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Planos
08.12.17
ED. 5762

“Força-tarefa” da Funcef revira malfeitos do passado

A Funcef vai fazer a sua própria “Operação Greenfield”. As áreas jurídica e de auditoria da fundação estão debruçadas sobre farto material produzido pelas três comissões de apuração criadas pela entidade em abril deste ano com a missão de exumar esqueletos contábeis do passado. Segundo o RR apurou, os “legistas” da Funcef levantaram fortes evidências de irregularidades em investimentos realizados entre 2002 e 2010, notadamente por meio de fundos de participação.

As suspeições envolvem, inclusive, operações sobre as quais os procuradores da Greenfield ainda não teriam avançado – uma espécie de varejinho de malfeitos que, somados, podem ter custado caro ao fundo de pensão. Cálculos preliminares apontariam para perdas potenciais da ordem de R$ 300 milhões, dinheiro que evaporou do caixa do fundo de pensão e provavelmente não dará um tostão de retorno aos aposentados da Caixa Econômica. Procurada pelo RR, a Funcef não quis se pronunciar.

As informações garimpadas pelos órgãos internos de auditoria da Funcef já teriam sido encaminhadas ao Ministério Público. Elas comprometem ainda mais os oito ex-dirigentes da fundação que se tornaram réus no âmbito da Operação Greenfield, responsável por investigar desvios de recursos em entidades de previdência privada. O fundo de pensão da Caixa já dispõe de munição suficiente para acionar judicialmente os antigos executivos fisgados pela Greenfield – entre os quais figuram dois ex-presidentes da casa, Guilherme Lacerda e Carlos Alberto Caser.

Na Funcef, é grande a pressão de conselheiros e dos próprios beneficiários para que os antigos gestores sejam responsabilizados por eventuais irregularidades ou, na melhor das hipóteses, pela má gestão dos recursos do fundo. Até porque as contas do passado ainda farão parte do futuro dos empregados e aposentados da Caixa por longos e dolorosos 205 meses. Este é o período pelo qual os participantes da Funcef ainda terão de pagar uma contribuição extra para cobrir o déficit atuarial da fundação em 2015, no valor de R$ 9,6 bilhões.

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08.12.17
ED. 5762

Grãos de esperança

A pouco menos de 20 dias do Natal, a Whirlpool respira aliviada. O número de pedidos recebidos pela fabricante das marcas Consul e Brastemp já seria o maior dos últimos quatro “dezembros”.

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O Magazine Luiza abriu 10% a mais de vagas temporárias em comparação ao esquálido Natal do ano passado.

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08.12.17
ED. 5762

Garimpo

O norte-americano Castor Ventures, criado por ex-alunos do MIT, está garimpando o mercado brasileiro em busca de startups na área de educação.

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08.12.17
ED. 5762

Clima tenso

Nos corredores do JP Morgan circula a informação de que o banco vai limar boa parte da equipe de asset management no Brasil. A medida se daria depois de concluída a transferência da gestão dos fundos locais para o Santander, anunciada nesta semana. A administração dos fundos internacionais passaria a ser feita quase toda lá de fora.

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08.12.17
ED. 5762

Lotex vira prêmio de consolação

O projeto de privatização da Lotex – leia-se as “raspadinhas” da Caixa – deverá ser retalhado. A tendência é que o governo raspe do edital a exclusividade que seria concedida ao futuro controlador da jogatina para operar esta modalidade de loteria em todo o país. O recuo se deve à pressão dos estados, que não admitem ser jogados para fora deste rentável mercado. A Loterj, por exemplo, deverá gerar neste ano R$ 250 milhões para os cofres do Rio. Ao ceder, o governo federal vai incinerar boa parte da receita projetada para o leilão da Lotex. Sem o monopólio, o negócio deixa de ser um bilhete premiado.

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08.12.17
ED. 5762

Beleza americana

A rede de salões Beleza Natural tem sido assediada por fundos norte-americanos, que trazem a reboque a promessa de acelerar a expansão do negócio nos Estados Unidos. Ressalte-se que a companhia já tem um peso-pesado em seu capital: a GP Investimentos, dona de uma participação de 33%.

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08.12.17
ED. 5762

Um ministro atropelado

Eliseu Padilha e Antonio Imbassahy convocaram o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, para uma dura conversa ontem, no Palácio do Planalto. Quintella foi cobrado pelo baixo apoio do seu partido, o PR, à reforma da Previdência. Por ora, apenas dez dos 37 deputados da sigla são considerados votos certos a favor do governo. Para o Planalto, esse número está abaixo do “volume morto” – assim como o próprio Quintella.

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A presença de Aloysio Nunes Ferreira na convenção do PSDB, amanhã, é motivo de preocupação no partido. O temor é que o fiel ministro das Relações Exteriores faça um veemente e constrangedor discurso de apoio a Michel Temer.

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Mesmo aos frangalhos, Aécio Neves tentará emplacar dois aliados na direção nacional do PSDB: o senador Antonio Anastasia e o deputado Marcus Pestana.

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08.12.17
ED. 5762

Um pacote só

João Doria tem planos de embalar a privatização do Ibirapuera e do Pacaembu em um só pacote. Quem comprar um leva dois.

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08.12.17
ED. 5762

A velha luta de classes levada ao pé da letra

Um empresário do setor cafeeiro, que já viveu melhores dias nos seus negócios, vomitou, ontem, no Aeroporto Internacional de Miami, a aversão que determinada elite retrógrada nutre pelo Brasil. O antipatriota, possesso com a malta tupiniquim, deitava falação na entrada do portão 12, onde se daria o embarque do voo 8057 da Latam. Falava  em voz alta que os brasileiros, na fila da classe econômica, representavam a síntese do país: “Molambentos, sacoleiros, feios, escuros e mal educados”.

Dizia que “o Brasil não tem jeito” e “nem com a volta da escravatura e o regime militar juntos, o país levantará da sua mediocridade”. O motivo para tamanha demonstração de repulsa foi o magano ter sido atravessado em seu ingresso na business class por um desavisado turista da classe econômica. O destempero foi recebido por uma vaia daquelas da malta, que esperava o sinal verde para iniciar sua arrastada caminhada em direção ao interior da aeronave.

O fascista batia palmas para a classe média. E a turistada vaiava, aumentando os termos chulos de parte a parte. As aeromoças fizeram o possível junto com o pessoal de terra da Latam para impedir a triste cena, que durou eternos minutos. Mas nada é tão ruim que nunca acabe. O velho cafeicultor, já dentro do avião, sentou-se cansado na cadeira reclinável. Mal fechou os olhos, as vaias foram entoadas pelo pessoal que entrava enfileirado pelo corredor. “Uuúúúúuúuúúú. Nazistaaaa! Lulaaaaa!” É a batalha ideológica e pré-eleitoral de pior qualidade, emporcalhando com o ódio tão comum em nossa terra a imagem do Brasil pelo mundo.

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08.12.17
ED. 5762

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: JP Morgan, Magazine Luiza, Whirlpool e Beleza Natural.

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