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Planos
19.09.17
ED. 5707

Petrobras abre a porta de suas refinarias

A Petrobras e a Repsol Sinopec mantêm conversações para uma possível associação na área de refino. Segundo o RR apurou, as tratativas com os chineses envolveriam a conclusão das obras de construção da má afamada unidade de Abreu Lima – um dos grandes projetos da estatal corrompidos pelo “petrolão” e interrompidos pela Lava Jato. Parte da unidade está em operação desde 2014, mas, de acordo com cálculos da Petrobras, ainda faltam ao menos R$ 2 bilhões em investimentos para a refinaria atingir a capacidade originalmente estimada. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, já confirmou que o processo de desmobilização de ativos da estatal incluirá operações de refino – conforme antecipou o RR na edição de 24 de fevereiro. Por ora, no entanto, os fatos parecem indicar que a prioridade da companhia é a busca de parceiros para concluir projetos inacabados. Consta que a China National Petroleum Corporation (CNPC) tem interesse em se associar ao Comperj. Em tempo: no caso de Abreu Lima e, mais especificamente, da Repsol Sinopec, as tratativas têm um certo ar de déjà vu. A então espanhola Repsol foi sócia da Petrobras na refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul.

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19.09.17
ED. 5707

Temer, livre, leve e solto

O Planalto está tão confiante em derrubar a segunda denúncia da PGR que se discute a possibilidade de Michel Temer assumir uma nova postura em comparação à primeira flechada de Rodrigo Janot. Em vez de se esconder no Palácio, desta vez Temer vai intensificar sua exposição nas redes sociais. Ao mesmo tempo, pretende combinar a frenética agenda de encontros com parlamentares com visitas pontuais a alguns estados, sempre associadas à inauguração de obras ou entrega de imóveis do Minha Casa Minha Vida. Mas tudo na dose certa de um presidente com taxa de reprovação de 95%: eventos fechados, com alta presença de aliados políticos e acesso restrito ao público.

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19.09.17
ED. 5707

Deus no Céu e Meirelles na terra

O vídeo que circulou ontem em grupos de WhatsApp de deputados e senadores, no qual Henrique Meirelles aparece pedindo uma “oração pela economia”, teve como autor intelectual Gilberto Kassab. O ministro das Comunicações, que, na semana passada, lançou “inadvertidamente”, a pré-candidatura do colega à Presidência da República, vem costurando a interlocução de Meirelles com líderes evangélicos. Já propôs, inclusive, que ele visite alguns templos para falar sobre os “ajustes na economia”. Em tempo: o vídeo em questão foi endereçado à Assembleia de Deus Ministério Madureira, no Rio. Por uma dessas coincidências, trata-se da igreja que era frequentada por Eduardo Cunha.

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19.09.17
ED. 5707

Epidemia

Os sócios da Rede D ́OrCarlyle, GIC e o médico Jorge Moll – estão com a pressão a 18 por 12. De um lado, Antonio Palocci, que sabe de cor como foi aprovada a MP permitindo o capital estrangeiro em hospitais; do outro, a iminente delação de Sergio Cortes, ex-secretário de Saúde do governo Cabral e ex-diretor médico do grupo. A Rede D ́Or diz desconhecer “citações ao seu nome em depoimentos de Palocci e Cortes”.

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19.09.17
ED. 5707

Todo a atenção

Eliseu Padilha foi escalado no Planalto para dar, digamos assim, toda a atenção necessária ao deputado Lucio Vieira Lima, irmão de Geddel.

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19.09.17
ED. 5707

Cooptação no atacado

Rodrigo Maia está fazendo um arrastão: pelo menos 12 dos 33 deputados do PSB admitem se mudar de mala e cuia para o DEM.

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19.09.17
ED. 5707

As linhas e entrelinhas no discurso do General Mourão

As declarações do General de Exército Hamilton Mourão sobre a possibilidade de uma intervenção militar no Brasil guardam alguma conexão com os assuntos discutidos nos dias anteriores em encontros dos generais de quatro estrelas. Sua palestra na última sexta-feira à noite na Loja Maçônica Grande Oriente do Brasil se deu na sequência de uma semana intensa. Durante cinco dias consecutivos, de 11 a 15 de setembro, o Alto-Comando do Exército esteve reunido no Quartel General da Corporação, em Brasília, mais conhecido como Forte Apache.

Segundo informações filtradas pelo RR, ainda que o General Mourão possa ter se excedido na forma e no conteúdo, sua fala remete a pontos cardeais abordados durante as reuniões do Alto-Comando. Os Oficiais passaram a limpo, temerosos, cenários de crise e os planos de ação – “muito bem feitos” nos dizeres do general Mourão -, nos quais três variáveis aparecem com destaque: a desordem social, o crime organizado e a corrupção institucionalizada. Sob a ótica militar, o esgarçamento das instituições e o crescente estado de criminalização são questões que vão muito além da Lava Jato.

Ela passa pelo imbricamento de agentes não necessariamente associados entre si – de políticos e partidos a autoridades da área de segurança pública e magistrados, de movimentos sociais ao crime organizado. Nas etapas das “aproximações sucessivas”, para usar terminologia adotada pelo próprio General Mourão, vão se configurando pontos de interseção entre as variáveis críticas. É a propagação ondulatória desses pontos de interseção que levaria a uma situação limite. Nessa circunstância, indefinida a priori, os militares se veriam obrigados a “intervir dentro da lei”, por mais estranha que pareça essa dialética.

Pelo clima de apreensão dos encontros, a tendência é que estas discussões sejam intensificadas nas próximas reuniões do Alto-Comando do Exército – o encontro da semana passada foi o quinto de um total de sete; os dois últimos do ano estão previstos para outubro e dezembro. Entre os Oficiais, há uma percepção de que um quadro agudo de deterioração da ordem, que justificaria uma ação mais radical da parte do Exército, possa vir não pelo vetor da crise política stricto sensu, mas pela segurança pública. Um exemplo: segundo o RR apurou, nos encontros da semana passada os Oficiais discutiram assuntos viscerais como o aumento da entrada de armas e drogas no país.

Um dado, por si só, dá a dimensão da gravidade: a Inteligência do Exército tem informações de que a área plantada de coca na Colômbia praticamente duplicou nos últimos três anos, em função de uma flexibilização da política antidrogas após o acordo com as Farc. A associação entre o estado de calamidade do Rio e o desenfreado narcotráfico do país vizinho é automática. O alinhamento do Alto-Comando é total em torno do tripé do Exército definido pelo General Villas Boas – “legalidade”, “legitimidade” e “manutenção da estabilidade” –, expressões repetidas nas reuniões da semana passada e citadas pelo General Mourão em sua palestra na última sexta-feira.

A nota divulgada à imprensa pelo Comandante do Exército, General Villas Boas, reafirmando o compromisso democrático do Exército, foi dirigida ao público externo. Internamente os generais concordam com o conteúdo da fala de Mourão – noves fora exageros, como a expressão “impor” – pois delimitam uma linha demarcatória rígida entre significados contextuais das palavras “intervir” e “golpe”. Está última, por sinal, banida do vocabulário castrense. O General Mourão – que, curiosamente, cumpriu uma trajetória oposta à do primeiro ministro do Exército da abertura democrática, General Leônidas Pires Gonçalves, passando do Comando Militar do Sul para a secretaria de Finanças do Exército – tem sabidamente uma forte influência entre os chamados níveis intermediário e subalterno do oficialato, de capitão para baixo. Apesar do discurso fora do tom, não houve puxão de orelha.

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19.09.17
ED. 5707

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras e Repsol Sinopec.

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