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Planos
20.09.17
ED. 5708

Aneel corta os fios da Abengoa

O plano de recuperação judicial da Abengoa no Brasil, apresentado há pouco mais de um mês, corre sério risco de ser eletrocutado pela Aneel. As gestões feitas pelo grupo espanhol para encerrar as pendências com o órgão regulador e manter sob o seu guarda-chuva nove licenças de transmissão ricochetearam contra uma parede de concreto. A Aneel já teria, inclusive, formalizado ao Ministério de Minas e Energia o pedido de caducidade das concessões. A partir de agora, a companhia só tem dois caminhos: brigar na Justiça, tendo contra si a Aneel e um governo ávido por revogar e relicitar tudo o que é concessão possível, ou ver escapar entre seus dedos um pacote de ativos fundamental para a quitação do seu passivo, da ordem de R$ 3,4 bilhões. A Abengoa diz já ter recebido uma oferta de R$ 1,8 bilhão do fundo Texas Pacific Group por outras sete linhas de transmissão, estas em operação. Ainda assim, a conta não fecha. Os espanhóis dependem da venda das concessões que a Aneel quer retomar. Dependem ainda da negociação de ativos menores, também uma seara na qual sobram faíscas. A companhia quer vender um hospital em Manaus ao valor de R$ 143 milhões. No entanto, o governo do Amazonas estaria se recusando a autorizar a transferência do empreendimento, construído por meio de uma PPP com o estado.

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20.09.17
ED. 5708

Dr. Ulysses não merecia tamanha homenagem

Moreira Franco, Eliseu Padilha e Romero Jucá estão à frente de uma estranha cruzada. O trio “Lava Jato” pressiona a Executiva do partido a aprovar a transformação da Fundação Ulysses Guimarães em instituto – a proposta será analisada no próximo dia 4 de outubro. Parece uma filigrana, mas só parece. Sob o regime de instituto, muita coisa muda de figura, a começar pelo fato de que a entidade estará imune à fiscalização do Ministério Público. Não custa lembrar que Moreira e Eliseu são os “donos” da capitania. Entre mandatos alternados, ambos comandam a Fundação Ulysses Guimarães há 16 anos.

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20.09.17
ED. 5708

Um dia esse fado ainda vai acabar desafinando

Não é só a turma da Lava Jato que está buscando visto de residência em Portugal. Há cerca de mil brasileiros em média, por semana, fazendo consultas de como obter a cidadania portuguesa. Desde o início do ano surgiram mais de 500 empresas na internet especializadas em tratar da burocracia, assessorar na busca de imóveis para compra ou aluguel, na mudança e na manutenção da moradia. Globalvisa, Strobel & Santos e Schultz Vistos são algumas das líderes no setor. Segundo fonte de uma dessas empresas, na aquisição de alguns imóveis em Portugal foram utilizados sofisticadas triangulações com recursos de estranha procedência não repatriados nas duas janelas abertas pelo BC. De acordo com o mesmo informante, somente os chineses estão mais presentes em Portugal do que os brasileiros. Só que os chineses voltam para casa e os brasileiros ficam.

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20.09.17
ED. 5708

Luzes, câmera, ação

O Palácio do Planalto prepara uma visita de Michel Temer à Zona Franca de Manaus. O local é visto como o set de filmagem perfeito para Temer celebrar a “retomada do emprego”. Neste ano, a ZFM voltou a somar mais contratações do que demissões.

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20.09.17
ED. 5708

Trabalho sujo

O RR apurou que a Máquina de Vendas deverá passar por uma faxina antes da transferência do controle aos credores. Exigência dos próprios bancos, que, assim, empurram para os atuais acionistas a autoria das maldades, leia-se fechamento de lojas e demissões.

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20.09.17
ED. 5708

Ilan Goldfajn volta a azedar a festinha da Selic

A ida a público do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, para antecipar os próximos passos da política monetária – ritmo de queda da taxa Selic moderadamente menor – reflete uma divisão entre o núcleo duro do Palácio do Planalto e a equipe econômica. Os cardeais Moreira Franco e Eliseu Padilha são favoráveis à manutenção ou mesmo a precipitação do afrouxamento monetário. Segundo a dupla, não haveria justificativa para um recuo no percentual de redução da Selic.

O argumento contra a diminuição do ritmo de declínio das taxas de juros, paradoxalmente, é dado pelo próprio Ilan: o risco de desancoramento da inflação é baixo. Com o desemprego prosseguindo em patamar elevado, o câmbio cadente e o ritmo anêmico da atividade econômica, a taxa de inflação deverá seguir até o fim de 2018 na fronteira dos 4%, provavelmente pulando a cerca para a casa dos 3%. Ilan espera uma baixa do índice de preços mais sustentável, até porque o nível de capacidade ociosa da economia é grande, e a velocidade de aquecimento da atividade produtiva não seria suficiente para conter o flerte com o piso da meta. A hora seria de dar um gás no consumo.

Até pouco tempo atrás, Ilan foi triturado entre os seus pares porque não teria tido a sensibilidade de baixar os juros quando a inflação já havia embicado para baixo e a recessão sacrificava o país. Parece estar obcecado com essa receita. O “custo Ilan” não é bem absorvido no Palácio do Planalto. Fica na conta de Henrique Meirelles. O ministro está alinhado com o presidente do BC; é o seu escudo de proteção. Meirelles acha que a prudência é sempre a medida do acerto na política econômica, mesmo que seu preço seja a revelação futura de que a autoridade monetária foi lenta ou não entendeu os sinais da conjuntura.

A entrevista atípica de Ilan foi combinada com Meirelles. Ela cria um fait accompli com o BC e antecipa o comportamento futuro da Selic, praticamente ditando o corte da taxa que será aprovado na reunião do Copom de outubro (0,75 ponto percentual). O ministro também se arroga a falar da política monetária, como se fosse o condutor do BC. Ele justifica a falta de ousadia com variáveis que não parecem tão determinantes para formação da taxa na circunstância: contenção da liquidez nos Estados Unidos, o destempero nuclear da Coreia do Norte e os efeitos sobre o câmbio. Faltou só a Lava Jato.

O que Meirelles realmente não quer é baixar a taxa de juros para ter que levantá-la logo depois com várias altas sucessivas. Ou seja: a Selic agora vai cair devagarinho para não ter de voltar a subir novamente em futuro breve, com maior intensidade e rapidez. As raposas do Palácio, contudo, não se conformam. Com o aumento da renda das famílias decorrente da brutal correção dos preços, uma ajuda a mais dos juros é o que falta para lambuzar as expectativas de mel e puxar o consumo nos meses natalinos.

O discurso de Ilan teria de ser exatamente o contrário. Por enquanto Meirelles reina e Ilan é independente. Que seja. Até 24 de outubro, quando se realiza a penúltima reunião do Copom no ano, pipocarão de todas as partes pleitos para que a política monetária mude; que a queda dos juros seja mantida no patamar de um ponto percentual ou eventualmente um pouco além, atingindo 1,25 ponto; e que o BC ouse um piso da Selic na faixa de 6% – atualmente as previsões do mercado são de uma taxa de 7,25% no início de 2018 – acelerando o ritmo de correções para baixo da taxa básica. Moreira Franco e Eliseu Padilha, é claro, não terão nada a ver com isso. Coisa do mercado. Ou da mídia. Seja lá o que for, o script está dado.

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20.09.17
ED. 5708

Buscando novidades

Se a negociação para a delação de Antônio Palocci colar, o empreiteiro Leo Pinheiro, da OAS, terá de buscar novidades para dedurar ao Ministério Público.

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20.09.17
ED. 5708

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Abengoa e Máquina de Vendas.

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