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Planos
29.03.18
ED. 5836

José Marcio Camargo surge como alternativa para que o BNDES não se torne o “Banco do Jucá”

Aparentemente está tudo certo na sucessão da equipe econômica. O secretário executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, assumiria a Pasta. O secretario de Acompanhamento Econômico, Mansueto de Almeida, iria para o Ministério do Planejamento. E o atual titular do Planejamento, Dyogo de Oliveira, que ameaçava sair se não fosse nomeado ministro da Fazenda, iria para o BNDES. Uma solução ao contento do que desejava Henrique Meirelles.

Em Brasília, comenta-se que a dança do miudinho, ritmo nordestino em que as partes se sacolejam com passos curtos, tem sido praticada, dia sim, dia não, por Michel Temer e Meirelles. Na sucessão da equipe econômica, Temer prometeu a Meirelles que pedido feito seria pedido aprovado. Teve de contornar as demandas de parte do MDB. O partido pleiteava o cargo de ministro da Fazenda para Dyogo de Oliveira.

A carga contra Guardia e Mansueto, por sua vez, era porque ambos estariam mais identificados com o PSDB do que com o MDB. Seria um contrassenso entregar o filé da reforma ministerial ao inimigo em um ano eleitoral. Até ontem, o senador Romero Jucá – um dos articuladores da campanha contra os pupilos de Meirelles, chamando-os de quinta coluna a serviço dos tucanos – trabalhava nos bastidores para que seu apadrinhado Oliveira emplacasse na Fazenda. O BNDES, segundo ele, seria um prêmio de consolação. O problema de Oliveira é que, em qualquer dos cargos, ele carregará o DNA de Jucá e, portanto, a marca da Lava Jato como legado do seu protetor.

Com a virtual confirmação de Guardia na Fazenda, a presidência do BNDES virou motivo de comemoração entre os emedebistas. Em meio às intrigas da Corte, um nome surgiu ontem como tertius: o do economista José Marcio Camargo. Sua indicação para a presidência do BNDES repetiria o modelo adotado na escolha de Paulo Rabello de Castro. Ou seja: seria da cota pessoal do presidente Temer. A medida teria por objetivo blindar o banco neste período eleitoral, desassociando-o de nomes e fatos políticos.

Camargo tem serviços importantes prestados ao Palácio do Planalto e à presidência da Câmara dos Deputados. Esteve presente em todas as reuniões com empresários e parlamentares para explicar as reformas. O ex-professor da PUC-RJ tem bom relacionamento com o núcleo duro do governo e é afinadíssimo com Guardia e Mansueto. Atualmente é economista da gestora de recursos Opus. Trata-se de uma candidatura eminentemente técnica, sem mácula de qualquer ordem. Um predicado de valor inestimável para um presidente do BNDES.

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29.03.18
ED. 5836

Saúde financeira

Julio Bozano e Elie Horn, dono da Cyrela, são candidatos à compra de uma participação no hospital da Unimed-Rio na Barra da Tijuca. A operação é avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões. Bozano e Horn se uniram recentemente para criar a Hospital Care, holding que já fechou a compra do Hospital São Lucas de Ribeirão Preto.

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29.03.18
ED. 5836

Sinal amarelo

Paulo Hartung tem cobrado da Fibria a garantia de que o projeto de construção de uma fábrica de bio-óleo no município capixaba de Serra será mantido mesmo após a associação com a Suzano. O governador nem imagina a hipótese de perder um investimento da ordem de R$ 500 milhões em plena campanha à reeleição.

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29.03.18
ED. 5836

O mecanismo

Em meio à intervenção federal, as investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro deverão engatar uma sexta marcha. O novo diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, planeja reforçar a equipe com o deslocamento de mais dois delegados. Hoje, o time da PF que atua na Operação no estado conta com sete delegados.

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29.03.18
ED. 5836

Sem Rumo

A morosidade do Ministério dos Transportes e da ANTT está custando alguns bilhões a Rubens Ometto. Dois grandes grupos internacionais têm interesse em se associar à Malha Paulista, uma das ferrovias da Rumo Logística. Tanto um quanto o outro, no entanto, condicionam o negócio à renovação da concessão por mais 30 anos. O pedido trafega em marcha lenta no Ministério e na agência reguladora há quase dois anos.

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Rubens Ometto tem melhor sorte com a Malha Sul. A Rumo deverá anunciar em até duas semanas a venda de uma participação na ferrovia para a China Communications Construction Company (CCCC).

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29.03.18
ED. 5836

Da Malásia para o Nordeste

A Empire Resorts, de origem malaia, está em busca de uma área para construir um complexo hoteleiro no Nordeste – Ceará e Pernambuco são os estados mais cotados. O empreendimento está condicionado à liberação do jogo do Brasil. O novo projeto em gestação no Congresso vincula a abertura de cassinos a investimentos no setor hoteleiro. A Empire Resorts pertence ao investidor Lim Kok Thay, um dos homens mais ricos da Malásia. A mais recente aposta de Thay é o Resorts World Catskills, um complexo de cassinos e hotéis ao Norte de Nova York, no qual investiu US$ 1,2 bilhão.

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29.03.18
ED. 5836

Cesta de três

A política de marketing esportivo da Fiesp tem servido de bandeja para alavancar a exposição de Paulo Skaf na mídia. No intervalo de apenas oito dias, o pré-candidato ao governo de São Paulo apareceu sob os  holofotes no anúncio da criação do time de basquete  feminino do Sesi, na renovação do contrato de patrocínio à equipe masculina do Franca e no jogo das estrelas do Novo Basquete Brasil.

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29.03.18
ED. 5836

Segundo pouso

A sul-africana ACSA, que integra o bloco privado do Aeroporto de Guarulhos, é forte candidata a ficar com os 49% da Infraero na concessão. O grupo quer aproveitar a janela aberta pela Secretária Nacional de Aviação Civil: o edital permitirá aos investidores que já são sócios de aeroportos privatizados disputarem a participação da estatal na sua própria concessão. Guarulhos é a joia da coroa da Infraero: o governo espera arrecadar até R$ 2 bilhões na licitação.

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29.03.18
ED. 5836

Corrente elétrica 1

Segundo o RR apurou, a chinesa State Power Investment Overseas (Spic) teria apresentado nesta semana uma oferta pela participação de 22% da Cemig na Usina de Santo Antonio. O dote seria da ordem de R$ 2 bilhões.

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29.03.18
ED. 5836

Corrente elétrica 2

A Renova Energia, leia-se Cemig, estaria negociando com o BNDES uma nova rolagem do empréstimo-ponte de R$ 885 milhões para o parque eólico Alto Sertão III. O acordo é complicado. O pagamento já foi postergado de janeiro para julho deste ano. No banco, a interpretação é de que a Renova tenta apenas ganhar tempo para vender o complexo eólico.

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29.03.18
ED. 5836

Já perdeu as contas

A Abin está empenhada em consolidar um cadastro das operações de malware no setor público. Hoje, o governo não sabe quem foi ou quantas vezes foi comprovadamente hackeado.

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29.03.18
ED. 5836

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Rumo, Cyrela, Bozano, Unimed-Rio, Cemig, Renova e Polícia Federal.

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