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Planos
20.12.17
ED. 5770

Sondagem revela que Lula tem o maior número de empresários fiéis; Bolsonaro passa em branco

Lula, por mais paradoxal que possa parecer, é o candidato vinculado ao maior número de nomes do empresariado. Por sua vez, Jair Bolsonaro está no extremo oposto: não consta sua ligação com os donos das grandes corporações privadas. Estas são algumas das constatações da sondagem realizada pelo Relatório Reservado junto a uma parcela da sua base de assinantes – no total, 128 pessoas, predominantemente empresários, executivos, analistas de mercado e advogados, entre outros. A verificação ocorreu entre 12 e 15 de dezembro. O RR indagou: “Quais são os empresários mais identificados com os seguintes pré-candidatos à Presidência da República?”

O levantamento indicou que há uma razoável confusão na vinculação entre empresário e presidenciável, dado o elevado grau de dispersão, a associação dos mesmos nomes a diferentes postulantes ou mesmo a ausências de indicações – na média entre todos os candidatos, 37% dos assinantes não souberam responder. O RR citará apenas as três primeiras colocações, quando houver. Ressalte-se ainda que os votos conferidos a empresários réus ou condenados na Lava Jato não foram contabilizados, devido a sua natureza eminentemente de ataque à imagem do candidato. Lula foi quem teve o maior número de empresários mencionados, 23. Segundo os consultados, Josué Gomes da Silva é o mais associado ao petista, com 7%. Certamente, a ligação entre o ex-presidente e o pai de Josué, José de Alencar, seu vice por oito anos, impulsionou as respostas.

A seguir, Jorge Gerdau, Katia Abreu, Luiza Helena Trajano e Walfrido Mares Guia, ministro do governo Lula, empatados com 4%. No terceiro lugar, com 2%, aparecem David Feffer e Armando Monteiro, ex-presidente da CNI. O oposto de Lula é Bolsonaro. Talvez o resultado que mais chama a atenção na sondagem, nenhum dos entrevistados conseguiu citar um empresário próximo ao candidato representante da extrema direita. Assim como a inexistência de identificação com um pensamento econômico, esta é outra lacuna de Bolsonaro. Ciro Gomes não chega a ter uma falta de aderência tão radical, mas também ficou clara a dificuldade dos assinantes do RR em apontar empresários ligados ao pré-candidato do PDT. Só dois nomes foram citados, por 5% e 3%, respectivamente, dos consultados: o de Carlos Jereissati, dono do Iguatemi, e o do presidente da CSN, Benjamin Steinbruch.

Certamente, a lembrança do empresário cearense foi motivada pela relação histórica de Ciro com Tasso Jereissati, irmão de Carlos. Já Benjamin até recentemente era patrão de Ciro. Segundo os entrevistados, os empresários mais identificados com Geraldo Alckmin são Roberto Setubal e Jorge Gerdau, empatados com 6%. Com 3% dos votos, vieram Abílio Diniz, Rubens Ometto e Beto Sicupira. Juntos, no terceiro lugar, com 1%, Nizan Guanaes, o presidente da Anavea, Antonio Megale, e o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman. No caso de Marina Silva, deu o óbvio. Para 11%, Neca Setubal, herdeira do Itaú e fiel aliada, é a empresária com o maior grau de aderência a Marina. Em seguida, Guilherme Leal, da Natura, e Artur Grynbaum, do Boticário.

Candidato a vice na chapa de Marina em 2010, Leal foi lembrado por 7%. Grynbaum, recebeu 5% das indicações. Os entrevistados apontaram um total de seis nomes associados a Marina. Por fim, o mais “novo” candidato na praça: Michel Temer. Para 14% dos entrevistados, o presidente da Fiesp e correligionário Paulo Skaf é o empresário que apresenta a maior coesão com Temer. Quase que por atração gravitacional, o vice da Fiesp, Benjamin Steinbruch, ressurge em outra extremidade, chamado de “temerista” por 7% dos consultados. Jorge Gerdau, uma espécie de “PMDB do empresariado”, foi novamente citado, empatado com o ministro Blairo Maggi, ambos com 5%. Temer foi associado diretamente a 10 empresários. À exceção de Marina, Ciro e, obviamente, Bolsonaro, todos os demais candidatos foram vinculados a dirigentes condenados ou investigados na Lava Jato.

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20.12.17
ED. 5770

Operação Zelotes terá novos capítulos

Segundo informações filtradas do Ministério Público Federal, o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva teria iniciado os depoimentos no âmbito das negociações para um acordo de delação. O advogado é apontado como um dos beneficiados do esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais descortinado pela Operação Zelotes. Em sua delação, o ex-auditor da Receita Paulo Roberto Cortez teria confirmado a participação de Silva na venda de sentenças. Segundo o delator, o ex-conselheiro teria atuado deliberadamente para favorecer empresas em julgamentos no Carf. Não custa lembrar que, entre outros casos, Silva foi relator de duas grandes causas movidas pela Gerdau contestando cobranças do Fisco de aproximadamente R$ 4 bilhões. A siderúrgica é uma das empresas citadas na Zelotes, e três executivos ligados ao grupo já se tornaram réus.

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20.12.17
ED. 5770

Janot passa Dilma

O PT encomendou pesquisa para avaliar as chances de Dilma Rousseff como eventual candidata ao Senado por Minas Gerais. A ex presidente foi razoavelmente bem: seria eleita em segundo lugar. O primeiro nome da lista foi o do ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot, cotado para disputar o cargo. Levantamento da Paraná Pesquisas, realizado em outubro, trazia Dilma e Janot nas duas primeiras colocações, só que com as posições invertidas.

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20.12.17
ED. 5770

Banho de loja

A ascensão de Matthieu Malige à presidência do Conselho de Administração do Carrefour no Brasil deverá acelerar algumas medidas que o próprio executivo já vinha tocando como CFO da companhia. Entre elas, a abertura de lojas de menor porte e, portanto, de custo operacional mais baixo, notadamente com a bandeira Carrefour Express, e o fechamento de supermercados e hipermercados deficitários.

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20.12.17
ED. 5770

Os predadores de sempre

A previsão de um fundo eleitoral com R$ 1,7 bilhão em recursos públicos já causa uma guerra interna nos grandes partidos. Na semana passada, a cúpula do PMDB se reuniu em Brasília para discutir as regras de divisão dos recursos entre os candidatos do partido. Nada foi decidido. Pelo contrário: o encontro terminou em bate-boca e o presidente da sigla, o senador Romero Jucá, saiu irritado da reunião.
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No PSDB, com as novas regras internas, o presidente do partido, Geraldo Alckmin, perdeu o poder que seu antecessor, Aécio Neves, tinha sobre o destino dos recursos do fundo eleitoral. Alckmin só poderá decidir sobre a distribuição de 40% da fatia que caberá ao PSDB. O restante terá de ser votado na Executiva do partido.

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20.12.17
ED. 5770

Linha cruzada

Os advogados da Telefónica estão temerosos quanto à segurança jurídica do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) prestes a ser firmado com a Anatel. Embora a agência tenha feito uma série de mudanças solicitadas pelo TCU, o receio da companhia é que, mais à frente, o próprio Tribunal faça novas exigências e breque o acordo. O TAC prevê a conversão de R$ 3,3 bilhões em investimentos de R$ 5,5 bilhões.

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20.12.17
ED. 5770

Da Argentina ao Chile

Após comprar ativos da sócia Shell na Argentina, a Raízen poderá ficar também com os postos do grupo no Chile.

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20.12.17
ED. 5770

Olho vivo

Por meio da holding HO Brasil, o Pátria Investimentos tornou-se um consolidador de clínicas oftamológicas. Já são 16 hospitais e a meta é chegar a 20 unidades até março de 2018.

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20.12.17
ED. 5770

Laços de família

Uma das primeiras missões de Carlos Marun como ministro da Articulação Política será “acalmar” o clã Vieira Lima – Geddel, Lucio e, sobretudo, a matriarca, Marluce, que promete não deixar pedra sobre pedra se Michel Temer abandonar seus rebentos.

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20.12.17
ED. 5770

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Telefónica, Raízen, Shell e Pátria Investimentos.

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