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Planos
06.10.17
ED. 5720

Ministério Público e Polícia Federal mergulham nas águas lamacentas do São Francisco

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU) estão às voltas com um caso que tangencia a empreiteira Mendes Jr., e seus serviços incompletos nas obras do Eixo Norte da integração do São Francisco, e traz novos protagonistas para a inacabável transposição do rio. A PF investiga as relações perigosas do Consórcio Emsa-Siton e das construtoras Passarelli e Marquise em licitação promovida pelo Ministério da Integração Nacional. A principal suspeita é que as empreiteiras teriam montado um esquema de “troca de chumbo” na concorrência.

A Procuradoria Geral e o TCU também se debruçaram sobre suposta operação de cartas marcadas, segundo fonte do RR. A concorrência envolve um contrato da ordem de R$ 500 milhões. Há suspeitas de um acordo para apresentação de propostas combinadas entre os licitantes. A Emsa, vencedora da concorrência, já esteve envolvida em casos de superfaturamento em obras de rodovias e é figura carimbada no TCU. As construtoras Passarelli e Marquise teriam ganho no preço a licitação pelo Regime Diferenciado de Contratação – RDC – Eletrônico, mas apresentado equívocos de ordem técnica no mínimo estranhos para empresas tão experientes nesses processos.

A Passarelli não é o que se pode chamar de uma estreante na malha de suspeições das autoridades. A empreiteira foi investigada em sua participação nas obras do Cinturão das Águas do Ceará, que comprometeu o cronograma do projeto de Transposição do Rio São Francisco. O consórcio Águas do Ceará – Passarelli, Serveng e PB – não concluiu o trecho do chamado Lote 1 (uma área de 149 quilômetros). As empreiteiras entregaram somente 16% da execução das obras quando o previsto era 61%. No imbróglio recente, a Passarelli apresentou um recurso contra a escolha do consórcio Emsa-Siton, mas, no Ministério Público, há dúvidas se não é apenas uma operação proforma. A história é realmente intrincada.

A proposta mais cara ganhou e as mais baratas reclamam de mudanças no edital, mas apresentaram erros crassos de falta de capacidade técnica. Em abril, o Ministério Público deu parecer favorável ao consórcio Emsa-Siton. Mas novas informações estariam estimulando a investigação do caso. Consultada pelo RR, a Passarelli afirmou desconhecer qualquer “irregularidade ou denúncias em relação às obras de transposição do São Francisco” e garantiu não ter recebido notificação do MPF ou de órgãos de controle da União.

Afirmou ainda que ganhou o lote 1 do Cinturão das Águas em “condições justas e competitivas”. Marquise, Emsa e Siton não quiseram se pronunciar. Entre as autoridades, o TCU informou ao RR que analisou a concorrência e “entendeu que não há irregularidades nas cláusulas de habilitação técnica do edital ou impropriedades nos procedimentos adotados pela Comissão de Licitação”. O assunto parece kafkiano. A Procuradoria Geral da República disse não ter localizado investigação “com essas características”, mas recomendou que se procurasse a Procuradoria da República do Distrito Federal. Já a Polícia Federal afirmou que não se manifesta “sobre possível investigação em andamento”. Que labirinto…

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06.10.17
ED. 5720

Pandemônio

Em sua pré-delação, Antônio Palocci está desfiando passo a passo a venda do PanAmericano para o BTG, com destaque especial para as relações entre André Esteves e Guido Mantega.

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06.10.17
ED. 5720

Legado olímpico

Nas contas da própria Prefeitura do Rio, segundo o RR apurou, dificilmente o pagamento a fornecedores será normalizado antes de março de 2018. Isso com muita fé.

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06.10.17
ED. 5720

Acrônimo

Antes de sair da PGR, Rodrigo Janot não só ofereceu a terceira denúncia contra o governador Fernando Pimentel como deixou tudo encaminhado para o quarto pedido de abertura de processo.

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06.10.17
ED. 5720

Ao mestre, sem muito carinho

Uma ala de ativistas do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, está convocando uma manifestação para o próximo dia 20 de outubro. O alvo é a aula de pós-graduação em direito processual do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Os organizadores do protesto, em sua maioria, são ligados a grupos e partidos de esquerda, notadamente o PSOL. O colega de Supremo Ricardo Lewandowski teve melhor sorte. Na semana passada, ministrou aula no mesmo curso para uma plateia de aproximadamente 30 alunos em clima amistoso, a ponto de um repórter ser autorizado a fazer parte da classe. Desde que não usasse seu gravador.

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06.10.17
ED. 5720

Aécio não ganha uma

Ontem, parlamentares do PSDB chamavam atenção para o fato de que até a disputa eleitoral no Cruzeiro virou termômetro do esfarelamento de Aécio Neves. Após perder a eleição presidencial em Minas e a corrida pelo governo do estado, Aécio não conseguiu emplacar sequer seu candidato, Sergio Rodrigues, ao comando do clube de coração. Por sinal, era também o nome preferido do senador Zezé Perrella. Com uma base aliada assim…

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06.10.17
ED. 5720

O valor da Malha Paulista

A Cosan, controladora da Rumo Logística, segurou estrategicamente o lote suplementar de 33 milhões de ações que seriam disponibilizados ao mercado na oferta encerrada nesta semana. A decisão estaria relacionada à Malha Paulista. A expectativa na companhia é que o governo autorize a renovação antecipada da concessão até o início de novembro. Com a boa nova, a Rumo vislumbra a possibilidade de oferecer as ações em mercado a um valor maior do que os R$ 400 milhões que poderia ter arrecadado.

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06.10.17
ED. 5720

Diligência

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, já declarou que Leandro Daiello permanecerá no comando da Polícia Federal por “tempo indeterminado”. A pressão de Romero Jucá e de Eliseu Padilha, dois dos mais influentes consiglieri de Michel Temer, é para que esse “tempo indeterminado” vá somente até dezembro. E olhe lá.

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06.10.17
ED. 5720

O lugar da Nike

Tem chinês de olho até na camisa canarinho. A fabricante de material esportivo 361 quer assumir o lugar da Nike como patrocinadora da CBF após a Copa do Mundo.

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06.10.17
ED. 5720

A falta do Latorraca

Em entrevista à imprensa, o presidente da PwC, Fernando Alves, exibiu mais uma vez seu raciocínio complexo, sagaz e original. Ontem, nos corredores da empresa, um coro das Penélopes formado por seus funcionários cantava: “hei, hei, hei, o ́Bigode ́ é nosso rei.”

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06.10.17
ED. 5720

Ponto final

Procurada pelo RR, a seguinte empresa não comentou o assunto: Rumo Logística.

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