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Planos
29.12.17
ED. 5776

“Furo certo” é o candidato do RR para 2018

No 12 de maio, quando ainda vigorava a projeção de R$ 139 bilhões, o Relatório Reservado informou que o déficit primário em 2017 ficaria acima dos R$ 154 bilhões do ano passado. Bingo! Deu R$ 159 bilhões na cabeça. Esta foi uma das mais reveladoras bolas de cristal do RR no ano. Ao longo de 2017, a newsletter deu, em primeira mão, 2.582 informações; citou 298 corporações dos mais diversos setores, mencionou 1.122 personagens centrais na cena brasileira, entre dirigentes empresariais, políticos e autoridades. Os oráculos do RR estão sempre em alerta!

Ao longo do ano, o RR antecipou várias das fórmulas que compuseram o receituário de Michel Temer e Henrique Meirelles, seja entre medidas efetivamente adotadas, seja entre propostas que não saíram do papel: da segunda perna da repatriação à securitização de imóveis e outros ativos da União, passando pelo uso de precatórios – leia-se depósitos judiciais não sacados pelos credores há mais de dois anos – para o equilíbrio fiscal. O RR foi também a primeira publicação a revelar, em 21 de fevereiro, a disposição do presidente Temer em extinguir a Reserva Nacional do Cobre (Renca). Temer assinou embaixo o furo do RR, só que a lápis: anunciou o fim da Renca, mas não suportou as manifestações contrárias e voltou atrás em sua decisão.

Por falar em sístoles e diástoles presidenciais, em 16 de janeiro o RR informou que Michel Temer empurraria para seu sucessor a reforma da Previdência dos militares. Aliás, em algumas ocasiões ao longo de 2017, as Forças Armadas, notadamente o Exército, foram empurradas, por “aproximações sucessivas”, para o centro das crepitações político-institucionais. A Corporação, no entanto, não arredou um só milímetro do seu ponto de equilíbrio muito em função da capacidade de liderança do Comandante Eduardo Villas Bôas, não obstante suas notórias limitações decorrentes de uma doença degenerativa – informação, aliás, divulgada com exclusividade pelo RR em 13 de março.

A Lava Jato parece ter entrado em processo de fade out. Ainda assim, em 2017, o RR perscrutou os passos de seus principais protagonistas. O reino de crimes de Sérgio Cabral foi virado e revirado pelo Ministério Público, pelo Judiciário e pelas fontes da publicação. Em 1 de fevereiro, a newsletter antecipou a investida da Lava Jato e de sua consorte Calicute sobre Regis Fichtner, secretário da Casa Civil durante do governo Cabral. No dia 20 do mesmo mês, o Relatório noticiou que o MPF exumava os benefícios fiscais concedidos em sua gestão. Em 23 de outubro informou que o ex-secretário de Saúde do Rio Sergio Cortes havia revelado aos procuradores um esquema para a compra de vacinas, medicamentos e próteses, o que viria a ser amplamente divulgado pela mídia na primeira semana de novembro.

No noticiário corporativo, a publicação antecipou, em 20 de fevereiro, uma das maiores operações de M&A do país em 2017 – e, convenhamos, não foram muitas: a venda da Votorantim Siderurgia para a ArcelorMittal. A negociação seria oficialmente anunciada três dias depois. Ainda em fevereiro, o RR informou que a área de refino também entraria no plano de desmobilização de ativos da Petrobras, decisão confirmada pelo presidente da estatal, Pedro Parente, em abril. A newsletter revelou também o cheiro do ralo da AmBev: na edição de 18 de janeiro, trouxe à tona o relatório, àquela altura inédito, do analista do HSBC Carlos Laboy, listando 15 graves problemas da cervejeira: do uso de caixas sujas com odor de cerveja podre no assoalho à falta de uma estratégia para as bebidas alcoólicas.

A fama de “pé sujo” custou muito em marketing e propaganda para a empresa de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Da economia real para a “virtualíssima”, o RR acertou em cheio, mais uma vez, na edição de 15 de setembro, quando informou que o BC e a CVM haviam criado grupos de  trabalho para acompanhar o crescimento do mercado de bitcoins no país. Ao apagar das luzes de 2017, só para não variar, mais um furo se consuma: a venda da Unidas à Locamerica, noticiada em junho. Por fim, um furo de reportagem, que vale mais pela admiração da newsletter em relação ao personagem: em 27 de janeiro, o RR informou sobre o lançamento da biografia do então presidente do Conselho do Bradesco, Lázaro Brandão.

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29.12.17
ED. 5776

“Emenda Doria” é de Gilmar e ninguém tasca

Gilmar Mendes, só para não variar, chamou o jogo para si. Na condição  de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai bater o martelo e definir até o início de março as regras para o autofinanciamento de campanha. A questão tem provocado um bater de cabeças entre partidos e dentro do próprio Judiciário, mais precisamente o STF e o TSE. O ministro Dias Toffoli já requisitou formalmente à AGU e à PGR pareceres sobre a chamada “Emenda Doria”, mas até o vácuo legiferante permanece. O impasse vai do limite para que o candidato banque sua campanha do próprio bolso até mesmo à validade ou não da nova lei já nas eleições de 2018. No início deste mês, o Legislativo revogou parte do decreto presidencial sobre o tema. Como a Constituição determina que mudanças na lei eleitoral só entram em vigor um ano após a sua publicação, uma corrente no Judiciário defende que as regras só poderão ser aplicadas no pleito de 2020. Gilmar Mendes, que não é homem de deixar vácuos, dará seu voto de minerva.

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29.12.17
ED. 5776

Michel Jekyll and Temer Hyde

Michel Temer fecha o ano e seus primeiros 18 meses de mandato com 82 Medidas Provisórias editadas. Quanta diferença do Temer presidente para o Temer parlamentar. Quando era presidente da Câmara, o “constitucionalista” era um crítico ferrenho do expediente das MPs e dizia que o Executivo não podia atropelar o Legislativo. Eram outros tempos.

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Tema certo na grade de programação de Silvio Santos e Edir Macedo para 2018: voltar à carga sobre Michel Temer para aumentar o limite de participação do capital estrangeiro em emissoras de TV. O Homem do Baú acredita ter crédito na “casa”, dado o desmedido apoio do SBT à reforma da Previdência.

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29.12.17
ED. 5776

A “plenitude”, by Abilio Diniz

Abilio Diniz vestiu de vez o figurino de coach, com o qual sempre flertou. Em seus planos estaria realizar ao longo de 2018 três edições do Plenitude, série de palestras voltadas à “busca do equilíbrio nos diversos âmbitos da vida”. A estreia se deu neste ano, em Portugal. Daí para disparar uma saraivada de livros, vídeos e outros derivativos do gênero será um pulo.

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29.12.17
ED. 5776

Decantação

A Queiroz Galvão planeja seguir os passos da Camargo Corrêa e separar as sujeiras do passado e a sua carteira de obras em duas empresas.

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29.12.17
ED. 5776

Bipartidarismo

A Cemig já identificou que a maioria esmagadora das 13 empresas que demonstraram interesse na compra da Light não passa de figurante. A própria diretoria da estatal aposta que o páreo ficará restrito à italiana Enel e à chinesa State Grid.

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29.12.17
ED. 5776

40% a menos

Um dos últimos souvenires do Império X ainda nas mãos de Eike Batista, a CCX vem esfarelando nas bolsas. Em apenas três meses, a mineradora de carvão perdeu 40% do seu valor de mercado.

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29.12.17
ED. 5776

Bagaço do bagaço

O Brasil chega ao fim de 2017 com 50 usinas de etanol em recuperação judicial. Há dois anos, eram 79. Sinal de melhora? Nem um pouco. Boa parte da turma da primeira contagem faliu.

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29.12.17
ED. 5776

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Queiroz Galvão, Cemig e State Grid.

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