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Planos
02.04.18
ED. 5837

Que tiro é esse que os suíços estão dando no Brasil?

O fundo Swiss Investment Fund for Emerging Markets mira no Brasil e no mercado armamentista nacional. O private equity está rastreando oportunidades de negócio no setor. Segundo o RR apurou, um alvo é a empresa goiana Delfire Indústria e Comércio de Extintores. A Delfire chegou a firmar um acordo com a Caracal International LLC, dos Emirados Árabes, para a construção de uma planta voltada à produção de armamentos e munição. A parceria com a Caracal foi desfeita – os árabes não cumpriram uma série de
obrigações previstas no contrato –, mas o projeto da fábrica segue de pé.

A Delfire informou ao RR ter criado uma empresa à parte para tocar o empreendimento, a DFA. A companhia garante que não há qualquer conversação com o Swiss Investment Fund, mas não nega que esteja buscando sócios para o projeto. Os extintores do nome da empresa serão só para apagar um fogo aqui outro foguinho ali. Coisinha à toa.

O investimento para valer se concentrará no setor bélico. O curioso no interesse do Swiss Investment Fund for Emerging Markets pelo Brasil é que ele se dá em paralelo à instalação no país da empresa estatal armamentista Ruag, do mesmo país. É como se a pacífica Suíça tivesse descoberto no Brasil o paraíso da violência para sua expansão no mercado de armas.

Consultada pelo RR, a companhia confirma a construção de uma fábrica de cartuchos no país. Os suíços informam que o valor do investimento e a capacidade da planta ainda não foram definidos. O RR apurou que o volumede produção deverá alcançar até 23 milhões de cartuchos por ano. Não é nada, não é nada, dá duas vezes a produção do Brasil e ainda sobra para guerrear com três Morros do Alemão e quatro Complexos da Maré.

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02.04.18
ED. 5837

Tempo de abate na BRF

O que não falta na BRF é tensão. Às vésperas da assembleia de acionistas que votará a deposição de Abilio Diniz do Conselho, os dirigentes da empresa consideram que a suspensão das atividades do abatedouro de Capinzal (SC) por 30 dias não será suficiente. A paralisação de outra unidade – em Mineiros (GO) – é vista como inevitável para reequilibrar a produção diante da suspensão das exportações de frangos para a União Europeia. Cerca de 600 funcionários da planta já estão em férias coletivas. Mas pode piorar: segundo o RR apurou, se as vendas para a Europa não forem retomadas até junho, em vez de frangos as unidades começarão a abater os próprios funcionários.

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02.04.18
ED. 5837

Esquartejando

A venda do Walmart Brasil virou o samba do varejo doido. Os norte-americanos têm mantido negociações para se desfazer separadamente das lojas físicas e da não menos deficitária operação de comércio eletrônico. Só não está claro como os dois “Walmarts” conviverão posteriormente no país com donos diferentes.

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02.04.18
ED. 5837

Grande irmão

A Globo festeja: o Big Brother Brasil 18 teria alcançado a maior receita publicitária da história do programa.

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02.04.18
ED. 5837

Avon sem maquiagem

O presidente da Avon no Brasil, o colombiano David Legher, está deixando as promotoras de vendas da empresa na maior secura. Reduziu consideravelmente a concessão de crédito para as “avonetes”. Com as vendas em queda, Legher tem apertado o torniquete por todos os lados para manter as margens operacionais da empresa.

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02.04.18
ED. 5837

O forfait da Centauro

O IPO da Centauro está por um fio. Nem a grife GP Investimentos, acionista da rede varejista, tem sido capaz de alavancar a demanda pelo papel.

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02.04.18
ED. 5837

Bancos precisam reduzir os juros antes que algum interventor o faça

A pressão que tem sido realizada sobre os bancos para que reduzam as taxas de juros é legítima e já vem tarde. O custo dos empréstimos no país é uma espécie de carcinoma que ignora ciclos, crescimento econômico, conjuntura internacional, lucratividade bancária e medidas de ajuste favoráveis ao setor. Os juros simplesmente não caem, ou, para ser mais preciso, invariavelmente sobem. A recente elevação das taxas, mesmo com a Selic baixando para seu piso histórico, é uma prova de que o sistema bancário se descolou dos fundamentos. Curioso, entretanto, é que a pressão para que os bancos reduzam as taxas surge justamente no momento em que as externalidades fortalecem sua motivação para manter os juros altos ou até avançar “ ”.

As discussões mais reservadas na Febraban indicam que as próximas eleições presidenciais serão as mais ameaçadoras para as instituições financeiras desde a abertura democrática. Nem mesmo com Fernando Collor e Lula houve tamanha imprevisibilidade. O primeiro, é bem verdade, surpreendeu o país com um plano de confsco da base monetária, que ninguém no planeta acreditaria se fosse avisado antes. Collor, contudo, devolveu as avarias causadas aos bancos com ganhos de rentabilidade. Lula garantiu a tranquilidade do sistema antes mesmo de assumir, assinando uma duplicata política na qual assegurava que tudo o que tinha dito não valia mais.

A partir daí passou a se gabar de que em seu governo o povo e os bancos foram grandes ganhadores. Nesse interim, a banca privada nacional mostrou solidez adquirindo quase uma dezena de gigantescas instituições estrangeiras que ousaram tentar a sorte no mercado brasileiro. O infortúnio de alguns concorrentes que quebraram no meio do caminho e a adoção de um Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer) permitiram que cinco instituições viessem a se tornar donas de mais de 70% dos ativos bancários do país. Um relatório confidencial de 82 páginas elaborado no ano passado pela Insight Comunicação mostra a concentração bancária em terceiro lugar na sondagem feita a especialistas sobre os principais motivos para juros tão elevados.

Em meio a essa cobrança da sociedade e ao indiscutível reconhecimento da oligopolização bancária é que se darão as eleições de 2018. Neste certame, pela primeira vez o financiamento direto de campanha não será uma variável tão determinante nos resultados e nos compromissos dos candidatos. Os bancos tinham uma tradição de investirem grandes verbas nas campanhas. A redução dos juros deverá estar presente nos programas de todos os candidatos. Quem não considerar o assunto será acusado de omissão suspeita.

Dois candidatos bem situados, Ciro Gomes, pela esquerda, e Jair Bolsonaro, pela direita, são promessas de intervenção no intocável sistema financeiro. Por essas e por outras, os acionistas do Itaú fizeram a maior distribuição de dividendos da história. Melhor o dinheiro no bolso agora antes que surja algum percalço depois. Por uma outra lógica que não a bancária, o momento seria o de baixar os flaps dos juros, fazendo uma sinalização de boa política. Só que o sistema funciona ao contrário. Ao se depararem com o risco de serem abalroados, os bancos sobem ainda mais os juros. Tem nexo. Haverá um novo teste na próxima reunião do Copom, quando é prevista mais uma redução da Selic, desta vez para 6,25%. Se os juros bancários não descerem, e não deverão descer, não será provocação, mas, sim, a lógica do sistema em movimento. Em algum momento é fundamental quebrar essa inércia. Se não forem os próprios bancos a corrigirem suas disfunções, é temerário o que pode acontecer.

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02.04.18
ED. 5837

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Swiss Investment Fund, Walmart e BRF.

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