Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
03.01.18
ED. 5778

Uso das reservas cambiais entra no cardápio de Henrique Meirelles

O ministro Henrique Meirelles diz que não, desmente, faz beicinho, mas, na verdade, flerta em usar um pedaço das reservas cambiais para se livrar dos riscos do ser enquadrado na “regra de ouro”. Trata-se de um dispositivo constitucional que impede o governo de emitir dívida para financiar despesa corrente. O não cumprimento do ditame é considerado no artigo 167 da Constituição como crime de responsabilidade e atinge diretamente o presidente da República e a equipe econômica. O Tribunal de Contas da União tem fiscalizado com atenção o buraco que existe e prevê a necessidade de um aporte de R$ 182 bilhões.

Segundo uma fonte do TCU, fala-se muito em reforma da Previdência, mas, no curto prazo, a regra de ouro é um problema bem  premente. A equipe econômica já dá como certo que o BNDES fará um pagamento dos empréstimos concedidos pelo Tesouro
em valor bem inferior aos R$ 130 bilhões com que o governo contava para reduzir o passivo. O banco já tem financiamentos contratados e deverá transferir um montante de cerca de R$ 59 bilhões, mais ou menos a mesma quantia paga no ano passado. A ideia em estudo é criar um fundo no exterior com US$ 40 bilhões das reservas cambiais, pouco mais de 10% do lastro em moeda forte do país, da ordem de US$ 380 bilhões.

Com esses recursos, o governo capitalizaria o BNDES com um aporte de aproximadamente R$ 80 bilhões. O banco, então, teria funding para chegar próximo ou até superar o valor de R$ 130 bilhões, que seria sua contribuição esperada para zerar a “regra de ouro” em 2018. A operação seria uma semi-pedalada, porque o governo não emitiria dívida nem faria empréstimo, mas usaria seus ativos, o que no final, contabilmente, dá mais ou menos no mesmo. A questão é como desatar o nó do aumento da dívida bruta em função da internalização das reservas.

O governo teria de esterilizar esses recursos por meio da emissão de títulos. Também nessa hipótese, ele superaria os 80% da relação dívida bruta/PIB, considerado o limite informal para o risco de solvência pelas agências de rating. O único aspecto mais confortável nessa equação é a provável reposição das reservas que seriam usadas em 2018. O governo trabalha com um nível de US$ 400 bilhões de lastro cambial para este ano. Ou seja: caso fossem utilizados os US$ 40 bilhões, esse aumento de US$ 20 bilhões projetado permitiria que as reservas permanecessem em torno de US$ 360 bilhões. Portanto, próximo da média de US$ 370 bilhões mantida em 2017. O certo mesmo é que o dinheiro para a regra de ouro vai ter de sair de algum lugar, seja lá qual for o expediente a ser usado. Nas palavras do secretário de Acompanhamento Econômico, Man-sueto de Almeida, “O que não pode é sermos todos presos”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Cabe mais

A direção da Petrobras já discute uma oferta adicional de ações da BR Distribuidora para o primeiro semestre de 2018. Os ventos sopram a favor. A demanda no IPO da estatal, em dezembro, chegou a duas vezes e meia o total de papéis negociados. Além disso, ainda há um bom lastro para a Petrobras vender ações da subsidiária sem mexer no controle: mesmo após o IPO, a holding manteve 71% do capital.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Namoro do Partido Novo

O Partido Novo namora José Galló, CEO da Renner e um dos mais prestigiados executivos do país. A rigor, a sigla já tem pré-candidato ao governo gaúcho, Mateus Bandeira, mas Galló seria um nome para chacoalhar as urnas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O presidente da Cemig, Bernardo Afonso de Alvarenga, fez chegar ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, pesadas críticas ao novo modelo tarifário do setor. Cálculos da própria estatal indicam que a nova “tarifa branca” poderá apagar de 3% a 5% da sua receita anual sem necessariamente a redução do consumo como contrapartida.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Mistérios do BTG Pactual

Dentro do próprio BTG Pactual, circulam informações desencontradas sobre a iminente saída dos sócios Marcelo Kalim, Carlos Fonseca e Leandro Torres. Uma das versões dá conta que os dois primeiros estariam prestes a deixar o banco por conta de desentendimentos com os demais sócios, especialmente no caso de Fonseca. Ex-todo-poderoso da área de private equity, o executivo teria caído em desgraça após os pífi os resultados de investimentos como BR Pharma e Leader Magazine. Há quem diga, no entanto, que o trio manterá um cordão umbilical com o BTG: a nova empresa na área digital que seria montada por  , Fonseca e Torres funcionaria como um apêndice do banco. Isso explicaria, por exemplo, a eventual inexistência de um acordo de não-competição, tão comum nestes casos. Procurado, o BTG nega atritos entre os acionistas. Afirma ainda que Marcelo Kalim “segue como presidente do Conselho de Administração, membro do Grupo de Controle e acionista relevante”. Em relação a Carlos Fonseca e Leandro Torres, nenhuma palavra.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Carro-forte

A espanhola Cabify e a brasileira Easy Taxi, que se uniram no ano passado, estão captando cerca de US$ 200 milhões no mercado internacional. O dinheiro virá em boa hora, sobretudo no caso do Brasil. O aplicativo de transporte 99 Táxi, um de seus principais concorrentes no país, ganhou combustível extra com a venda do controle para a chinesa Didi, anunciada ontem.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Contagem regressiva

Os dirigentes e advogados da Mendes Junior viraram o ano debruçados sobre as “contra-contra-propostas” que terão de ser apresentadas aos credores da empreiteira até o dia 25 de janeiro. A tendência é que a companhia aceite parte das mudanças impostas para a aprovação do plano de recuperação judicial. A mais crucial delas é a redução do prazo de carência para o pagamento de R$ 46 milhões a fornecedores, que cairia de 15 anos para três anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

O annus horribilis da Marcopolo

A Marcopolo passou o ano de 2017 tentando evitar a adoção de medidas contracionistas. Agora vai ser difícil segurar. A empresa caminha para fechar seu balanço com os resultados mais baixos em uma década. A margem Ebitda deve girar em torno de 3,5%, contra 13,7% no ano anterior. No acumulado entre janeiro e setembro, o lucro já era 80% menor do que no mesmo período em 2016.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Refratários

A decisão da austríaca RHI de cancelar os ADRs da Magnesita em Nova York espalhou pelo mercado a percepção de que o grupo também vai fechar o capital da empresa na B3. Neste caso, apenas as ações da holding, a RHI Magnesita, seguiriam sendo negociadas na Bolsa de Londres. Convenhamos, faz o maior sentido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Novo pedido

A defesa de Paulo Maluf deverá ingressar ainda nesta semana com um novo pedido de habeas corpus no STF. A presidente da
Corte, Cármen Lucia, já negou as duas solicitações anteriores.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

À espera de Paes

A cúpula do DEM virou o ano bastante otimista em relação ao ingresso de Eduardo Paes no partido e, mais do que isso, à possibilidade de uma coalizão com o PSDB para a disputa do governo do Rio de Janeiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.01.18
ED. 5778

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, Magnesita e Marcopolo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.