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Planos
13.10.17
ED. 5724

Eternit reconhece os males do amianto a sua própria saúde

A recente decisão do STF – com a declaração de inconstitucionalidade do artigo 2 da Lei Federal no 9.055, que regulamenta o uso do amianto no Brasil – foi recebida pela Eternit como o tiro de misericórdia em seu modelo de negócio. Segundo o RR apurou, a companhia deverá acelerar o processo de conversão de suas fábricas, com a substituição da matéria-prima mineral por fibras sintéticas. De acordo com informações filtradas da própria Eternit, o Conselho de Administração discute, inclusive, a possibilidade de um aumento de capital, que permitiria à companhia retomar sua capacidade de investimento em 2018 – o capex tem sido reduzido seguidamente nos últimos anos (em 2017, o corte chegou a 58%).

Estima-se que seja necessário algo em torno de R$ 150 milhões para a adequação de todas as plantas da empresa. A meta é concluir este processo até 2021. Não por coincidência, esta seria a data prevista para a Sama, mineradora controlada pela Eternit, fazer a última entrega de amianto a outros fabricantes de telhas nacionais. A partir daí, a companhia deverá se concentrar nas exportações para países que ainda utilizam o amianto. Paralelamente, o Supremo declarou constitucional a Lei no 12.687/2007, que proíbe o uso do amianto em São Paulo.

Segundo o RR apurou, a área jurídica da Eternit considera que é apenas questão de tempo para que o mesmo entendimento se estenda a outros estados. Há cerca de um mês, antes da decisão da STF, o Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou ação pedindo o banimento da venda de produtos a base de amianto, considerado cancerígeno, entre outros danos à saúde. Na Bahia, a solicitação à Justiça no mesmo sentido veio do Ministério Público do Trabalho. Estados como Pernambuco, Mato Grosso e Rio Grande do Sul já proibiram a fabricação e comercialização de telhas, caixas d ́água e outros produtos feitos do mineral. O risco e a conta estão cada vez mais altos para a empresa.

Em agosto, a Eternit foi condenada em primeira instância a pagar R$ 500 milhões em indenização por danos morais coletivos a trabalhadores da mina de São Félix, pertencente à Sama. À medida que o cerco jurídico se fecha, a Eternit perde fôlego. Nos últimos quatro anos, seu valor de mercado caiu a um terço. A receita recua ano após ano. No meio desse turbilhão, a companhia ainda tem de se equilibrar entre suas tormentas societárias, protagonizadas por dois dos maiores investidores ativistas do mercado de capitais brasileiro – Luiz Barsi e Lírio Parisotto. Ambos esgrimem seus florestes em busca de maior espaço e influência na gestão da empresa. Consta que a recente troca do comando, com a saída de Nelson Pazikas da presidência, em abril, teria se dado por pressão de Barsi.

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13.10.17
ED. 5724

Golpe com Fibra

O Banco Fibra, da família Steinbruch, tornou-se alvo de golpistas, que estariam utilizando seu nome para oferecer empréstimos pessoais. O modus operandi segue o mesmo script: os criminosos estariam pedindo uma “taxa fiança” adiantada para a liberação do “empréstimo”. O Fibria já teria acionado o Banco Central e a Polícia Federal.

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13.10.17
ED. 5724

Campanha Del Nero

Já em campanha para a sua reeleição, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, tem circulado com desenvoltura entre parlamentares. Quase sempre escoltado pelo petista Vicente Cândido.

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13.10.17
ED. 5724

“Jogólatras anônimos”

Depois de um período no desterro, em que perdeu milhões de reais “batendo mercado” nas bolsas, Paulo Guedes deu a volta por cima. Enricou novamente, resgatou sua credibilidade como conselheiro e tornou-se sócio de Julio Bozano em um private equity. Guedes chegou a ser adicto no mercado de ações. Salvou-se. Bom que seja assim. Noves fora a egolatria, o economista tem um senhor talento.

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13.10.17
ED. 5724

Contagem regressiva

O Tribunal Superior Eleitoral está requisitando o reforço de funcionários de outros órgãos federais para julgar as contas de campanha ainda referentes ao pleito de 2012. Agora é “vai ou racha”: Gilmar Mendes e seus pares têm até dezembro para analisar mais de 560 mil páginas de processos em aberto. As ações sem julgamento até o fim do ano prescreverão automaticamente. É o sonho de quase todos os partidos.

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13.10.17
ED. 5724

Ressentimentos tucanos

Alberto Goldman perdeu a estribeiras com Aloysio Nunes Ferreira, um dos raros, se não o único tucano da velha guarda, que não se pronunciou publicamente a seu favor no entrevero com João Doria. Lívido e descontrolado, Goldman falou meia dúzia de impropérios contra o ministro das Relações Exteriores. Seu interlocutor se dispôs a realizar, por conta e risco, uma missão de paz junto a Nunes Ferreira. Acabou ouvindo outro tanto de expressões impublicáveis contra Goldman. Em conversa ao RR, o “missionário” disse ter jogado a toalha. “Agora que se encontrem e tirem as diferenças do jeito deles”.

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13.10.17
ED. 5724

O que haverá nos canaviais da São Fernando?

A Usina São Fernando já “moeu” os empresários Mauricio e Guilherme Bumlai – filhos de José Carlos Bumlai, o “amigo do Lula” –, afastados da companhia por decisão judicial. Mas quem corre mesmo o risco de ser triturado pela falência da empresa são seus 1,2 mil funcionários. Até o momento, a Justiça não sinalizou se haverá nova tentativa de venda da usina ainda neste ano.

Por ora, os salários dos trabalhadores estão sendo pagos graças à manutenção da produção de álcool e açúcar. No entanto, o fôlego não vai durar muito sem a receita esperada com a venda de ativos. A massa falida da São Fernando soma aproximadamente R$ 1,3 bilhão em dívidas. Nenhum candidato apresentou oferta pela usina no prazo estipulado pela Justiça, até 19 de setembro.

O valor fixado, R$ 716 milhões, levou a culpa pelo fracasso. Há quem diga, no entanto, que a variável que realmente afugenta os investidores é o risco de tropeçar em ossadas contábeis e, sobretudo, jurídicas nos canaviais da São Fernando. Para todos os efeitos, a empresa sempre pertenceu a Maurício e Guilherme Bumlai. Consta, no entanto, que o patriarca, preso na Lava Jato, tinha grande influência sobre o negócio. Para o bem e para o mal.

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13.10.17
ED. 5724

Questão de hierarquia

A revelação de que quatro clientes da XP Investimentos foram vítimas do “erro de um agente autônomo” arranhou o humor de Roberto Setubal. Apesar de ter cedido à presidência do Banco Itaú a Cândido Bracher, ele considera que as questões de imagem institucional são com ele. Menos mal que a XP vai ressarcir as perdas de R$ 5 milhões.

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13.10.17
ED. 5724

Investimento

A gestora norte-americana Amerra tem cerca de US$ 200 milhões no coldre para comprar terras no Brasil.

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13.10.17
ED. 5724

Blairo Maggi reza

O ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa comprometeu-se com o MPF a entregar novas gravações e documentos. Tudo para afastar o risco de cancelamento do seu acordo de delação. Revelações feitas por um antigo assessor de Barbosa mostram que ele omitiu uma série de fatos. Blairo Maggi e outros citados torcem para que os depoimentos do ex-governador sejam jogados no lixo.

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13.10.17
ED. 5724

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Eternit, Banco Fibra e Usina São Fernando.

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