Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
28.09.17
ED. 5714

Força-tarefa contra o crime organizado é uma missão sob medida para Sérgio Moro

Se o diretor Brian de Palma filmasse uma versão brasílica de Os Intocáveis, o juiz Sérgio Moro seria um candidato imbatível para interpretar o papel do incorruptível policial Eliot Ness. Na vida real, Moro também cabe no figurino de paladino contra o crime. Só que dessa vez despido da toga de juiz. Como não poderia deixar de ser, o nome de Sérgio Moro foi citado repetidas vezes na reunião entre a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen.

O encontro teve por objetivo discutir a criação de uma força-tarefa, no modelo da Lava Jato, para o combate ao crime organizado e ao estado paralelo financiado por ele. Veja-se que o enunciado da missão é extenso. O futuro Eliot Ness, que ficará subordinado ao Ministério Público, vai centralizar ações dispersas junto a diversos órgãos do governo. Porém, mais importante é que abaterá dois coelhos com uma única cajadada: criará uma efetiva operação integrada de combate ao crime e livrará as Forças Armadas do inconveniente abacaxi de serem chamadas a toda hora para fazerem figuração no palco de uma guerra na qual sua presença é indesejada pelos próprios militares.

O Rio de Janeiro é o foco da força-tarefa. Não somente em função do crime e da violência registrados na cidade, mas devido a sua capilaridade com todo o Brasil e suas fronteiras. Haja poder para o delegado que colocar essa estrela no peito. O juiz Sérgio Moro está acostumado a deter o mando absoluto na sua esfera de atuação. Teria de acrescer ainda mais em força e autoridade. Algo como um presidente de um Banco Central formalmente independente, com poder sobre tropas, serviços de Inteligência e ingerência sobre as unidades federativas. Um justiceiro judicializado, votado no Congresso.

Moro realizou cursos na CIA – sabe-se lá do que, é bem verdade; tem sua própria patota no Ministério Público, que vibraria em entrar nesse campo; e é obsessivo no combate à criminalidade. Para o governo, deslocá-lo para o centro das ações de segurança do país seria uma demonstração de desprendimento e isenção muito acima das investigações e suspeitas que pairam sob a cabeça de ministros e do próprio presidente. Coisa de estadista, diria a base aliada. E a Lava Jato? Não seria uma sinalização do seu final? Nada!

O próprio Moro validaria sua saída e a ascensão de quem fosse para o seu cargo. Continuariam presentes Marcelo Bretas, Deltan Dallagnol e companhia. E mesmo Lula já estaria tão enforcado que não precisaria de Moro para o golpe final. O juiz já afirmou que não irá para a política. Para o STF dificilmente um novo presidente o indicará. Melhor um juiz mais amigável. E a aposentadoria vem aí. O papel de Eliot Ness lhe caberia como uma luva. Contudo, por enquanto o que existe é um nome ao vento, puro wishful thinking. Já, já a resposta será dada.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Operação desmonte

Se depender do Ministério da Fazenda, o BNDES fica só com o prédio da Av. Chile, uma parcela diminuta de funcionários para a manutenção e mesas, cadeiras e computadores. Além da devolução de R$ 180 bilhões em empréstimos do Tesouro Nacional, Meirelles estuda outras hipóteses para sangrar o banco: a venda de parte das carteiras do BNDESPar e de créditos bons junto a grandes empresas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

A difícil missão de higienizar o PMDB

Os marqueteiros do PMDB discutem nos mínimos detalhes o “espetáculo” da convenção nacional marcada para o próximo dia 4 de outubro, quando o partido mudará sua identidade para MDB. A maior preocupação é evitar que o evento ganhe a pecha de “convenção da Lava Jato”. Há quem defenda, inclusive, que Moreira Franco, Eliseu Padilha e Romero Jucá participem em horários diferentes. A ideia é evitar que três dos mais próximos e maculados aliados de Michel Temer sejam capturados no mesmo instantâneo. No partido, é citada, como exemplo, a reunião de março de 2016 que formalizou a saída do PMDB do governo Dilma. Na ocasião, a imagem de Eduardo Cunha, Jucá e Padilha celebrando, juntos, com as mãos para o alto bombou nas redes sociais. Se serve de alento, desta vez Cunha é uma preocupação a menos para a marquetagem do PMDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Terra nostra

O Palácio do Planalto já cogita postergar, mais uma vez, o prazo final para a adesão de empresas e produtores rurais ao “Novo Funrural”, passando de 30 de novembro para 30 de dezembro. À bancada ruralista, tudo. Principalmente enquanto a segunda denúncia contra Temer ainda não tiver sido votada na Câmara dos Deputados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Controle remoto

A reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae-RJ que decidiria a destituição de Cezar Vasquez do comando da entidade foi postergada de ontem para 10 de outubro. O adiamento virou motivo de chiste. Um personagem influente nos acontecimentos comentou com o RR que o assunto é pilotado do presídio de Benfica, moradia de Sérgio Cabral. Só depois é que chega aos desígnios do Conselho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Paulinho ainda tem a Força?

Paulinho da Força – um aliado, ainda que gelatinoso, do presidente Michel Temer – enfrenta o risco de uma dissidência em sua base política. Um de seus mais antigos colaboradores, o também sindicalista Miguel Torres está prestes a deixar o Solidariedade. A fissura está ligada à perda de espaço dentro do partido e da Força Sindical, no fundo uma coisa só. Bem mais importante do que a futrica partidária, é o impacto que o rompimento poderá ter no xadrez das relações partidário-sindicais. Além de vice-presidente da Força Sindical, Torres é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, historicamente um dos pilares da Central e antagonista do dueto CUT/PT.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

“Italiano”

A expectativa no próprio PT é que Lula cancele sua participação no Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas do partido, que será realizado em Brasília nos dias 2 e 3 de outubro. A última semana foi particularmente dolorosa para o ex-presidente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Satélite do PMDB

Aécio Neves esfrangalhou o PSDB de Minas a tal ponto que o partido cogita não lançar candidato próprio ao governo do estado e ser satélite da chapa do PMDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Entre o filé e o acém

A abertura de capital da Keystone é o fiel da balança em relação ao preocupante nível de alavancagem do Marfrig. Se o IPO da subsidiária norte-americana sair, a relação dívida líquida/ebitda cai de 4,5 para o mais do que palatável nível de 2,5. Caso contrário, nos cálculos do próprio Marfrig, o índice vai romper a barreira do cinco para um já no primeiro trimestre de 2018.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Ponto final

Procurada, a seguinte empresa não comentou o assunto: Marfrig.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.