12.01.18
ED. 5785

Leilão da São Fernando na corda bamba

Em vez do aguardado epílogo, o leilão da Usina São Fernando programado para 22 de fevereiro tem tudo para ser um capítulo a mais no folhetim protagonizado pela empresa da família Bumlai. Credores da companhia, entre os quais figura, por exemplo, o BB, se mobilizam para suspender o certame. O motivo é a decisão da Justiça de não fixar um valor mínimo para a unidade. O receio é que o único ativo capaz de cobrir parcela expressiva da dívida seja entregue a preço de banana. Na primeira tentativa de leilão, em setembro do ano passado, a 5a Vara Cível de Dourados (MS) fixou o piso em R$ 716 milhões, já àquela altura contrariando os credores. A usina estaria avaliada em R$ 1,2 bilhão. Consta que, em dezembro, um grupo de investidores encabeçado por Winston Fritsch, ex-presidente do Dresdner Bank no Brasil, ofereceu R$ 890 milhões pela unidade de moagem, mas a proposta teria sido recusada pelos credores.

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