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Planos
26.10.17
ED. 5733

CCR assume a dianteira na corrida pela Invepar

Há um rali pela aquisição da Invepar. Os três principais competidores são a CCR, o Mubadala e a francesa Vinci. No momento, quem ocupa a dianteira na disputa é o grupo brasileiro. Previ, Petros e Funcef, que detêm 75% da Invepar, veem com bons olhos a fusão com um operador de concessões de infraestrutura do porte e com a experiência da CCR.

A associação entre os dois grupos daria origem a uma holding com 17 concessões rodoviárias, dois aeroportos e operações metroviárias nas duas maiores cidades do país – a Linha 4 de São Paulo e o Metrô Rio. Ressalte-se que os ativos da Invepar têm um peso nada desprezível na mesa de negociações: são concessões de horizonte mais longo, diferentemente da CCR, que têm importantes operações vencendo no curto prazo. A liderança deste grande prêmio já esteve nas mãos do Mubadala, que, inclusive, atribuiu à Invepar um valuation superior ao da CCR.

No entanto, o fundo árabe, que atua no Brasil por meio de representante, não avançou nas tratativas com a Invepar. Até o momento, nenhum executivo de Abu Dhabi veio ao Brasil para negociar com a companhia. Tamanho distanciamento abriu espaço para que a CCR ganhasse terreno, ainda que o Mubadala sempre tenha sido o candidato preferido da OAS.

Acionista da Invepar, a empreiteira está transferindo sua participação para os próprios credores, dentro do seu processo de recuperação judicial. Consta que o fundo soberano de Abu Dhabi contava também com a simpatia da Caixa Econômica – não se sabe muito bem o porquê, contrariando a direção da Funcef e dos demais fundos de pensão. E a Vinci? No momento, os franceses correm por fora. Mas não se deve desprezar o poder de arranque de um dos grandes grupos de infraestrutura da Europa.

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A miríade de empresários – tais como as empreiteiras Potenza e Moalize Construções, novas queridinhas do prefeito, o laboratório Eurofarma e a fabricante de pistolas Glock – que doou recursos à Prefeitura a pedido de João Doria está amedrontada. Todos temem que essa filantropia à lá sanduíche baurulhes custe problemas desagradáveis de imagem no futuro breve. Basta associar um dinheirinho lá com um dinheirinho cá – no caso, a grana da Prefeitura com a da sacola do Lide. No ano eleitoral, caso Doria saia candidato à Presidência, nem se fala. A simples vinculação do nome dos empresários filantropos ao de Doria terá um custo assustador. Vão ter que convencer que financiaram as obras do gabinete e outros gastos de Doria na prefeitura, seus convescotes no Lide, mas ficaram ilibados na campanha. O pior é que já não dependerá mais de investigação. É só o galo cantar em qualquer canto para que os virtuais financiamentos de campanha dessa turma virem verdade verdadeiríssima, de tão benne trovato que são.

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26.10.17
ED. 5733

Déficit do déficit

As prebendas com que Michel Temer mimoseou sua base aliada, no anterior e no atual pedido de investigação criminal, já somam R$ 17 bilhões. O valor inclui emendas parlamentares, anulação de multas, atendimento de pedidos de mudanças de medidas e alteração no prazo de projetos (adiamento do leilão do aeroporto de Congonhas). Um colosso!

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26.10.17
ED. 5733

Política de grife

Luciano Huck quer arrastar o sócio Rony Meisler, fundador da grife Reserva, para a política.

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26.10.17
ED. 5733

Corte profundo

O prefeito Marcelo Crivella está passando a navalha nos vencimentos do funcionalismo público. Os maiores cortes
chegam a 30%, caso, por exemplo, da Secretaria Municipal de Obras.

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26.10.17
ED. 5733

Crônica do “não vai nem vem” da renda mínima

A reintrodução do debate sobre a renda básica pelo FMI é uma confissão de que a pobreza resiste às políticas convencionais de combate. O tema prima pela sua circularidade. Desconhece-se também quem é o pai da criança. O FMI se resume a revelar seus cálculos, pelos quais a distribuição de 4,6% do PIB reduziria a pobreza brasileira em espetaculares 11%.

As demais derivações, portanto, ficam por conta de economistas, historiadores e jornalistas. Exemplos pitorescos: F.A. Hayek e Milton Friedman, os dois economistas mais liberais da história, ambos defensores da renda básica, disputam quem levantou primeiro a bola. Friedman, em entrevista a Eduardo Suplicy – o mais obcecado defensor da renda mínima do universo – justificou o escorregão à esquerda, explicando que a “medida teria como objetivo substituir outras ações assistencialistas dispersas”.

Antes dos dois ícones do liberalismo, contudo, o escritor Thomas Paine antecipou-se à discussão do imposto de renda negativo e lançou pela primeira vez o termo renda mínima. No Brasil, o primeiro economista a levantar essa bandeira foi o pouco lembrado e saudoso professor Antônio Maria da Silveira, uma espécie de “Ignácio Rangel distributivista”. Antônio Maria, um estranho no ninho da EPGE-FGV, foi o responsável por incutir a ideia nas cabeças de Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque.

O onipresente John Maynard Keynes arranhou o assunto. No texto “Sobre as possibilidades econômicas para nossos netos”, escrito em 1930, previu que em 100 anos todos teriam um renda básica para suas necessidades essenciais, portanto em 2030 todos teriam subsistência garantida – dependendo, é claro, de fatores acidentais como guerras e revoluções. Keynes não pensou em desastre ecológico, revolução digital e outras modernidades, mas o insight redistributivista parece ser ainda mais aplicativo quanto maiores forem os percalços. Por aqui, ficamos com o Bolsa-Família, que é um arremedo criativo. Mas é bom que o Fundo Monetário traga o assunto à tona.

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26.10.17
ED. 5733

A longa busca do perdão

A sueca Skanska tenta fechar ainda neste ano o acordo de leniência com o Ministério Público Federal. Mesmo assim, os escandinavos ainda estarão longe da purificação no Brasil. As tratativas com o Ministério da Transparência seguem arrastadas. A empreiteira permanece também no índex da Petrobras. A Skanska, não custa lembrar, interrompeu suas atividades no Brasil após ser tragada pela Lava Jato. A leniência seria seu bilhete de retorno.

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26.10.17
ED. 5733

Locomotiva Sarney

José Sarney e sua tropa de choque – Miguel Ethel, Jorge Murad, entre outros predadores – estão aproveitando o balcão de verbas e cargos montado no Palácio do Planalto para capturar a Valec, a estatal do setor ferroviário já devidamente maculada por um comboio de delitos.

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26.10.17
ED. 5733

Troca-troca

Paulo Hartung vai anunciar nos próximos dias a troca do PMDB pelo DEM. Já está tudo acertado com Rodrigo Maia.

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26.10.17
ED. 5733

Pepsico do bem

A Pepsico está sedenta para comprar a fabricante de sucos Do Bem, controlada pelo empresário carioca Marcos Leta.

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26.10.17
ED. 5733

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Invepar, CCR, Skanska, Pepsico e Do Bem.

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