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Planos
16.10.17
ED. 5725

Em mandarim o bordão do presidente é “Fica Temer”

Lula cultuava Chávez e Morales na sua política externa bolivariana, além de presidentes da África subsaariana. Já o fetiche de Michel Temer tem os olhos amendoados. O nome do idolatrado é Xi Jinping, presidente da República Popular da China. A identidade não é ideológica.

O projeto de Temer é arrancar um compromisso firme de investimento com os chineses, assinando o primeiro acordo bilateral do Brasil com outra nação, praticamente nos moldes de um mercado comum. Os termos iriam além dos firmados no despenteado Mercosul: cotas para trabalhadores brasileiros e chineses em obras mútuas de bandeira própria, dispensa de licitação para projetos de engenharia básica em empreendimentos pré-licitados, preferência em “privatizações estratégicas”, garantia de ampla desburocratização nos negócios da China, sistema preferencial de tarifas aduaneiras e criação de uma espécie de PPC – Parceria Público Chinesa etc. Os passos seguintes para consolidação do bloco Brasil-Ásia seriam acordos econômicos com a Coreia do Sul e a Índia.

Mas a prioridade do governo Temer é cimentar uma ponte para Beijing. O Brasil dos sonhos da segunda geração da Lava Jato é uma ópera comercial Sino-Tropicalista. Temer quer detonar os 35 acordos ocos que Dilma Rousseff fez com chineses para obter o falso montante de R$ 53 bilhões. O dinheiro não veio no seu tempo. De 2015 até setembro de 2017, os investimentos orientais superaram os US$ 60 bilhões – a maior parte, no entanto, pós-impeachment.

O Brasil é o segundo destino dos aportes de capital da China. E o passivo externo líquido (IDE) do país com os chineses já superou os US$ 100 bilhões. Parece muito, mas é pouco. Se Temer avançar um terço das suas ambições na China, terá compensado sua popularidade zero na margem de erro das pesquisas de opinião. É o maior projeto que o Brasil poderia almejar fora das suas fronteiras, nunca dantes sequer cogitado pelos governos anteriores.

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16.10.17
ED. 5725

Pedalada salomônica

O recuo estratégico do ministro Henrique Meirelles na discussão com o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, sobre o valor da devolução dos empréstimos do Tesouro ao banco indica que a Fazenda já pensa em um mix de soluções para compensar a redução do repasse previsto de R$ 130 bilhões, em 2018. É provável que uma complementação tenha de ser pedida ao Congresso para evitar que o governo quebre a “regra de ouro”. À margem do ajuste fiscal, o arranjo permitiria que nem Meirelles nem Rabello de Castro saíssem como o perdedor na disputa pelos recursos. A coluna do meio atende os anseios políticos de ambos.

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16.10.17
ED. 5725

Carga extra

A italiana Enel e a Equatorial Energia estariam costurando uma oferta conjunta pela Light. A chinesa State Grid, ao que tudo indica, é o adversário a ser batido.

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16.10.17
ED. 5725

CPI – Rio 2016

Romário já se movimenta no Congresso para instalar uma CPI da Rio-2016. O oportunista artilheiro não vai desperdiçar essa bola quicando na sua frente.

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16.10.17
ED. 5725

Sobrou para a Petrobras

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tem feito marcação cerrada sobre a Petrobras para a retomada das obras da refinaria Abreu Lima. O anúncio da construção da segunda refinaria, um projeto de R$ 3,2 bilhões, seria um prato feito para Câmara, candidato à reeleição. Não custa lembrar que o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, é conterrâneo e do mesmo partido, o PSB. Mas, por ora, nem assim.

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16.10.17
ED. 5725

Pronunciamento simbólico

O juiz Sérgio Moro, e os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima deveriam se pronunciar, como cidadãos, em defesa da solução para o imbróglio da leniência. O manifesto não teria como objeto as empresas ou os donos –estes já foram condenados, em sua maioria por decisão ou com o apoio das autoridades citadas; mas, sim, o enorme contingente de desempregados. Os acordos de leniência hoje não saem devido a uma surreal dança das cadeiras entre TCU, MPF, Ministério da Transparência, AGU, entre os mais votados. Com a essa falta de apego ao Brasil real, o desemprego na construção civil e pesada segue em alta – saldo negativo de 1.030 empregos em julho. O setor continua sendo responsável pela queda de 15% do emprego formal do país. Em três anos, a construção perdeu 173 mil postos de trabalho. Uma boa parcela do chamado desemprego estrutural do país deve-se à demolição do setor. Moro, Dallagnol e Lima, como bons brasileiros que são, deveriam se ater não somente à questão ética, mas à das necessidades básicas dessa população.

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16.10.17
ED. 5725

Seguro anti-Lava Jato

A demora na venda da participação da Cemig na Usina de Santo Antônio para a chinesa State Power Investment Overseas (Spic) não passa apenas por pendências financeiras. O impasse se deve, sobretudo. a exigências jurídicas feitas pelos asiáticos para se proteger de eventuais punições no âmbito da Lava Jato. Denúncias de corrupção pesam sobre o consórcio responsável pela construção e operação da hidrelétrica. Em suas delações, executivos da Odebrecht, uma das acionistas, relataram o pagamento de propina para a obtenção de recursos do FI-FGTS.

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16.10.17
ED. 5725

Tabuada

O híbrido de comentarista e empresário Ronaldo Fenômeno ensaia uma investida na área de educação. Provavelmente se sentará na sala de aula ao lado de Carlos Wizard, fundador da rede de idiomas Wizard e seu sócio em outras empreitadas.

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16.10.17
ED. 5725

Fafá dos tucanos

Fafá de Belém é uma aposta do PSDB para estourar nas paradas eleitorais do Pará em 2018. A cantora recebeu convite do partido para se candidatar à Câmara ou até ao Senado. Quem viu a desenvoltura com que Fafá circulou com João Doria pelo Círio de Nazaré ficou com a certeza de que o show eleitoral já está marcado.

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16.10.17
ED. 5725

Cobras e lagartos

O economista Mansueto Almeida está escrevendo um livro sobre as cobras e lagartos fiscais. Deve lançá-lo em 2018, antes de deixar a Secretaria de Acompanhamento Econômico da Fazenda. Pelo visto, não quer mesmo voltar ao cargo.

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16.10.17
ED. 5725

Mil e uma utilidades

Tasso Jereissati é um dos mais ativos interlocutores do PSDB com o MBL. Articula, inclusive, a filiação de Kim Kataguri, um dos líderes do Movimento, às fileiras tucanas. Tasso prega que a proximidade com o MBL será de considerável valia eleitoral. Nem que seja para neutralizar o recente flerte do movimento com Jair Bolsonaro.

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16.10.17
ED. 5725

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Enel, Equatorial Energia e Cemig.

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