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Planos
08.05.18
ED. 5862

Abilio empurra o Carrefour na direção da Roldão Atacadista

Após virar a página da disputa societária na BRF e deixar o Conselho da empresa, Abilio Diniz se volta para o Carrefour. O empresário tem discutido com seus pares na matriz os próximos passos para a expansão do grupo no Brasil. No que depender de Abilio, estes passos levam numa direção: Roldão Atacadista. Ele tem defendido junto ao board do Carrefour uma investida sobre a rede paulista, controlada pela família Roldão.

O assunto, segundo o RR apurou, foi tratado por Abilio em duas recentes reuniões do Conselho em Paris, a últimas delas na primeira semana de março. No mercado, a Roldão é avaliada em algo em torno de R$ 1 bilhão. Com a aquisição, o Carrefour adicionaria 29 lojas às quase 150 do Atacadão, seu braço de atacarejo no país. O faturamento da divisão, por sua vez, passaria de R$ 34 bilhões para cerca de R$ 37 bilhões, considerando-se a receita das duas empresas no ano passado. Consultados, Carrefour e Roldão não se pronunciaram. Abilio Diniz considera a compra do Roldão fundamental no instante em que o Atacadão, principal negócio dos franceses no Brasil e responsável por quase 70% das receitas do grupo, dá sinais de certo saturamento.

Abilio engendra uma solução para um problema que, de certa forma, ele próprio criou. Foi o empresário que conduziu a entrada do Pão de Açúcar no atacarejo, com a aquisição do Assaí. Lá se vai mais de uma década. Sob a batuta do Casino, o negócio ganhou uma dimensão maior. No primeiro trimestre deste ano, a competição ganhou novos contornos.

Pela primeira vez, o Assaí registrou um crescimento superior ao do Atacadão: 25% contra 7%. Vá lá que a conta embute a conversão de algumas lojas do Extra para a bandeira. Ainda assim, expurgando-se este fator, o avanço entre janeiro e março teria sido o dobro do verificado pelo Carrefour. O avanço do Assaí coincide com um momento de aparente perda de fôlego do Atacadão. No ano passado, seu Ebitda cresceu “apenas” 22%, contra 85% em 2016. Já o faturamento subiu 8%, bem abaixo da média de 18% registrada no triênio anterior, quando o país, curiosamente, atravessava uma recessão.

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08.05.18
ED. 5862

Operação Total

A Total mantém conversações com a Petrobras para se associar à estatal na área de refino. O negócio é estratégico dentro do arco de operações dos franceses no Brasil. A Total quer ter uma estrutura de refino para dar suporte às suas atividades de E&P no Brasil, na qual está investindo cerca de US$ 5 bilhões.

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08.05.18
ED. 5862

Reforço

A Polícia Federal está reforçando a equipe dedicada à Lava Jato em São Paulo. Ao que tudo indica, vem operação das grandes pela frente.

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08.05.18
ED. 5862

Gigante chinês

A Oppo, fabricante de smartphones de origem chinesa que detém 7% do mercado mundial, prepara seu desembarque no Brasil. Já está em negociações com uma grande operadora de celular. A Oppo chega com o cartaz de ter desbancado a Apple no mercado chinês: nos últimos dois anos, o Oppo R9 foi o celular mais vendido do país.

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08.05.18
ED. 5862

Ciro e Gleisi trocam tapas que não doem

Não era para ser assim, mas o chumbo trocado entre Gleisi Hoffmann e Ciro Gomes tem produzido um efeito de ocupação midiática muito além do imaginado – e desejado – pela concorrência. Os adversários da esquerda chegam a considerar que melhor seria se ambos estivessem se acarinhando na imprensa. Segundo breve pesquisa, ontem, no Google, Ciro e Gleisi conseguiram triplicar o noticiário do PDT e do PT em relação às legendas da direita, noves fora assuntos relacionados à prisão de Lula, é claro.

Do lado do PT, Gleisi se auto-escalou praticamente solitária para morder o candidato do PDT, que responde de volta com farpas dirigidas à senadora. Os dois aparentemente sabem até onde podem ir. Gleisi não agride a inconstância partidária de Ciro, assim como este não alude às investigações da Operação Lava Jato sobre ela. Os outros generais do PT, Fernando Haddad, Jaques Wagner e Patrus Ananias, potenciais candidatos a presidente, estão inseridos em um script diferenciado.

Todos reiteram sua disposição de manter uma janela entreaberta para que Ciro venha a ser cabeça de chapa de uma coalizão de esquerda. Ou seja, tem conversa aí. O candidato do PDT mantém a coerência. Se Lula vier candidato, retira-se do pleito. Mas, como Lula não vem e ele tem seu próprio partido e sua candidatura é competitiva, Ciro vai tocando o bonde. A posição isolada de Gleisi, apesar do seu posto de liderança partidária, deixa mais confortável o partido para pular no barco do pedetista.

É como se a bronca fosse de Gleisi. Se bem que, como sempre, tudo dependerá quase que exclusivamente do arbítrio de Lula. O “presidente do fato” do PT já trocou mordidela com Ciro. Mas até as ruas asfaltadas que vão de São Bernardo à Av.Paulista sabem do pragmatismo de Lula, capaz de juntar José Dirceu, Roberto Requião e Paulo Maluf na mesma caçamba de alianças. Por enquanto, os puxões de orelha de Gleisi favorecem Ciro, que aproveita o atalho na mídia para ir empurrando seu discurso. Mas ele sabe que esse jogo tem cartas marcadas. Ou seja: à medida que Lula posterga a indicação do seu preferido, vai fragilizando as candidaturas da esquerda, inclusive o poste do PT. Até lá o casal 20 vai trocando tapas sem beijos.

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08.05.18
ED. 5862

O Plano B da Engie

A venda das usinas a carvão da Engie no Brasil voltou à estaca zero. Dos 15 interessados, apenas a inglesa Contour Global apresentou uma proposta pelo complexo termelétrico de Jorge Lacerda (SC) e pelo projeto da usina Pampa Sul (RS). Ainda assim, o valor ofertado teria sido quase um terço inferior à pedida da Engie e as negociações foram encerradas. Agora, o grupo avalia alternativas para o seu plano de descarbonização. Uma das hipóteses é buscar um sócio para Pampa Sul, o maior e mais custoso dos problemas. Em construção, a usina gaúcha ainda exigirá investimentos da ordem de R$ 800 milhões.

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08.05.18
ED. 5862

Na órbita de Kassab

O ministro Gilberto Kassab tem usado todo o seu peso político na tentativa de levar adiante o contrato entre a Telebras e a norte americana Viasat para a exploração comercial do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Aliás, não há ninguém tão empenhado quanto Kassab em viabilizar a parceria, suspensa pela Justiça, contestada pelas operadoras de telefonia e ainda sem aval do TCU.

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08.05.18
ED. 5862

Amigos?

A relação entre Fernando Pimentel e Dilma Rousseff, amigos de juventude, está estremecida. Entre a candidatura de Dilma ao Senado e o apoio do MDB à sua reeleição, Pimentel já deu sinais de que fica com o segundo.

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08.05.18
ED. 5862

Cemig Telecom à venda

A Cemig vai anunciar ainda neste mês o modelo de venda da Cemig Telecom. O negócio deverá ser realizado por meio de leilão na B3. A TIM Brasil é a principal interessada na rede de fibra óptica da estatal mineira.

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08.05.18
ED. 5862

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Polícia Federal, Petrobras, Total, Engie e Cemig.

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