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Planos
06.09.17
ED. 5699

Caixa Econômica é a estatal mais “privatizável”, dizem assinantes do RR

A Caixa Econômica Federal é a primeira da fila entre as grandes estatais que deveriam ser imediatamente privatizadas, segundo enquete realizada pelo RR junto a uma parcela dos seus assinantes. A amostragem atingiu 269 nomes, distribuídos entre empresários, executivos, advogados, parlamentares, militares e dirigentes de variadas entidades de classe. Foram escolhidas as quatro estatais que não constam de qualquer programa de privatização e são consideradas as mais cobiçadas pelo mercado.

Os assinantes receberam um breve questionário com as seguintes perguntas: “Que estatal deveria ser imediatamente privatizada?”; “De acordo com sua resposta, qual o principal motivo para a privatização?”; “Que empresa teria mercado comprador mais fácil?” A sondagem foi feita no modelo de respostas fechadas – cabe enfatizar que a Eletrobras não foi incluída na relação, uma vez que sua venda já foi anunciada pelo governo. A CEF despontou com 41% das preferências, seguida da Embrapa, 26%; Petrobras, 24%; e Banco do Brasil, 9%. O principal motivo apontado pelos assinantes do RR para a privatização da CEF foi o fisiologismo, com 38% – ou seja, aos olhos dos entrevistados, o banco tem sido um “cabide de emprego”.

A geração de caixa para o governo surgiu a seguir, com 20%. Logo depois, vieram ganhos de eficiência, 12%; e aumento de competitividade (8%). A corrupção foi votada por 5%. Na opção “outros”, quando o entrevistado pode citar um fator não apresentado nas respostas, chamou a atenção o expressivo número dos que indicaram a superposição de funções como razão para a venda da Caixa (12%). Ressalte-se ainda o índice residual de 3% que mencionaram a irrelevância estratégica da instituição.

No caso do BB, o quesito “ganhos de eficiência” foi o mais votado, com 52%. O item “geração de caixa para o governo” foi apontado como a razão maior por 18%. O aumento de competitividade somou 11%. Ressalte-se que o fisiologismo recebeu só 9% dos votos, um número muito inferior ao atribuído à Caixa. A corrupção teve 4%. Curiosamente, 2% dos entrevistados descartaram a privatização do banco, sugerindo, no item “outros”, a fusão do BB com a CEF.

Na Embrapa, considerada uma das joias do setor público, o motivo disparado para sua privatização foram os ganhos de eficiência, com 85% das respostas. A concentração nesse quesito é tamanha que os entrevistados parecem ignorar o fato da empresa ser um case de eficiência mundial – ou consideram que, mesmo sendo referência, a Embrapa poderia ser muito melhor caso estivesse sob controle privado. Um dado chama a atenção: juntos, fisiologismo e corrupção não somaram 1%.

No caso da Petrobras, para 41% dos entrevistados, a razão para uma venda imediata também seriam os ganhos de eficiência, livrando a estatal da burocracia e demais amarras do Estado. Em segundo lugar, ficou a corrupção, com 23% – certamente um reflexo dos fatos recentes. O critério do aumento de competitividade foi indicado por 12%. Ao contrário do esperado, o item venda imediata da Petrobras visando geração de caixa para o Estado somente foi assinalado por 7% dos consultados. Provavelmente, os assinantes consideram que o momento não é o melhor para a privatização, estando a empresa em processo de reestruturação e seu valor de mercado bem abaixo dos preços históricos.

O fisiologismo teve 6% das indicações. Quando consultados sobre que empresa teria mercado comprador mais fácil, a Embrapa surgiu como o bombom da enquete, com 34% de interesse na aquisição, seguida da Petrobras (29%). Depois aparecem Caixa (21%) e BB (15%). A fusão BB e CEF surge novamente nessa questão, com 1% dos consultados sugerindo que um banco resultante das duas estatais teria o maior mercado comprador entre todos os demais. Faltaria combinar a junção com o Cade, o que parece uma hipótese fora de consideração.

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06.09.17
ED. 5699

Rei ferido, rei substituído?

Ontem à tarde, após o estouro da Operação Unfair Play, que investiga a compra de votos na escolha do Rio-2016, os cartolas do Comitê Olímpico do Brasil (COB) discutiram a possibilidade de Carlos Arthur Nuzman se afastar da presidência da entidade ainda nesta semana. Neste caso, quem assumiria interinamente o esporte olímpico brasileiro seria o vice-presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira. Entre os dirigentes, o nome é visto como o remédio à mão para as circunstâncias. Ainda que carregue um ou outro aranhão dos tempos em que dirigiu a Confederação Brasileira de Judô, Wanderley chegou à vice-presidência do COB apenas em outubro do ano passado, portanto após a Olimpíada e, sobretudo, bem depois do processo de eleição do Rio de Janeiro, ocorrido em 2009.


Em tempo: segundo o RR apurou, nas conversas que tiveram ontem ao longo do dia, os dirigentes do COB se mostraram resignados, tratando como inevitável a perda de patrocinadores no curto prazo na esteira do escândalo.

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06.09.17
ED. 5699

Paredes de papelão

A reestruturação da PDG e de sua dívida de mais de R$ 5 bilhões periga virar obra de igreja. Segundo o RR apurou, a incorporadora deverá solicitar à 1ª Vara de Falências de São Paulo um novo adiamento do prazo para os credores analisarem seu plano de recuperação judicial, já estendido uma vez pela Justiça – o dead line em vigor está previsto para 18 de setembro.

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06.09.17
ED. 5699

Fantasmas do passado voltam à Câmara

A decisão do prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) de entregar a Casa Civil para o próprio filho, o deputado federal Arthur Bisneto, vai abrir espaço para o retorno ao Parlamento de um notório clã da política amazonense. Quem assume a cadeira de Arthur Bisneto é o suplente Carlos Souza, irmão do já falecido Wallace Souza, cassado por seus pares na Câmara em 2009 por suposto envolvimento com o crime organizado.

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06.09.17
ED. 5699

Desafeto

Na bolsa de apostas dos corredores da Procuradoria Geral da República o que se dizia ontem é que Rodrigo Janot vai aumentar a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) nas mídias durante o decorrer da semana. Janot sabe que o seu poder de fogo está próximo do encerramento – ele deixa o cargo no próximo dia 17. Há versões de que nos áudios de Joesley há menções a três juízes do Supremo – Gilmar Mendes, Carmem Lucia e Ricardo Lewandowski. O procurador, contudo, se referiu no singular ao juiz citado nas gravações. Pela ênfase dada à participação da altíssima autoridade, o togado é um velho e notório contendor. Que ninguém duvide: o procurador está saboreando essa fase do processo.

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06.09.17
ED. 5699

Nostradamus

O ex-banqueiro Luiz Cezar Fernandes tem recebido convites para palestras em associações e entidades de classe. Suas previsões apocalípticas estão fazendo o maior sucesso.

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06.09.17
ED. 5699

Chorare

Informação preocupante que chegou ao Palácio do Planalto: o ex-ministro Henrique Alves, um dos cavaleiros da távola redonda de Temer, tem tido crises de choro quase todos os dias na prisão.

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06.09.17
ED. 5699

Avenida Paulista

A pré-candidatura do sociólogo tucano Luiz Felipe d ́Avila ao governo alimenta a expectativa de um duelo do empresariado paulista nas urnas – ainda que de forma indireta. De um lado, Paulo Skaf, montado na coalizão PMDB/Fiesp; do outro, d ́Avila, com o apoio de Abílio Diniz, seu sogro.

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06.09.17
ED. 5699

Desespero

Condenado em segunda instância a 47 anos, Sergio Cunha Mendes, ex-vice-presidente da Mendes Junior, reabriu negociações com o MPF na tentativa de fechar um acordo de delação. Até agora, o que já ofereceu em troca não animou os procuradores.

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06.09.17
ED. 5699

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: COB, PDG e Mendes Junior.

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