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Planos
24.01.18
ED. 5793

Governo arma uma arapuca com as golden share

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pretende fazer o Congresso comer da farinha do engodo, constituída de pedacinhos da golden share. Essas ações de classe especial permitem ao governo intervir na gestão das empresas em casos de liquidação, modificação de objetos, das sedes e da denominação. A função mais enaltecida da golden share é a de que ela pode evitar a desnacionalização das companhias privatizadas. O governo tem uma penca dessas ações na Vale, na Embraer e no IRB. Quer socá-las todas no pilão de forma que cheguem a uma consistência tão fina que um simples sopro as empurre para o esquecimento.

A ideia é se desfazer delas todas, especialmente as que serão criadas com a futura venda da Eletrobras. O embuste do governo é usar as golden share para aprovar a privatização da Eletrobras no Congresso, enquanto, simultaneamente, se prepara para transformá-las em títulos negociáveis, reduzir o seu poder de interferência ou simplesmente sumir com elas. Há precisamente 94 dias, o governo encaminhou consulta ao Tribunal de Contas da União sobre a probabilidade de venda das ações ou até o extermínio delas. Consultado, o TCU informa que “não há, até o momento, deliberação em relação à consulta realizada pelo Ministério da Fazenda sobre a extinção dos direitos conferidos pelas golden share”. Esclarece ainda que “o processo recebeu instrução na unidade técnica incumbida e atualmente está em análise no âmbito do Ministério Público junto ao TCU”.

Neste caso, cabe ressaltar que as negociações entre a Embraer e a Boeing colocaram em banho-maria as tratativas entre o governo e o Tribunal de Contas. Outra questão, noves fora  fator soberania, é o retorno financeiro da União, já que essa classe especial de ações possui prerrogativas que exigem uma valoração diferenciada. Desde a privatização da Vale, os diversos governos tentam exterminar as golden share, medida que lubrificaria a venda das estatais. Meirelles está levando ao Congresso um discurso que prevê a manutenção desta modalidade de ação. Para convencer os parlamentares de que a Eletrobras precisa ser privatizada com urgência, dá-se como garantia as ações especiais que mantêm o controle das decisões estratégicas nas mãos do Estado.

Nada contra a venda da Eletrobras, mas tudo contra o logro. São as golden share que garantem a ingerência sobre as companhias públicas desestatizadas, evitando que seu controle seja desnacionalizado e o seu centro de decisões, transferido para o exterior. A ação é um hedge do país contra um neocolonialismo. Mas, como se vê, também pode servir a um governo que tem a intenção prévia de inutilizá-la ao mesmo tempo que faz uso da sua existência para ludibriar o país e gerar caixa a qualquer custo.

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24.01.18
ED. 5793

Minha casa, meu voto

O planejamento do Ministério das Cidades, segundo o RR apurou, prevê um aumento gradativo da entrega de imóveis do Minha Casa, Minha Vida ao longo de 2018. A marca de 75 mil unidades prevista para o primeiro trimestre deverá pular para 100 mil habitações entre julho e setembro. Ou seja: vai chover casa às vésperas da eleição.

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24.01.18
ED. 5793

Cotado

O presidente da Embrapa, Mauricio Lopes, está cotado para assumir o Ministério do Meio Ambiente no lugar d Sarney Filho, que deixará o cargo em abril para concorrer ao Senado.

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24.01.18
ED. 5793

Fila indiana

O Dr. Reddy ́s – um dos três maiores laboratórios farmacêuticos da Índia, com vendas na casa dos US$ 3 bilhões – está sobrevoando o Brasil. O pouso se daria com a aquisição do Theraskin, controlado pela família Scavarelli. A empresa está avaliada em aproximadamente R$ 1,2 bilhão. O Dr. Reddy ́s se juntaria a gigantes conterrâneos que já operam no Brasil, caso da Sun Pharmaceutical e do Lupin.

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24.01.18
ED. 5793

Governo quer velocidade no 4G

O ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, discute com as operadoras de telefonia um plano para acelerar a expansão da rede nacional de 4G. Mais de 2,4 mil dos quase 5,6 mil municípios brasileiros ainda não dispõem da tecnologia. O problema, só para não variar, é grana. O governo não vai colocar dinheiro público no projeto. As operadoras de telefonia celular, por sua vez, reduziram seus investimentos em aproximadamente 5% no ano passado. E tudo leva a crer que um novo corte está a caminho em 2018.

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24.01.18
ED. 5793

Doloroso calendário

O governo do Rio está quebrando a cabeça e fazendo conta para conseguir pagar, pelo terceiro mês consecutivo, o salário do funcionalismo até o décimo dia útil. Por ora, ainda não há garantia. Em dezembro e janeiro, a “proeza” só foi possível graças ao empréstimo de R$ 2,9 bilhões do BNP Paribas, que teve como garantia 50% do capital da Cedae. Menos mal que o Rei Momo vai ajudar o governador Pezão. Em fevereiro, o Carnaval empurrará o limite de dez dias úteis para a terceira semana do mês.

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24.01.18
ED. 5793

Os afilhados de Russomanno

Talvez o deputado federal Celso Russomanno esteja querendo exportar para o Parlamento do Mercosul (Parlasul) algumas práticas do Congresso brasileiro. Presidente da representação brasileira no Parlasul, nomeou Odilon Manoel Ribeiro para o seu gabinete. Odilon é investigado na Lava Jato. Seu nome aparece em mensagens no celular do ex-presidente da OAS Leo Ribeiro pedindo “apoio” para a campanha de Russomanno à Câmara em 2014.

Aliás, Russomanno parece sofrer da síndrome do “dedo podre” ao indicar nomes para cargos públicos. Na semana passada, o presidente do Inmetro, Carlos Augusto Azevedo, foi condenado em segunda instância na Justiça do Rio por irregularidades quando comandava a Faetec – Fundação de Apoio à Escola Técnica. Consta que foi Russomanno quem levou Azevedo para o Inmetro, por sinal também às voltas com uma série de denúncias – ver RR edições de 29 de setembro e 27 de dezembro de 2017.

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24.01.18
ED. 5793

Preparando o bote

A chinesa Alibaba, gigante do varejo eletrônico, acompanha de perto o desfecho da reestruturação da Máquina de Vendas. Há algum tempo, os asiáticos flertam com a ideia de ter uma operação física no Brasil. No ano passado, chegaram a estudar a compra da ViaVarejo.

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24.01.18
ED. 5793

Redução de custo

Tradings candidatas ao leilão da Ferrogrão – entre elas Louis Dreyfus, Cargill, ADM e Amaggi – pressionam o governo por mudanças no traçado para reduzir o custo da aventura, hoje de R$ 13 bilhões.

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24.01.18
ED. 5793

Insubstituível

Lula tomou a decisão de ir a Porto Alegre na noite da última segunda-feira, por volta das 22 horas, após conversas com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e seu antecessor, Ruy Falcão. Pesou o alerta de líderes de movimentos sociais e de dirigentes do partido de que a
mobilização para as manifestações de hoje estava aquém do esperado devido à ausência do protagonista.

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24.01.18
ED. 5793

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Theraskin e Máquina de Vendas.

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