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Planos
10.01.18
ED. 5783

PT joga água fria na fervura do 24 de janeiro

A cúpula do PT está preocupada com a “dosimetria” da reação da militância caso Lula seja condenado por unanimidade pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região), de Porto Alegre, no dia 24 de janeiro. Se a condenação for por dois terços – o TRF-4 é composto por três juízes –, a expectativa dos petistas é de que haja uma grande festa após o anúncio da sentença. Ninguém acredita que exista um pedido de vista e a decisão seja protelada. A condenação pelos três juízes é que causa apreensão, mesmo com a prisão – um dos fatores mais tensivos – já descartada pelo próprio TRF-4. Não bastasse a questão da sensatez, Lula não quer que as ruas virem uma praça de guerra por uma razão lógica.

Um quebra-quebra atrapalharia seus planos de seguir candidato e atrair um eleitorado da classe média ainda refratário ao seu retorno. O discurso para a militância é o de que Lula será candidato de qualquer forma. Portanto, por ora, nada de bravatas ou desafios contra o Judiciário. O recado é para “que ninguém estimule a porrada”. Segundo a fonte do RR, a direção do PT ainda não fechou questão sobre o tipo de manifestação que deverá ser priorizada, mas a corrente hegemônica no partido defende o estímulo às vigílias na véspera do julgamento.

Elas têm uma conotação bastante pacífica e geram imagens de impacto para mobilizar as mídias do mundo inteiro. Porto Alegre seria a capital da vigília. A militância dos estados do Sul é o público-alvo a ser incentivado a participar do ato. A ideia é trabalhar a logística de acordo com a moradia da militância, evitando gastos com transportes. Até porque, o partido não tem dinheiro para isso. As vigílias nos outros estados devem correr em paralelo ao chamamento dos petistas às manifestações, que ocorrerão após a divulgação da sentença. Estão sendo feitas convocações de artistas para presença em palanques. No mapa de comícios do Nordeste, estão previstas dezenas de eventos. Seja qual for a decisão do TFR-4, o início para valer da campanha eleitoral de Lula será no dia 24.

Junto com seus assessores, Lula analisa a possibilidade de um pronunciamento prévio ao julgamento pedindo tranquilidade aos petistas. Os movimentos sociais estão sendo contatados com essa mensagem explícita. O recado também foi dirigido especialmente a Gleisi Hoffmann, Gilberto Carvalho e José Dirceu. Gleisi tem estado muito próxima de Lula, não somente por ser presidente do partido, mas também pela sua função de organizadora da militância para os eventos do dia 24. O ex-presidente sabe que a senadora não raras vezes descamba para uma linguagem radical. É preciso mantê-la mansa.

Quanto a Gilberto Carvalho e José Dirceu, os dois são os mais ativos petistas nas redes sociais. Os dirigentes do partido têm usado também seus canais para fazer chegar aos altos comandos da segurança pública a sua preocupação com as ruas. O recado é que todos estão trabalhando para que as manifestações sejam tranquilas. Lula ficará o dia em São Bernardo. Há divergências se após a divulgação da sentença ele daria uma entrevista coletiva ou se guardaria para o ato da Av. Paulista. Os dirigentes petistas têm particular inquietação com esse episódio. A Av. Paulista tem imensa visibilidade nacional.

É preciso, portanto, que se contenha a reação às provocações anunciadas antecipadamente por organizações antagonistas.De onde virá o problema é sabido. A líder do movimento Nas Ruas, a ativista Carla Zambelli, já começou a mobilizar os internautas para os atos marcados pelos grupos antiPT. No WhatsApp, pede para que os amigos  personalizem o avatar. Para isso, ela  envia uma montagem com a mensagem #lulanacadeia, um desenho do petista vestido de presidiário e o espaço onde entra a imagem do usuário. A ativista convoca o internauta para o que diz ser o maior tuitaço da história. No Facebook, o Movimento Brasil Livre (MBL), outro grupo antiPT, organizou um evento para o dia 24 chamado de CarnaLula. Até o fechamento desta edição, o encontro contava com quase quatro mil presenças confirmadas.

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10.01.18
ED. 5783

Cofco avança sobre usina da Cargill

A chinesa Cofco, potentado do agronegócio que já investiu mais de US$ 1,5 bilhão no país, semeia um novo negócio em terras brasileiras. Segundo o RR apurou, os asiáticos estariam em conversações com a Cargill para a compra da Cevasa, usina de açúcar e álcool localizada no interior de São Paulo. Seria apenas uma pitada de glicose, um aperitivo para a nova temporada de aquisições da Cofco no Brasil, Segundo o RR apurou, os chineses analisam a compra de três outras usinas no país. O grupo é apontado também como o mais forte candidato a ficar com as usinas Revati e Madhu, da indiana Renuka, ambas também em São Paulo. Neste caso, a colheita depende de uma nova data da Justiça para o leilão das duas plantas. A Cargill perdeu o apetite pelo negócio. Estima-se que a Cevasa precisa de um aporte de aproximadamente R$ 300 milhões para voltar a operar a pleno vapor e equacionar as arestas mais pontiagudas do seu passivo. O endividamento da empresa estaria na casa dos R$ 500 milhões.

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10.01.18
ED. 5783

O silêncio é o melhor cardápio para o Marfrig

O empresário Marcos Molina, dono do Marfrig, tem sido aconselhado pelos próprios dirigentes da companhia a desistir da ideia de processar o ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa. O temor é que a reação coloque ainda mais lenha nas denúncias feitas pelo político contra Molina. Em seu acordo de delação premiada, Silval afirmou que o empresário pagou cerca de R$ 4,9 milhões em propinas em troca de benefícios fiscais para o Marfrig no Mato Grosso. A torcida na empresa é que esse bife fique bem frio, gelado mesmo, até cair no esquecimento.

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10.01.18
ED. 5783

O trator Marun sai à caça de voto

Em meio ao recesso do Legislativo, o secretário de Governo, Carlos Marun, vai gastar sola de sapato. Ainda nesta semana iniciará um tour por diversos estados para se reunir com parlamentares da base aliada e garimpar votos a favor da reforma da Previdência. A julgar pelo estilo Marun de fazer política, é promessa de caneladas, esbarrões e uma e outra declaração mais virulenta.

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10.01.18
ED. 5783

Disputa na fronteira tucana

João Doria está articulando um encontro com a bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo para a próxima segunda, dia 15. O assunto será um só: sua possível candidatura ao governo paulista. Em outros tempos, poderia se dizer que Doria estaria invadindo a “jurisdição” de Geraldo Alckmin. Nos últimos meses, no entanto, a relação entre o governador e os deputados tucanos se desgastou. A ponto de sua própria bancada ter votado em peso pelo aumento dos salários do funcionalismo paulista, à revelia de Alckmin.

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10.01.18
ED. 5783

Amálgama

Carlyle, Vinci e Advent estariam trocando figurinhas em torno de uma possível combinação de ativos na área de educação. O objetivo de parte a parte seria engordar o gado para uma venda conjunta do negócio. Do lado do Carlyle e da Vinci, a operação passaria pela Uniasselvi; no caso do Advent, envolveria o Centro Universitário Serra Gaúcha.

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10.01.18
ED. 5783

Esperanças acesas

Luciano Huck reacendeu as esperanças do PPS. Roberto Freire voou novamente em cima do possível ex-ex-candidato. Desde o início do ano, teriam ocorrido ao menos dois contatos entre ambos.

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10.01.18
ED. 5783

O capitão e o delegado

O nome de José Mariano Beltrame, que carrega o goodwill da melhora da segurança pública no Rio durante o governo Cabral, tem sido bastante repetido na equipe do candidato Jair Bolsonaro.

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10.01.18
ED. 5783

Korea Development

No rastro dos leilões do PPI, o Korea Development Bank está calibrando um caprichado pacote de financiamento para a área de infraestrutura no Brasil. O problema é onde estão os projetos.

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10.01.18
ED. 5783

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Advent, Carlyle, Vinci, Cofco, Cargill e Marfrig.

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