretensões políticas de Dino, que terá mais um grande projeto para anunciar em ano de eleição.

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16.04.18
ED. 5847

O traidor

Em conversas reservadas, Rodrigo Maia só se refere a ACM Neto como “O traidor”. Ao desistir de disputar o governo da Bahia, o prefeito deixou Maia sem o seu grande palanque no Nordeste.Em conversas reservadas, Rodrigo Maia só se refere a ACM Neto como “O traidor”. Ao desistir de disputar o governo da Bahia, o prefeito deixou Maia sem o seu grande palanque no Nordeste.

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16.04.18
ED. 5847

A caminho da bolsa

O martelo está batido: segundo o RR apurou, o Agibank vai abrir o capital até julho. Estudos preliminares indicam um valuation da ordem de R$ 6 bilhões.

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16.04.18
ED. 5847

Interrogação

Joaquim Barbosa cobra do PSB a garantia de apoio do governador Marcio França a sua candidatura à Presidência. Por ora, ninguém no partido assina embaixo.

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16.04.18
ED. 5847

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: JHSF e Agibank.

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