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Planos
03.10.17
ED. 5717

Monopólio da BM&F Bovespa é atropelado pela CGU

A BM&F Bovespa sofreu um duro revés. A nova regulamentação do Registro Nacional de Gravames (Renagrav), aprovada na semana passada, significará a quebra do monopólio da Bolsa em um segmento que movimenta cerca de R$ 700 milhões por ano. A medida abre caminho para a entrada de outros concorrentes no mercado de registros de contratos de financiamento de veículos. Segundo o RR apurou, o objetivo do Departamento Nacional de Trânsito é credenciar pelo menos uma dezena de empresas em um ano, incluindo grupos estrangeiros. De nada adiantou o pesado lobby em Brasília pilotado por Gilson Finkelsztain, presidente da B3, a holding criada a partir da fusão da BM&F Bovespa com a Cetip. Na contramão havia um fenemê de três letras: CGU. A Controladoria Geral da União constatou restrições à competitividade, com a existência de um “monopólio privado na operação do Sistema Nacional de Gravames (SNG)” – onde as operações de crédito auto-motivo são registradas. O tiro da CGU teve alvo certo: a dobradinha BM&F Bovespa/Cetip tem 70% do market share nacional. O segmento representa uma fatia nada desprezível de 15% da receita total da B3, da ordem de R$ 4 bi/ano.

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03.10.17
ED. 5717

Crônica de um pobre país bilionário

O Brasil caminha a passos largos para se tornar um dos países prósperos do mundo se o critério for o da acumulação de reservas cambiais (liquidez internacional). Uma das mais renomadas consultoras de dados macroeconômicos, senão a mais renomada, a LCA prevê que o Brasil deterá US$ 972 bilhões em reservas, na média do período 2021/2030. Para chegar a esse cálculo, a LCA, que tem entre seus sócios o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, projeta um saldo médio de US$ 57 bilhões para a balança comercial no mesmo intervalo.

Em 2017, o lastro cambial do país fechará em torno de US$ 388 bilhões, somente inferior ao da China, conforme a medição do número de meses de importações correspondentes. A montanha de dólares ou, para ser preciso, de títulos do Tesouro norte-americano em sua maioria, mais do que dobrará em uma década e alguns quebrados, a não ser que ocorra algum acidente espetacular no percurso. A julgar pelo critério de acumulação de reservas, todo brasileiro é virtualmente um milionário.

Com base no último censo do IBGE, que calcula em 207 milhões de habitantes a população do Brasil, e usando um índice cadente de crescimento demográfico, cada cidadão seria detentor de US$4,37 milhões, em média, entre 2021 e 2031. Mesmo se fosse descontada a média da dívida externa bruta do país projetada para 2021/2030, na faixa de US$ 707 bilhões, o brasileiro ainda deteria um razoável pecúlio de US$ 1,28 milhão. Os mais críticos diriam que as reservas cambiais foram construídas à base de aumento da dívida interna bruta. E que, acertando as contas, o brasileiro teria, sim, dívida para pagar. Pode ser. Mas um endividamento baixinho seria como se fosse uma fortuna. O curioso é que um país que não faz obras, congela os investimentos em saúde e educação e tem índices alarmantes de violência possua tanto dinheiro assim.

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03.10.17
ED. 5717

Locomotiva chinesa

A construção da Ferrovia do Pará, estimada em R$ 14 bilhões, avançou muitos quilômetros. O combustível atende pelo nome de China Communications Constructions Company. Executivos da CCCC se reuniram com o governador Simão Jatene para discutir o projeto.

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03.10.17
ED. 5717

A delação de Funaro

Em sua delação, o doleiro Lucio Funaro exumou detalhes da relação entre o Grupo Bertin e o também encarcerado Geddel Vieira Lima.

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03.10.17
ED. 5717

Aposentadoria de Bendine na berlinda

A direção do Banco do Brasil e o Conselho Deliberativo da Previ têm sido pressionados por associações de funcionários e aposentados a rever o pagamento da chamada aposentadoria “cheia” a Aldemir Bendine. O assunto sempre causou incômodo dentro do BB. Ocorre que a Lava Jato e as graves denúncias contra a gestão de Bendine amplificaram os questionamentos à legitimidade dos valores recebidos pelo hoje hóspede da carceragem da PF em Curitiba. Foi justamente durante a sua administração que o BB alterou as regras de aposentadoria e permitiu a incorporação de benefícios (como férias e vale-alimentação) ao salário-base. A alteração favoreceu diretamente o ex-n. 1 do banco, além de aproximadamente 30 outros executivos que conseguiram pendurar uma série de pingentes na sua aposentadoria. Calcula-se que Bendine receba hoje algo próximo dos R$ 65 mil. Por falar em benefícios indiretos, consta que o ex-presidente do BB solicitou à instituição que custeasse a sua defesa na Lava Jato, alegando que as acusações contra ele se referem a atos administrativos no exercício da presidência da instituição – seus advogados negam o pedido.

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03.10.17
ED. 5717

Espanhóis deixam vários fios soltos

Depois da Abengoa, é a vez da conterrânea Isolux cair em desgraça na Aneel. Além da ameaça de suspender a empresa de novas licitações por até dois anos, a agência estuda retomar concessões dos espanhóis no país. Na mira, as licenças para a construção de uma rede de 436 quilômetros interligada à usina de Belo Monte e um linhão de mais de 300 quilômetros em Rondônia. Os dois projetos estão atrasados. A Isolux tenta uma solução meio-termo: obter a autorização para transferir o controle das concessões, o que lhe permitiria colocar algum dinheiro no bolso. Por ora, a ideia tem encontrado pouca ou nenhuma simpatia da parte do órgão regulador.

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03.10.17
ED. 5717

A política é feita de camaleões

Mimetismo I: o ex-comunista Aldo Rebelo chegou ao PSB dizendo que só toparia ser vice de uma chapa puro-sangue do partido. Não demorou 10 dias para mudar de cor e sinalizar à cúpula do partido que aceita ser indicado para uma dobradinha com Geraldo Alckmin.

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Mimetismo II: Romário, que esteve ao lado de Marcelo Crivella nas eleições do ano passado, tem feito duros ataques ao prefeito. Coisa de quem esperava o apoio do PRB, de Crivella, a sua candidatura ao governo do Rio.

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03.10.17
ED. 5717

Votos e ex-votos

O Círio de Nazaré terá uma procissão de presidenciáveis. Jair Bolsonaro e João Doria já confirmaram presença – o
prefeito de São Paulo terá como anfitriã a cantora Fafá de Belém. Ciro Gomes também deverá participar do evento religioso.

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03.10.17
ED. 5717

Partido global

Desse jeito, a Globo corre o risco de ficar sem cast. Além de Luciano Huck, Fausto Silva também vem sendo assediado para entrar na política. A sondagem mais firme teria partido do DEM.

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03.10.17
ED. 5717

Tivit dividida

O cancelamento do IPO da Tivit no ano é uma derrota particular do APX Brazil. Um dos principais acionistas da empresa de TI, o fundo teria sido o defensor do lançamento da nova oferta três meses após a suspensão da primeira tentativa, em julho. A família Mattar, fundadora e sócia da companhia, defendia que tudo ficasse para 2018. Agora assim será.

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03.10.17
ED. 5717

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Banco do Brasil, Previ, BM&F Bovespa, Aneel e Isolux.

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