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Planos
09.05.18
ED. 5863

Lemann vai dar aula de M&A no setor de educação

Jorge Paulo Lemann vai entrar na dança da consolidação no setor educacional. Segundo o RR apurou, o Gera Venture Capital, braço de Lemann para a área de ensino, prepara uma captação de alto calibre junto a investidores nacionais e internacionais. De acordo com informações filtradas de um dos bancos de investimento envolvidos na operação, a derrama pode chegar a R$ 400 milhões.

Os recursos serão integralmente destinados a aquisições por meio da Eleva Educação, a holding controlada pelo Gera Venture. Diferentemente do movimento feito pela maioria de seus concorrentes, o fundo de Lemann não deverá focar na aquisição de escolas, mas, sim, de sistemas de ensino. O modelo é mais afeito à natureza de um fundo de investimento.

O potencial de rentabilidade das unidades físicas é considerado limitado, ainda que ofereça o benefício da geração de receita corrente. Ao mesmo tempo em que finca o pé de apoio e prepara o salto para novas aquisições, a Eleva cresce pelo greenfield. Para 2019, está prevista a abertura de sua segunda escola no Rio, na Barra da Tijuca. No próximo ano deve ocorrer também o tão aguardado desembarque do grupo em São Paulo. Como se não bastasse o notável arsenal financeiro de Lemann, o grupo ainda tem conseguido munição extra para alavancar sua expansão. No ano passado, o Warburg Pincus aportou cerca de R$ 300 milhões para ficar com 25% da Eleva. Além disso, os dois fundos já criados pelo Gera Venture – o Eleva Educação I e o Eleva Educação II – somam cerca de R$ 560 milhões de patrimônio.

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09.05.18
ED. 5863

Pouso forçado em Viracopos

O pedido de recuperação judicial do Aeroporto de Viracopos praticamente manda para o espaço uma negociação que vinha se delineando nas últimas semanas. Segundo o RR apurou, a Flughafen Zurich já havia acertado a compra das participações da UTC e da Triunfo na holding Aeroportos Brasil, dona de 51% do terminal – os 49% restantes pertencem à Infraero. Os suíços, sócios da CCR no aeroporto de Confins, assumiriam a dívida da empresa, em torno de R$ 2,88 bilhões. No entanto, a negociação teria esbarrado na falta de anuência dos órgãos reguladores, notadamente a ANAC. Agora, ficará na pendência de um intrincado acordo entre a Aeroportos Brasil e seus credores, a começar pelo próprio governo.

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09.05.18
ED. 5863

Cidade melancólica

Mais uma grande empresa deverá bater asas do Rio de Janeiro. A América Móvil pretende transferir a sede da Embratel para São Paulo. O motivo principal é o processo de integração com a Claro; o secundário, a violência no Rio.

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09.05.18
ED. 5863

Off the records

Atenção! Aécio Neves voltou a falar à imprensa em off the records. Muito cuidado na leitura do noticiário político.

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09.05.18
ED. 5863

Imóvel criptografado

Os Bitcoins invadem o mercado imobiliário. Depois da Tecnisa, a Gafisa também aceitará a moeda criptografada. A incorporadora se desdobra para reduzir seu estoque de imóveis “encalhados”, na casa de R$ 1,5 bilhão.

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09.05.18
ED. 5863

Cifra mais modesta

O governo chegou a apostar que a venda da Lotex renderia mais de R$ 1 bilhão. Agora, já trabalha com uma cifra mais modesta, de R$ 700 milhões.

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09.05.18
ED. 5863

Caixa preta

Ontem, no fim da tarde, o comitê de campanha de Geraldo Alckmin foi chacoalhado pela informação de que Paulo Souza, ex-diretor do Dersa, estaria perto de fechar um acordo de delação.

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09.05.18
ED. 5863

Mineração tropeça nos seus cascalhos regulatórios

A propalada modernização da esfera de governo responsável pelo setor mineral mais vem aumentando a barafunda do que descomplicando a área estatal responsável pela mineração. O projeto original tinha por objetivo reduzir o número de órgãos, desmobilizar as centenas de reservas minerais em poder do Estado, criar um marco regulatório e otimizar as estruturas existentes. O saldo de quase 30 anos de improdutiva ebulição foram duas trocas de nome de autarquias, venda de um percentual diminuto da carteira de jazidas e uma miríade de MPs editadas para confirmar a máxima de Lampedusa, de que é preciso mudar alguma coisa para que tudo continue como está. O voo cego da política do governo começou com a disposição mudancista da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), no final do século passado.

A empresa executava programas de pesquisa e exploração mineral, além de prestar serviços ao Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica (DNAEE) e vender para o mercado prospecção e sondagens para água mineral. As boas intenções acabaram se reduzindo a uma troca de nomenclatura: a CPRM passou a se chamar Serviço Geológico do Brasil. Sua missão é a mesma da finada CPRM, ou seja, gerar e difundir o “conhecimento geológico e hidrológico básico necessário para o desenvolvimento sustentável do Brasil”. Da mesma forma que a CPRM, seu irmão mais velho, o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) também trocou de nome. Passou a se chamar Agência Nacional de Mineração (ANM), conforme lei sancionada pelo presidente Michel Temer no ano passado. Há uma diferença instigante no caso em questão.

Ao contrário da CPRM, que desapareceu quando mudou sua razão jurídica, o DNPM continuou existindo em paralelo com a ANM. A exemplo da Telebras, que deveria ter sido extinta com a privatização da telefonia e não foi, o DNPM prossegue se arrastando com a superposição de corpo de funcionários e serviços atribuídos à ANM. Esta última surge no auge da febre fiscalista do governo Temer praticamente com o objetivo prioritário declarado de aumentar os impostos do setor. Com a ANM e o DNPM transformados em hologramas, a mineração deixa de ter um órgão com alguma preocupação de fomento e passa a ser exclusivamente uma agência arrecadadora, quer seja por meio de multas e sanções, quer seja por meio do aumento dos royalties do setor. E as infindáveis reservas minerais cubadas e inferidas das quais o governo sentava em cima por pura inércia?

A título de justiça diga-se que algumas áreas foram vendidas. Mas o patrimônio mineral do Serviço Geológico do Brasil, herdado da CPRM, é superior a 300 áreas. Na verdade, esse número pode ser qualquer outro, pois já foi alterado diversos vezes, quando da divulgação de editais de licitação. Seu portfólio inclui jazidas de ouro, carvão, cobre, caulim, fosfato, gipsita, turfa, níquel, chumbo, zinco e diamantes; reservas em diversas regiões do país, sendo quatro em áreas indígenas; e ativos até então considerados estratégicos, como tório e terras raras (insumo vendido a preço caríssimo e voltado para a indústria eletroeletrônica).

Previstas para este ano estariam as licitações do fosfato de Miriri (PE-PB), cobre, chumbo, e zinco de Palmeirópolis (TO), cobre de Bom Jardim de Goiás (GO) e carvão de Candiota (RS). Desconhece-se qualquer prazo para os editais. As PPPs, que seriam uma alternativa para atração de investidores para exploração das reservas, sequer saíram dos estudos. E os promissores estudos e pesquisas juntamente com a Marinha de nódulos polimetálicos submarinos, considerados nos anos 80 uma das potenciais fortunas minerais do país, ficaram como memória de um passado cada vez mais distante. Em algum momento, o Brasil foi o subsolo cobiçado do mundo. A falência da capacidade de organização do Estado, travestida de modernidade, parece ter exaurido do país as suas riquezas minerais.

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09.05.18
ED. 5863

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Gera Venture, Embratel, Gafi sa, Flughafen, UTC e Triunfo.

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