Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
25.09.17
ED. 5711

Intervenção federal no Rio entra em marcha

A espiral de violência no Rio de Janeiro tem empurrado o Palácio do Planalto e as Forças Armadas na direção de uma medida radical: a decretação de intervenção federal no estado. As discussões, conduzidas no âmbito do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), dos Ministérios da Defesa e da Justiça e do Alto-Comando do Exército, além do próprio governo do Rio, têm se caracterizado por avanços e recuos sucessivos, com alternância das posições entre as autoridades envolvidas. O consenso é que os graves fatos registrados no Rio ao longo dos últimos dias estão afunilando o timing da decisão – independentemente do resultado pontual que venha a ser alcançado com a ação do Exército na Rocinha deflagrada na sexta-feira.

Um fator importante a ser ponderado é a notória falta de capacidade de comando do governador Luiz Fernando Pezão. Mas existem pesos e contra-pesos. Ainda que seja uma variável colateral, as recentes manifestações sobre uma eventual intervenção dos militares junto aos Poderes aumentaram a preocupação de que a ação estritamente focada na segurança pública do Rio pareça o que não é. Mas o que muitos querem que seja. O que tem aterrorizado os mais altos escalões da República, incitando a intervenção, são os registros de atrocidades praticadas pelos traficantes.

São cenas de selvageria sub-humana – captadas pelos serviços de Inteligência –, que têm se intensificado para intimidação dos próprios moradores das comunidades. Ainda segundo informações reservadas, na última semana, nove pessoas foram assassinadas na Rocinha – algumas delas tiveram os corpos queimados. Contudo, os dados oficiais divulgados pela Secretária de Segurança Pública do Rio dão conta de apenas quatro mortos, não especificando condições de barbárie. O Artigo 34 da Constituição prevê a possibilidade de intervenção federal em estados ou municípios, entre outras situações, para “pôr termo à grave comprometimento da ordem pública”.

O presidente da República tem a prerrogativa, por decreto, de especificar a amplitude, o prazo e as condições da medida. A premissa para a decisão seria a necessidade urgente de concentrar o poder decisório sobre a segurança pública do Rio e a execução das ações planejadas no âmbito federal, leia-se Forças Armadas. Os cenários traçados contemplam ainda a mudança do regime de atuação das Forças Armadas no combate à criminalidade no Rio, com a instituição de Estado de Sítio ou de Defesa.

Trata-se de um pleito dos próprios militares. A atual incursão se dá no âmbito da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Na avaliação do Alto-Comando do Exército, este regime deixa soldados e oficiais em uma situação vulnerável do ponto de vista legal – em caso de ocorrência de morte durante uma operação, o militar está sujeito a ser julgado criminalmente e levado a Tribunal do Júri. Por ora, entre sístoles e diástoles, tudo pode ser sintetizado com a menção à peça “A alma boa de Setsuan”, de Brecht: “Não há solução. Mas tem de haver”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

A força da palavra

Na segunda-feira passada, em encontro reservado com empresários na Associação Comercial do Rio, o Comandante Militar do Leste, General de Exército Walter Souza Braga Netto, pediu gentilmente aos presentes que não utilizassem celulares ou fosse feita qualquer gravação. Na ocasião, fez uma menção em tom carinhoso ao General Hamilton Mourão. Disse que sua preocupação era evitar o que ocorreu com o companheiro de farda, que teve trechos de uma palestra retirados de contexto e viralizados nas redes sociais. O episódio reforça o esforço de comunicação que tem sido feito pelas Forças Armadas, parafraseando o próprio General Mourão, por meio de “aproximações sucessivas” com os mais diversos setores da sociedade.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

As “ocupações” de Guilherme Boulos

Há articulações para um encontro das esquerdas em torno do nome de Guilherme Boulos, um dos líderes do MTST. O evento deverá ser realizado no mês de novembro, em São Paulo. Por “esquerdas” leia-se, sobretudo, PSOL, PSTU e integrantes da Democracia Socialista, tendência mais à esquerda do PT, que tem entre seus nomes mais eminentes o ex-governador Tarso Genro. Vá lá… Não é de hoje que Genro flerta com a ideia de criar um partido, com candidato próprio à Presidência da República. Já circulou a informação de que ele teria a companhia de até 30 dos 67 parlamentares do PT na Câmara e no Senado, embora não se saiba quem. Ao mesmo tempo, na atual circunstância, fazer brotar uma sigla que una a extrema-esquerda soa entre o pretensioso e o devaneio. Para não falar que a mobilização em torno de Boulos coincide com uma das mais sonoras ocupações da história do MTST – seis mil famílias tomaram um terreno de 60 mil m2 em São Bernardo do Campo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

Apoteose da crise

Desse jeito, vai faltar adereço e alegoria no carnaval carioca. A Riotur está penando para captar cerca de R$ 6 milhões em patrocínio para as escolas de samba. Até agora não teria conseguido nem 20% desse valor. O enredo só não é pior porque a Caixa Econômica deve anunciar nesta semana uma ajuda de R$ 8 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

Marchezan, mais um “Doria boy”

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., mergulhou na onda João Doria. A liga entre ambos foi feita muito por influência do Movimento Brasil Livre (MBL). Marchezan tem se empenhado em reunir o apoio do PSDB gaúcho à candidatura de Doria à Presidência. Tudo muito bom, tudo muito bem… Mas, antes disso, seria bom se o PSDB gaúcho tivesse o apoio das urnas: até hoje, elegeu uma só governadora (Yeda Crusius) e nenhum prefeito em Porto Alegre.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

A nova comuna de Aldo Rebelo

Aldo Rebelo, que deixou para trás 40 anos de PCdoB, assina nesta semana sua ficha de filiação ao PSB com uma ideia fixa: ser candidato a vice-presidente da República. Isso, claro, se a sigla não desaparecer em um mar de partidos numa coalizão em torno de Geraldo Alckmin.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O entorno de Dilma Rousseff interpretou a inclusão da ex-presidente entre as testemunhas de defesa do ex-Banco do Brasil e Petrobras Aldemir Bendine como um gesto na fronteira entre a pressão e a coação. Algo similar ao que fez Eduardo Cunha ao arrolar o nome de Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

O guarda – malas de Geddel

Lucio Funaro foi o “GPS” que levou a Polícia Federal ao “guarda-malas” de Geddel Vieira Lima em Salvador. Consta que o doleiro tem na ponta da língua outros endereços de notórios protagonistas da Lava Jato.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

Prato gelado

O conturbado processo de sucessão na BRF empacou o projeto de criação de uma terceira marca para se juntar a Sadia e Perdigão. Na empresa, o que se diz é que esse prato só será servido no segundo semestre de 2018.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.17
ED. 5711

Ponto final

Procurada, a seguinte empresa não comentou o assunto: BRF.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.