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Planos
14.03.18
ED. 5825

Temer não consegue tirar a segurança de Bolsonaro

Não parece ser nada simples desalojar o capitão Jair Bolsonaro da sua narrativa cativa: a defesa do direito à segurança. Segundo pesquisa qualitativa realizada pelos bolsonaristas, quanto mais se fala no tema, maior a aderência do assunto à candidatura de Bolsonaro. Simples assim. É como se a violência fosse a essência da nossa era, e esse espírito do tempo tivesse sido capturado pelo mais tosco dos candidatos. Um analista de pesquisa de opinião que assessora Bolsonaro considera que Michel Temer foi, no mínimo, precipitado quando disse que a “intervenção militar foi um golpe de mestre”.

À luz das primeiras impressões e mesmo da resiliência dos indicadores eleitorais, ao trazer a insegurança urbana para o centro da galáxia das políticas públicas, Temer acabou fortalecendo a “ideia-força” que diferencia o discurso do capitão. Não seria, portanto, uma questão da medida de emergência no Rio de Janeiro dar certo ou não. Se tiver algum êxito, fizeram o que Bolsonaro dizia. Se for um fracasso, ele teria feito diferente. Como se diz na linguagem do Google, pertencem ao capitão todas as palavras de busca vinculadas à intervenção: insegurança, militares, proteção, presídios etc. Bolsonaro surfa na intervenção de Michel Temer como se ela fosse sua.

Por essa ótica, a maior qualificação do debate sobre segurança não significaria um “take over” no discurso de Bolsonaro. Ao contrário, seu eleitorado entenderia apenas como confirmação de que está onde tudo começou, no lugar certo com a pessoa certa. Vale um registro simbólico: a última pesquisa de opinião CNT/MDA, segundo o analista consultado, identifica, na queda de Lula, a migração, ainda que rasa, de petistas na direção do seu antípoda. O voto da raiva é o voto em Bolsonaro. As próximas pesquisas vão dizer se ele aprisionou de vez o discurso do combate à violência. Aparenta ser mais fácil ganhar do capitão devido à sua fragilidade partidária, parco tempo de propaganda eleitoral, reduzidos recursos de campanha e nanismo intelectual. Entrar no seu campo de batalha é um risco não recomendável para nenhum dos adversários.

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14.03.18
ED. 5825

Denúncias contra direção da Susep vão parar no TCU

A Susep está em ponto de ebulição. No último dia 7 de março, o SindSusep, que representa os funcionários do órgão regulador, enviou ao Tribunal de Contas da União documento no qual levanta suspeições em relação ao Conselho Diretor da autarquia e apontam para “decisões controversas, que apresentam indícios de irregularidades”. O paper põe foco, principalmente, sobre supostos interesses da direção da Susep relacionados à cobrança do DPVAT, tendo como pano de fundo a tomada da autarquia pelos corretores de seguros.

São temas que latejam no sistema circulatório da Superintendência – ver RR edições de 7 de novembro de 2017 e de 7 de fevereiro deste ano. Estudo da área técnica da Susep recomendou a redução de 0,4% para 0,3% da comissão paga aos corretores em cima da receita do DPVAT, que movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano. A diretoria do órgão regulador não só ignorou o parecer técnic como há discussões para o aumento da taxa ao patamar de 1%.

O comando da entidade é acusado pelos próprios funcionários de agir em benefício dos corretores. O superintendente da Susep, Joaquim Mendanha, é apontado como acionista da Mais genoma Gerenciadora de Riscos, que tem como um de seus sócios Henderson de Paula Rodrigues, vice-presidente financeiro do Sindicato dos Corretores de Goiás (Sincor-GO). O próprio Mendanha foi presidente do Sindicato de Corretores de Goiás (Sincor-GO). As relações não param por aí. O diretor de administração da Susep, Paulo dos Santos, foi presidente do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (Ibracor). Por sua vez, o diretor de Organização do Sistema, Marcelo Camacho Rocha, é filho do atual presidente do Ibracor, Gumercindo Rocha Filho.

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14.03.18
ED. 5825

Arauco desliza nos pisos da Eucatex

A compra das operações da conterrânea Masisa no Brasil, por cerca de US$ 100 milhões, foi apenas um prelúdio. O grande objeto de desejo da chilena Arauco é a Eucatex. Tomando-se por base apenas o valor de mercado, a empresa dos Maluf está precificada na casa dos R$ 700 milhões. O clã, é bom ressaltar, sempre rechaçou a hipótese de venda da companhia. Desta vez, no entanto, os chilenos enxergam fendas nessa muralha. A aposta é que o momento conturbado do clã precipite decisões. O patriarca, Paulo Maluf, está encarcerado. Recentemente, o Ministério Público Federal solicitou à Justiça a condenação de quatro integrantes da família – entre os quais o filho do ex-governador, Flávio Maluf, responsável pela gestão da fabricante de aglomerados de madeira – por lavagem de dinheiro. A compra da Eucatex ajudaria a Arauco a encurtar significativamente a distância para a Duratex. A empresa dos Setúbal é líder absoluta do mercado de aglomerado de madeiras, com mais de 40% das vendas. Com a aquisição, os chilenos passariam a ter algo em torno de 30% do mercado brasileiro.

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14.03.18
ED. 5825

Credores triscam nos calcanhares de Benjamin

O acordo de alongamento da dívida da CSN, fechado em fevereiro, não trouxe o sossego esperado por Benjamin Steinbruch. Os principais credores, entre os quais Banco do Brasil e Caixa Econômica, pressionam o empresário a apresentar um plano de desmobilização de ativos. O temor dos bancos é que a bola de neve volte a crescer no curto prazo sem a adoção de medidas mais agudas para a redução da dívida. O passivo da CSN beira os R$ 29 bilhões.

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14.03.18
ED. 5825

Beijing-Pelourinho

O adiamento da licitação do VLT de Salvador, da próxima segunda-feira para o dia 4 de abril, parece ter sido feito sob encomenda para a China Communications Construction Company (CCCC) e a fabricante de equipamentos BYD. Apontada como pule de dez para o leilão, até o momento a dupla chinesa não conseguiu acertar os ponteiros e fechar o consórcio. O prefeito ACM Neto está na torcida. Sem CCCC e BYD, o preço do bilhete, leia-se o ágio do leilão, periga cair consideravelmente.

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14.03.18
ED. 5825

“Caixa de campanha”

Aliados, talvez mais paranoicos, de João Doria enxergam a iminente venda da Cesp e de 49% da Sabesp como o maior “apoio” que Geraldo Alckmin poderia dar à candidatura de seu vice, Marcio França (PSB), ao governo de São Paulo. Estima-se que os dois leilões, que devem ser realizados apenas após a ascensão de França ao cargo de governador, lancem mais de R$ 8 bilhões nos cofres públicos.

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14.03.18
ED. 5825

Huck sobe no Ibope

O “vai, não vai” eleitoral fez bem ao apresentador Luciano Huck. Desde o fim do ano passado, o ibope do Caldeirão teria subido, em média, cerca de dois pontos. O que dá algo em torno de 1,2 milhão novos espectadores.

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14.03.18
ED. 5825

Luxuosa escolta

Dimitrios Markakis, acionista da rede de material de construção Dicico, pode ter a luxuosa escolta da Pátria Investimentos em uma oferta pelas lojas do Walmart em São Paulo.

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14.03.18
ED. 5825

Uma família boa de bola

Em meio às manobras para a antecipação das eleições na CBF, uma coisa é certa: Fernando Sarney não apenas permanecerá como vice-presidente da entidade como ainda comandará a organização da Copa da América de 2019, no Brasil. Significa dizer que o rebento de José Sarney terá um “Ministério” com orçamento da ordem de R$ 1 bilhão.

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14.03.18
ED. 5825

Escolha de Sofia

Um dos líderes da tropa de choque do governo no Congresso, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) é cortejado dia e noite pelo MDB e pelo DEM. Ou seja: é uma questão de se decidir pela candidatura de Michel Temer/Henrique Meirelles ou de Rodrigo Maia.

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14.03.18
ED. 5825

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Eucatex, Arauco, CSN, Pátria e Dimitrios Markakis.

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