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Planos
27.10.17
ED. 5734

Inmetro sofre um sucateamento sem medidas

Não há balança capaz de aferir o vexame internacional que o governo Temer e o Brasil poderão protagonizar em 2018. No próximo ano, boa parte dos mais de 40 laboratórios do Inmetro será submetida à avaliação quadrienal coordenada pelo Bureau International de Poids et Mesures (BIPM). É grande o risco de que o órgão máximo da metrologia mundial constate o colapso do sistema de rastreabilidade dos padrões brasileiros de pesos e medidas e cole o carimbo de “não conformidade” em diversos dos serviços prestados pela estatal.

O Inmetro é hoje uma autarquia abandonada pelo governo e massacrada pela má gestão de uma diretoria cuja maior parcela só está onde está por motivações de ordem política que despertam terríveis suspeições. Segundo um tradicional – e descontente – usuário do Inmetro, com razoável trânsito no instituto, os técnicos estrangeiros enviados por laboratórios dos 58 países que compõem o BIPM encontrarão um cenário desolador: sistemas de controle de temperatura e umidade avariados, falta de condições ambientais adequadas para calibração dos padrões nacionais e instrumentos de medição fora de uso. Dos mais de 3,5 mil serviços prestados pela Inmetro, aproximadamente dois mil estão suspensos.

De acordo com a mesma fonte, no Laboratório de Metrologia Óptica, várias atividades foram paralisadas pela proliferação de fungos nas lentes. O Laboratório de Elétrica tem diversos medidores fora de uso. Mais grave ainda é a situação do Laboratório de Massas, que dá rastreabilidade aos padrões de referência nacionais. Vários serviços de medição tiveram de ser suspensos por conta da elevada umidade no local. Um laboratório marcado pelo selo de “não conformidade” do BIPM perde sua confiabilidade.

Seus serviços e, sobretudo, seus certificados viram algo sem valor, não reconhecidos no mercado internacional, o que teria graves consequências para grandes exportadoras brasileiras. Estas corporações seriam obrigadas a buscar o suporte de rastreabilidade de órgãos de outros países a custos muito altos. Para efeito de comparação, o National Institute of Standards and Technology (NIST), dos Estados Unidos, ou o alemão PTB chegam a cobrar até 30 vezes mais por serviços similares aos realizados pelo Inmetro.

O processo de sucateamento do Inmetro é uma conta de juros compostos. Entram neste cálculo os anos e mais anos de descaso de seguidos governos, potencializados pelos recentes cortes de orçamento na era Temer. A estimativa é que a autarquia arrecade neste ano algo próximo de R$ 1 bilhão com taxas pelos serviços prestados. Em contrapartida, sua dotação orçamentária em 2017 não passa de R$ 400 milhões.

Como se não bastassem as restrições de orçamento, as denúncias contra a gestão do atual presidente, Carlos Augusto de Azevedo, se acumulam. Em julho, a CGU abriu auditoria para apurar irregularidades na contratação de terceirizados. Um dos acordos suspeitos, no valor de R$ 3,3 milhões, tem como contraparte a Cardeal Gestão Empresarial de Serviços, que atua na área de limpeza e manutenção. Fiscais do Inmetro estariam, inclusive, se recusando a assinar contratações de terceirizados por suspeitas de irregularidades – alguns casos, já teriam sido relatados a órgãos internos de controle. Procurado, o Inmetro não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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27.10.17
ED. 5734

Skaf e Marta acertam os ponteiros

O PMDB está aparando suas arestas internas para as eleições em São Paulo. Paulo Skaf, pré-candidato ao governo do estado, fechou um acordo com a senadora Marta Suplicy. Ela terá caminho aberto para disputar a reeleição. O grupo político de Skaf chegou exigir as duas candidaturas do partido ao Senado, para usá-las como moeda de troca em possíveis alianças, notadamente com o PSD, de Gilberto Kassab. Desistiu, após se convencer de que o pleito não foi acolhido por Michel Temer, o fiel da balança peemedebista no estado. Desta vez, Temer preferiu adotar uma postura de neutralidade e não interferir na disputa entre Skaf e Marta, que já foram aliados e hoje apenas se toleram.

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27.10.17
ED. 5734

A esquina Blairo Maggi

O Ministério Público Federal está fazendo um crossover das delações do ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa e do empresário Genir Martelli, sócio do Grupo Martelli Transportes. O alvo é Blairo Maggi. Segundo o RR apurou, nos dois depoimentos há várias acusações em comum contra o ministro da Agricultura, notadamente no que diz respeito à concessão de créditos tributários a empresas do estado. De acordo com os dois delatores, os benefícios seriam revertidos em propina e caixa 2 para Maggi e aliados.

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27.10.17
ED. 5734

Mímica

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) vem sendo duramente criticado por colegas de partido por conta da proximidade com Gilmar Mendes. Ex-aluno do ministro do STF na pós-graduação do Instituto Brasiliense de Direito Público, Cândido é visto por seus pares como um “satélite” de Mendes na relatoria da reforma política.

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27.10.17
ED. 5734

Camisa de força

A crise política na Espanha, decorrente do movimento separatista catalão, respingou na Arteris, dona de nove concessões rodoviárias no Brasil. Segundo o RR apurou, os projetos da empresa estão paralisados à espera de uma definição sobre o futuro de seu controlador, a espanhola Abertis. Os problemas políticos no país ibérico praticamente interromperam as negociações para a venda da companhia à italiana Atlantia. Ao mesmo tempo, há uma forte pressão para que a Abertis transfira sua sede de Barcelona para outra cidade espanhola.

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27.10.17
ED. 5734

Bacará

A bancada da roleta tirou a sorte grande. Líder do grupo, o deputado Nelson Marquezelli (PTB) recebeu de Michel Temer a garantia de que o governo apoiará a aprovação do projeto de lei no 186/2014, que prevê a liberação do jogo e a reabertura de cassinos no país. Nada mais justo. Marquezelli prometeu e entregou: a turma da jogatina votou em peso contra o pedido de abertura de processo encaminhado pela PGR.

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27.10.17
ED. 5734

Caixa.gov ou Caixa.com?

A Caixa Econômica Federal trabalha na criação do seu banco digital. Segundo o RR apurou, o projeto sai da casca no primeiro trimestre de 2018.

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27.10.17
ED. 5734

Crowdfunding do Chuchu

O staff cibernético de Geraldo Alckmin dedica-se à montagem de uma plataforma para as redes sociais voltada à arrecadação de recursos para a campanha presidencial.

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27.10.17
ED. 5734

As regras do rotativo

O ministro Henrique Meirelles prefere beijar um cactos a falar sobre as novas e festejadas regras do rotativo do cartão. A medida foi um fiasco e as taxas de juros continuam 360% acima da Selic.

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27.10.17
ED. 5734

Quem paga o frete?

A bancada ruralista tem feito forte pressão sobre o Cade para brecar a venda da Monsanto para a Bayer. Depois, provavelmente, vai se oferecer para tirar o bode da sala.

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27.10.17
ED. 5734

Tordesilhas

Se o PR, do mensaleiro Valdemar Costa Neto, tomou a Infraero, o DNIT foi dado de bandeja pelo Palácio do Planalto ao PP, de Ciro Nogueira, figurinha carimbada da Lava Jato.

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27.10.17
ED. 5734

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Caixa Econômica e Arteris.

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