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Planos
18.01.18
ED. 5789

Privatização será a agenda do próximo quadriênio

Não é possível dizer com absoluta certeza que as estatais têm um encontro marcado com a privatização no quadriênio 2019/2022, mas essa probabilidade é enorme. À exceção óbvia de Lula, que tem como bandeira a preservação do status quo das grandes empresas do Estado, os demais candidatos à Presidência ou defendem a desestatização abertamente ou se mostram ao menos sensíveis à medida. A julgar pelas suas próprias declarações ou de seus assessores, Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e Embrapa, só para citar as mais votadas, se tornarão public company ou serão simplesmente transferidas para o setor privado.

O ambiente político, segundo o discurso desses candidatos, estaria maduro para a privatização dos ícones do Estado. O exemplo da Eletrobras é convincente. Não houve nenhuma reação à medida além dos entraves de praxe na burocracia e na área jurídica. O candidato Jair Bolsonaro já afirmou que privatizaria a Petrobras, para início de conversa. Seu virtual ministro da Fazenda, Paulo Guedes, teria vendido todos os ativos da União há meio século. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, o “Chuchu”, é mais cauteloso; murista conforme a tradição tucana. Mas seus assessores econômicos Marcos Lisboa, Roberto Gianetti e José Roberto Mendonça de Barros não deixam dúvida sobre suas convicções privatistas. Mesmo que alguma parte do estoque seja preservada.

Se Luciano Huck vier candidato, a desestatização já é dada como certa. Seu inconteste futuro ministro da Fazenda, Armínio Fraga, está rouco de defender a medida. Igualmente enfático é o principal assessor de João Amoedo, candidato do Partido Novo, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que namora uma candidatura pelo PSB, não tem dúvidas: “Tem que privatizar”. Ele enxerga na medida uma forma de coibir as práticas ilícitas que grassam no Estado. Marina não fala sobre o assunto, aliás, pouco fala sobre qualquer coisa. Mas seu vistoso assessor da área econômica, Eduardo Gianetti, está no time da privatização. Henrique Meirelles – o pré-candidato “dois em um”, que traz a tiracolo ele próprio como seu Ministro da Fazenda – já disse que a privatização é uma “agenda nacional” e “ainda tem muita a coisa a vir nesta área”. Sobra quem? Ciro Gomes, que oscila entre meter o pau nas estatais e afirmar que elas são fundamentais para alavancar o  projeto de desenvolvimento nacional.

Digamos que Ciro pouparia a Petrobras. Para o mal ou para o bem, o mercado já está valorando as estatais. A consultoria estrangeira Roland Berger estima que está entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões o preço de 168 estatais e 109 subsidiárias da União. Há razões ideológicas e até fetichistas na pulsão de venda ou destruição das estatais. Mas a verdade é que ela explicita o desespero em relação ao trade off entre as demandas legítimas da democracia – e suas despesas respectivas – e a incapacidade de cortar os gastos até o osso, atendendo ao mesmo tempo à exigência de crescimento com justiça social. É um enrosco e tanto a banalização do ajuste fiscal, quer seja pelos argumentos de direita ou de esquerda.

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18.01.18
ED. 5789

Um prêmio de consolação para a Tarpon

A Tarpon Investimentos deverá partir para uma oferta de ações da Somos Educação em Bolsa. Por melhor que venha a ser o resultado da oferta, ela terá o gosto de uma confissão de fracasso. A operação funcionaria como uma válvula de escape à frustrada tentativa de venda de 30% da companhia. Nenhum candidato aceitou desembolsar algo em torno de R$ 700 milhões pelo quinhão, preço fixado pela gestora de recursos. Além de permitir à Tarpon reduzir a sua fatia acionária, de 74%, a oferta em bolsa serviria também como uma eventual porta de saída para o GIC, o fundo soberano de Cingapura, que tem 18% da Somos Educação. O senão é que provavelmente a gestora terá de engolir um valor mais baixo do que queria. Nas negociações para a venda de 30%, a Tarpon avaliou a Somos em quase R$ 20 a ação. Hoje, no mercado, o papel é negociado abaixo dos R$ 15.

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18.01.18
ED. 5789

Parisotto avança na Eletrobras

Em meio aos preparativos para a eventual privatização da Eletrobras, a Geração Futuro, do investidor Lírio Parisotto, estaria aumentando gradativamente sua participação na estatal. Sua fatia no capital já seria da ordem de 4%. Com uma fatia menor, não custa lembrar, Parisotto chegou a ter um representante no Conselho da Eletrobras. Em 2016, tentou emplacar o nome do advogado Marcelo Gasparino no board, mas foi derrotado na assembleia de acionistas.

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A reunião entre João Doria e a bancada tucana, na última terça-feira, esteve longe de ser um ato de “aclamação” da candidatura do prefeito ao governo de São Paulo. Dos 12 deputados presidentes, apenas quatro efetivamente se disseram favoráveis ao nome de Doria. Os outros oito ficaram em silêncio. Um dos parlamentares presentes disse ao RR que a maioria da bancada tucana entende que a palavra final sobre o candidato do partido cabe a Geraldo Alckmin.

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18.01.18
ED. 5789

MBL corre contra o tempo para encher as ruas

A decisão do Movimento Brasil Livre (MBL) de transferir da Avenida Paulista para o Largo da Batata as manifestações marcadas para o dia 24 de janeiro não está relacionada à segurança, mas, sim, à “bilheteria” dos eventos. Até o momento, mesmo com todo o trabalho de impulsionamento nas redes sociais e com o alvoroço que cerca o julgamento de Lula, o número de confirmações contabilizado na internet ainda está bem aquém do imaginado pelos líderes do MBL. Mas ainda há quase semana para os influenciadores digitais, robôs e afins fazerem seu trabalho.

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A Lava Jato tem fortes indícios de que, na “ausência” de Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima assumiu os interesses do ex-presidente da Câmara junto à Caixa Econômica Federal e a dois grupos privados já citados na Operação.

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18.01.18
ED. 5789

Na direção do Nubank

O Santander partiu na direção do banco digital Nubank.

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18.01.18
ED. 5789

“Essa casa é minha”

José Sarney estaria chacoalhando a árvore da Eletronorte para derrubar o presidente, Vimos Grunvald, e retomar o território, ainda em mãos tucanas.

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18.01.18
ED. 5789

O futuro de Pezão

Luiz Fernando Pezão tem confidenciado a amigos a possibilidade de passar uma temporada fora do Brasil ao deixar o governo do Rio. Tudo, claro, dependerá do que lhe espera a partir de primeiro de janeiro de 2019, quando amanhecerá sem foro privilegiado.

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18.01.18
ED. 5789

Falta de combustível

A “MP das Rodovias“, uma’ das cambalhotas legiferantes do governo Temer, está demorando a emplacar. Quatro meses após ser editada, apenas duas das seis concessões leiloadas em 2013 e 2104 aderiram à proposta, que estende o prazo da licença mediante a duplicação das respectivas estradas.

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18.01.18
ED. 5789

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Tarpon, Geração Futuro, Santander e Nubank.

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