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Planos
17.10.17
ED. 5726

Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa se unem contra Odebrecht

O oligopólio das empreiteiras vai ruir de vez. Agora, com um confronto aberto no setor de exportação de serviços de engenharia. De um lado do ringue, acusando golpes violentos, encontra-se a Odebrecht, até 2016 disparado o maior player brasileiro deste mercado; do outro, competindo em dupla estão Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. As duas empreiteiras – por sinal, sócias na CCR – pretendem concorrer nesse segmento, agora sem o apoio do BNDES, por meio de consórcio, uma forma de otimizar as condições de financiamento.

Um dos alvos de Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez é Angola, historicamente um importante mercado da Odebrecht. Na semana passada, inclusive, surgiu na imprensa a informação de que a companhia baiana está fechando um pacote de obras no país africano da ordem de US$ 1,8 bilhão, sem detalhes sobre os projetos e, muito menos, a fonte de financiamento. Procuradas pelo RR, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez negaram a parceria para a exportação de serviços de engenharia. Está feito o registro.

A direção da Camargo Corrêa tem feito um lobby descarado, no Brasil e no exterior, para piorar ainda mais a imagem da Odebrecht. O slogan vai na linha “A reputação é fundamental nos quatro cantos do mundo”. Não é preciso explicar a quem se dirige. Já a Andrade Gutierrez divulgou que em até três anos os contratos no exterior deverão responder por metade do volume de negócios de sua construtora.

A novidade é a combinação entre ambas para isolar a Odebrecht, que teve seu nome mais danificado do que as rivais no mercado internacional. No fim do ano passado, por exemplo, autoridades do Panamá suspenderam um contrato de US$ 1 bilhão com a empreiteira baiana. O governo do Peru, por sua vez, proibiu a construtora de participar de licitações para obras públicas no país. Na teia dos acordos de leniência com os órgãos de controle, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez se encontram em estágio mais avançado – não obstante o recente recall de suas delações.

A Odebrecht tem a desvantagem de ser a única com o dono preso. Em contraposição, quando o assunto é o ranking das exportações de serviços de engenharia, os baianos sempre estiveram a léguas de distância de vantagem. Segundo estudo do Ipea, entre 2012 e 2016, antes, portanto, do banco praticamente zerar os empréstimos neste segmento, o BNDES financiou um volume de contratos de empreiteiras brasileiras no exterior da ordem de US$ 14 bilhões. A Odebrecht somou US$ 9 bilhões. A Andrade Gutierrez veio bem atrás, com US$ 2,8 bilhões. A Camargo Corrêa, então, comeu poeira, com US$ 441 milhões.

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17.10.17
ED. 5726

Eike 2016

As investigações sobre a compra de votos para a escolha do Rio como Cidade Olímpica rondam Eike Batista. À época, o Mister X era unha e carne do governador Sérgio Cabral e apoiador de primeira hora da candidatura da Rio 2016. Aliás, foi no jatinho de Eike que “Serginho” e Eduardo Paes viajaram para Copenhagen, onde se deu a reunião do Comitê Olímpico Internacional que elegeu o Rio como sede da Olimpíada.

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17.10.17
ED. 5726

A hard day’s night

The days haven ́t been easy for the banker Joseph Safra. The problem is serious, very serious. RR wishes the best to Mr. José. Shalom e le-shain.

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17.10.17
ED. 5726

Head hunter

Uma empresa de mídia paulista estuda “profissionalizar” sua gestão. Não, não é a Abril, que, no passado, tentou algo parecido com o ex-Santander Fabio Barbosa. Mas o modelo é mais ou menos o mesmo.

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17.10.17
ED. 5726

Perillo vs. Tasso

A pretensão de Tasso Jereissati de ser eleito por aclamação para a presidência do PSDB está ruindo. Nos últimos dias. a candidatura do governador de Goiás, Marconi Perillo, ganhou força no partido.

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17.10.17
ED. 5726

Alckmin quer virar o jogo nas redes

O governo de São Paulo deverá anunciar até o fim desta semana o vencedor da licitação da cobiçada conta de publicidade do estado. A concorrência, de R$ 180 milhões, é disputada por 13 agências. O que está em jogo não é apenas propagandear o governo paulista, mas o bônus de cuidar da imagem de um presidenciável ao menos até abril, quando Alckmin deverá se desincompatibilizar do cargo. Recentemente, o governo paulista realizou outra licitação para turbinar a comunicação nas mídias digitais. Neste caso, João Doria tem superado o adversário doméstico. São mais de 2,8 milhões de seguidores no Facebook, contra apenas 860 mil de Alckmin.

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Por falar em João Doria e redes sociais, o Datafolha não está sozinho. Levantamento feito pela sua equipe de comunicação nas mídias digitais, ao longo de setembro, corroborou a queda de popularidade do prefeito. A proporção de postagens negativas atingiu o pior resultado desde que Doria assumiu a Prefeitura. Na média, esse índice teria ficado acima dos 60%.

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Na última semana, surgiu na internet o site Alckmistas.org – como o nome sugere de apoio à candidatura de Geraldo Alckmin. Para todos os efeitos, o dono da página é uma pessoa física. Mas o tom das postagens, a profusão de fotos posadas de Alckmin e, sobretudo, as notícias desfavoráveis a João Doria dão ao panfleto eletrônico um certo ar de “Diário Oficial”.

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17.10.17
ED. 5726

Crônica do pré-cárcere

Quando estava na presidência da Petrobras, Aldemir Bendine, teve uma ideia megalomaníaca em relação aos patrocínios da estatal. Tentou de todas as formas convencer o Conselho de Administração de que a empresa deveria ser a única anunciante das transmissões da Fórmula-1 na Rede Globo. Levou a proposta três vezes ao board. Em uma delas, sugeriu praticamente extinguir todos os demais patrocínios para concentrar as verbas na F-1. Levou bomba sucessivamente no Conselho, que achou o projeto excêntrico, seja pelo astronômico valor na situação de crise vivida pela companhia, seja pelo privilégio a uma única empresa. Melhor para todos que tenha sido assim. Até mesmo para a Rede Globo. Carregar um patrocínio dessa monta com a inspiração isolada de Bendine despertaria fantasias que não favoreceriam ou que não favorecem a ninguém.

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17.10.17
ED. 5726

Faltou água benta

Marcelo Crivella não tem nem mais falado da ideia da Prefeitura entrar como investidora no processo de venda da Cedae. No início do ano, Crivella ameaçou romper o contrato de concessão e criar uma “Cedae municipal” se ficasse fora da operação. Eram outros tempos. Ou ao menos se pensava que eram…

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17.10.17
ED. 5726

O comitê de Bernardinho

Bernardinho quer montar um comitê de compliance para sua campanha ao governo do Rio de Janeiro. Por si só, já será uma sonora propaganda.

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17.10.17
ED. 5726

Em nome do pai

Jair Bolsonaro não tem pressa. Vai esperar até o início de 2018 para definir a missão eleitoral de seus filhos, Flávio e Carlos. Um pode sair candidato ao Senado; o outro, ao governo do Rio. Isso se o patriarca Jair não sacrificar um dos rebentos no estado em troca de apoio de partidos de maior fôlego a sua candidatura à Presidência da República.

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17.10.17
ED. 5726

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo EBX e Petrobras.

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