Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
14.12.17
ED. 5766

“Chefão de Macau” tenta a sorte no leilão das loterias da Caixa Econômica

O governo atirou no que não viu e pode acabar acertando. Há indicações de que o “chefão de Macau”, Lui Che Woo, poderá participar da disputa pela concessão da Loteria Instantânea da Caixa Econômica Federal (Lotex). Trata-se de um peso pesado da jogatina internacional. É o segundo maior dono de cassinos do mundo, e controla corridas de galgo e apostas de cavalo, entre outros jogos de azar. Tem um singelo patrimônio líquido de US$ 21 bilhões.

O governo esperava o interesse dos players mundiais, até porque o Brasil sempre esteve fechado ao capital estrangeiro e há excesso de liquidez internacional para apostas no mercado brasileiro. Mas a expectativa era da vinda de operadores do segundo time, empresários mais focados na área de loteria. Segundo informações do próprio governo, dos 10 maiores principais grupos lotéricos mundiais, pelo menos cinco concorreriam pela concessão da Lotex. O coordenador do road show em Londres e Las Vegas foi o secretário de Acompanhamento Econômico, Mansueto de Almeida. Trata-se de um técnico fiscalista, que, com certeza, enxerga na privatização da Lotex uma avenida para concessões de diversas naturezas na área do jogo de azar.

É dinheiro que vai financiar o déficit público e adubar o investimento. A previsão para o leilão da lotérica é em fevereiro, no mais tardar em março. O governo, contudo, torce para que o Senado Federal aprove, no encerramento do ano, o projeto do senador Ciro Nogueira (PP), que legaliza o jogo do bicho, bingo, vídeo-bingo, apostas esportivas e não esportivas, cassinos on line e complexos de lazer integrados em torno da atividade do jogo. Em novembro, 15 governadores se reuniram em Brasília para aprovar o projeto. Eles agora já somam 19. O que uma história tem a ver com a outra? Elementar, meu caro Watson. Primeiramente, a sinalização da abertura ampla, geral e irrestrita do jogo do Brasil para o mundo aumenta sobremaneira o apetite em relação ao leilão da Lotex nessa primeira fase. Quem chegar primeiro ao mercado brasileiro acabará por ter vantagens em termos de futura integração dos jogos de azar. Segundo, porque a loteria é só um biscoito perto das demais operações, a começar pelos cassinos – ou complexos de lazer – de onde o governo espera uma arrecadação tributária de R$ 20 bilhões ano.

Além de Meirelles, Mansueto e outros paladinos do ajuste fiscal, quem está vibrando com a Las Vegas brasileira é a Caixa Econômica, que vai encontrar uma função nova e um fonte de receita em valores que jamais estiveram no seu radar. O banco participaria da jogatina através da Caixa Participações (CaixaPar) – criada para estimular projetos estruturantes. Assim, como hoje existe a Lotex, não há nada que impeça, futuramente, a existência da “Caixa Cassino”. A CEF, assim como o ministro Moreira Franco, o maestro das privatizações, pensa obsessivamente nessa janela de oportunidade.

Essas intrincadas configurações que, sob certa ótica, levam o país para o primeiro mundo, onde o jogo é legalizado na maior parte das nações, curiosamente acontecerão no Brasil em um ano eleitoral, quando se testará a legislação que proíbe o financiamento de campanha através de doações de empresas privadas. Fica uma pergunta no ar: o que tem a ver Moreira Franco com Sam Giancana, um dos capos das cinco famílias mafiosas que ajudaram a eleger John Kennedy? Simplesmente nada, nadinha. Pura provocação! Moreira é grande artificie das concessões e entusiasta da vinda dos “chefões do jogo” para o Brasil. Não tem aspirações presidenciais, mas de ser eminência parda. Por sua vez, Sheldon Adelson, presidente e CEO da Las Vegas Sands, e Stanley Ho, o “rei de Macau”, são chamados de godfathers dos grandes cassinos mundiais, mas não têm qualquer tipo de associação com a Yakuza, Vozdovac, Surcin, Carteis de Cali e Medelín, Cosa Nostra, Fratellanza Soincevskaja Mafi ya, Sun Yee On, Ndrangheta e outras organizações do gênero. A turma do jogo é tutti buona gente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Gritos do silêncio

O PT está desde já quebrando a cabeça em busca de saídas para que Lula consiga participar do debate político caso seja condenado a prisão domiciliar e impedido judicialmente de fazer qualquer manifestação pública. No partido, houve quem citasse o caso da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo, que, mesmo sem ser julgada, foi proibida pela Justiça de ter acesso a telefone e internet em sua residência. Assim como foi lembrado que, da cadeia, Eduardo Cunha publicou dois artigos na Folha de S. Paulo. Em meio às incertezas, os mais otimistas acreditam que, mesmo impossibilitado de se pronunciar, o valor simbólico de Lula terá peso sobre a eleição. Lembrai-vos de Nelson Mandela.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Caixa paga menos a clubes

A Caixa Econômica promete entrar com o pé alto nas negociações dos contratos de patrocínio a times de futebol em 2018, entre eles Flamengo, Vasco, Atlético-MG e cia. O banco estuda um corte de até 10% no valor total dos acordos. Em 2017, o desembolso com os 26 clubes que estampam a logomarca da Caixa em suas camisas foi de R$ 145 milhões. Para a maioria dos times, sempre com o pires na mão, não há para onde correr. A Caixa se tornou praticamente monopolista no patrocínio ao futebol brasileiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Caminho fechado

A expectativa na Ultragaz é que o Cade anuncie em fevereiro – antes, portanto, do prazo limite (março) – seu veredito em relação à compra da Liquigás. O sentimento no Ultra é de pessimismo. Todos os pareceres internos do Conselho têm sido hostis à associação. Seria a segunda “pancada” do Cade no grupo em seis meses: em agosto, o órgão antitruste vetou a associação entre a Ipiranga e a Ale.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Gleisi troca o duvidoso pelo (quase) certo

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann bateu o martelo: nesta semana, comunicou a seus pares no partido que vai se candidatar à Câmara dos Deputados em 2018. Não se arriscará em uma difícil, quase improvável, reeleição ao Senado, que pode lhe custar o foro privilegiado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Drones sob vigilância

O anunciado desembarque no Brasil da chinesa DJI, uma das maiores fabricantes e distribuidoras de drones do mundo, tem sido acompanhado de perto pelas Forças Armadas. Há uma especial mobilização na área de Defesa para se evitar a venda indiscriminada deste tipo de equipamento. O motivo é o crescente uso do aparelho pelo crime organizado, notadamente no tráfi co e no contrabando. Ressalte-se que o Brasil demorou a ter uma regulamentação para a comercialização e utilização de drones, só aprovada pela Anac em maio deste ano – ver RR edição de 19 de abril.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Megabytes

A italiana Enel, dona das distribuidoras de energia Ampla e Coelce, pretende montar nos próximos três meses um cinturão com mais de uma dezena de startups. O objetivo é “energizar” os clientes com uma descarga de serviços digitais. Consultada, a Enel confirmou que já lançou uma chamada pública para startups e poderá investir até R$ 1,5 milhão em cada projeto selecionado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Aqueles 10%

O início da produção no Campo de Libra aditivou o interesse da China National Petroleum Company (CNPC) em aumentar seu quinhão no negócio, hoje de 10%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Primeira chamada

O RR apurou que uma das maiores empresas de call center do país prepara uma razia na esteira da reforma trabalhista. Cerca de dois mil “corpos” deverão ficar pela estrada. É só o começo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Bloco na rua

O presidente do Partido Novo, João Amoedo, costura com Bernardinho o lançamento da sua candidatura ao governo do Rio antes do Carnaval.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.17
ED. 5766

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Caixa Econômica, Ultragaz e CNPC.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.