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Planos
07.11.17
ED. 5740

Corretores de seguros fazem um “takeover” da Susep

A Susep está dominada por aqueles que deveria regular e fiscalizar. Os corretores de seguros tomaram a autarquia, colocando em xeque sua independência. Há uma concentração de representantes da área de corretagem nos postos de comando sem precedentes na trajetória do órgão regulador, a começar pelo superintendente, Joaquim Mendanha de Ataídes, presidente licenciado do Sindicato dos Corretores de Goiás. Ao seu lado, na diretoria de Administração, está Paulo dos Santos, que, até ser nomeado para o cargo, ocupava a presidência do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros (Ibacor).

O trio de ferro dos corretores é completado por Marcelo Augusto Camacho Rocha, ex-assessor jurídico da Fenacor, que assumiu neste ano a diretoria de Organização do Sistema de Seguros Privados. Nos bastidores da entidade, é flagrante o mal-estar causado pela situação, notadamente junto à área técnica. O poder dos corretores na Susep tem criado situações de tensão entre agentes do mercado de seguros.

O caso mais ruidoso gerou uma crise dentro da própria estrutura de Estado, devido ao embate entre a entidade e a Caixa Econômica Federal, ambas subordinadas ao Ministério da Fazenda. A Susep negou o pedido da Youse – plataforma online de venda de apólices criada pela CEF – para atuar também como seguradora. A situação causou irritação na diretoria do banco, que enxergou a postura da Susep como uma represália ao canal de distribuição direta de seguros sem corretagem – um projeto no qual a Caixa Seguradora, leia-se a francesa CNP Assurances (52%) e CEF (48%), investiram mais de R$ 500 milhões.

Segundo o RR apurou, houve pressão em Brasília para a demissão de Joaquim Mendanha. Consta que quem segurou as pontas foi o deputado federal Lucas Vergílio (SD-GO), filho de Armando Vergílio, presidente da Fenacor. Procurada pelo RR, a Susep esclareceu que “só se manifesta formalmente em relação a fatos concretos, com origem confirmada, e não sobre boatos ou informações correntes em bastidores.”

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07.11.17
ED. 5740

Gigante da saúde

A Anthem, uma das maiores empresas de planos de saúde dos Estados Unidos, estaria em conversações para comprar a Intermédica – controlada pelo fundo norte-americano Bain Capital. Ainda que de forma indireta, o grupo já “esteve” no Brasil. Em 2015, a Anthem incorporou a Cigna, que comeu o pão que o diabo amassou na breve associação com a Golden Cross.

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07.11.17
ED. 5740

Distância

FHC parece querer distância do duelo entre Tasso Jereissati e Marconi Perillo. No fim de novembro, embarca para uma viagem de duas semanas ao exterior. Só volta às vésperas da convenção tucana, em 9 de dezembro.

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07.11.17
ED. 5740

Novos moradores

A São Carlos, incorporadora controlada pelos herdeiros de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles prepara uma oferta de ações para 2018.

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07.11.17
ED. 5740

Meirelles diz que não é o que não pode ser que não é

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi se aconselhar com dois especialistas em comunicação um deles com passagem no governo anterior – sobre a melhor estratégia para sua emaranhada situação. Meirelles é candidato a presidente da República desde sempre, mas a sua condição de titular da Fazenda o impede de confirmar o óbvio. A
sua candidatura já não lhe pertence, conforme análise do RR na edição de 22 de setembro.

A dúvida é como agir nessa encruzilhada. O ministro, um notório pavão, caiu na tentação de dar tratos ao assunto em entrevistas à imprensa. Confirmou sua pré-candidatura em praça pública. Como é de praxe nessas situações foi aconselhado a desmentir o que disse. Meirelles ainda teria quatro meses para dar a reveladora entrevista, prazo máximo para desincompatibilização do cargo caso confirme que disputará as eleições. Só não devia ter soltado o verbo agora, quando o governo atravessa uma tormenta para aprovar a reforma da Previdência.

Se a empreitada para o ajuste fiscal der certo, Meirelles fatura politicamente. Se der errado, terá dado um tiro no próprio pé. O fato é que suas declarações tendem a dividir a base aliada e dificultar a passagem da reforma no Congresso. O ministro foi aconselhado a dar entrevista enfática em horário nobre de telejornal, quer seja confirmando, quer seja desmentindo sua candidatura.

Se Meirelles estiver convicto de que o posto de ministro da Fazenda não é um rito de passagem, vai à TV. O RR ouviu de uma fonte triple A que Meirelles vai optar pela ambiguidade, reduzindo sua exposição ao assunto sucessão. O RR concorda inteiramente e faz a aposta em um único desfecho: Meirelles responderá com seu sorriso do gato de Alice, que não diz nada e diz tudo, toda vez que a pergunta for feita. É a sua marca de campanha, sua melhor tradução.

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07.11.17
ED. 5740

Tabelinha de craques

Após um longo gelo, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, tem se reaproximado do Palácio do Planalto. O principal responsável por quebrar o iceberg entre o presidente Michel Temer e o cartola é o deputado federal Darcisio Perondi (PMDB-RS). São dois manda-chuvas que compartilham baixa popularidade e presença assídua no noticiário criminal. Del Nero, inclusive, pode ser o primeiro presidente da CBF a não acompanhar uma Copa do Mundo in loco. Ele não põe os pés fora do país desde que seu antecessor, José Maria Marin, foi preso na Suíça pelo FBI.

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07.11.17
ED. 5740

Pragmatismo tucano

Com a derrocada de Aécio Neves, o PSDB cogita não ter candidato próprio ao governo de Minas Gerais. Uma ala do partido defende o apoio à candidatura do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS). Principalmente se Kalil tiver como vice o ex-prefeito da capital mineira, Marcio Lacerda, do PSB, sigla aliada dos tucanos em São Paulo. Para o PSDB, não importa a cor do gato, desde que ele impeça a reeleição do petista Fernando Pimentel.

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07.11.17
ED. 5740

Lipoaspiração

Após a saída do capital da CPFL e da Kepler Weber, a direção da Previ discute um novo enxugamento da carteira de renda variável da fundação. Na mira, as participações nas fabricantes de autopeças Fras-le e Randon.

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07.11.17
ED. 5740

Anúncio

A Gerdau vai anunciar nas próximas semanas a venda de sua usina na Índia.

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Mencionado nas delações da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, Edison Lobão segue inabalável. Já iniciou sua campanha de reeleição ao Senado pelo PMDB, sempre com as bênçãos de José Sarney.
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Não é só: no Banco do Brasil, já se dá como certo que Marcio Lobão, filho do ex-ministro, terá seu mandato renovado à frente da Brasilcap. “Lobinho” também está citado na Lava Jato. Mas isso não passa de um detalhe.

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07.11.17
ED. 5740

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Intermédica, Gerdau, São Carlos e Previ.

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