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Planos
08.01.18
ED. 5781

Lula ensaia o papel de “Donald Trump dos pobres”

Lula já cantou a pedra por onde vai perseguir o crescimento da economia caso possa se candidatar e seja eleito presidente: “É a renda familiar, estúpido”. E será principalmente a renda da chamada “classe C ampliada”, uma categoria inventada pela própria gestão Lula, que combina as faixas de renda inferior com a classe média baixa. A recuperação do salário mínimo e a isenção de imposto de renda até cinco salários mínimos são medidas já anunciadas que correm nesta direção. No seu jeito galhofeiro, Lula diz que vai ser o “Trump dos pobres”, em alusão ao corte de impostos aprovado pelo presidente norte-americano, que privilegia os ricos e poderosos.

Em seus dois mandatos, o crescimento econômico foi soprado pelo aumento do poder de compra das famílias, bafejado pelo Bolsa Família, aumento do mínimo e crédito consignado. O ex-presidente não falou ainda, mas a cereja do bolo seria a criação da renda mínima, que cumpriria um papel unificador das políticas assistencialistas, além de ser um novo elo da reforma da previdência e definir um conceito inovador para o piso salarial do país. O assunto ainda vem sendo burilado pelos assessores de Lula, que está ansioso para anunciar o projeto nas ruas. O seu temor é que algum aventureiro lhe roube a bandeira e lance a proposta antes.

A renda mínima cabe em um espectro ideológico amplo, que vai de Jair Bolsonaro a Ciro Gomes. Lula tem no farnel a ideia de tributar os dividendos das pessoas jurídicas, que são praticamente isentos e funcionam como uma forma de burla fiscal para a acumulação das pessoas físicas mais ricas. Vai fazer o discurso do ajuste fiscal sem dizer de onde vai tirar. Fica para depois das eleições. Até lá segue na conversa que aprendeu muito bem com D. Marisa, que sabia economizar quando o orçamento da casa estava apertado.

O tirambaço de Lula está na área fiscal. Vai prometer uma redução da carga tributária total até o fim do seu governo, que se iniciaria com a isenção de impostos para os mais pobres. Acha que se for um bom animador e a economia crescer 6%, dá para baixar o estoque de tributos entre 3% a 5%. Lula quer afinar o discurso econômico para que, na hipótese do impedimento, ele possa servir de base programática para o entendimento com outros partidos e, quiçá, com um candidato a presidente de fora do PT. Apesar da pinta de zangado, é o programa mais liberal e comportado de Lula. Só vai ser ruim para a Rede Globo. Mas essa vendeta já está prometida não é de hoje.

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08.01.18
ED. 5781

Subterrâneos

Os dirigentes da Galvão Engenharia concluíram seus depoimentos no âmbito do acordde delação premiada. Segundo o RR apurou, os executivos do grupo teriam confirmado a existência de um esquema de propina nas obras na Linha 5 do Metrô de São Paulo durante o governo de Geraldo Alckmin. O arco e a flecha estão nas mãos da PGR Raquel Dodge. Se vai usá-los…

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08.01.18
ED. 5781

A aflição de Marco Polo

Aflito com o seu futuro, o presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero, tem se valido do deputado Darcísio Perondi (PMDB) para buscar guarida no Palácio do Planalto.

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08.01.18
ED. 5781

Inimigo íntimo

O acordo da Petrobras com os acionistas norte-americanos enfrenta resistência no “chão de fábrica”. A Aepet confirmou ao RR que pretende entrar na Justiça para barrar o pagamento de US$ 2,95 bilhões aos investidores.

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08.01.18
ED. 5781

Intermédica à venda

A gestora Bain Capital tem conversado com empresas de medicina de grupo norte-americanas para vender a Intermédica, dona de uma carteira com 3,5 milhões de vidas.

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08.01.18
ED. 5781

À sombra de Alckmin

Surge uma nova peça no tabuleiro tucano para a sucessão de Geraldo Alckmin em São Paulo. O próprio Alckmin tem tratado de inflar o nome de Saulo de Castro, colaborador de longa data e hoje Secretário de Governo, como um possível candidato do PSDB ao Palácio Bandeirantes. Seria uma forma do atual governador emplacar um aliado fiel e manter alguns títeres sobre o cargo, o que não acontecerá com a eventual candidatura de João Doria ou de José Serra. Contra Saulo de Castro pesa o fato de ele jamais ter disputado cargos eletivos. Antes de ser secretário de Governo, comandou a Secretaria de Segurança e a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem).

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08.01.18
ED. 5781

Plantão médico

O Hipolabor está gramando em busca de um comprador. Além do Aché e da Eurofarma (ver RR de 2 de janeiro), o laboratório também foi oferecido à Pfizer. É pouco provável, no entanto, que o gigante farmacêutico norte-americano se aventure em uma nova aquisição no Brasil no curto prazo. A companhia ainda está fechando as feridas da traumática passagem pelo laboratório goiano Teuto. A Pfizer comprou 60% da empresa e tinha a opção de adquirir os 40% restantes. Não só desistiu do negócio como revendeu sua participação para os próprios sócios, a família Melo, com quem vivia às turras.

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08.01.18
ED. 5781

Conveniente litígio

No que depender da Abengoa, a briga jurídica com o governo federal está só começando. Os espanhóis já estudam um pedido de indenização de quase R$ 2 bilhões por conta da decisão da Aneel, que decretou a caducidade de nova linhas de transmissão do grupo. O ressarcimento cairia como uma luva. Seria praticamente uma apólice que pagaria com sobras a dívida de R$ 1,5 bilhão da Abengoa, que entrou em recuperação judicial.

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08.01.18
ED. 5781

O desfibrilador de Kakay

Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Paulo Maluf, não perdeu a oportunidade: na última sexta-feira, enviou a amigos uma foto sua no aeroporto JFK, em Nova York, ao lado de um desfibrilador com a seguinte mensagem: “Vim comprar um, já que na Papuda não tem”. Referia-se aos dois detentos do presídio que morreram de ataque cardíaco em um intervalo de 30 horas. Kakay tem usado o fato na tentativa de obter prisão domiciliar para Maluf.

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08.01.18
ED. 5781

Dança da cadeira

O médico David Uip está muito bem cotado no Palácio do Planalto para assumir o Ministério da Saúde a partir de abril, quando Ricardo Barros sairá do cargo. Ex-diretor do Instituto do Coração. Uip é o atual secretário de Saúde de São Paulo. A aposta no Planalto é que Uip deixa o posto em abril, junto com Geraldo Alckmin.

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Blairo Maggi, que também deixará do Ministério da Agricultura em abril, tenta emplacar no cargo Eumar Novacki, atual secretário-executivo da Pasta. Novacki entende menos de agricultura e mais de Blairo Maggi. Coronel da Polícia Militar do Mato Grosso, foi chefe da Casa Civil do estado durante o governo de Maggi.

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08.01.18
ED. 5781

Pule de dez

Na própria Eletrobras, a Equatorial Energia é tratada como candidata n. 1 à compra das distribuidoras Cepisa (Piauí) e Ceal (Alagoas). A companhia monitora minuto a minuto os números das duas estatais.

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08.01.18
ED. 5781

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Hipolabor, Pfizer, Galvão Engenharia e Intermédica.

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