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Planos
11.10.17
ED. 5723

Alckmin transforma concessões em propaganda de campanha

Geraldo Alckmin pretende fazer do programa de privatizações e concessões de São Paulo um sonoro ato de campanha. A ordem no Palácio dos Bandeirantes é lançar até dezembro os editais de venda da nova holding controladora da Sabesp e de um pacote com oito concessões rodoviárias, equivalentes a cerca de 800 quilômetros de estradas, a maioria no litoral de São Paulo. Ninguém na equipe de governo trabalha com a hipótese de que todas estas licitações sejam realizadas até 10 de abril, data limite para Alckmin se desincompatibilizar do cargo – talvez não venham a ocorrer nem mesmo depois.

Isso, no entanto, está longe de ser tratado como uma derrota no staff de Alckmin. Pelo contrário. A percepção é que este é um jogo de ganha-ganha para Alckmin: qualquer novo leilão efetuado durante a reta final do mandato irá para a sua cota de realizações; os não consumados poderão ser debitados na conta da burocracia ou dos excessos legiferantes. Trata-se, por sinal, de um bom mote para um presidenciável. Alckmin pode, inclusive, evocar uma experiência recente, a licitação das linhas 5 e 17 do metrô paulista, suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado. Alckmin tem ao menos um leilão marcado ainda em seu mandato: a licitação do trecho norte do Rodoanel está programada para 6 de janeiro, segundo confirmou a própria assessoria do Palácio dos Bandeirantes.

No caso das demais rodovias e da Sabesp, o esforço do governo paulista se concentrará na modelagem, na busca de investidores, no anúncio dos editais, na consulta às agências reguladoras, órgãos ambientais etc. Em novembro, segundo o RR apurou, representantes do governo deverão fazer um road show na Europa e na Ásia. Estes fatos, devidamente reverberados, já serão suficientes para Alckmin empunhar a bandeira de grande privatista, independentemente do resultado final. As cifras do plano de desestatização ajudarão no discurso – ainda que as estimativas demorem a deixar de ser apenas estimativas. A expectativa é que a licitação das rodovias gere algo como R$ 5 bilhões em investimentos. No caso da futura holding onde a Sabesp estará pendurada, a previsão é de uma arrecadação entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões.

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11.10.17
ED. 5723

Adubo no caixa

Se a Justiça não brecar o negócio novamente, a Petrobras pretende anunciar a venda da Unidade de Nitrogenados de Três Lagoas (MS) no mês de novembro. A China National Petroleum Corporation (CNPC) é o candidato mais forte – já teria, inclusive, fechado um pré-acordo com fornecedores para pagar antigas dívidas e retomar as obras. A norueguesa Yara corre por fora.

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11.10.17
ED. 5723

Ansiolíticos

Jorge Murad tomou vários ansiolíticos devido à revogação do decreto que extinguia a Reserva Nacional do Cobre.

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11.10.17
ED. 5723

O descanso de Zeus

O RR celebra o mítico Lázaro Brandão, que deixou a presidência do Conselho de Administração do Bradesco. Todas as vezes em que estivemos juntos, o RR não conseguiu entrevistá-lo. “Seu” Brandão invertia a ordem natural das coisas e nos entrevistava. E eram arguições longas e severas. Poderia ter sido jornalista não fosse o mais emblemático banqueiro dos nossos tempos.

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11.10.17
ED. 5723

Melhor que nunca

Lula tem feito ginástica todos os dias. Diz que nunca esteve tão bem fisicamente. E se diverte desafiando seus interlocutores a ver quem faz mais polichinelos…

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11.10.17
ED. 5723

Crônica da elite minúscula e ausente

Deu nas mídias, em pesquisa divulgada pela Oxfam, que 50% da riqueza da população brasileira são concentrados por seis brasileiros. Chama mais a atenção o envolvimento raso e fugaz dos biliardários com o Brasil. Os magnatas e suas respectivas empresas atendem por Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermírio Pereira de Moraes (Votorantim).

O que une quase todos os biliardários é o desconforto com o Brasil. Em vários casos em sua origem, amadurecimento e ápice da acumulação o país foi plataforma ou rito de passagem. Melhor sem o epíteto nacional, diriam, pelo menos cinco deles. O mais emblemático, Jorge Paulo, é cidadão suíço, mora no exterior, seus negócios foram conduzidos para uma migração global, e certamente mais transferem divisas do que as remetem na mão inversa.

No momento se dedica a uma escola para superdotados, no Brasil. Pode ser seu reencontro com a função social, ainda que em benefício de poucos. A ver se não será uma cervejaria do ensino com capital aberto em bolsa. Os demais “AB Inbevnianos”, Marcel e Carlos Alberto, não enxergam além do perímetro que seu chefe alcança. Torcem para o Brasil como vaca leiteira, aliás, cervejeira. O banqueiro Joseph vem de uma família de linhagem no setor financeiro. Foram financiadores do mercado da seda há aproximadamente 200 anos. Uma parte da família, a menos próspera, veio para cá.

O manda-chuva, Edmond, foi tratar dos negócios pelo mundo. Morreu tragicamente em um incêndio em Monte Carlo. As joias dos Safras são bancos espalhados pelos Estados Unidos, Suíça e Mônaco. São cosmopolitas e estão de passagem onde quer que estejam. Não se sentem muito bem nessa terra. Saverin, por sua vez, é um ilustre desconhecido da torcida brasileira, até porque nunca esteve presente por estas bandas. Tornou-se biliardário ajudando no funding de Mark Zuckerberg, nos primórdios da criação do Facebook; brigou com o parceiro; ganhou uma bolada e foi viver em Cingapura. Exceção à regra é Ermírio.

Todos os donos do Votorantim podem ostentar as três estrelas de empresários nacionais. Nunca fugiram da raia, o capital é originado aqui, o ativo físico se encontra aqui e o lucro é reinvestido aqui. O máximo que se pode dizer é que sugaram em demasia as divinas tetas do Estado. Mas quem não o fez? A pesquisa da Oxfam inclui, correndo fora do páreo, em sétimo lugar na constelação dos endinheirados, o empresário João Roberto Marinho. O dono da Globo, junto com seus irmãos Roberto Irineu e José Roberto, milita em uma faixa de risco, dividida entre entreter a malta e cimentar uma ideologia. Deve ser difícil ser João Roberto Marinho. Mas, pelo menos, não foi morar em Mônaco e bate ponto no Rio de Janeiro todos os dias.

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11.10.17
ED. 5723

Letrinhas miúdas

Cabe tudo no Banco do Brasil. O Conselho de Administração da instituição foi remexer caixas, pastas e escaninhos eletrônicos a achou novidades do arco da velha. O BB tem uma academia brasileira de letras e ninguém sabia. Com acadêmicos eleitos, e ninguém sabia. Quanto custa? Ninguém sabe.

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11.10.17
ED. 5723

Ex-cidadão Odebrecht

Marcelo Odebrecht deverá perder, em breve, seu título de cidadão paulistano. O vereador Gilberto Natalini (PV) garante já ter os votos necessários, de tucanos a petistas, para cassar a condecoração do empreiteiro na Câmara de São Paulo. O pedido foi protocolado na Casa ontem à tarde.

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11.10.17
ED. 5723

Divórcio político

O ex-ministro Aldo Rebelo, que trocou o PCdoB pelo PSB, não convenceu a família a abandonar o “comunismo”. Sua mulher, Rita Polli, permaneceu no comitê estadual do partido em Brasília. O filho, Pedro, por sua vez, segue militando na União da Juventude Socialista, braço jovem do PCdoB.

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11.10.17
ED. 5723

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras e China National Petroleum.

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