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Planos
04.01.18
ED. 5779

Planalto lança ofensiva para colocar Ferrogrão nos trilhos

O grupo interministerial montado pelo Palácio do Planalto nos estertores de 2017 para destravar a concessão da Ferrogrão tornou-se uma comissão de diplomacia empresarial. Os “embaixadores” da Casa Civil, do Ministério dos Transportes, da ANTT têm feito gestões junto aos principais candidatos ao leilão – leia-se as tradings agrícolas ADM, Louis Dreyfus, Cargill, Grupo Maggi – com o propósito de oferecer condições ainda mais atrativas e, assim, garantir o maior quórum possível para a licitação. Guardadas as devidas proporções, desempenham um papel similar ao de Henrique Meirelles e seu staff junto às agências de rating – mesmo porque o “rebaixamento” da Ferrogrão terá impacto sobre outros projetos do PPI (Programa de Parcerias de Investimento).

Os investidores fazem exigências proporcionais ao tamanho e aos riscos da concessão. Entre as condições impostas pelos grupos privados está a entrada do BNDES na operação. Além do financiamento do banco, os investidores reivindicam prazos e termos mais convidativos. O governo já acenou com até oito anos de carência para o início do pagamento do empréstimo e a garantia de cobertura de até 80% do valor total do investimento. Os candidatos ao leilão, segundo o RR apurou, pedem um waiver de dez anos e o financiamento de até 85% do empreendimento, o que representaria algo próximo a R$ 11 bilhões.

Tanto em um cenário quanto no outro, o BNDES terá de flexibilizar suas regras de financiamento para embarcar nesse comboio. O ministro Moreira Franco não aceita o adiamento do leilão. Esta ameaça, no entanto, vem ganhando corpo. São diversas pontas soltas que podem inviabilizar a licitação em 2018, preferencialmente antes das eleições, como deseja o governo. Um impasse importante diz respeito às licenças ambientais, ou melhor, à ausência delas.

A Ferrogrão é um tiro no escuro para os investidores. A princípio, o licenciamento ambiental prévio será de responsabilidade dos futuros concessionários. Ou seja: mantida a regra, sua solicitação será feita apenas após o leilão de privatização. Em tese o governo escolheu este modelo para acelerar os trâmites do leilão, mas, por mais paradoxal que seja, o efeito pode ser exatamente o oposto. Este formato joga sobre os grupos privados um risco que eles não estão necessariamente dispostos a encarar. Ressalte-se que praticamente toda a extensão da ferrovia se desfraldará dentro de uma reserva florestal preservada.

Outro nó que não ata nem desata são as comunidades indígenas. Até agora, os povos nativos não foram atendidos nas audiências públicas sobre o projeto, mesmo após a recomendação do Ministério Público Federal. O MPF já alertou que o avanço do processo de licitação sem essa consulta prévia é ilegal. Estima-se que os trilhos da Ferrogrão atravessarão 19 aldeias indígenas. O risco de uma flechada dos procuradores é grande.

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04.01.18
ED. 5779

Carlyle e Pátria cabeça a cabeça

O Pátria deve ostentar por pouco tempo o troféu de maior captação de recursos para investimentos na América Latina. A gigante norte-americana Carlyle estaria montando um fundo para a compra de ativos na região que pode chegar a US$ 3 bilhões. O valor superaria, com alguma sobra, o private equity de aproximadamente US$ 2,5 bilhões que o Pátria estaria constituindo neste momento. Segundo o RR apurou, um dos alvos prioritários do Carlyle na região, notadamente no Brasil, é a área de saúde. Neste caso, todos os caminhos levam à Rede D ́Or, na qual os norte-americanos já injetaram mais de R$ 2 bilhões. O novo fundo trará ainda mais saúde financeira para o grupo acelerar o processo de consolidação de hospitais no mercado brasileiro.

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04.01.18
ED. 5779

Nos labirintos societários da Cemig

Dez entre dez mesas de operação do mercado apostam que o Banco Clássico, de Juca Abdalla, teria sido um dos principais compradores das ações da Cemig leiloadas pela Andrade Gutierrez ao apagar das luzes de 2017. No total, a empreiteira vendeu 12,6% da distribuidora mineira, o último quinhão de uma participação que chegou a ser de 33% – época em que Sergio Andrade e Aécio Neves fizeram a Cemig de gato e sapato. Em outubro, surgiram rumores de que o Clássico também havia adquirido papéis da estatal em poder da Andrade Gutierrez. A última informação oficial dá conta que o banco detém 8,27% da empresa. Ressalte-se que o banqueiro Juca Abdalla é também um dos maiores acionistas individuais da Eletrobras.

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04.01.18
ED. 5779

O bispo e os foliões

Deputados estaduais e vereadores ligados a escolas de samba do Rio – e não são poucos – pressionam o prefeito Marcelo Crivella e a secretária de Fazenda do município, Maria Eduarda Berto, a liberar a verba de R$ 6 milhões para o desfile deste ano. O contrato com a Riotur já está assinado desde meados de dezembro, mas a Fazenda ainda não soltou o dinheiro. A julgar pelas recentes declarações de Crivella, mostrando seu “apreço” pelo Carnaval, ainda vai demorar um pouco para a Prefeitura colocar o “bloco da verba” na rua.

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04.01.18
ED. 5779

A título de registro

Nessa, Luciano Huck nem precisa recorrer ao Ibope, do amigo Carlos Augusto Montenegro. Entre as milhares de reações à mensagem de Réveillon postada pelo apresentador nas redes sociais, menos de 20% dos comentários pediam sua candidatura à Presidência da República. Vá lá que o espírito do momento fosse outro, mas, tratando-se de um universo de fiéis seguidores, não deixa de ser um número decepcionante.

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04.01.18
ED. 5779

Mea culpa

O RR publicou ontem que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, flerta com uma triangulação entre o BNDES e um pedaço das reservas cambiais para honrar a “regra de ouro” em tempo hábil. Fica mantida a informação. O registro esquecido é que o governo pode se livrar de todos esses percalços se decidir ir ao Congresso, confessar o default, pedir um waiver, obter a aprovação para uma tranche excepcional da maioria do Legislativo, o que teria gosto acentuado de fracasso na política fiscal. Todo esse sarapatel em ano de eleições. Vixe!

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04.01.18
ED. 5779

Baixa voltagem

Após deixar a Celesc, a Previ planeja se desfazer das suas participações nas distribuidoras Coelba e Cosern. Permaneceria apenas no capital da controladora das duas empresas, a NeoEnergia. Por enquanto…

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04.01.18
ED. 5779

Hora da morte

A H11 Capital é candidata a assumir a gestão dos cemitérios paulistanos – a licitação, promessa de campanha de João Doria, se arrasta como um cortejo fúnebre há meses. A gestora já tem um pé na cova, no melhor dos sentidos. É dona de 30% do cemitério Terra Santa, em Belo Horizonte.

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04.01.18
ED. 5779

Mais quatro

A GP Investimentos está fisgando mais quatro startups no Vale do Silício. Já são dez os peixes na rede.

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04.01.18
ED. 5779

Orgânicos

Após a compra da Mãe Terra, a Pepsico está de olho em outra marca de alimentos orgânicos: a paranaense Vapza. Os norte- americanos não comentam. Já a Vapza diz que “a princípio, não tem informação sobre o assunto”.

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04.01.18
ED. 5779

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Banco Clássico, Previ, H11 Capital e GP.

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