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Planos
21.02.18
ED. 5810

Meirelles será ministro da Fazenda até o fim do governo

Se prevalecer o senso comum, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não é mas pré-candidato à Presidência da República. É convicção desta newsletter que Meirelles anunciará a desistência por volta do mês de abril, data limite da desincompatibilização para as eleições, e comunicará sua disposição de permanecer no ministério até o fim do mandato do presidente Michel Temer. Pesam na decisão a pá de cal na reforma da Previdência, os números do desemprego, o fracasso na política do ajuste fiscal e o papelão de ter de anunciar um pacote de 15 medidas mofadas e desconjuntadas entre si como compensação pela derrocada da votação no Congresso.

O RR cercou o ministro através da opinião de colaboradores íntimos. Ninguém aposta um centavo no avanço da candidatura Meirelles. O consenso é de que sua gestão fracassou. O déficit primário acumulado na era Meirelles é de apocalípticos R$ 440 bilhões – já contabilizando – se a meta para este ano -, muitas vezes superior ao acumulado nas duas gestões de Lula e uma e meia de Dilma Rousseff. A Previdência foi para a lata do lixo. Sem ela, a PEC do Teto está ameaçada.

Quanto às medidas microeconômicas divulgadas como novidade, a média de tempo de existência dessas propostas  é de 312 dias, ou seja, elas estão na estufa sem geminar faz muito tempo. O cadastro positivo detém o recorde e foi inventado pela primeira vez há 870 dias. Em relação ao desemprego, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o tempo médio de desocupação já chega a 14 meses.

No final de 2016, estava em 12 meses. Um contingente de 62% acredita que o desemprego irá aumentar ou permanecerá o mesmo. A resiliência é fortíssima. A taxa média de desemprego cai a conta-gotas – deve concluir este ano em 11,9% segundo as projeções, contra 12,7$ em 2017. Um dado doloroso: 28% dos desempregados tiveram algum conflito familiar. Meirelles não tem mais uma narrativa. Michel Temer, pelo menos tem a sua nova bandeira de segurança.

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Enquanto o PPI, pilotado por Moreira Franco, não sai do papel, o governador do Paraná, Beto Richa, busca investidores para viabilizar a construção da ferrovia entre o Porto de Paranaguá e o Mato Grosso do Sul. O projeto já foi apresentado à China Railway. O custo gira em torno de R$ 9 bilhões. A ideia é que a Ferroeste, ligada ao governo do Paraná, tenha um pedaço do negócio.

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21.02.18
ED. 5810

As terras de George Soros

A Adecoagro e a argentina Cresud têm chamado a atenção pela ampliação sincronizada de suas operações na Bahia, leia-se a compra de terras e o aumento da área plantada. Qualquer dia desses as duas juntas seus hectares… Fundos ligados a George Soros participam do capital de ambas.

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21.02.18
ED. 5810

Baião de dois

Investidores de Hong Kong ligados ao grupo Silver Heritage procuram uma área para instalar um resort no Nordeste. Se puderem construir um casino junto, melhor ainda.

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21.02.18
ED. 5810

Em março…

Geraldo Alckmin vai abrir o processo de venda de 49% da Sabesp em março.

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21.02.18
ED. 5810

A segurança de Michel Temer

Desde a última sexta-feira, o marqueteiro Elsinho Mouco e o staff de comunicação do Palácio do Planalto têm colhido toneladas de dados nas redes sociais sobre a repercussão da intervenção federal no Rio. As medições mostram uma aprovação superior a 70%. Michel Temer jamais alcançou tamanha “popularidade”…

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21.02.18
ED. 5810

Inmetro se afoga em um mar de denúncias

O RR apurou que o diretor de administração e finanças do Inmetro, Alexander Assis de Oliveira, deverá ser confirmado até a próxima quinta-feira como o novo presidente da autarquia, em substituição a Carlos Augusto de Azevedo. A nomeação não traz consigo calmaria. Oliveira carrega uma torrente de denúncias de corrupção e favorecimento a prestadores de serviços da estatal. De acordo com informações filtradas do próprio Inmetro, no último dia 6 de fevereiro, três graduados funcionários do instituto prestaram depoimento à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, no âmbito do inquérito policial no 0991/2017-1.

O trio não poupou munição contra Oliveira. De acordo com os depoentes, o executivo teria autorizado a contratação da Becape Automação Industrial sem licitação – o caso já gerou processos na CGU (no 00106.013093/2017-19) e no Ministério Público Federal (no 2017.0028858/2017), conforme o RR informou em 27 de dezembro. Procurado pelo RR, o Inmetro não se pronunciou até o fechamento desta edição. Segundo os depoimentos colhidos pela PF, em reunião realizada em novembro de 2016, Alexander Oliveira teria proposto o pagamento de R$ 140 mil à Becape, mesmo sem um contrato formal de prestação de serviços.

No mesmo encontro, na presença de outros dirigentes do Inmetro, teria sugerido que o repasse poderia ser feito por meio do contrato da autarquia com outra empresa, a Eletrodata. Alexander de Oliveira tem relações pessoais com Bernardo Almeida, filho do dono da Becape, Peterson de Lima Almeida. Ambos foram sócios de uma empresa chamada Câmara de Comércio Brasil-Cuba (Cambrac). Procurado pelo RR, Bernardo confirmou a antiga sociedade. Ele garante, no entanto, que a Becape jamais prestou serviços ao Inmetro ou recebeu qualquer pagamento do órgão, direta ou indiretamente. A Eletrodata não se manifestou.

Segundo as denúncias de funcionários do Inmetro à Polícia Federal, Alexander de Oliveira teria utilizado outro prestador de serviços, a Liderança Limpeza, para a contratação de pessoas vinculadas à Igreja Presbiteriana. Também procurada pelo RR, a Liderança não se pronunciou. As acusações têm gerado investigações internas. Segundo o RR apurou, há 20 procedimentos/ processos administrativos em curso na autarquia envolvendo acusações de corrupção e outras irregularidades. As apurações, no entanto, caminham a passos de quelônio, sem qualquer efeito prático, relatórios concluídos e muito menos sanções. As acusações contra Alexander de Oliveira poderão respingar no prefeito Marcelo Crivella, um dos principais artífices da sua indicação à presidência do Inmetro. A nomeação passa obrigatoriamente pelo PR, de Crivella, partido que comanda o Ministério da Indústria e Comércio. O executivo, por sinal, tem pontos de conexão com Crivella que vão além das vinculações partidárias. Oliveira é pastor evangélico, da Igreja Presbiteriana.

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21.02.18
ED. 5810

O Dia D da São Fernando

Amanhã pode ser uma data decisiva no calvário da Usina São Fernando, da família Bumlai. O juiz Jonas Hass Silva Júnior, da 5a Vara Cível de Dourados (MS), abrirá a única proposta apresentada no leilão da falida companhia. Segundo o RR apurou, a oferta foi feita pela Pedra Angular Açúcar e Álcool, liderada pelo economista Winston Fritsch. Caberá ao juiz decidir se aceita a proposta de ponto ou a submete à assembleia de credores já marcada para o dia 1o de março. Pertencente aos filhos de José Carlos Bumlai, a São Fernando derreteu à medida que o empresário, o “amigo de Lula”, foi tragado pela Lava jato.

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21.02.18
ED. 5810

Virada de mesa

Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, articula para que a escolha do candidato do PT ao governo de São Paulo seja feita apenas pelos delegados do diretório e não a partir de prévias gerais. No “board” do PT paulista, o nome de Marinho é considerado pule de dez na concorrência interna com o ex-prefeito de Guarulhos, Elói Pietá.

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21.02.18
ED. 5810

Pleno vapor

João Doria acelerou as articulações na tentativa de garantir sua candidatura ao governo de São Paulo. Na última segunda-feira à noite, reuniu-se por horas a fio com integrantes da executiva estadual do PSDB. O RR apurou que outro encontro está previsto para sexta-feira.

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21.02.18
ED. 5810

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Adecoagro, Cresud, BTP e China Merchants.

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