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Planos
12.09.17
ED. 5702

Michel Temer se sente menos impopular e pode reduzir ritmo do ajuste fiscal

O presidente Michel Temer passou a nutrir dúvidas em relação à intensidade do ajuste fiscal em 2018 – já que 2017 são favas contadas. Temer tem usufruído da brisa da redução do desconforto popular. O quadro econômico para a população melhorou, e quando não melhorou, estagnou, o que, frente ao longo período de índices negativos, pode ser celebrado como uma vitória.

A inquietude de Temer encontra mais eco em Eliseu Padilha do que em Moreira Franco e Henrique Meirelles, defensores da tese de que o sucesso desse governo não pode ser medido por satisfação ou empatia com o povo. Segundo a fonte do RR, a percepção de Temer é que, se reduzir sua impopularidade e continuar na sua toada, governando para a sua bancada no Congresso e a Avenida Paulista, poderá atingir uma inesperada força como cabo eleitoral em 2018, para dizer o mínimo. Relatório do Credit Suisse que circulou ontem nos meios financeiros canta algumas pedras animadoras para o presidente.

No cenário projetado pelo banco – um crescimento médio de 2% do PIB por um período superior a um quinquênio – as taxas de desemprego estimadas são 13%, em 2017; 12%, 2018; 11%, 2019; e 10%, 2020. Não chega a ser uma Brastemp, mas, comparando-se com o desemprego de 13,7% em março passado, os números são alvissareiros. A favor das expectativas do governo pesa o fato de que o banco suíço sempre foi pouco otimista em relação aos resultados da política econômica. Mas Temer já está saboreando outros frutos da boa safra na economia. A inflação é a menor em 37 anos na faixa do salário mínimo.

Os preços da cesta básica desabaram devido à deflação sobre alimentos decorrente da hipersafra agrícola. A renda da família aumentou, ainda por conta da queda da inflação, e é ela que vem puxando o Pibinho. O aluguéis em média estão mais baixos 20%. Pode dizer que nunca dantes a carestia tomou um tombo tão grande na história deste país. Mas, como acender uma vela aos pobres e outra ao empresariado? A inércia agora trabalha a favor.

O cenário favorável é de melhoria da conjuntura. Para manter as expectativas empresariais aquecidas, Temer vai prosseguir com os anúncios e ações de impacto nas privatizações e concessões e iniciar uma agenda de reformas microeconômicas. Como metas fiscais mais largas para 2017 e 2018, o governo prosseguirá no seu paradoxo de sucesso, que é confessar a falência no ajuste orçamentário, rever as contas para depois, então, atingir o compromisso
e vangloriar-se do seu feito.

Há também receitas não tipificadas que ajudarão a fechar o buraco, como o pagamento de R$ 180 bilhões devidos pelo BNDES ao Tesouro, junto com o repasse da economia do custo de carregamento das reservas cambiais na medida em que se reduz o diferencial entre a Selic e o juro de remuneração do lastro em moeda forte. Esses recursos irão todos para abater o déficit primário. E o fiscal estaria resolvido? Fica faltando a reforma da Previdência, que não só é aritmeticamente necessária, como tornou-se simbólica.

Mas se ela não sair até novembro, fica na conta do próximo governo. Na equação desse upgrade do presidente não é incorporada a variável da Lava Jato. Ela é imponderável e pode atingir a todos indistintamente. Se Temer avançar no ajuste, tomando novas medidas impopulares para a “modernização” da economia, se tornará em uma espécie de “Getulio Vargas da burguesia”, dando cabo das encomendas reformistas que trouxe para o centro do governo desde o impeachment de Dilma Rousseff. Se contiver o andor, pode ser que sua impopularidade caia e sua força eleitoral surpreenda.

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12.09.17
ED. 5702

O banco italiano

Em Curitiba, o Santander tem sido chamado de “O banco do italiano”. Nem a MP 784 tem deixado o banco espanhol tranquilo em relação aos depoimentos de Antônio Palocci.

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12.09.17
ED. 5702

A nova colheita de Blairo Maggi

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, articula-se com a base aliada para que o projeto de lei 5243/2016, que autoriza a criação a Embrapa Tech e a associação da empresa com grupos privados, seja votado no Congresso ainda neste mês. Maggi tem tratado da questão especialmente com os líderes da bancada ruralista, como os deputados Nilson Letão (PSDB-MT) e Luiz Carlos (PP-RS). O governo conta com o voto em peso da frente parlamentar agrícola. A criação do chamado “braço privado” da Embrapa ganhou uma dimensão ainda maior por conta da estiagem orçamentária da estatal. Somente neste ano, o contingenciamento comeu quase 30% das verbas.

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12.09.17
ED. 5702

Overnight

A gestora Oppenheimer, que entrou pesado no IPO do Carrefour, em julho, comprando mais de US$ 250 milhões em ações, já teria se desfeito de uma parte dos papéis com o devido lucro. Pagou R$ 15 e vendeu a algo em torno de R$ 16,50. Nada mau: 10% de rentabilidade em menos de dois meses.

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12.09.17
ED. 5702

Cabo de guerra

Flávio Dino está tentando arrastar para o Maranhão o projeto da Guandong Zherong Energy de construir uma refinaria no Brasil, inicialmente desenhado para o Ceará. Em disputa, um investimento de US$ 6 bilhões. O handicap de Dino com os chineses é um alívio para o Ceará: o governador tentou, em vão, convencer a Baosteel a erguer uma siderúrgica no Maranhão.

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12.09.17
ED. 5702

O prato principal da Hormel Foods

A recente compra da marca de embutidos Ceratti foi apenas o antepasto servido pela Hormel Foods. Segundo o RR apurou, o cardápio ainda não revelado do grupo norte-americano no Brasil passa pela compatriota Cargill. Em pauta, a criação de uma joint venture voltada à distribuição e à comercialização de alimentos. Seria uma versão com tempero brasileiro da associação que os dois grupos mantiveram nos Estados Unidos, entre 2000 e 2014. Do lado da Cargill, a aliança aumentaria seu portfólio de produtos ao consumidor; já a Hormel Foods teria à disposição uma estrutura logística que a Ceratti não lhe deu.

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12.09.17
ED. 5702

Tucanos que não se bicam

O senador Antonio Anastasia fará as honras da casa e será o anfitrião de Geraldo Alckmin, que terá uma série de encontros políticos em Belo Horizonte na próxima segunda-feira. Ainda não está decidido se Aécio Neves participará dos eventos. No íntimo, Alckmin espera que não.


Por falar em Alckmin, ele e João Doria têm se empenhado no teatro da pacificação. O almoço do Grupo Lide ontem em São Paulo, com a presença de FHC, foi o terceiro evento público em que ambos estiveram juntos em quatro dias.

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12.09.17
ED. 5702

Coluna do meio

A Caixa Econômica já tem pronto o projeto de TI para iniciar as apostas online em suas loterias em 2018. Pode ser excesso de planejamento. Ou uma aposta que a privatização da Lotex não sai. A Caixa confirma o projeto e diz que seu lançamento se dará em “momento oportuno.”

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12.09.17
ED. 5702

Trunfo político

A taxa de juros Selic na casa de 6% é tratada como “trunfo político” no Palácio do Planalto. Mas é bom que se diga que não há combinação com o BC. Vontade cada um tem a sua.

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12.09.17
ED. 5702

Assunto de Estado

Só para não se perder de vista: quando se fala da leniência da J&F, está se tratando da preservação de um grupo privado que soma o maior faturamento do país – R$ 200 bilhões – e, com a venda de ativos, como Eldorado, Alpargatas, Vigor e Moy Park, não só vai zerar sua dívida líquida como ainda ficará com dinheiro em caixa. Mais do que isso: mantém cerca de cem mil empregados. Não é pouca coisa.

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12.09.17
ED. 5702

Encontro marcado

A Rádio Lava Jato informa: a delação de Lucio Funaro e a prisão de Geddel Vieira Lima vão trazer de volta à ribalta o advogado José Yunes, o amigo de Michel Temer.

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12.09.17
ED. 5702

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Hormel Foods e Cargill.

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