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Planos
17.11.17
ED. 5747

Lula deixa o mercado com os nervos à flor da pele

Dirigentes do mercado financeiro estiveram, ontem (16/11), à beira de um ataque de nervos. O motivo foram os rumores de que Lula daria uma entrevista anunciando a espinha dorsal do seu programa econômico: anular todas as reformas realizadas pelo governo de Michel Temer, a exemplo da trabalhista e da PEC do Teto. O ex-presidente já arranhou o
assunto antes, mas um pronunciamento formal seria bem diferente de declarações a esmo.

O aumento da tensão não se refletiu no prêmio de risco dos ativos. No entanto, a verdade é que a temperatura vem subindo nas últimas duas semanas com a crescente probabilidade de Lula vir a se candidatar. As mesas de operações, que o consideravam alijado das eleições, trabalham principalmente com a hipótese de ele ser condenado em segunda instância, mas obter uma liminar no STF, o que garantiria, mesmo na condição de réu, sua presença no certame. O ex-diretor de política monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, resume o sentimento: “Voltamos a dançar na borda do abismo”. O “fator Lula” pode não provocar a histeria de 2002. Mas incomodam as evidências de que a “margem de reconciliação” do ex-presidente com os mercados está se tornando mais estreita.

Lula não emitiu nenhuma mensagem ao empresariado. A ausência de comunicação tem preocupado, sobretudo, ao mercado financeiro, que enxerga o risco das agências de rating rebaixarem o Brasil. Ao contrário do primeiro mandato, o recurso a uma nova “Carta ao Povo Brasileiro” é descartado pelo próprio Lula, segundo apurou o RR. A interpretação é que o expediente seria considerado uma fraude.

Lula também tem pouca “gordura” de onde tirar o argumento para uma guinada à direita. Em 2002, o dólar estava a R$ 4,20 e dizia-se que o Brasil ia quebrar. Havia espaço para justificar a “Carta”. Hoje, o dólar está a R$ 3,20 e os juros Selic adormecem na faixa de 7,5%. Um cenário econômico bem mais suave do que o da primeira eleição. Também é bem diferente o naipe da sua equipe. Lula tinha Antônio Palocci, à frente, que era sua voz junto ao mercado. Isto para não falar de Henrique Meirelles, cuja presença no BC começou a ser cogitada antes da eleição. Lula agora está só.

Os bancos que lhe deram guarida estão assustados. As empreiteiras são peças fora do tabuleiro. E o empresariado da indústria nacional, atraído pelo vice-presidente José de Alencar, se sobreviveu, está retraído. O pavor é que o ex-presidente não acene com uma distensão até janeiro ou fevereiro. Este período seria a data limite para que as conquistas feitas na inflação, juros e câmbio fossem dinamitadas. O problema, contudo, é o que Lula vai dizer. Hoje é mais provável que nem mesmo ele saiba.

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17.11.17
ED. 5747

Crise fiscal se alastra por 23 estados

A Secretaria do Tesouro acendeu o sinal de alerta. Há uma forte possibilidade de que 23 estados estejam com problemas de caixa entre janeiro e fevereiro. A previsão, portanto, é que haja suspensão de pagamentos nessas unidades federativas. Com certeza vai sobrar para a União. A questão é onde o Tesouro vai arrumar recursos para ajudar os estados. A meta de déficit fiscal de R$ 159 bilhões em 2018 é gêmea à de 2017, mas a projeção é que o saldo será mais difícil de ser obtido, mesmo com a estimativa de aumento da arrecadação devido ao crescimento triplicado do PIB.

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17.11.17
ED. 5747

Desnacionalização da década

O ano passado registrou o recorde de desnacionalizações da década. Em praticamente todos os setores, as aquisições feitas pelo capital estrangeiro sobrepujaram às da iniciativa privada nacional. A Lava Jato colaborou com esse placar.

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17.11.17
ED. 5747

Um concorrente a mais para Apple e Samsung

A chinesa BBK Electronics, uma das maiores fabricantes de celulares do mundo, ensaia sua entrada no Brasil. Representantes do grupo têm mantido conversações com uma grande operadora de telefonia. Curiosamente, uma de suas marcas mais populares na Ásia leva o nome Vivo. Por ano, a BBK vende mais de 200 milhões de smartphones no mundo.

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17.11.17
ED. 5747

Ao pé do ouvido

No feriado da última quarta-feira, durante voo entre Brasília e São Paulo, Michel Temer conversou bastante com Henrique Meirelles sobre sua candidatura à Presidência da República.

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17.11.17
ED. 5747

Nuvem de fumaça

A entropia do PSDB é tão grande que até as mais estapafúrdias intrigas ganham terreno no partido. No último fim de semana, assessores de João Doria insinuavam que Geraldo Alckmin havia afrouxado o policiamento próximo a Interlagos durante o GP Brasil de F-1 para macular o evento, de responsabilidade da Prefeitura, e atrapalhar os planos de privatização do Autódromo. Parece mais caso de cara de pau do que paranoia.

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17.11.17
ED. 5747

Burger King parte no encalço do McDonald’s

O trio Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles quer deixar o McDonald ́s comendo poeira no Brasil. Segundo o RR apurou, o plano de expansão do Burger King traçado com os sócios da operação local – à frente, a Vinci Partners, de Gilberto Sayão – tem como meta atingir a marca de mil restaurantes em dois anos. Hoje, são aproximadamente 640 lojas, contra pouco mais de 900 do McDonald ́s.

O ritmo em slow motion da concorrente favorece os planos do Burger King de assumir a dianteira do setor. Nos últimos dois anos, o McDonald ́s puxou o freio de mão e abriu, em média, apenas 17 restaurantes no Brasil. Mantida esta toada, a troca de liderança no mercado brasileiro de fast food se dará até o fim de 2019.

O condimento financeiro para o projeto de expansão do Burger King virá do IPO previsto para dezembro. De acordo com informações filtradas do Burger King, a expectativa dos acionistas é colocar em mercado todo o volume de papéis ofertado, alcançando pouco mais de R$ 4 bilhões. Em tempo: não obstante tantos números superlativos, os financistas que comandam a cozinha do Burger King ainda quebram a cabeça para colocar o negócio no azul. Provavelmente não será neste ano: a subsidiária brasileira acumulou um prejuízo de R$ 18 milhões entre janeiro e setembro.

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17.11.17
ED. 5747

Lá vem o pato

No encontro com Michel Temer no último domingo, fora da agenda oficial da Presidência da República, Paulo Skaf recebeu sinal verde para colocar na rua sua candidatura ao governo de São Paulo em 2018. O caixa da Fiesp que se prepare.

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17.11.17
ED. 5747

Reforçando o tom

A equipe de produção do programa eleitoral do PSC passou os últimos dias reeditando o filmete que vai ao ar no próximo dia 21. O objetivo foi reforçar o tom de “presidenciável” de Paulo Rabello de Castro, protagonista da produção.

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17.11.17
ED. 5747

Dedo na tomada

A Volkswagen faz planos de trazer seu primeiro carro elétrico para o Brasil no início de 2019. Por enquanto, um modelo só, o Golf, que seria a “cobaia” para testar o mercado brasileiro.

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17.11.17
ED. 5747

Meme tucano

Alberto Goldman, presidente interino do PSDB, passou o feriado no WhatsApp convocando os tucanos para a reunião ampliada da Executiva do partido, prevista para a próxima semana. Nas mensagens, fez menção recorrente
à necessidade de um desembarque “sem traumas” do governo Temer.

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17.11.17
ED. 5747

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Burger King e Volkswagen.

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