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Planos
01.12.17
ED. 5757

Economia é o cacife eleitoral de Temer para 2018

O presidente Michel Temer está se autocoroando como peça central da eleição de 2018. Ou para ser mais preciso: de vetor decisivo na campanha para impedir o “Lula lá”. Temer tem certeza de que será um cabo eleitoral fortíssimo, esgrimindo a caneta mais cheia de tinta da República. Acha que tem bons candidatos em cada uma das mãos, ou seja, Rodrigo Maia e Henrique Meirelles – com preferência para este último, mais identificado com sua gestão. E arrisca afirmar que estão germinando as condições para a sua reeleição, uma hipótese implausível até então. Ou seja: Temer estaria em todas. Mas como pode um presidente com uma popularidade de somente 3% almejar a manutenção do cargo?

Os entusiastas do “Fica Temer” acreditam que os bons resultados da política econômica ainda não foram percebidos pela população. Os preços caíram tremendamente, mas é preciso uma permanência mais longa nesse patamar para que os consumidores acreditem que eles estão sob controle. A equipe econômica acredita que os juros mais baixos da Selic surtirão efeito maior sobre a economia por volta de março. É a inércia sempre aludida pelos monetaristas. Os laboratoristas eleitorais do Planalto, por sua vez, acreditam que a taxa de ocupação terá uma alta progressiva durante todo o ano de 2018.

O target dos“temeristas” seria um desemprego na faixa de 10%, gatilho para o lançamento da sua candidatura. Para efeito do discurso eleitoral, o presidente teria vencido todos os principais inimigos da economia popular – inflação, juros e desemprego –, herança do lulopetismo. O segundo round seria costurar uma grande aliança com o DEM e os partidos fisiológicos da sua base aliada, parte mais fácil da empreitada.

Nas contas dos “temeristas”, conforme divulgado na imprensa, se o presidente chegar a 12% do eleitorado em meados do próximo ano, dá para entrar firme no certame. A claque de Temer também desconsidera os problemas do presidente com a Lava Jato. Os adversários também estão no mesmo barco.

Pesa ainda uma pesquisa recente que revela o pouco caso do eleitor com a pecha de corrupto dos políticos. “Afinal, qual deles não é?”, seria a conclusão da sondagem. Para os lulistas e tucanos, esse desfecho, com a glorificação de Michel Temer, é uma obra de Stephen King, na qual haveria mais desejo do que inspiração na realidade. De qualquer forma, a despolarização da contenda clássica PT versus PSDB pode vir a ser a grande novidade da disputa presidencial, com uma inesperada vitória do patrimonialismo hiperprofissional pela via do voto democrático.

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01.12.17
ED. 5757

Ruralistas plantam o que querem no marco do licenciamento ambiental

A bancada ruralista está prestes a impor mais uma de suas polêmicas agendas. Ao apagar das luzes do calendário legislativo, há uma avançada articulação para que a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara vote ainda neste ano o Projeto de Lei no 3.729, que estabelece o novo marco regulatório para o licenciamento ambiental. É a etapa que falta para a proposta ser levada ao plenário da Casa. Segundo o RR apurou, o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), já teria um acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que o projeto seja votado na primeira quinzena de fevereiro de 2018. O PL 3.729 é extremamente contestado por ambientalistas. O texto final engorda a relação de projetos de infraestrutura isentos de licenciamento ambiental, da ampliação de rodovias a obras em terminais portuários. Outro ponto polêmico, um enxerto sob medida da bancada ruralista, é a dispensa de licença para toda a atividade agrícola, pecuária e a silvicultura.

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01.12.17
ED. 5757

Petrobras e BTG querem distância total

Petrobras e BTG teriam aberto conversações com a Total para a venda do controle da Petrobras Oil&Gas, a malfadada joint venture entre ambos na África, com participação em três campos em águas profundas na Nigéria. O grupo francês é operador de dois deles – Akpo, já em produção, e Egina, ainda em fase de desenvolvimento. Segundo o RR apurou, a Petrobras Oil&Gas também teria sido oferecida à Chevron, responsável pela operação do campo de Agbami. Os norte-americanos, no entanto, parecem estar na mão contrária em relação à África. Recentemente venderam um pacote de ativos em exploração e produção na África do Sul para a Glencore. A joint venture entre a Petrobras e o BTG, não custa lembrar, remete a um passado que tanto a estatal quanto o banco querem enterrar. O negócio chegou a ser investigado pela Lava Jato devido a suspeitas de pagamento de propina a autoridades locais.

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01.12.17
ED. 5757

Sem açúcar e sem afeto

A área jurídica da Cargill está mobilizada em torno da punição imposta pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), dos Estados Unidos, à Copersucar. A empresa foi condenada a pagar uma multa de US$ 300 mil por manipulação de negociações com contratos de açúcar na Bolsa de Nova York. O temor da Cargill é que o processo ricocheteie na Alvean, joint venture que mantém com a Copersucar. Desde outubro de 2014, a empresa é a responsável por distribuir o açúcar físico e negociar contratos futuros em nome de suas acionistas.

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01.12.17
ED. 5757

Água filtrada

A queixa-crime contra Marcos Lula apresentada pelo prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, já foi encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça. Morando, do PSDB, denunciou o filho do ex-presidente Lula por suposto crime contra a honra devido ao um post no Facebook. Na mensagem, Marcos Lula acusou o prefeito de defender a violência policial contra estudantes que ocupavam uma escola de São Bernardo.

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01.12.17
ED. 5757

Rei morto

Entre os próprios caciques tucanos, a presença do senador Aécio Neves na convenção do PSDB, no próximo dia 9, ainda é uma incógnita. Não faltam conselhos de pessoas próximas para que ele não compareça à coroação de Geraldo Alckmin.

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01.12.17
ED. 5757

Coragem

Os acionistas da Tivit, o fundo inglês Apax e a família Mattar, não desistem. Decidiram que o IPO da empresa de TI vai ser retomado até março de 2018. Será a terceira tentativa de abertura de capital da Tivit.

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01.12.17
ED. 5757

Fora de circulação

O plano de privatização da Casa da Moeda saiu de circulação no governo.

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01.12.17
ED. 5757

Operação água fria

A poucos dias da convenção do PSDB, o Palácio do Planalto fará uma cruzada neste fim de semana na tentativa de garimpar votos tucanos para a reforma da Previdência. O próprio Michel Temer tem um encontro marcado com Geraldo Alckmin amanhã, em São Paulo, para tratar do tema.

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01.12.17
ED. 5757

De olho na Copergás

A Mitsui já disparou um torpedo para o BNDES tratando do seu interesse na Copergás, distribuidora de gás natural de Pernambuco. O modelo de privatização da empresa está sendo alinhavado pelo banco.

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01.12.17
ED. 5757

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, BTG, Tivit, Mitsui e Cargill.

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