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Planos
08.11.17
ED. 5741

MP mapeia os caminhos entre Andrade Gutierrez e Regis Fichtner

A delação do marqueteiro Renato Pereira ainda vai render. Virão à tona as relações perigosas da Andrade Gutierrez com Regis Fichtner, secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro durante o governo de Sérgio Cabral. A colaboração entre ambos ia além das prebendas para lá, caixa dois para cá.

De acordo com a delação de Pereira, sua prestação de serviços a Sergio Andrade era interestadual, com uma ponte para Minas Gerais. Do lado das Alterosas estavam Aécio Neves e Andrea Neves, fregueses contumazes da Andrade Gutierrez. Nessa trama, entram, por exemplo, as investigações sobre o suposto pagamento de propina à empreiteira na construção da Cidade Administrativa, uma das obras mais caras do governo de Aécio – aproximadamente R$ 2 bilhões.

Na procuradoria Sergio Andrade e Regis Fichtner são apontados como pertencentes à “turma do teflon”. Até agora pouca coisa grudou nos dois. Não é por falta de gordura na frigideira. A Andrade Gutierrez já fechou acordo de leniência. Fichtner, por sua vez, foi citado em depoimento de Luiz Carlos Bezerra, apontado como um dos operadores do esquema de Cabral.

Ele afirmou à Justiça ter levado pessoalmente ao ex-secretário dinheiro vivo fruto de propina. A imprensa já noticiou, inclusive, que o próprio Fichtner estaria negociando sua delação, o que, por ora, não se confirmou. Fichtner estava na Casa Civil quando a Andrade Gutierrez participou das obras do Maracanã.

No mesmo período, em 2010, a Cemig, da qual a empreiteira é sócia, aumentou sua participação na Light. Inicialmente, Sérgio Cabral era contrário à hipótese da estatal mineira amplificar seu poder na distribuidora fluminense. Fichtner foi convocado para aparar as arestas. A conta do acerto teria ido para a Andrade Gutierrez. A companhia agiu ainda em consórcio com duas empreiteiras carimbadas no governo Cabral: Carioca e Delta. Segundo o RR apurou, Renato Pereira disse que a articulação e montagem jurídica dos consórcios ficava, na surdina, a cargo de Fichtner. Procurados pelo RR, a Andrade Gutierrez, Regis Fichtner e o Ministério Público Federal não se pronunciaram.

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08.11.17
ED. 5741

Dedo na ferida

Auditoria interna da Petros está desentocando cobras e lagartos referentes a investimentos feitos entre 2002 e 2010. Os dados têm sido remetidos ao Ministério Público. Segundo o RR apurou, as investigações envolvem ex-dirigentes da fundação. Procurada, a Petros confirmou que “foram e continuam sendo realizadas Comissões Internas de Apuração para averiguar eventuais irregularidades” em “investimentos decididos no passado”.

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08.11.17
ED. 5741

Internação

O fundo inglês Actis, que administra US$ 8 bilhões, quer se internar no capital de hospitais no Brasil.

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08.11.17
ED. 5741

Teatrinho Trol

Geraldo Alckmin e João Doria encontraram-se no último domingo pela manhã, fora das respectivas agendas oficiais.
Na conversa, Doria disse que não pretende disputar a eleição presidencial, garantiu que permanecerá no PSDB e prometeu trabalhar pela campanha de Alckmin. O governador paulista fez que acreditou no que ouviu.

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08.11.17
ED. 5741

MP 795 deflagra uma batalha naval

As empresas de navegação de cabotagem – leia-se Aliança, Mercosul Line e Norsul – atracaram no Congresso Nacional e na Casa Civil com uma forte operação de lobby. O objetivo é garantir o fim do imposto de importação sobre embarcações destinadas à navegação interna. O pano de fundo é uma batalha naval entre armadores e estaleiros.

A extinção do tributo constava no texto original da Medida Provisória 795, editada pela Presidência da República. No mês passado, no entanto, a Comissão Mista do Senado aprovou a MP com uma emenda de última hora apresentada pela indústria naval, estabelecendo a manutenção da taxação – o texto ainda irá à votação nos plenários da Casa e da Câmara dos Deputados. No Congresso, a mudança ao apagar das luzes na Comissão do Senado ganhou o apelido de “Emenda Atlântico Sul”, em referência ao estaleiro da Camargo Corrêa e da Queiroz Galvão.

A combalida empresa  é a maior interessada em evitar, a todo o custo, a isenção para a compra de embarcações estrangeiras. O Atlântico Sul tem engatilhada uma encomenda de mais de R$ 2 bilhões para a entrega de cinco navios à Satco, empresa de Cingapura que atua na navegação de cabotagem no Brasil. Se a barreira fiscal cair, fatalmente os asiáticos vão deixar o estaleiro a ver navios e entregar a encomenda a um parceiro internacional.

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08.11.17
ED. 5741

Ministro pró-rata

O ministro da Indústria, Marcos Pereira, parece só ocupar o cargo de segunda à quinta-feira. Nos últimos dois meses, apenas em duas ocasiões cumpriu agenda oficial em uma sexta-feira. No último dia útil da semana, Pereira costuma tirar a farda de ministro para vestir a de candidato a deputado federal e militar junto à sua base em São Paulo.

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08.11.17
ED. 5741

Lava Jato na porta da Minerva

O Ministério Público Federal investiga os pagamentos feitos pela Minerva Foods à Yasmin Julieta Cardoso, irmã do ex-governador de Tocantins Sandoval Cardoso. O Coaf já teria enviado ao MPF os documentos comprovando a transferência de R$ 9,4 milhões. O Minerva alega que o depósito na conta de Yasmin se deu como pagamento à compra de 6.319 cabeças de gado. Sandoval Cardoso foi preso no ano passado acusado de fraudar licitações do governo do estado.

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08.11.17
ED. 5741

Delação que vale por dois

A delação de Lucio Funaro é um trunfo em família. Ao menos é o que espera a defesa de Roberta Funaro, irmã do doleiro. A expectativa é que o STF julgue ainda neste mês o pedido de soltura da advogada, a partir do acordo de colaboração fechado por Funaro, uma vez que os dois casos estão entrelaçados. Roberta foi presa em maio após ser filmada pela Polícia Federal recebendo propina em nome do irmão.

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08.11.17
ED. 5741

Conselho de ética

Romero Jucá tem nas mãos um projeto de compliance para o PMDB, que será apresentado na convenção do partido, em janeiro. As propostas incluem a elaboração de um novo código interno e a criação de um comitê de ética, formado por “notáveis” do partido. Se a Bolívia, sem acesso ao mar, mantém um Ministério da Marinha, por que o PMDB não pode ter comitê de ética?

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08.11.17
ED. 5741

Ana Arraes

O Podemos quer embaralhar a disputa pelo governo de Pernambuco. O partido defende que Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, se candidate ao cargo. Por ora, a ministra do TCU prefere o Senado.

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08.11.17
ED. 5741

Chutando a canela

Romário vai intensificar os ataques a Marcelo Crivella. Sondagens feitas pelo PSB mostram que, a cada chute na canela do prefeito, o “Baixinho” sobe na disputa pelo governo do Rio.

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08.11.17
ED. 5741

Gritos do silêncio

Organizações civis estão convocando, nas redes sociais, uma manifestação em frente à residência de Sérgio Cabral no dia 17 de novembro, quando sua prisão completa um ano. Do jeito que andam o animus e a mobilização da população do Rio, periga o protesto não ser ouvido nem no prédio ao lado.

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08.11.17
ED. 5741

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Mercosul Line, Norsul, Aliança e Atlântico Sul.

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