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Planos
10.10.17
ED. 5722

Rubens Ometto e Shell se alimentam do bagaço alheio

A Raízen tem se aproveitado como nenhum outro grupo da crise do setor sucroalcooleiro, que atingiu o número recorde de 81 empresas em recuperação judicial ou em processo de falência. A companhia, que, em julho, comprou duas usinas da encalacrada Tonon por R$ 820 milhões, avança agora sobre a Abengoa Bioenergia. O alvo seriam as unidades de Pirassununga e São João da Boa Vista, duas das três usinas dos espanhóis no interior de São Paulo.

Mais uma vez, a Raízen aposta na fragilidade da presa. A Abengoa Bioenergia entrou em recuperação judicial, com uma dívida superior a R$ 800 milhões. As investidas da Raízen sobre as enfermas do setor têm seguido um mesmo roteiro. Ele passa pela conquista do apoio dos credores – na prática, em um setor com oito dezenas de empresas à beira do precipício quem manda mesmo são os bancos. Assim foi na Tonon, assim deve ser no caso da Abengoa Bioenergia. Entre os credores da companhia espanhola no Brasil está o conterrâneo Santander, que, em julho, chegou a pedir a falência do grupo.

A Raízen mira também na operação da indiana Shree Renuka, que entrou em recuperação judicial no Brasil com uma dívida em torno de R$ 3 bilhões. São duas usinas em São Paulo, Madhu e Revati. Desde 2010, o grupo asiático fez significativos investimentos e ampliou a capacidade de ambas para mais de dez milhões de toneladas. Ainda assim tem sofrido para vendê-las. Os dois leilões foram suspensos a pedido do BNDES. Tanto em um quanto em outro, a Raízen fez que entraria na disputa, mas, na hora H, saiu do páreo. Segundo a fonte do RR, na paralela a empresa estaria tentando angariar o apoio dos credores – entre os quais figuram Itaú, Votorantim e Bank of America – para assumir os ativos da Renuka no Brasil. Procuradas pelo RR, Raízen, Abengoa Bioenergia e Shree Renuka não se pronunciaram.

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10.10.17
ED. 5722

MP das terras indígenas fica para a próxima

O Palácio do Planalto acenou, sim, à bancada ruralista, com uma MP para o arrendamento de terras indígenas. As tratativas vinham sendo conduzidas desde meados de setembro e tinham como principal interlocutor o deputado Luiz Carlos Heinze. Em certo momento, segundo o RR apurou, a Frente Parlamentar Agropecuária chegou a insinuar a indicação de nomes para a diretoria da Fuani. Com a repercussão negativa, o Planalto rapidamente recuou da MP. Não há de ser nada. O que não vai faltar é agrado para os ruralistas…

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10.10.17
ED. 5722

Itaboraí, vulgo Pequim

A China National Offshore Oil se uniu à conterrânea CNPC nas conversas com a Petrobras para a construção de uma refinaria no Comperj. Em outra raia, a Shandong Kerui é forte candidata a instalar uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) no local. Sobre a refinaria, a Petrobras não se pronuncia. Em relação à UPGN, diz já ter recebido quatro propostas e que o contrato será assinado no primeiro trimestre de 2018.

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10.10.17
ED. 5722

Operação Greenfield 2

O RR teve a informação de que está em gestação no Ministério Público uma “Operação Greenfield 2″, tendo como alvo fundos de pensão do segundo grupo.

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10.10.17
ED. 5722

Mais um delator à vista

O acordo de delação do empresário Fred Queiroz, unha e carne de Henrique Alves, colocou o ex-ministro contra a parede. O Palácio do Planalto já dá como certo que ele vai abrir a boca.

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10.10.17
ED. 5722

Uerj e a burguesia não cooperativa

Um ex-empresário carioca indignado com o desmantelamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro lembrava saudoso de um tempo em que o governo e o setor privado jamais deixariam que a Uerj tivesse chegado ao atual estado de abandono. Recordou do Projeto Jari, de proporções muito maiores do que a universidade. Quando viu que o Jari não tinha jeito, o governo – leia-se Delfim Netto – convocou Azevedo Antunes, Amador Aguiar, Olavo Setubal, João Fortes e outros potentados para assumir o empreendimento.

O czar da economia não pediu. Ele delegou a missão. Dr. Antunes não refutou. Aceitou de chofre. Sabia que um chamado do Estado não era um pedido qualquer. Nos dias de hoje, estão desfilando na área de educação Jorge Paulo Lemann, Abilio Diniz, Julio Bozano, Cláudio Haddad, Armínio Fraga, Paulo Guedes e outros endinheirados.

São os papagaios da privatização generalizada. Mas, quando surge escancarada a oportunidade de uma privatização benigna, se fazem de cegos e mudos frente a um gritante problema da sociedade. Faltam elites empresariais que se preocupem com o bem público. Ou mesmo quem as convença com alguma virilidade que aquele bilhão amealhado legitimamente, com o suor do trabalho, não é eximido de contrapartida social. Faltam líderes políticos e dirigentes empresariais cidadãos. No caso do Rio, então, falta até governador… Um triste fim para a nossa instituição de ensino superior.

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10.10.17
ED. 5722

Simulações

Uma nova proposta começa a ganhar forma no PT para as eleições de 2018: o ex-sindicalista Luiz Marinho sairia como candidato ao governo de São Paulo, com Fernando Haddad disputando uma cadeira no Senado. Isso, claro, se Haddad não for convocado para uma missão maior.

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10.10.17
ED. 5722

Criptoproblema

Os especialistas do Banco Central que estão debruçados no acompanhamento das criptomoedas ficaram ouriçados com a experiência de Dubai. O emirado árabe lançou seu Bitcoin oficial. Ao invés de circular em um mercado livre, a moeda pertence ao governo. É o avesso do avesso do avesso.

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10.10.17
ED. 5722

Isolux vende seus anéis

A colombiana ISA, que fechou recentemente a compra de duas linhas de transmissão da Isolux no Norte e Nordeste, negocia a aquisição de mais três concessões do grupo espanhol no Brasil. A companhia ibérica vive um momento bastante delicado no país. Foi proibida pela Aneel de participar de novos leilões de transmissão por dois anos e corre o risco de ter concessões cassadas pela agência por atrasos nas obras.

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10.10.17
ED. 5722

Cadê a Moniquinha?

Há algo de muito estranho no sumiço da economista Monica de Bolle das redes sociais. Só falta ter algo a ver com o governo.

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10.10.17
ED. 5722

Vidas secas

Funcionários da Cedae estão convocando uma manifestação pública nas ruas do Rio, ainda neste mês, contra a venda da companhia. Do jeito que o funcionalismo público e a cidade andam de crista baixa, é capaz de não encherem um copo d ́água.

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10.10.17
ED. 5722

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: ISA e Isolux.

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