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Planos
23.10.17
ED. 5730

A longa rapinagem das Docas pelos santos de pau oco

O presidente Michel Temer tornou-se adepto de um antigo pleito do setor de navegação e portos: a profissionalização da gestão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), autoridade portuária de Santos. Desde que, é claro, ele faça os cargos centrais da diretoria. Segundo uma fonte do RR, a medida não passa de um subterfúgio para dissimular os desmandos praticados na companhia há quase duas décadas. O atual presidente da autoridade portuária, José Alexi Oliva, tem sentido cada vez mais o círculo fechar em torno da sua gestão.

A empresa tem o nome mencionado em extensos trechos de delações da Lava Jato. Estar hoje no comando da companhia sem abrir inquéritos administrativos é a mesma coisa que ser conivente com as operações pouco ortodoxas do passado. Consultada sobre as mudanças na direção, a Codesp não se pronunciou até o fechamento desta edição. Oliva faz parte de um seleto time de presidentes das Docas feitos sob a influência de Michel Temer: Marcelo Azeredo, Paulo Fernandez Carmo e Wagner Rossi.

O presidente, de acordo com a mesma fonte, quer mudar para que tudo continue como está. Ou seja: pretende deslocar a autoridade portuária e colocar um tampão naquela instância-marítima onde flutuam improbidades de toda ordem. Seu nome já está na boca do sapo, quer dizer do STF, que terá de apreciar o pedido da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, para que seja autorizada investigação sobre as estranhas relações de Temer com a Codesp. Para o RR o assunto é velho, basta ver as edições de 21 e 22 de março de 2016 e 21 de março e 14 de setembro deste ano.

Temer aparece ligado às Docas paulistas em mais de mil citações no Google. Mesmo se fosse só a nata desse creme azedo, ela já seria esclarecedora. Basta ver os balanços da Codesp que, se não revelam repasses de propinas, explicitam estranhos passivos de operações pouco esclarecedoras. Os documentos das diversas administrações da companhia sobre o controle do mesmo grupo de interesse são comprovantes do que não fazer na gestão de uma empresa pública.

Durante esse período, a autoridade portuária não teve gestores independentes. Respondeu a ordens do oligopólio da marinha civil e da oligarquia dos governantes do país. Se forem buscados, não faltarão testemunhos para descortinar a quem serviu a autoridade portuária em Santos. Sobre os nomes das empresas que sofreram extorsão e as que usufruíram do butim, o RR pretende se manter em silêncio.

Eles estão repetidos em diversos e longos trechos nas delações premiadas. São grandes operadoras e políticos supracitados. Os números superam os R$ 3 bilhões. E muitos pagaram e não receberam a contrapartida pelo dinheiro que deram, tendo que engolir calados. Os delitos mais graves estão trancados em um cadeado com trinca de titânio. É mais fácil pressionar Eduardo Cunha para que inclua esses escândalos no seu “Almanaque de delação premiada”. Temer com certeza não dirá nada.

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23.10.17
ED. 5730

Plano de saúde

Em negociações com o Ministério Público Federal para fechar um acordo de delação, o ex-secretário de Saúde do governo Cabral, Sérgio Côrtes, promete escancarar as vísceras do PMDB no Rio de Janeiro. Côrtes tem revelado detalhes de um esquema para a compra de vacinas, medicamentos e próteses, com capilaridade em dezenas de municípios do Rio de Janeiro. A operação envolveria distribuidoras de artigos hospitalares no Brasil e no exterior e, não poderia faltar, doleiros – espécie onipresente no ecossistema da Lava Jato. Segundo investigações do MPF, parte dos recursos públicos desviados teria sido utilizada para financiar a reeleição de Sérgio Cabral ao governo do Rio, em 2010, e candidaturas do PMDB a prefeituras no estado do Rio em 2012. Além, claro, de deixar muita gente rica.

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23.10.17
ED. 5730

Mendonça de Barros breca seu caminhão

A investida automobilística de Luiz Carlos Mendonça de Barros, sócio e chairman da chinesa Foton no Brasil, sofreu uma freada de arrumação. Segundo o RR apurou, a direção da montadora discute postergar para o segundo semestre de 2019 a inauguração da fábrica de Guaíba (RS), originalmente prevista para o ano que vem. Até lá,  os chineses seguiriam arrendando as instalações da Agrale em Caxias do Sul. A guinada nos planos tem a assinatura do próprio Mendonça de Barros. Os chineses não andam um quilômetro no Brasil sem o aconselhamento do economista. Consultada, a Foton garante que, “em princípio, não há mudanças em relação à abertura da fábrica para o final de 2018”. No entanto, a companhia informou que “em função da revisão das projeções do setor, houve uma readequação na produção da fábrica para seguir em linha com a estimativa do mercado”. Segundo a Foton, a “produção começará com dois mil caminhões, alcançando com o decorrer do tempo sua capacidade total de sete mil produtos”.

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23.10.17
ED. 5730

Cunha e sua única moeda de troca

A situação jurídica de Eduardo Cunha se agravou consideravelmente nas últimas semanas. Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, os depoimentos do doleiro Lúcio Funaro e do ex-deputado Pedro Correia reduziram consideravelmente as chances de Cunha fechar um acordo de delação. A não ser que ele saque da cartola o maior de todos os coelhos.

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23.10.17
ED. 5730

Em busca da sobrevivência

A reforma política deverá provocar uma temporada de “M&As” partidários. Siglas como PCB, PSTU e PCO já conversam sobre uma possível fusão por conta das novas cláusulas de barreira. A partir de 2018, aquelas que não atingirem 1,5% dos votos válidos ficarão à míngua, sem acesso a recursos do fundo partidário.

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23.10.17
ED. 5730

Bolsonaro vale quanto pesa

O Patriotas melhorou sua “oferta” para ter Jair Bolsonaro em suas fileiras. Ele terá a prerrogativa de escolher os candidatos do partido aos governos do Rio e de São Paulo – dois estados sob influência política do clã Bolsonaro. Vale tudo para ter o “capitão”. Além do seu maior ativo -quase 20% das intenções de voto para a Presidência nas pesquisas mais recentes –, estima-se que Bolsonaro arraste com ele cerca de 20 deputados federais. Ou seja: tempo de TV e cotas do fundo de partidário.

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23.10.17
ED. 5730

The big star

O empresário Flavio Rocha, herdeiro das Lojas Riachuelo, será a grande estrela do 3º Congresso Nacional do MBL, no dia 11 de novembro.

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Além da Uniasselvi, a GP Investimentos ronda o Grupo Objetivo, uma das maiores redes de ensino de São Paulo, pertencente a João Carlos Di Gênio.

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23.10.17
ED. 5730

Tudo Azul, mas nem tanto

A ordem na Azul é postergar os planos de abertura de capital do Tudo Azul, o plano de fidelidade da companhia aérea. Pelo menos até que o processo de divórcio de David Neeleman, fundador da empresa, esteja concluído. A separação já lhe custou um punhadinho de ações da própria Azul.

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23.10.17
ED. 5730

Limpeza atuarial

Na Petros, a expectativa é que o cartão de visitas do novo diretor de investimentos, Daniel Lima, será uma faxina na carteira de renda variável, onde minam os seguidos déficits atuariais da fundação.

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23.10.17
ED. 5730

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: GP e Grupo Objetivo.

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