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Planos
22.12.17
ED. 5772

Temer fará blitzkrieg para vender concessões no exterior

Michel Temer vai passar boa parte do primeiro semestre de 2018 vestindo o figurino de garoto-propaganda do PPI – Programa de Parcerias de Investimentos. O Palácio do Planalto e o Itamaraty estão montando uma agenda de viagens para Temer e seus ministros venderem os leilões de concessão previstos para o ano que vem. Segundo o RR apurou, um tour já está acertado: a partir de 18 de junho, o presidente visitará cinco países da Ásia, a começar pelo Vietnã.

Parte desse roteiro seria percorrida em janeiro, mas a viagem foi cancelada por conta dos recentes problemas de saúde de Temer. O governo está costurando também uma caravana a países árabes, notadamente os Emirados, ainda para o primeiro trimestre de 2018. O alvo são os trilhardários fundos soberanos da região, alguns deles já presentes no Brasil, caso do Mubadala, de Abu Dhabi. A Rússia é outro destino cogitado no governo, por conta das empresas locais dispostas a investir no Brasil, sobretudo no setor ferroviário. Todo esse roteiro, claro, dependerá da saúde de Michel Temer e da sua disponibilidade de agenda – uma eventual campanha eleitoral lhe tomará tempo e energia.

De toda a forma, seu empenho pessoal em fisgar investidores é proporcional ao peso do PPI para o cumprimento da meta fiscal de 2018. Os leilões de infraestrutura ganharam ainda mais importância com a nova leva de receitas frustradas – leia-se a não tributação dos fundos de investimento e a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, suspendendo artigos da MP que adiavam por um ano o reajuste do funcionalismo federal e aumentavam a contribuição previdenciária de servidores com salários acima de R$ 5,5 mil. As duas traulitadas significam a evaporação de R$ 21 bilhões em arrecadação projetada para 2018. As concessões, com receita prevista de R$ 20 bilhões, deixariam tudo elas por elas.

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22.12.17
ED. 5772

Samba dos juros doidos

Recordando o economista Francisco Lopes, autor da exótica banda diagonal de juros, as taxas cobradas para os empréstimos bancários estão em um “perene movimento de avanço endógeno retroalimentador”. O que quer dizer isso? Nada. Ou quem sabe um argumento da Febraban para justificar a resiliência do custo dos empréstimos. Traduzindo, significa que os juros não vão cair, mesmo que a Selic desça para 6,75 pontos percentuais, a reforma da Previdência seja aprovada, o recolhimento compulsório bancário caia e o Brasil ganhe a Copa do Mundo. Os juros são a saúva do nosso tempo.

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22.12.17
ED. 5772

Dever de casa

As ações da Polícia Federal em universidades federais abriram uma crise na Esplanada dos Ministérios. O ministro da Educação, Mendonça Filho, reclamou com o colega da Justiça, Torquato Jardim, de exageros nas operações. Pré-candidato ao governo de Pernambuco, Mendonça teme, desde já, ser alvo da ira de estudantes e sindicatos de professores.

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22.12.17
ED. 5772

Ou vai ou racha

Logo após o período de festas, Michel Temer vai convocar um encontro com os governadores e jogar pesado em busca de apoio à reforma da Previdência. O tom da conversa será “Ou vai ou racha”.

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22.12.17
ED. 5772

Trem que nunca chega

Rubens Ometto é só impaciência. A ANTT prometera renovar a concessão da Malha Paulista, pertencente à Rumo Logística, no primeiro semestre do ano. Depois empurrou o prazo para outubro. O ano já acabou e até agora nem sinal da extensão do contrato por
mais 30 anos, condição sine qua non para a Rumo, de Ometto, deslanchar mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

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22.12.17
ED. 5772

Desconstruindo Meirelles

O candidato Ciro Gomes está trabalhando discursos específicos para desconstrução dos seus opositores. Para Henrique Meirelles, que considera com razoável chance de ser o seu principal adversário, guarda uma múltipla escolha: 1) Meirelles se diz o cão de guarda do orçamento apenas porque conseguiu identificar o buraco nas contas públicas deixado pelo governo passado; 2) Meirelles projeta todos os anos déficits fiscais maiores porque busca esse artifício para atingir as metas; 3) Meirelles somente cumpriu as metas fiscais porque se valeu de receitas extraorçamentárias, não alterando o componente estrutural do déficit público; 4) Meirelles é um gabola despropositado, porque produziu o maior déficit público da história, na casa dos R$ 400 bilhões, considerando-se a projeção para 2018; 5) Todas as respostas acima e mais uma: Meirelles não tem apoio para promover um ajuste fiscal para valer, que não seja apenas um programa assimétrico e classista de corte de gastos, mas que também penalize os segmentos que nunca foram atingidos.

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22.12.17
ED. 5772

Há vagas no capital da Estapar

Os acionistas da Estapar, à frente o BTG Pactual, discutem o possível IPO da empresa em 2018. A operação seria uma janela para o próprio banco de André Esteves eventualmente reduzir sua participação ou até mesmo desembarcar do capital da maior rede de estacionamentos do país. No ano passado, a Estapar recebeu um aporte de R$ 400 milhões do Equity International, do investidor norte-americano Sam Zell, que se tornou um dos principais acionistas da companhia.

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22.12.17
ED. 5772

Cemig Telecom em pane

O esquartejamento da Cemig Telecom – há dez dias, a empresa vendeu parte de sua operação de rede de TV para a Claro – tem encontrado resistência entre os próprios diretores da estatal. Segundo o RR apurou, outro executivo estaria prestes a seguir os passos do ex-presidente Aloisio Vasconcelos, que deixou o cargo no início do mês por não concordar com a venda da Cemig Telecom e muito menos com o seu fatiamento. Foi a forma que o governador Fernando Pimentel encontrou para privatizar a companhia sem ter de passar pelo crivo da Assembleia Legislativa. O risco de derrota era maior do que a Zona da Mata inteira.

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22.12.17
ED. 5772

Água rasa

As propostas recebidas pela CGG Trading para a venda do seu terminal de grãos no porto de Itaqui (MA) estariam bem abaixo do valor desejado, em torno de US$ 160 milhões. Procurada, a CGG, braço da Coteminas, confirmou a venda do ativo, mas disse que não faria comentários sobre os valores por conta de acordos de confidencialidade.

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22.12.17
ED. 5772

Podemos com Doria?

O Podemos, um caldeirão que vai de Alvaro Dias a Romário, teria oferecido sua legenda para João Doria voltar ao páreo presidencial. Mais fácil Doria concorrer pelo Lide.

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22.12.17
ED. 5772

Janguinho

As prévias do Partido Pátria Livre (PPL), que incluem o ex-diretor da Petrobras Ildo Sauer, serão mera formalidade. A sigla lançará João Vicente Goulart, filho de Jango, como candidato à Presidência. Ele entrará na campanha com a missão de bater nas reformas trabalhista e previdenciária.

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22.12.17
ED. 5772

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Rumo Logística e Estapar.

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