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Planos
26.04.18
ED. 5855

Chapa Ciro-Haddad pode levar a indulto de Lula

O grande temor da centro-direita começa a ganhar contornos de realidade: a chapa Ciro Gomes e Fernando Haddad está amadurecendo. E traz ao fundo os dizeres “Lula livre”. A moeda de troca do PT para abrir mão da candidatura própria e fechar o apoio a Ciro seria a garantia de indulto do ex-presidente em 2019. A questão já foi abordada entre Ciro e Haddad. Além da reunião na manhã da última segunda-feira no escritório de Delfim Netto em São Paulo, que contou ainda com a presença de Luiz Carlos Bresser Pereira, ambos teriam se encontrado em outras duas ocasiões em pouco mais de dois meses.

Por ora, o mandato de Haddad é apenas para assuntar o tema. Mesmo com o compromisso do indulto presidencial por parte de Ciro, não há garantias de que Lula aceitaria o acordo. É pouco provável, inclusive, que ele saia do casulo da sua candidatura antes de agosto. Segundo integrantes do alto comando petista, ofereçam o que oferecerem a Lula, ele não entregará seus votos nem para um nome do próprio partido e muito menos para um aliado nesse período. É estranha a fábula construída por Luiz Inácio, que relata a história de um sapo barbudo que preferiu viver engaiolado a apoiar um sapo igual a ele.

O acordo em torno do indulto é feito sob medida para uma aliança PDT-PT: Ciro Gomes é o único candidato que aceitaria discutir a hipótese de conceder liberdade a Lula caso vença as eleições presidenciais. Uma moeda valiosa por outra: ao ser o “ungido” do ex-presidente, o pedetista colocaria os dois pés no segundo turno. Só algo imponderável tiraria a chapa Ciro-Haddad da disputa final. Devidamente pesados os prós e contras, Ciro poderia, inclusive, usar o próprio indulto de Lula como uma bandeira eleitoral para galvanizar o apoio do campo da esquerda em torno da sua candidatura e capturar o máximo possível do patrimônio eleitoral do ex-presidente. Ressalte-se ainda que a aliança teria o efeito de um strike sobre a atual configuração das candidaturas de centro-direita, que precisariam se reordenar em torno de uma dobradinha de calibre similar, como, por exemplo, Marina Silva-Joaquim Barbosa.

A julgar pelos recentes movimentos do STF, parece até haver, desde já, um dueto entre a Corte e Lula. Em um mundo simétrico, seria possível dizer que a coreografia do indulto já estaria sendo ensaiada, vide a decisão do Supremo de tirar de Sergio Moro trechos das delações de ex-executivos da Odebrecht contra o ex-presidente. Ressalte-se que, a rigor, a Constituição estabelece que a clemência de condenados é prerrogativa da Presidência da República. Em seu Artigo 84, Inciso XII, a Carta Magna diz que compete privativamente ao presidente a atribuição de conceder indulto e comutar penas – ambos dispositivos de alcance coletivo.

Cabe também a ele estabelecer os requisitos para a extinção da punibilidade de um determinado grupo de condenados – a graça só não se aplica a presos por prática da tortura, tráfico de drogas, atos de terrorismo ou crimes hediondos. Na atual circunstância, no entanto, independentemente do que reza a Constituição, é difícil imaginar que um eventual acordo desta natureza entre Ciro e Lula se consumaria sem passar pela agulha do STF. Não custa lembrar que, em março deste ano, atendendo a um pedido da Procuradoria Geral da República, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu parte do indulto concedido pelo presidente Michel Temer, impedindo a extensão do benefício a condenados por corrupção.

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26.04.18
ED. 5855

BNDES já trata 2018 como um ano perdido

A área técnica do BNDES responsável pelos financiamentos à ex-portação de serviços de engenharia já virou a folhinha do calendário para 2019. O setor está encruado pela Lava Jato e somente raros projetos deverão entrar no banco. As empreiteiras estão estigmatizadas e os próprios técnicos do BNDES são colocados sub judice ao cumprirem seu trabalho de análise e recomendação. É uma doideira, porque a exportação de serviços gera divisas, encomendas no mercado nacional e inserção geopolítica. É o caso de torcer para que o futuro mandatário tenha força política e a cabeça no lugar. Por enquanto, o cenário no banco é fronteiras fechadas para a comercialização dos serviços de engenharia.

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26.04.18
ED. 5855

Raia Drogasil troca de remédio

A Raia Drogasil deverá pisar no freio e reduzir o ritmo de abertura de novas farmácias. O remédio, inclusive, pode ser ainda mais amargo, com o fechamento de lojas em áreas com sobreposição de drogarias da rede. Trata-se de um mea culpa diante da pressão de minoritários e analistas, que atribuem a queda das margens de lucro ao excessivo grau de canibalização das lojas. O mercado já deu seu veredito: neste ano, a ação da Raia Drogasil já caiu 25%.

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26.04.18
ED. 5855

Unicórnio da vez

Os fundadores da 99 Táxi, vendida recentemente para a chinesa DiDi Chuxing, já embarcaram em outra: estão montando um colar de startups, em negócios que vão da área de entretenimento ao compartilhamento de objetos como bicicletas e eletroeletrônicos. Depois, se tudo der certo, é colocar o novo “brinquedo” na vitrine e aumentar a fortuna. O trio de investidores composto por Ariel Lambrecht, Paulo Veras e Renato Freitas embolsou quase R$ 1 bilhão com a venda da 99 para os chineses.

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26.04.18
ED. 5855

Carta fora do baralho

A nomeação de Pedro Parente como chairman da BRF virou pelo avesso o processo de sucessão na gestão executiva da companhia. Além de José Aurelio Drummond, que renunciou à presidência nesta semana, quem também deve deixar o cargo é Alexandre Martins de Almeida, vice-presidente Brasil. Almeida chegou a estar cotado entre os fundos de pensão para substituir o próprio Drummond. Com a chegada de Parente, a tendência é que o novo CEO seja contratado no mercado.

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26.04.18
ED. 5855

Descarga elétrica

Segundo o RR apurou, a área jurídica da Eletrobras já recomendou à direção da estatal o lançamento contábil de quase R$ 2 bilhões em provisões por conta de um processo de arbitragem contra sócios de Belo Monte. A se confirmar, será um peso a mais no balanço da empresa, já pressionado pelo risco de perdas de R$ 20 bilhões em caso de liquidação das distribuidoras federalizadas.

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26.04.18
ED. 5855

Com “T” de tucano

Adversário de João Doria e aliado de Geraldo Alckmin, o governador Márcio França foi buscar um nome que conhece a fundo a alma tucana. Está fechando a contratação de Luiz Gonzalez para comandar sua campanha à reeleição. Gonzalez foi o marqueteiro do próprio Alckmin e de José Serra nas eleições à Presidência em 2006 e 2010.

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26.04.18
ED. 5855

Possível golpe

O Palácio do Planalto já acusou o golpe da possível entrada de Joaquim Barbosa na corrida eleitoral. Em conversas com aliados, o secretário de Governo Carlos Marun tem batido firme no ex-ministro do STF.

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26.04.18
ED. 5855

Ou vai ou racha

João Amoedo, candidato do Partido Novo à Presidência, tem uma conversa com Bernardinho agendada para a próxima semana. Na sigla, o encontro é tratado como decisivo para a candidatura ou não do treinador ao governo do Rio.

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26.04.18
ED. 5855

Acarajé sem tempero

O novo candidato do DEM ao governo da Bahia, José Ronaldo,tenta o que nem ACM Neto conseguiu: minar a base de apoio do governador Rui Costa (PT), atraindo o PP para a sua campanha.

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26.04.18
ED. 5855

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Raia Drogasil, BRF e Eletrobras.

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