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Planos
22.11.17
ED. 5750

Parente prepara o descarrego da Braskem

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, bate todo o dia na madeira e repete a ladainha: pé de pato, mangalô, três vezes. Parente pensa na umbanda, na Bahia e na petroquímica. Pensa, sobretudo, em como se livrar da Braskem. O executivo tem dez milhões de motivos para querer bem longe a companhia monopolista da petroquímica brasileira: as enroscadas negociações do preço da nafta, nas quais a estatal, sócia da Braskem, acaba quase sempre se dando mal; o risco Odebrecht, intrínseco ao negócio; a expectativa de resultados financeiros cadentes da empresa; e, principalmente, a necessária desmobilização de ativos da Petrobras. Os 47% que a estatal detém na Braskem podem valer mais do que a abertura de capital da BR Distribuidora.

Há ainda outra vantagem em relação ao underwriting da subsidiária: a companhia pularia fora por inteiro da petroquímica, que tem um histórico repleto de nebulosas transações. O Ministério Público denunciou perdas de R$ 6 bilhões da Petrobras em tenebrosos contratos de venda da nafta para a Braskem, no período de 2009 a 2014. O presidente da petroquímica, Carlos Fadigas, disse que se tratava de uma alucinação. Não fosse por uma delação premiada, estaria mofando na prisão. Eparrei, minha mãe Yansã. O medo, contudo, generalizou-se.

A Itaúsa, holding da família Setubal, e a Dow Chemical, grupos que demonstraram interesse, pularam fora antes mesmo das controladoras, Petrobras e Odebrecht, definirem a  modelagem da venda. A Shell também foi cogitada e fingiu-se de morta. Os sócios da petroquímica depositam sua esperança em uma operação complexa de abertura do capital na NYSE e transferência da sede para os EUA.

A engenhosa tacada, a cargo do Santander, permitiria a redução dos riscos Brasil e Odebrecht, com consequente destravamento do preço da companhia, dando porta de saída para os controladores – pelo menos a Petrobras – com a pulverização das ações. Mas até mesmo o banco espanhol, bastante empenhado em faturar sua comissão, sabe que é uma pedreira exportar o centro de decisão de um monopólio, cuja existência se deve em grande parte a largos favorecimentos estatais. Some-se a isso o fato de a Braskem sofrer as agruras de um acordo de leniência que pode ser suspenso a qualquer momento pela miríade de órgãos fiscalizadores e reguladores envolvidos, Ministério Público, TCU, AGU, PGR. Por enquanto, Parente, com seus rasos e ouriçados fios de cabelos, faz até mais do que pode. Resta observar o horizonte, de onde provem o tam-tam dos atabaques no terreiro da Odebrecht. Valei-me, meu santo Atotô Obaluaê.

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22.11.17
ED. 5750

Chineses investem US$ 1 bi no agronegócio brasileiro

Os acordos firmados pelo presidente Michel Temer durante sua visita à China, em setembro, começam a deixar o campo da pirotecnia das relações bilaterais para dar seus primeiros resultados práticos. Segundo informações filtradas do Ministério da Agricultura, autoridades chinesas são aguardadas no Brasil no início de 2018 para anunciar uma série de projetos agropecuários, notadamente no Centro-Oeste e no sul do Pará. A expectativa é que os investimentos passem de US$ 1 bilhão. A maior parcela destes recursos virá do China-LAC Cooperation Fund. Neste caso, as tratativas já estão ocorrendo com alguma velocidade. Em viagem à Ásia há duas semanas, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, se reuniu com a direção do fundo para alinhavar investimentos no estado. Em contrapartida, segundo o RR apurou, desde o mês passado, representantes do fundo têm visitado cidades do Centro-Oeste. Estiveram também em uma das maiores cooperativas agrícolas da região.

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22.11.17
ED. 5750

Sinal quase verde para a Brookfield

O Conselho de Administração da Cemig deverá se reunir nos próximos dias para avaliar a oferta vinculante apresentada pela Brookfield para a compra da Renova Energia, pertencente à estatal mineira e à Light, sua controlada. A tendência é que o board aceite preliminarmente a proposta, o que dará aos canadenses direito de exclusividade para negociar a aquisição pelos próximos 60 dias. É a segunda tentativa da Brookfield de fisgar a Renova. Em junho, o grupo fez uma proposta de aporte de capital na empresa de energia renovável, mas as negociações não andaram.

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22.11.17
ED. 5750

A força das circunstâncias

Silvio Santos tem se mostrado menos refratário à ideia de alugar horário no SBT para programas religiosos, algo que ele sempre vetou. A possível quebra do tabu vai para a conta da crise. Com resultados em queda, o SBT está demitindo cerca de cem funcionários.

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22.11.17
ED. 5750

Bons ventos

A EDF acelera o passo para concluir até o fim de 2018 a construção da terceira fase do seu parque eólico em Pirapora (MG). Serão aproximadamente R$ 500 milhões em investimento. Nas duas etapas anteriores do empreendimento, os franceses já desembolsaram mais de R$ 1,6 bilhão.

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22.11.17
ED. 5750

Cadeira cativa

Em conversa com o presidente Michel Temer no último fim de semana, Gilberto Kassab praticamente assegurou sua permanência no Ministério da Ciência e Tecnologia até abril. Era tudo que Kassab queria.

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22.11.17
ED. 5750

Uma casa valiosa no tabuleiro eleitoral

O governador do Ceará, Camilo Santana, tornou-se peça valiosa no xadrez eleitoral para 2018. Lula tem se empenhado para convencê-lo a permanecer no PT – há alguns meses Santana fala sobre a possibilidade de trocar de sigla. Este é um movimento vital para proteger um importante flanco do partido no Nordeste. De 2002 para cá, o PT ganhou todas as eleições presidenciais no Ceará, sempre com índices acachapantes. No segundo turno de 2014, Dilma Rousseff obteve 74% dos votos. Quatro anos antes, a goleada foi ainda maior (76%). Camilo Santana vem sendo cortejado pelos maiores caciques da política cearense. Tasso Jereissati, de quem é amigo, tenta convencê-lo a marchar para o PSB. Em troca, o PSDB deixaria de lançar um nome próprio para se coligar ao PSB e apoiar sua candidatura à reeleição. Ciro Gomes também lhe abriu as portas do PDT. O mesmo vale para o PMDB de Eunício de Oliveira. Se bem que, no caso do PDT e do PMDB, por uma via transversa, Camilo Santana pode correr, correr, correr e acabar de volta no palanque de Lula.

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22.11.17
ED. 5750

Grudado feito tatuagem

David Neeleman quer levar o chinês HNA Group para o capital da TAP. Fecharia, assim, o “Grand Slam” da sociedade. Neeleman já é sócio dos asiáticos na Azul e, a partir de agora, na companhia francesa Aigle Azur.

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22.11.17
ED. 5750

Premium II

Só dá China National Petroleum. Além do Comperj, o grupo asiático faz planos para retomar a construção da refinaria Premium II, no Ceará.

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22.11.17
ED. 5750

Não foi por falta de aviso

Ontem, tão logo saiu o anúncio do embargo russo à carne brasileira, os grandes frigoríficos nacionais começaram a disparar críticas contra a burocracia e a má vontade do Ministério da Agricultura. Há quase um ano, os russos sinalizavam a medida em retaliação à demora do governo brasileiro em abrir o mercado à importação de trigo e pescado do país eurasiano. Deu no que deu.

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22.11.17
ED. 5750

O senador da segurança

Roberto Freire, presidente do PPS, tenta convencer o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a transferir seu domicílio eleitoral de Pernambuco para o Rio de Janeiro e se candidatar ao Senado. O mote da campanha de Jungmann seria a segurança pública. Ou a falta dela.

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22.11.17
ED. 5750

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Azul (David Neeleman), Petrobras, CNPC, EDF e Cemig.

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