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Planos
16.01.18
ED. 5787

BR Distribuidora desperta de sua hibernação

Após virar a página do IPO da BR Distribuidora, Pedro Parente tem duas preocupações mais agudas em relação à estatal: recuperar o terreno perdido na distribuição de combustíveis e reforçar a blindagem na estrutura de compliance da subsidiária, tantas vezes vazada no passado recente. Contra a primeira moléstia, o receituário prescreve cerca de R$ 2,5 bilhões. É o volume de investimentos previstos para a BR ao longo dos próximos quatros anos. A meta é chegar a dez mil postos até 2021 – o número hoje gira em torno dos oito mil. As medidas incluem ainda um banho de loja na BR Mania, com mudanças no layout e no portfólio de serviços.

Consultada, a BR informou que não pode passar informações “que não constam do formulário de referência registrado na CVM“. Seja devido à Lava Jato e ao seu impacto sobre a capacidade de investimento da Petrobras, seja por conta das idas e vindas que cercaram o IPO da BR, a empresa entrou em hibernação nos últimos anos. O prejuízo a ser tirado não é pequeno. De 2012 para cá, a participação da estatal nas vendas de derivados de petróleo caiu de 40% para cerca de 35%.

Cada ponto percentual significa algo como R$ 2,5 bilhões em receita. A concorrência, notadamente Ipiranga e Raízen, agradece. Ao mesmo tempo, Parente carrega a ideia fixa de que a BR precisa apertar ainda mais as porcas e parafusos do compliance, sobretudo agora que responde às liturgias de uma empresa de capital aberto. Assim como a nave-mãe, a subsidiária serviu de esconderijo para ratos e insetos das mais diversas espécies. O episódio mais controverso envolve o suposto esquema para a compra irregular de etanol comandado pelo diretor da BR nos anos 90 João Augusto Henriques, apontado pela Justiça como operador do PMDB. Segundo as investigações, o próprio presidente Michel Temer, à época congressista, teria sido o responsável pela ida de Henriques para a BR, beneficiando-se posteriormente dos dividendos gerados por tal nomeação.

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16.01.18
ED. 5787

Ilan Goldfajn pendura o figurino de “hawkish” no armário

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, vai enterrar o seu passado de “hawkish”. Ele resistiu o quanto pode a reduzir os juros quando diversos economistas já davam como favas contadas que a inflação desabaria. Goldfajn venceu a queda de braço com seus críticos. Foi festejadíssimo na medida em que o IPCA desceu pela primeira vez abaixo do piso da meta, o que pode ser bom por um ângulo – a folga para praticar juros mais baixos no decorrer do ano e o aumento do poder de renda da população – e ruim por outro – confirma que o déficit nominal poderia ser menos pressionado com uma Selic reduzida há mais tempo e uma recessão e desemprego menores. Assim é, se lhe parece.

O RR conversou com um amigo de Goldfajn, que costuma ler os pensamentos do presidente do BC. Ele diz que vem aí uma queda firme dos juros, provavelmente dividida em duas ou três reuniões do Copom. O BC estaria considerando que tem gordura para queimar (o IPCA previsto pelo boletim Focus, divulgado ontem, foi de 3,98%), a despeito das eventuais tensões eleitorais e da ameaça de novidades da Lava Jato.

O risco externo, com um aumento maior dos juros norte-americanos, também estaria bem digerido no cenário de uma Selic reduzida. A taxa básica, hoje de 7,25%, terminaria o ano em 6,50%. Curiosamente, o  Focus de ontem publicou uma projeção dos top five de uma Selic entre 6,75% e 6,50%, para uma mediana de 6,75%, em 2018. Como sempre os percentuais levam um componente de “achismo”. Mas a tendência de um Goldfajn “dovish” parece ser um consenso. A fonte do RR garante que o declínio da Selic não tem nada a ver com o calendário eleitoral. “O Ilan já deu provas que está descolado das influências da área política.”

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16.01.18
ED. 5787

“Rebelião societária” atrasa planos da Cemig

A direção da Cemig está com os nervos à flor da pele. A estatal mineira teme que a ofensiva dos acionistas minoritários da Renova Energia inviabilize a venda da sua participação na empresa – operação visceral para a redução de sua dívida. A Brookfield já se dispôs a fazer um aporte de capital de R$ 1,4 bilhão, que diluiria a participação da Cemig. No entanto, fundos acionistas da Renova entendem que o modelo seria uma aquisição direta da participação da distribuidora mineira travestida de capitalização. Por isso, exigem o tag along, com a extensão da proposta a todos os acionistas. Investidores ameaçam, inclusive, entrar na Justiça para barrar a operação. A Brookfield tem todo o interesse em fechar o negócio o quanto antes, mas desde que não tenha de pagar mais pelo ativo. A Cemig, dona de casa, que trate de conter os insatisfeitos para garantir o acordo.

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16.01.18
ED. 5787

Crivella, o “popular”

No último domingo, pela manhã, o prefeito Marcelo Crivella teve uma prova de sua “popularidade”. Segundo o RR apurou, em visita ao Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, Crivella desentendeu-se com dois médicos no quinto andar, que teriam se recusado a cumprimentá-lo e aproveitado a ilustre presença para reclamar das condições de trabalho no local. O protesto tirou o alcaide do sério. Crivella teria pedido o nome e o número de matrícula dos insurretos e, em tom ríspido, dito que os funcionários do Salgado Filho deveriam “agradecer por estar recebendo seus salários”.

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16.01.18
ED. 5787

Check in

O grupo Rio Quente, que comprou a Costa do Sauípe da Previ por R$ 140 milhões, estaria conversando com investidores asiáticos interessados na construção de um parque aquático no complexo hoteleiro. É a grande aposta dos novos controladores para reverter o longo histórico de prejuízos de Sauípe, algo que a Previ não conseguiu.

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16.01.18
ED. 5787

O plano B de Perillo

Marconi Perillo ainda alimenta a expectativa de vir como vice de Geraldo Alckmin em uma chapa puro-sangue tucana, repetindo, aliás, a dobradinha que assumiu recentemente a direção do PSDB. Mas, se tudo der errado, o que é bem mais provável, Perillo deixa o governo de Goiás em abril e põe na rua a sua candidatura ao Senado. Nem as constantes denúncias de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira seriam um impeditivo para uma eleição dada como certa dentro do PSDB.

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16.01.18
ED. 5787

Fotocópia

As diretrizes gerais do programa econômico do pré-candidato Geraldo Alckmin, anunciadas pelo porta-voz da sua equipe econômica, Roberto Gianetti, são um condensado do que o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira vem preconizando há anos. Falta só o imposto sobre commodities.

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16.01.18
ED. 5787

Ajuda ou atrapalha?

Às vésperas do julgamento no TRF4, Dilma Rousseff tem falado com Lula quase todos os dias. Já avisou que estará em Porto Alegre no dia 24. Só não se sabe se a presença de Dilma mais ajuda ou atrapalha…

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16.01.18
ED. 5787

Aridez financeira

Os credores da Mendes Junior estão preocupados com a capacidade da empreiteira de gerar caixa. Hoje, a construtora teria apenas cinco contratos em carteira e estaria suando para honrar seus compromissos, mesmo com a recuperação judicial e a suspensão do pagamento de dívidas.

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16.01.18
ED. 5787

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Prefeitura do Rio, Mendes Junior, Brookfield e Cemig.

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