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Planos
12.12.17
ED. 5764

Magnata russo avança sobre os fertilizantes da Petrobras

A disputa pelas operações da Petrobras na área de fertilizantes esquentou. Além da norueguesa Yara, a russa EuroChem também teria aberto conversações com a estatal para a aquisição de suas três fábricas de nitrogenados, localizadas na Bahia, Paraná e Sergipe. Os ativos estariam avaliados em aproximadamente US$ 1,2 bilhão. A princípio, a unidade de nitrogenados de Três Lagoas (MS), sequer inaugurada, fica de fora do pacote.

A China National Petroleum Corporation (CNPC) é apontada dentro da Petrobras como a principal candidata a assumir o empreendimento e concluir as obras. Consultadas pelo RR, Petrobras, EuroChem e Yara não quiseram comentar o assunto. Por trás da EuroChem está um dos “eleitos” do Kremlin, um dos tantos empresários que chegaram ao Olimpo durante a era Putin. Andrey Melnichenko começou sua trajetória no sistema financeiro e migrou para a área industrial. É dono também de empresas de energia.

Costuma causar frisson por onde passa com o seu superiate, avaliado em mais de US$ 450 milhões. A venda das três fábricas da Petrobras poderá consolidar uma liderança ou chacoalhar o mercado brasileiro de fertilizantes. Se levar, a Yara dispara na dianteira, pulando de 25% para 33% de market share.

Recentemente, não custa lembrar, os noruegueses compraram a operação de fertilizantes da Vale em Cubatão. Já a EuroChem, que, no ano passado, chegou ao país com a compra da Fertilizantes Tocantins, busca seu passaporte para o top three do setor. Com a aquisição dos ativos da Petrobras, sua participação de mercado subiria de 7% para 15%. Os russos passariam a ser uma ameaça real aos dois líderes do setor, a própria Yara e a norte americana Mosaic com 20% das vendas.

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12.12.17
ED. 5764

Buscapé na mira do Amazon

A Amazon finalmente “chegou” ao Brasil. O potentado do e-commerce fechou dezenas de parcerias com fornecedores, ampliou seu portfólio no país em mais de cem mil produtos e saiu à caça de aquisições. Segundo informações filtradas da própria Amazon, o nome no seu radar é o Buscapé, controlado pelo grupo sul-africano Naspers. Há muito que a empresa deixou de ser um site de pesquisas de preços para se tornar uma grande operação de marketplace, com milhares de marcas, bem ao gosto da Amazon. Procuradas pelo RR, Buscapé e Amazon não se pronunciaram.

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12.12.17
ED. 5764

Segunda pele

A suíça Galderma, gigante da área farmacêutica, estaria em negociações para a compra da Theraskin. Trata-se de uma operação que pode chegar a US$ 300 milhões. Controlada pela família Scaravelli, a Theraskin é uma das maiores fabricantes de medicamentos dermatológicos do Brasil.

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O “Fundo Cívico”, lançado à guisa de financiar a formação de candidatos ao Congresso, é só a primeira casa no tabuleiro. Os pais da ideia – Eduardo Mufarej, Luciano Huck, Armínio Fraga, Abilio Diniz, entre outros enricados – já falam na criação de uma escola de gestão pública.

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12.12.17
ED. 5764

Em peso

José Sarney já deu a palavra ao presidente Michel Temer que a sua “bancada” vai votar em peso a favor da reforma da Previdência.

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12.12.17
ED. 5764

Desejável solidão

A Brookfield está sedenta para comprar a parte da espanhola Abertis e assumir sozinha o volante da Arteris, dona de nove concessões rodoviárias ou mais de três mil quilômetros de asfalto.

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12.12.17
ED. 5764

Debate eleitoral promete quebrar o tabu sobre as reservas cambiais

O uso de reservas cambiais para aditivar os investimentos e melhorar a situação fiscal, medida que já foi classificada como uma panaceia das esquerdas, será trazida para o centro do debate em 2018. De acordo com a mais recente edição de Insight-Prospectiva, boletim informativo da Insight Comunicação distribuído aos assinantes no último dia 5, Lula tem esmiuçado o assunto com os economistas do PT, tais como Nelson Barbosa, Luiz Gonzaga Belluzzo, Marcio Pochmann e Ricardo Carneiro. Duas propostas são lapidadas.

A primeira passaria pelo BNDES e envolveria um encontro de contas. Banco Central e Tesouro, por meio das devidas transferências, capitalizariam a agência de fomento, de forma que ela não precisasse devolver os R$ 130 bilhões de empréstimos para cumprir a chamada “regra de ouro” – norma que proíbe o financiamento dos gastos de custeio do governo por intermédio da emissão de títulos públicos. Como o país carrega US$ 380 bilhões em reservas, o uso de US$ 50 bilhões do lastro cambial capitalizaria o BNDES acima dos 100% do que ele está escalado para devolver.

Uma das formas para a execução dessa operação seria por meio de recebíveis da disponibilidade do Tesouro Nacional depositadas em sua conta única no Banco Central. De janeiro a novembro, essa fonte, que somente está sendo utilizada para o gasto de despesas de custeio, financiou despesas de R$ 92,2 bilhões. Desde 2014, a conta única cresceu R$ 433 bilhões. A explicação seria a política de câmbio combinada com o alto valor das reservas.

No presente, essa fonte de financiamento está sendo utilizada pelo governo para evitar que ele quebre a “regra de ouro” e seja decretado como incapacitado. O saldo dessas tecnicalidades é que o BNDES teria mais recursos para fazer políticas proativas de fomento. Outro caminho cogitado nas conversas entre Lula e os economistas do PT envolveria o aumento do crédito interno por intermédio do Banco Central, medida, por sinal, que tem defensores fora das hostes petistas, caso do sócio da consultoria Tendências, Nathan Blanche. Nesta hipótese, o BC abriria linhas de crédito aos bancos públicos e privados, com base nas reservas.

As instituições financeiras, por sua vez, ofertariam os recursos às empresas para investimentos em concessões, privatizações ou mesmo greenfield. O BC teria uma remuneração maior para as reservas do que a obtida com o investimento em ativos no exterior – quase a totalidade do lastro cambial do país. E se o BC transferisse recursos das reservas diretamente para o BNDES, substituindo os aportes de recursos feitos pelo Tesouro, essa operação também teria o efeito líquido de rebaixar a dívida bruta.

Para Lula, empunhar a bandeira do uso das reservas cambiais traria um paradoxo que nenhum outro candidato precisaria enfrentar. A proposta exigiria do petista um contrapeso, com o anúncio de medidas conservadoras. Diminuir as reservas cambiais em um ambiente de insegurança internacional pediria um discurso antagônico à agenda de desconstrução das reformas liberais do governo de Michel Temer. Trata-se do corner imposto por Temer, sua maldição a quem se afastar demais da sua agenda.

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12.12.17
ED. 5764

Saída de mansinho

Nos últimos dois meses, a Cyrela tem reduzido gradativamente sua presença no capital da Tecnisa com sucessivas vendas do papel em bolsa. A participação, que chegou a ser de 14%, já estaria na casa dos 7%. O movimento é uma ducha de água fria em boa parte do mercado, que apostava suas fichas em um take over da Tecnisa pela Cyrela e na criação de uma incorporadora imobiliária com mais de R$ 20 bilhões em terrenos na carteira.

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12.12.17
ED. 5764

Segunda chance

O governo vai relicitar a concessão da BR-153, cassada da Galvão Engenharia, até abril de 2018. O futuro operador terá de investir R$ 5 bilhões na duplicação da via. Ou seja: fazer o que a Galvão não fez.

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12.12.17
ED. 5764

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Galderma, Theraskin, Brookfield e Cyrela.

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